terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Sim, é tudo para o mesmo lado...


Obrigado Danny.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

A banalização da morte

Um morto é uma tragédia, um milhão são estatistíca (ou algo assim do género), assim como o puto vê o Bruce Willis no filme, os mortos entram em nossa casa diariamente, no telejornal, em qualquer filme de acção (especialmente com o Steven Seagal) e até mesmo num jogo de futebol, enquanto petiscamos uma sandocha lá vamos assistindo ao desfile de cadáveres de todas as partes do mundo, uns bons, outros maus, outros simplesmente incógnitos, alguns estropiados, mortos á "katanada" ou á queima-roupa com uma caçadeira... a "variedade de oferta" é enorme.

É uma inevitabilidade já se sabe, para morrer basta estar vivo, por isso por um lado até é bom sermos habituados e expostos a esta "cultura da morte" diária e contínuamente, é como um "lembrete" que dispara aleatóriamente, depois torna-se banal, entranha-se, e torna-se parte essencial do nosso dia-a-dia. Mas não estará isto a tornar-nos insensiveis?

A morte faz parte do nosso dia-a-dia, habituamo-nos a ela sem a compreender, de um certo modo fascina-nos e isto pode ser visto por exemplo quando há acidentes na estrada ou pessoas atropeladas por combóios, a tendencia é ir dar um "espreitadela" para satisfazer a curiosidade mórbida, no outro dia estava a ir para o trabalho e vi um gajo morto na rua, estava estendido no chão com as costas numa parede e parecia ter sido espancado, naquela zona há algumas senhoras que vendem o corpo por isso deve-se ter metido com alguma e foi espancado pelo chulo, "não é uma boa imagem para se ter de manhã" pensei eu e fiquei a pensar nisso durante um bom bocado, depois distraí-me com outra merda qualquer e não pensei mais nisso.

Hoje é dia dos mortos, o pessoal vai aos cemitérios e é um dia bom para o negócio das flores, é um dia em que lembramos "os nossos mortos"... até na morte somos egoístas... com os mortos dos outros podemos nós bem... É este paradoxo que ainda não consegui perceber: somos habituados á morte desde que nascemos mas cada vez que morre alguem próximo parece que é a primeira vez, e não vai ficando mais fácil... deve ser a isto que chamam "o mistério da vida".




Bru Wili

domingo, 18 de Outubro de 2009

Domingo de ressaca

Domingo é o dia da ressaca por excelência, não há dia melhor para ressacar até porque normalmente coincide com o fim do fim de semana e costuma ser sempre a seguir á Sexta e ao Sábado (dias de exagero e devaneio alcoólico e psicotrópico).

Não deixa de ser curioso (para quem é crente) que o dia em que deus descansou depois de fazer a terra seja o dia em que o Homem ressaca depois de mamar o sangue de cristo, de facto há algo de religioso no Domingo de ressaca vulgo Romingo, é uma celebração de mau estar, suor mal-cheiroso, tremores, taquicardia e até mesmo dores causadas pela "desabituação ao alcoól", é uma espécie de "via sacra" do bêbado repetida semanalmente que vai piorando com o passar do tempo e a degradação dos orgãos internos, mas não é por isso que se deixa de beber... isso é que era bom! nada disso, bebe-se cada vez mais para mostrar que não andamos aqui a brincar e que levamos a sério os nossos "hobbies", o único problema do Domingo de ressaca é que a seguir é sempre Segunda-feira e tem de se ir trabalhar (para quem trabalha) ainda com mazelas do fim-de-semana...



Jacques Daniel

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Mais barato que a verdade? (Sexo, mentiras e projectores)

É verdade que a verdade é sobrevalorizada, este assunto já foi dissecado neste blog, mas agora uma outra questão de natureza puramente existencial põe-se em cima da mesa... se a verdade não é assim tão importante porque é que as pessoas se dão ao trabalho de mentir ou omitir? (o que técnicamente é diferente...) ou até mesmo fingir?

Neste curto espaço em que me ví aqui metido e (ainda) não acabou, sou obrigado a aceitar que as pessoas "moldam" a verdade consoante lhes interessa e isto é que me intriga... O que move as pessoas? Que motivações estranhas as levam a fazer coisas completamente e aparementemente sem sentido?

Mesmo quando nos estamos a CAGAR completamente para uma pessoa (e podemos ter as mais variadas razões para isto) há quem goste de dar tangas "ah e tal... isto e aquilo..." "já não te via há tanto tempo..."

É bonito é tudo o que tenho dizer.

O problema é que não vivemos sózinhos neste mundo e apesar de gostar mais do azeite para fazer refogados, tenho de admitir que o azeite é como a verdade, vem sempre ao de cima e geralmente é por duas razões: Ou acham que é rídiculo enganar um amigo ou porque gostam de se gabar dos seus feitos.

O mais engraçado nesta merda toda é que a verdade só vem ao de cima quando já nos estamos a cagar para ela, vem sempre fora de tempo por isso depois de nos chamarem todo o tipo de nomes incluindo mentiroso e paranóico sabe sempre um bocado a azedo quando descobrimos que afinal estávamos certos.

Não tenho nada contra a mentira, ás vezes a mentira é necessária, mas parece-me um bocado estúpido manter essa mentira quando já não há razões para isso mas enfim... como o povo diz (e o povo costuma ter razão) a festa já não é minha e se as pessoas se sentirem bem em ser dissmuladas por mim tá tudo bem, agora tangas... nunca usei, prefiro boxers, não me apertam os colhões.

A verdade? essa é mais barata do que podemos pensar.

Se o problema é a opinião com que ficamos das pessoas... Isso não é um problema porque afinal somos seres egoístas e desde que achemos que somos os maiores do mundo e os outros são uma merda nada de invulgar se vai passar, apenas a continuidade de uma existência de merda.




Mais barato do que a realidade

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Eco-misticismos banais

Hoje, peguei num daqueles jornais diários xungas que dão no metro e lí o meu hóroscopo: normalmente aquilo é um acumulado de patranhas e tangas semi eco-místicas e e dá-me alguma vontade de rir (ou pelos menos faz-me mover o musculo do lábio superior) mas hoje não.

Aquela merda hoje fazia sentido, o gajo que fez aquilo parece que me conhecia e por mais estranho que pareça até me dava bons conselhos, imediatamente comecei a pensar na Maya (a nossa grande astróloga) primeiro nua e vomitei, depois já vestida a proferir as mágicas palavras: "Não negue á partida uma ciência que desconhece" o que até fazia sentido se a astrologia ou o "tarot" fossem uma ciência, mas vamos passar essa parte á frente e vamos considerar que isto dos animaizinhos e das estrelas até faz algum sentido.

Concedo que a maior parte das vezes que leio aquela bosta chego á conclusão que aquilo são frases totalmente generalistas e que a maior parte das pessoas identifica-se com aquilo se quiser, é tipo uma "hipocondria dos signos" e é muito possivel que seja exactamente o que se passou hoje, por outro lado é possível que os astros hoje tenham acertado em cheio, duvido é que toda a gente que tenha o meu signo ache o mesmo por isso isto não é uma questão pacífica.

Qualquer dia até os meteorologistas começam a certar no tempo para amanhã...



"El Toro Loco"

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Exmos. Senhores Membros do “Gang dos Pontos”,

É com grande regozijo e admiração que vos escrevo do estabelecimento prisional onde me encontro encarcerado e cujo nome devera permanecer no anonimato.
Sou vosso irmão de sangue. Na menoridade também cometi alguns excessos que serviram como formação para o que se seria uma promissora carreira no crime abruptamente interrompida pela minha detenção.
Aqui tornei-me um intelectual proeminente. Li tudo o que podia apanhar. A minha auto-instrução deu-me um certo sentido de superioridade em relação aos outros reclusos (claramente inspirado pelo personagem de Robert de Niro no “Cabo do Medo”).
Apesar da esperança diminuta de algum de vocês algum dia ler estas linhas, aguardo avidamente a vossa chegada quando atingida a maioridade.
Eu e os meus irmãos desenvolvemos o nosso próprio sistema de pontos, sendo que os novatos obrigados à sodomia e felação serão avaliados de forma diferente por especialistas (nós).
É também dada especial atenção aos espancamentos e outros requintes de malvadez.

Aguardo com entusiasmo a vossa chegada

Quicas

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

#3



Amália ou Detestália?

eis a questão.






segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Encalhanços digestivos

Foi já há uns anos valentes que fui introduzido ao conceito de "ficar encalhado a digerir alguem" a coisa na altura pareceu-me bastante "Jibóiar" uma vez que só as cobras grandes engolem o pessoal vivo e ficam ali a curtir a "moleza" enquanto os ácido do estomago vão digerindo a malta.

Hoje em dia infelizmente compreendo melhor o conceito e não gosto. Sou uma pessoa de digestões rápidas, gosto de comer devagar e arrotar no fim para depois ir á agua, mais a mais falamos aqui de digerir pessoas o que evoca ao canibalismo, tendência que até ao momento ainda não abracei, percebo, no entanto que isto afecte a normal evolução das espécies uma vez que para além do conceito da digestão temos simultaneamente o facto de esta estar encalhada.

Normalmente um bom digestivo do tipo "Aliança Velha" costuma ajudar até porque o álcool a curto prazo é a melhor solução, o problema é se a pessoa em questão é indigesta (como o pepino) e fica a "trabalhar no estômago" causando azia e consequentente arrotos frequentes, aí o alcool não faz grande efeito e tem de se juntar uns "pózinhos digestivos" á receita e a coisa lá vai andando...

Isto vêm-nos lembrar que como seres humanos temos de ter muito cuidado com a alimentação, ás vezes os alimentos que parecem mais nutritivos são como a fruta espanhola, bonita por fora mas amarga ou sem sabor por dentro, há tambem que ter em conta o factor psicológico, ou seja, há aquelas coisas que sabemos que nos fazem mal mas que queremos comer á mesma porque é bom, daí vem a grande máxima "perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe". Este exercício de "enganar o cérebro" não é no entanto muito saúdavel e em última análise só nos estamos a enganar a nós mesmos...

Nisto da alimentação e da digestão e possiveis "encalhanços na mesma" há de tudo: Há quem coma tudo o que lhe metem no prato, há quem só goste de determinadas coisas, há o pessoal "esquisito", os que gostam de "fast food", os vegetárianos... Porque isto da comida traz também algo de ético para cima da mesa.

Fazendo uso de mais uma expressão popular ligeiramente modificada: "Quem têm ética, passa fome" e Eu vou continuar á procura do digestivo ideal.





Manel Luís Trouxa

Segurança no trabalhe...


Reparem que na seta mais abaixo pode-se ler: Faro Capital da segurança no trabalho

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Extra Dry

O que diz um Alemão depois de ser atropelado por um carro.



(Extraido de um comentário de Lady Die)

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Adivinha

QUEM É ESTA SENHORA?



a) Avó do Hitler;
b) Mulher do Pai Natal;
c) Vice-Presidente do PNR



quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Porque é que a vida não é como os filmes pornográficos?

Andando pelas ruas nesta altura do ano pode-se sentir no ar um ambiente languído, aliás é normal, com o calor que se faz sentir as hormonas entram em ebulição, juntando a isso esta apreciável moda dos vestidos ultra leves e transparentes podemos afirmar que temos ambiente. Outra muito apreciável tendência é o facto de até as "trintonas" e senhoras mais experientes se vestirem da mesma maneira que as pitas hoje em dia, esta "uniformização" nivelada por cima é muito bem-vinda, já era tempo das cotas largarem os sacos de batatas e as pitas os fatos-de-treino de viscose e começarem a dar largas á sua sexualidade têxtil.

Criado este ambiente de concupiscência geral e transversal não se consegue compreender como é que não vemos pessoas a fazer sexo tresloucadamente no meio da rua, não lhes apetece? Não me parece que seja esse o problema, é a barreira da comunicação? É o facto de ser desconhecido? Será que é pelo facto de sermos seres racionais e devido à nossa inteligência superior sabemos reprimir os nossos sentimentos melhor do que qualquer outro animal? Será que é porque pensamos demais? Medo da rejeição? Reminiscências do pudor salazarista/católico?

Pode ser a soma de tudo isto ou até mesmo por uma razão completamente diferente aqui não analizada, o que é certo é que a pornografia desmistifica tudo isto:
Apetece-lhes sempre, a comunicação não é importante, é a acção, o facto de não se conhecer a parceira é irrelevante pois usa-se quase sempre o método do coito interrompido (são até bastante inovadores em termos onanísticos), alí não se pensa, age-se, não há cá medo de rejeições, vamos embora e pronto! e Salazar ou Jesus são as ultimas pessoas em quem se pensa quando se está a fazer sexo (salvo raras excepções) Para além de tudo isto aquelas pessoas parecem estar a divertir-se bastante.

Por esta razão parece-me que seria saudável trazer a pornografia para as ruas, para acompanhar esta tendência de modernismo e fazer de Portugal uma zona sexualmente liberada, sem preconceitos e na vanguarda da sexualidade mundial dando novas pinçeladas de côr ao nosso país que vive tempos cinzentos.





José Gaitas

quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

"Dronfe le monde"/O neo-eremitismo

O neo-eremitismo está muito em voga, esta parece ser a melhor opção nos dias que correm para quem está farto da sociedade em geral ou apenas das pessoas em particular.

O isolamento sempre foi uma boa maneira de combater chatices e se isso nos corta os laços com tudo o que diz respeito a relacionamentos e comportamentos socias (que afinal é o que se pretende) então temos aqui uma boa alternativa a tornarmo-nos assassinos em série ou violadores éticos. Por outro lado é tambem um excelente exercicio de auto-conhecimento e permite uma reflexão profunda sobre nós mesmos e sobre os grandes dilemas do universo.

Com o avanço da medicina e dos cuidados paliativos e juntando isso a tudo o que já foi aqui referido temos tudo o que precisamos para ser neo-eremitas. As cavernas são obviamente hoje quartos que têm alguns luxos modernos que ajudam o eremita a abstrair-se, tais como: computadores, televisões, qualquer coisa que dê som, ou até mesmo livros, tudo coisas que os eremitas antigos não tinham, o acesso a "drogas desenhadas" vulgo drunfaria farmacêutica é apoiado por médicos que enchem os bolsos graças á ascensão do "Homo-eremitus".

Quando procurei referencias para o eremita contemporaneo eis que me deparo com Henry Thoreau, escritor Americano que escreveu "a desobediencia civil" preso por não pagar impostos porque se recusava a financiar a escravidão e a guerra, que decidiu por fim sábiamente tornar-se eremita, bem... é um exemplo um bocado antigo mas mostra já um eremita diferente do "homem das cavernas" acompanhando assim toda uma evolução no eremitismo até aos dias de hoje.

É preciso dizer que a medicina ajuda bastante o eremita moderno a isolar-se da sociedade, os dignósticos são fáceis... és paranoico? tens de tomar anti-psicoticos, ansioliticos e inibidores da recaptação da serotonina... Fácil. Depois é só colocar em posição fétal e regredir até ao útero materno, o unico sitio onde estivemos verdadeiramente protegidos, repetir o processo diariamente e ao fim de semana nunca esquecer das 3 voltinhas ao bilhar grande... e tá feito. Temos o "zombi produtivo"/neo-eremita controlado.

(Quero deixar aqui um grande bem-haja á industria farmaceutica e aos avanços obtidos nos cuidados paliativos)

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

A essência das coisas

Tal como Platão que procurava a essência das coisas e as reminiscências da verdade de um plano superior também eu busco o significado oculto de algumas músicas.
É interessante verificar que a interpretação da letra de uma determinada canção não é, por vezes a mais correcta.

Seguem-se alguns exemplos:

O “Smells like teen Spirit” dos Nirvana está eternamente associado à rebeldia adolescente.
Na verdade “Teen Spirit” é um desodorizante que o Kurt (O horror, O horror) estava a escolher no supermercado.

A musica “I used to love her” dos Guns n Roses que todas as pitas apaixonadas associavam a uma morte tipo Romeu e Julieta, não era mais que o palhaço do Axel Rose a levar a cadela moribunda para abate (“But i had to kill her”).

O delírio Fascizoide de Tool no álbum Aenima com o nome de [Die Eier von Satan]The eggs of Satan, é na realidade uma receita de bolos de Haxe em Alemão (sem usar ovos claro).

Quem ouve a música “I don´t like Mondays” dos Boomtown Rats a uma segunda-feira de manhã pensa certamente que este grupo sofria, como a maior parte de nós, de um complexo de Garfield.
Nada poderia estar mais longe da realidade. Esta canção foi escrita tendo por referencia uma rapariga de 16 anos chamada Brenda Ann Spencer, que numa bela Segunda-feira resolveu disparar para um recreio cheio de crianças por mera diversão.

Como diria o Duche Ovni : “The Truth is Out There

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Muito Cuidado Com As Arribas!

Uma arriba caiu e matou uma família inteira na praia;

Um pai matou o filho com um tiro na caça à rola (rolas mesmo);

A Naide Gomes não nos trouxe nenhuma medalha;

Sabem de quem é a culpa disto?

É do Governo.

sábado, 22 de Agosto de 2009

Práonde???




(Esta imagem pode ser encontrada noutros blogs mas achei boa demais para não partilhar)

Texto de celebração da Vida

Partindo do facto que vamos todos morrer acho que podemos facilmente perceber que a Vida é uma doença terminal.

Partindo desta premissa básica pouco importa do que morremos... SIDA, gripe A, Câncro, ser atropelado numa passadeira, cirrose, ou mesmo ser atirado a um rio sob a acusação de bruxaria... Vamos morrer.

Para quem não sabía, isto pode ser um choque mas não tendo o poder informativo da CNN queremos ir preparando as pessoas para isto.

É um dever cívico de um blog preparar as pessoas para a morte e tambem tentar afastá-las da monarquia por isso e também antevendo tempos díficeis para a liberdade de expressão quando o próximo rei de Portugal assumir controlo sobre o ciberespaço Português vou dissertar sobre a vida.


A vida
Essa gota de orvalho
E no entanto...

(Baseado num ai-cú)

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

O rei morreu, viva o rei!!!

Parece que houve para aí um semi-atentado bétó-radical/belenenses, com um grande pormenor de classe:(máscaras á la Darth Vader) que consistiu em trocar a bandeira da câmara de Lisboa (uuuuuuuuuuuuUUUUUUUUUUhh, que ofensa NACIONAL...) pela bandeira da monarquia.

Isto num dia normal nem me mereceria comentário, mas só para chatear os monárquicos decidi falar sobre isto:

Mas esta gente quer um rei??? que merda é esta??

Já ouviram falar em evolução??

A sério... isso não lembra ao diabo... alguem acha realmente que a solução é voltar a ter um rei??? alguem se dá ao trabalho de pelo menos dizer o que acha o que se deve fazer a seguir a seguir a ter um rei??

Vamos ser tipo o Mónaco e o nosso rei vai ser aficionado por desportos náuticos??

Gerações vindouras... Vejam estes idiotas e não repitam...



(Este post é dedicado aos monárquicos de Queluz, mas que apanham o combóio e não andam de cavalo)

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Don´t Mess With The Tugas


quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Gerónimo o cretino anónimo

Gerónimo é um cretino e esconde-se atrás do seu anonimato para emitir as suas opiniões cretinas, não é nada de novo, sempre aconteceu, durante todo o decorrer da história da Humanidade tivemos cretinos que acham que a sua opinião é algo que se mereça ouvir e fazem questão de a partilhar, antes da internet estas pessoas usavam máscaras e iam aos forums publícos dizer o que achavam, depois tivemos os programas de televisão onde se pede a opinião por telefone, o que tambem permite manter o anonimato também existem as sondagens anónimas mas dessas nem vale a pena falar...

Gerónimo, por seu lado pertence à "geracão da internet" por isso já não teve de passar por todas estas fases, pode assim espalhar toda a sua imbecilidade na "World Wide Web" de uma forma anónima e gratuita fazendo comentários cretinos em blogs sem ter de se preocupar muito.

A tecnologia é de facto algo assombroso, permite a pessoas que antes não tinham visibilidade e a quem ninguem ligava nenhuma ao que diziam, deixar agora a sua opinião acerca do que os outros escrevem, pensam ou fazem (como se alguem estivesse interessado), consigo imaginar estas pessoas fechadas num metro quadrado escuro e bafiento a fazer "buscas" na Net para poderem deixar um comentário sobre o que outros escreveram... É a modernidade... dirão alguns, a aldeia global, mas em como todas as aldeias existe sempre um ou outro atrazado mental, normalmente conhecido como o "bobo da aldeia" e que tem a função de entreter e fazer rir os outros habitantes "normais" (se é que existe tal coisa).

Gerónimo é um desses, quanto a nós, esperamos que este blog esteja a cumprir esta missão social de ajudar os menos favorecidos, que as pessoas a quem não lhes apetece escrever possam sempre mandar um "bitaite" sobre os post aqui publicados, e que para aqueles que ninguem ouve que tenham pelo menos a impressão que aqui alguem dá valor a sua opinião, neste blog gostamos de pessoas utópicas.





António Heterónimo

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Será que Ele resiste?

domingo, 2 de Agosto de 2009

Verney


Leona de Almeida
Levava muito na peida
E segundo consta
Também levava na concha







William Costa

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

O Samba da Caixa de Fósforo

O filho desprezado arquitectou o plano para chamar a atenção do pai. “Vou finalmente mostrar que sou sublime”.
Quando se esperava que este escrevesse um livro sobre a formação dos buracos negros e explicação da anti matéria, eis que surpreende todos com a construção de uma réplica de uma caravela Portuguesa em paus de fósforo.
“É assim que pretendes alcançar a imortalidade?”
Nada poderia fazer. Era próprio da sua natureza, a busca por projectos inconsequentes e infrutíferos.
Quando era já um mestre na arte do pau de fósforo e tinha discípulos que o seguiam para todo o lado com a reverencia devida a um mestre Zen, construiu um moinho de vento em tamanho real e esmagou-o qual D. Quixote.

sábado, 25 de Julho de 2009

Hvala Slovenija


Cona lá quer dizer zona...
Thx Nina for the Photo :)

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Idiossincrasias Idiotas da Ixistência

Sinto hoje o peso insuportável
da responsabilidade de ser adulto
Será por ser Levante?
O Levante ataca os malucos.

Mas nem sequer é Levante!

O Levante traz consigo parte do deserto
E o deserto da minha vida
Tem para com este Vento uma enorme simpatia.

De Marrocos vêm também os carregamentos de Haxixe
E com eles a felicidade
Será que a felicidade vem realmente de Sul?
Mas nós já vivemos no Sul
E eu não me sinto Feliz.

Sou hoje um explicador de Matemática
E a parte diletante da minha vida
É Lésbica e apaixonou-se por uma Primitiva.


Asdrubal Co-seno Hiperbólico

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Pelos caminhos de Portugal...(revisitado)


Sítio remoto muito frequentado pelos apreciadores de THC, é daqui que vêm a expressão "Que belo cascabulho!"

Imagem gentilmente enviada por Daniel Dantas.

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

#2

É um facto. Por causa do barulho das motas não consigo Concentrar-me na gripe.

terça-feira, 7 de Julho de 2009

Crime imperfeito

A Velha do apartamento ao lado começou novamente a limpar a casa às 7 da Manhã. Como é meio surda e não tem noção do ruído que faz, acorda-nos frequentemente.
Sinto agora o desejo inexorável de a esperar na penumbra do vão da escada, e qual Raskolnikov pós-moderno, enterrar-lhe um machado na cabeça. A culpa deste homicídio hediondo deverá ser imputada ao vizinho do primeiro andar que grita frequentemente impropérios aos filhos e é tido como uma personagem tenebrosa.
O plano perfeito estava prestes a ser executado, mas nessa noite sonhei que estava a pôr em causa o equilíbrio cósmico de todo o prédio. Um distúrbio na linha do espaço contínuo do arrendamento urbano poderia provocar danos irreparáveis no tecido causal de toda a realidade.
Por isso nada fiz... A Velha deverá ser deixada em paz na solidão que a consome e o vizinho do primeiro andar, fuma agora à janela (em liberdade). Eu continuo a acordar às 7 da Manhã.

Estes são os desígnios do Universo.
.

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

We Gotta Take The Power Back

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

#1

Adoro o cheiro das milfs p'la manhã,
quando vão levar os filhos à Escola Primária da Penha.

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

A teoria dos vasos "Ming"

Esta é uma teoria da minha autoria que tento aplicar a várias circunstancias da vida, nalgumas encontro algum sentido prático que a suporta, noutras nem por isso.

A teoria consiste em:

Na minha mão direita tenho um vaso de valor incalculável da dinastia Ming.

Na minha mão esquerda tenho um vaso comprado numa qualquer loja dos chineses que custa 1 euro.

Deixo cair os dois e ambos partem-se em mil pedaços. De tal forma que é impossível distinguí-los.

Não vou revelar em que circunstancias nem em quais encontro algum sentido prático nesta teoria porque isso poderia deturpar o que voces possam (ou não) retirar dela.





Confúsio

Estes Indianos são loucos...



E o bacano que andou a meter as legendas não é muito mais certo...

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Parabéns Jaffo


sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Os homens são criaturas simples

Assim como os comunistas falam em consciência de classe, há tambem algo parecido a que eu chamo "consciência de espécie".

Enquanto é certo e sabido que as mulheres são umas cabras umas para as outras nem que sejam as melhores amigas, nos homens há uma espécie de "camaradagem" global e em particular as zangas entre amigos não duram muito tempo, normalmente uma boa "buba" e umas gargalhadas resolvem o assunto.

Claro que este factor da simplicidade misturado com alcóol e gajas ás vezes dá em porrada mas, vemos isso todos os dias no Discovery channel, é a própria natureza que nos obriga a isso mas mais uma vez, normalmente acho isso muito mais "natural" do que as tramas, enredos e intrigas em que as mulheres se metem pra se foder umas ás outras, um gajo é simples: Não gosto daquele gajo, não lhe vou ligar, se me chatear andamos á porrada. parece-me simples.

É tambem engraçado reparar que a maior parte das vezes em que um gajo se chateia com outro é por causa delas... dá que pensar... claro que há outros factores exteriores a isso como por exemplo rivalidades de bairro ou até mesmo de cidade, lutas de gangs e até mesmo excesso de testosterona mas acho que na contabilidade final as mulheres são responsáveis pela maior percentagem de ocorrencias (podia-se fazer um estudo sobre isto).

Os homens geralmente falando tambem conseguem ser bastante mais sintéticos e orientados por um objectivo, atigindo esse objectivo ficam contentes, pode se chamar a isto "simpicidade de procedimentos" tentado sintetizar a ideia que quero deixar aqui vou citar uma frase quando um amigo meu perguntou a outro o que o fazia feliz:

"Esporrar e rir" foi a resposta.





Carlitos (o repórter da noite)

É verão... continuando na linha dos videos "frescos" para vocês... GUNTHER!!!!!!!




Pá... este caramelo é grande patrão, Sueco armado em alemão a dizer "you touch my tralala..." quem tiver interessado em outros trabalhos deste "senhor" vão ao youtube, aconselho tambem uma musica chamada "tutti fruti summer love"

domingo, 14 de Junho de 2009

Silverio (para quem ainda não conhece) "El hombre de las cavernas...nasales"

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Trabalhar ressacado

"Isto trabalhar ressacado não dá. Tenho de deixar de trabalhar."

Foi depois de chegar a esta conclusão brilhante (depois de mais um dia a trabalhar ressacado) que decidi que era tempo de falar sobre isto em forma de post.

Não dá para perceber, há todo um historial de dias passados na merda, mal disposto e só a pensar na minha caminha durante todo o dia, já se sabe... uma pessoa não é produtiva naquele estado, é uma coisa que devia estar prevista no código do trabalho "tá de ressaca não vai trabalhar".

Há dias em que a manhã até passa rápido devido á quantidade de alcóol que (ainda) circula no corpo, mas depois do almoço é o terror. Suspiros, ansiedade, mau estar, todos estes são sintomas de quem passou a noite passada na rambóia e vai trabalhar no dia a seguir.

A questão aqui é: todos nós sabemos disto então porque continuamos a insistir? No meu caso pessoal a resposta é clara: nunca abdiquei de fazer o que me apetece no presente por um futuro que não sei se vai existir, sou mais dado ao prazer do momento e nunca pensei muito nas consequencias que isso pode trazer, mas isso sou eu, e o resto da humanidade que vai trabalhar ressacada? Qual é a desculpa deles?

Haverá algum problema comigo porque gosto mais de sair do que trabalhar? Alguem gosta de trabalhar? será porque uma coisa é imposta e a outra nós escolhemos fazer?

Esta situação fez-me tambem pensar no facto de Portugal ser um país onde a religião católica tem ainda um grande peso, normalmente isto daria azo a uma série de desatinos acerca da virgindade da Maria e o papel do carpinteiro no meio disto tudo, mas não é o caso. Estou muito contente por este facto, por nós sermos uns saloios religiosos fiquei 2 dias em casa a curtir os santos populares, essa festa tão religiosa em que toda a gente está mais bebada do que eu (se é que existe tal coisa) e se dança musica "pimba" frenéticamente, nesta altura a fauna das ruas torna-se tambem mais agradável á vista talvez devido ao efeito do alcóol. Tudo isto devido a que? Aos santos.

Prefiro a religião ao trabalho, 1000 vezes. Os padres bebem vinho no trabalho, os santos trazem raparigas bonitas para a rua e em países como o nosso não se trabalha.

Mais feriados religiosos, por favor.




M.C. Rrose

domingo, 31 de Maio de 2009

Martuning


O pequeno Martunis decidiu aderir ao "tunning"
(reparem como ele "quitou" o ouvido) jantes de
liga leve de certeza.

sábado, 30 de Maio de 2009

A verdadeira história de "Don" Quijote

Quijote mora num bairro comunitário á entrada de Huelva mas não se iludam, ele é um "Don" no verdadeiro sentido da palavra, quando vai a algum sitio faz-se sempre acompanhar do seu fiel guarda-costas Sancho que lhe tira o casaco branco quando a etiqueta assim o exige, enfim, é um senhor, não mexe o cú para nada, deixa o trabalho sujo para o fiel gordo que o acompanha.

Parece-me pertinente referir que o gordo é agarrado ao "rébolao" (mistura de branca + castanha), completamente obcecado por essa substancia faz tudo para a conseguir, o seu trabalho é o sonho de qualquer agarrado que se preze: trabalha para o "Don", assim nunca tem ressacas.

A fidelidade de Sancho ficou provada num dia em que "Don" estava completamente fora de si a ter sexo não protegido com uma "muchacha" que encontrou na rua, Sancho ao ver tal acontecimento começou a correr em camara lenta (estilo Hollywood "suspense") e atirou-se completamente em vôo conseguindo sacar a pixa de Quijote milésimos de segundo antes da ejaculação conseguindo efectuar assim com efeito o método do coito interrompido (a "muchacha" em questão era afinal uma prostituta com Sida). Nesse dia passou a ser o braço direito do "Don" pois foi com esse braço que sacou a pila de Quijote de dentro da "espanholita" e passaram a ser inseparáveis.

"Don" Quijote dedica-se essencialmente ao narcótrafico e é daí que provem toda a sua pequena fortuna conseguida toda ela por métodos anti-capitalistas: começou pela pequena deliquencia aos 16 anos, dedicando-se depois ao contrabando de alcóol e tabaco, até chegou a vender armas mas depois ganhou juízo e entrou no caminho certo onde ainda hoje se mantem: a droga.

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

De olhos bem fechados

Há uma altura da vida em que metemos tudo em questão.

Tudo isto é devido ao lapso espáço-temporal em que no presente achamos que estamos a fazer bem mas depois, mais tarde reconhecemos que se calhar não era bem assim.

O grande problema nisto tudo é disponibilizar-mo-nos a confiar. O exemplo clássico é alguem que já confiou plenamente em alguem (sim, porque não se confia em objectos) até que teve razões para por tudo em causa. É uma sensação engraçada a de cair em "queda livre" tudo isto depende, mais uma vez de pessoa para pessoa e para algumas pessoas isto é encarado como um "alívio" ou algo normal, para outras é apenas desconfortável o que é certo é que obriga-nos a repensar a nossa realidade.

A palavra-chave aqui é confiança e temos de ter uma coisa em mente: a verdade absoluta "de mim sei Eu". Claro que nós sabemos o que se passa comnosco, somos nós. Agora o que se passa com a pessoa que decidimos partilhar a nossa realidade já não é bem assim... e isso pode causar alguns problemas.

Chega uma altura em que tudo é posto em questão e coisas que nós tomávamos como garantidas afinal não são bem assim... faz-se um exercicio de lógica e chegamos á conclusão que confiar é estupido... não faz sentido. Micro-realidades paralelas são criadas consoante o nível de paranóia e imaginamo-nos a fazer figura de "tótó" enquanto pensávamos que estava tudo bem.

A paranóia pode ser mais escabrosa que a realidade mas pelo menos é personalizada e já que não podemos saber tudo só podemos imaginar...

Depois vem a importancia que damos ás coisas e ás pessoas e é isso que vai determinar a quantidade de sofrimento, nesta equação importa ter em conta tambem variáveis como o tempo, a distancia e o silencio. Um dia acordamos e descobrimos que não queremos saber de nada, que é melhor assim e que ficar na ignorancia ás vezes é mesmo o melhor, descobrimos tambem que imaginar situações que desconhecemos é entrar no campo da especulação e que tortura mais do que ajuda.

Depois de reconhecer esse facto o nosso cérebro começa por si mesmo a meter "firewalls" em certo tipo de pensamentos e esse é o primeiro sinal que estamos a ficar melhores, começamos a relativizar e redefinir conceitos, lambemos as feridas e mandamos toda a merda para um canto escuro, ficamos a saber quem são os nossos amigos e depois de meter um penso rápido na alma seguimos o nosso caminho de olhos bem fechados (que é a melhor maneira).





Paco Niña

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Segways prós carteiros

Por vezes neste blog tambem se produzem posts úteis, é verdade.
No outro dia estava a pensar como é ingrato ser carteiro numa cidade como Lisboa, com tanta merda de subida e descida carregados com um saco pesado ás costas com as cartas da malta. Esta situação torna-se ainda mais penosa nos meses de Verão quando as temperaturas aumentam e os nossos amigos carteiros passam autenticas provações.

Depois por outro lado vemos os policias que passam o dia a roçar o cú nas paredes a passear garbosamente nas suas "segways". Isto não faz sentido.

Vai um policia perseguir um bandido montado na sua "segway"? dá jeito?

Vai o policia perseguir o bandido a pé á "maneira tradicional" deixando assim a "segway" á mercê de outros bandidos?

Não me parece que esta medida vá ajudar em grande coisa a nossa força policial a combater o crime, aliás até consegue tornar os agentes de autoridade (ainda) mais rídiculos e alvo de chacota publica ( e privada), acho que esta situação personifica na perfeição a expressão "dar pérolas a porcos".

Por outro lado aos carteiros se calhar dava mais jeito ter um aparelho que lhes permite uma deslocação motorizada individual, se calhar ajudava as cartas a serem distribuídas com mais fluidez para além de facilitar a vida ás pessoas que nos entregam as contas.

Tirem as "segways " aos policias e dêem-nas aos carteiros. Este podia ser o "slogan".

É apenas uma questão de re-distribuição de recursos...




Zé (o carteiro a motor)

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Vazio de ideais

A pergunta parece-me ridiculamente pertinente:

Irá a juventude betó-radical dar o seu voto ao Zé Colmeia ou ao Pepe Legal?

Uma coisa é certa: vai ser uma decisão muito difícil de tomar (a gerência deste blog aconselha a só tomar metade de cada vez) pois ambos têm estilos distintos dentro do centro-direita deixando assim a juventude beta confusa...

Pepe legal(1) é o guru do estudante de direito que já se veste e comporta como o pai desde os 14, pai este que é o seu modelo de "tacho" a seguir na vida, por outro lado Zé Colmeia(2) é mais astuto. Como uma toupeira e alia duas grandes qualidades: é oportunista e cínico (duas qualidades indispensáveis para ascender politicamente em pouco tempo)

Uma coisa é certa... o xérife Pena Kid(3) vai-se ver bem entretido a comandar esta "coboiáda Lusitana" antes de ir com os porcos e Portugal for para parar a boas mãos outra vez.

Votar é engraçado.

(Num plano onde a pura ficção impera (1) seria comparável a Pedro Santana Lopes, (2) a Paulo Portas e (3) a Cavaco Silva mas... Vamos ser sérios...)





Bernardo de Vasconcelos e Cunha Villas-Boas

sábado, 23 de Maio de 2009

Questões pertinentes

No tempo de Jesus a construção em altura imperava.

Naquele tempo... Jerusálem encontrava-se invadida por "patos bravos" do tipo "Jota Pimenta" que prometiam um condomínio fechado só para judeus ao lado da estação de metro de "Gaza".
"Fariseus!" disse Jesus (e com razão)
A malta do metro do médio oriente não ligou e hoje bem se vê a merda que deu...

A Fátima e o cristo-rei encontraram-se, ao que parece foi a primeira vez que um pedaço de madeira e um bloco de cimento moveram tantas pessoas ao mesmo tempo (e barcos) sem falar da TVI. Os peixes do rio Tejo dispensam azeite.

O rei Midas deve tar a dar voltas no seu túmulo agora que os produtores de azeite do Fundão decidiram por Ouro no azeite. Justificação: Tem fins terapeutipcos... Merda! digo eu.
Se tivesse muito ouro não tinha problemas, isso era TERAPEUTICO. "Cagar ouro??? bora!!"

Qual a solução?

Beber azeite até ter um figado de alto quilate?




Febre Ourina

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Histórias de faca e alguidar

O bebado bate na mulher, a sogra grita e chama a polícia, após ter cometido este acto ireflectido lembra-se que a polícia não serve para nada e telefona tambem ao seu filho gordo.
O bebado grita: "EU MATO-TE CABRA!"
A cabra chora.
A sogra grita: "EU ODEIO-TE!".
Após alguns instantes de tensão aparece um agente da PSP com um ar amistoso que educadamente pergunta: "Ora então o que temos aqui?" "Há algum problema?"
Os urros loucos do bebado mesclados com o choro da cabra ecoam pelo prédio, o agente observa, estagnado, de repente outro urro masculino ouve-se nos arredores: O filho gordo (e já agora, bruto) chega pronto para dar umas valentes cabeçadas e umas valentes galhetas com as costas da mão (como só os gordos sabem, tipo "Bud Spencer") no bebado, que por acaso tambem lhe devia dinheiro.

O agente depois de um esforço sobre-humano consegue articular um pensamento: "Isto vai dar merda" pensou ele "Vou ter de dar um tiro num".
A tensão instala-se na Penha...

Entretanto o agente com a maior patente que havia na viatura de patrulha lembra-se de sair do carro enquanto os outros olham para ele com a maior devoção.
O filho gordo, o bebado, a cabra e a sogra param por instantes, espantados com tal situação.
"É o inteligente" explica o primeiro agente a chegar á ocorrencia.
Em toda a sua carreira de polícia nunca se tinha deparado com semelhante situação, como proceder? Que alvos abater? Quem nos suborna nestes casos?
Perguntas muito para além da capacidade de resposta do sub-chefe Ramiro.
No calor do momento o sub-chefe lembra-se de perguntar porque é que não vão todos para casa? o que pareceu uma ideia sensata e digna de um autentico profeta urbano.

O bebado foi dormir para o carro e mijou-se todo.
O filho gordo foi para casa chateado por não ter aviado umas galhetas.
A cabra e a sogra foram-se deitar.
A polícia foi para uma tasca comer á borla e implicar com os bebados como sempre mas aquele momento de destreza intelectual do sub-chefe Ramiro ficou na memória de todos.

Eu finalmente vou conseguir dormir.





Insónia Araujo

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Os colhões adormecidos de Gulliver

Gulliver curtia fumar umas ganzas e mamar uns copos, afinal de contas o homem era humano... certo dia, já bem "aviado" o nosso amigo decide fumar um bongo á porta de um bar "underground" (sim, Gulliver era dos nossos.)

Fumou, encostou-se á parede, baixou a cabeça que lhe parecia pesar uma tonelada, abriu a boca, libertou 4 jactos de gregório compulsivamente e arrochou em cima do vómito, o publico presente aplaudiu e apreciou a performance, mas a fama é efémera, e pouco depois cagaram para ele e foram beber. Gulliver continuava na paz dos anjos a dormir como um bébé, aquela rua fria e irregular parecia-lhe uma cama, pouco depois, outro vulto alcoolizado e claramente debaixo da influencia de algum produto psicotrópico sai do bar, e ao deparar-se com aquele cenário deprimente diz:
"Fodass! aqueles bacanos tão em cima dos respectivos grómitos", lembrou-se daquelas estrelas de Rock que morrem afogadas no próprio vómito e foi lá ajudá-lo(s), quando se aproximou do corpo que calmamente dormia estendido no passeio reparou que o conhecia:
"Épa! é o Guli!" "Guli!" "Guli!" "Acorda caralho!" "Tás todo cagado!"
Gulliver abriu os olhos o suficiente para entrar de novo no carrosel edílico, e respondeu-lhe:
"Vai para o caralho, eu tou bem."
O amigo insistiu que ele não deveria permanecer ali naquele estado e porque estava de carro, ofereceu-lhe boleia para casa, Gulliver cagando completamente para as boas intenções do amigo responde já de olhos fechados:
"Eu tou bem!" "Um homem já pode descansar?"
Depois de tal argumentação, o amigo não teve outra hípotese senão "bazar e meter as boas intenções pelo cu acima" como lhe tinha recomendado Gulliver.

A noite foi avançando e Gulliver continuava no seu coma consentido, um grupo de "junkies" que iam a passar viram aquela cena e sentaram-se junto a ele e começaram a "fabricá-los", tinham apreciado a paisagem urbana e sentiram "o chamamento da terra" (e o cheiro era-lhes familiar).
Gulliver embora a dormir sentiu o aroma a axe e abriu os olhos para grande jubilo dos junkies:
"O man acordou!" "Tass bem?" "Anda lá fumar uns porros com a malta!"
Gulliver pensou: "Já vomitei... não há razão para continuar a arrochar" e levantou um braço para lhe rodarem a ganza (sempre com a cabeça junto ao chão pois qualquer para levantá-la era infrutifera e causadora de nauseas) Gulliver virou ligeiramente a cara para o lado esquerdo de modo a conseguir fumar, o que fez de modo decidido, sem vacilar. Os "junkies" estavam contentíssimos e já pensavam em eleger Gulliver como o seu guru, rodaram-lhe outro "porro" mais forte ainda ao qual ele não disse que não, e de novo sem vacilar, prostrado na sua poça de vómito fumou-o compulsivamente.
Depois de tal façanha Gulliver começou a ouvir um "zumbido" muito agudo que ia aumentando progressivamente de intensidade até deixar de ouvir por completo, tinha chegado ao que se chama na gíria do Pinball o estado "TILT" e dali nao se mexeu mais até ao nascer do sol.

Quando acordou, deparou-se com o insólito: tinha uma puta a chuchar-lhe o cano mole e inerte, e a dar bombadas nos seus colhões cheios de alcool, a puta tinha algo de místico, parecia uma puta das fábulas infantis, Gulliver agradeceu-lhe o esforço que tinha feito mas explicou-se:
"Ele acorda sempre depois de mim..."
Levantou-se, despediu-se gentilmente da puta e bazou aos "esses" pela rua acima em direção a casa.

A azáfama matinal sentia-se no ar, as pessoas começavam, mais uma vez o seu ritual repetido até á exaustão, levantar, trabalhar ,comer e dormir, mas Gulliver no seu estádo precário ria-se deles:
"Pobres idiotas!" pensava ele "Hão-de morrer sem nunca ter vivido"
Os olhares reprovadores dos camelos podiam parecer facas a qualquer pessoa, mas Gulliver cagava de alto neles, cagava literalmente, os seus peidos eram audiveis a um quarteirão de distancia. As velhas beatas benziam-se quando passavam por ele, ás quais ele respodia com um gentil escarro verde e castanho "Putas de velhas" pensava ele, o seu corpo estava definhado pela secura e azia (reminiscências do gin tónico?) mas a sua mente estava estava envolta numa inconsciência consciente, e estava seguro de si.

Quando Gulliver chega por fim a casa, o seu ultimo reduto, mais especificamente o seu quarto tirou a roupa que tresandava a vómito misturado com alcool semi-fermentado e atirou-a para o chão da casa de banho e nada o poderia preparar para o que a seguir se seguiu...

Estupefacto, Gulliver esfregou os olhos mas era verdade: os seus colhões estavam repletos de liliputianos, pequenos seres que se serviam dos seus "sacos" para as mais diversas actividades: uns andavam de baloiço nos seus pintelhos, tinham aulas no espaço entre o colhão direito e o esquerdo e brincavam ao apanha no intervalo.
Depois de olhar com mais atenção reparou que todas as actividades (primária, secundária e terciária) estava representadas nos seus colhões , eram como que uma micro-cidade, existindo fundações de míniculos prédios e habitações assentes no seu escroto, deseperado Gulliver decide ir ao seu stock de THC e prepara um grande besugo para assentar ideias, põe um som relaxante e deita-se a apreciar o fumo e o som numa espécie de ritual pós-buba, quando acabou tinha chegado a um novo estado de existência, tinha o cérebro dormente como uma espécie de formigueiro gigante que o impedia de pensar, de seguida começou a olhar fixamente par as paredes do quarto sem olhar especificamente para nada, aquele estado de autismo agradava-lhe, era como que, um analgésico para a alma, de súbito Gulliver voltou a lembrar-se da sua visão de pequenos seres que promiscuamente se tinham instalado de armas e bagagens nos seus colhões, mas como se tivesse sido algo de irreal e distante. "Tenho de para de meter acídos", logo de seguida volta a olhar para a região púbica e apercebeu-se que não tinha sido um flashback derivado ao abuso de LSD.

Era REAL!! lembrou-se do Artur Albarran e começou a gritar "É REAL!!! REAL!!! IMAGENS REAIS!" correu para o chuveiro onde começou a esfregar frenéticamente os colhões mas para sua grande surpresa os liliputianos eram impermeaveis.
Já quase completamente consumido pelo desespero reparou que um destes pequenos seres estava a olhar para ele e tentou estabelecer contacto verbal:
"Take me to your leader" disse com pouca confiança, o pequeno ser começou a correr até desaparecer no matagal de pintelhos de Gulliver para voltar de seguida com o que parecia ser o ancião destas criaturas liliputianas que lhe disse:
"What do you want?"
Gulliver como que desabafando em voz alta deixa escapar um pensamento em vol alta:
"Até estes cabrões falam Inglês..."
O ancião responde:
"Claro, é a lingua franca da Europa, quem não fala está fora, para além disso é bom para o turismo".
"TURISMO??" "Nos MEUS COLHÕES?" replicou Gulliver já num tom de paciência perdida, ele era grande apreciador do surrealismo mas aquela situação estava a ser, de facto insustentável.
"O que é que vocês fazem nos MEUS COLHÕES?"
O ancião aconselha-o a ter calma e começa a explicar:
"Os teus colhões produzem uma espécie rara de fungo, fungo esse que é segregado pelo tronco do teu caralho, esse fungo é indispensável á nossa sobrevivência e só nasce em colhões com características específicas, como os teus."
Gulliver sentiu-se honrado pelos seus colhões terem algo de especial, mas continuava com duvidas:
"Como é que vieram cá parar?"
O ancião sorriu e disse-lhe "Lembras-te da puta?"
"A PUTA!! Eu sabia! aquela puta não podia ser nada de bom..."
"Aquela puta..." repete o ancião "Não era puta nenhuma, era sim a foda-madrinha dos liliputianos" e continua "E ela não te estava a dar bombadas nos colhões, estava sim a analisá-los para ver se reuniam as condições adequadas a nossa sobrevivencia"
"Então e porque é que me estava a mamar o caralho?"
"Isso não sabemos. Mas acho que ela de vez em quando tambem merece curtir a vida, não?"
"OK é justo, até lhe lhe dava um foda se ela quisesse" respondeu Gulliver
"Uma foda-madrinha" respondeu o ancião.
Ambos começam a rir com cumplicidade
"Tu e teu povo até são boas criaturas, pelo menos tem sentido de humor..."
"Então não te importas que habitemos nos teus colhões?"
"Não, é na boa agora preciso mesmo é de dormir um bocado"
Gulliver abriu a boca e engoliu 3 comprimidos "Serenal 50", de seguida fabricou mais uma ganza e fumou até adormecer.

Gulliver dormiu durante 3 dias e 3 noites e quando acordou tinha a cabeça tão leve que parecia um balão de hélio, sem saber porque lembra-se da conversa que tinha tido com o ancião dos liliputianos antes de adormecer e sentiu saudades... sim saudade essa palavra tão portuguesa.
Virou-se para um liliputiano que estava a passear no seu colhão direito e disse de novo:
"Take me to your leader" (a palavra mágica) mas, desta feita a resposta foi diferente: o pequeno liliputiano responde-lhe em ar de desafio:
"Only sheep need a leader" "Nós agora somos uma federação anarca e não temos líder"
"É justo" concluiu Gulliver "Eu sempre apoiei a auto-gestão anarca, mas onde é que tá o cota com quem eu falei?"
"Foi ostracizado para os cabelos do teu cú. Tinha ideias comunistas e teve o que merecia foi exilado para o gulag".

Estes pequenos seres tinham uma noção acutilante da realidade.

sábado, 9 de Maio de 2009

Midlife crisis

O ser humano envelhece e morre, não há nada a fazer, Eu, como bom ser humano que sou, não fujo a esta regra e por enquanto continuo a envelhecer.

Uma pessoa tenta ser optimista em relação ao avançar dos anos e vai-se tentando convencer que está a ficar mais responsável e maduro, para alem de ganhar experiência e "calo", mas a verdade é que estamos a envelhecer e os melhores anos da nossa vida vão ficando para trás, uma das coisas que tenho reparado é que a paciência esgota-se muito mais rapidamente.

As pessoas, para serem simpáticas dizem-nos sempre que parecemos mais novos, ou então usa-se uma qualquer frase feita do tipo "aos 30 é que começa a vida!" Enfim, uma das coisas positivas que se ganha com a idade é a "resistência á desilusão": á medida que vamos envelhecendo vamos ficando mais cépticos e pouco propensos a ideiais ilusórios (ficamos mais "terra-a-terra") logo, a capacidade de enfrentar potenciais desilusões esbate-se na indifrença do tempo, nesta mesma proporção, quanto mais vivemos, mais pessoas conhecemos e a quantidade de "bestas" que nos aparece á frente aumenta drásticamente levando-nos a reduzir até quase á insignificancia a fé na raça Humana. Da observação directa deste facto deriva também o "processo selectivo" que fazemos e da forma como escolhemos as pessoas que nos interessam e cagamos para as que não interessam, as com quem queremos estar e aquelas que queremos ver (bem) longe.

A assertividade ganha-se também com a idade, têm-se uma melhor ideia do objectivo e não se perde tanto tempo com merdas (o acumular de erros pode ser um factor importante no processo de aprendizagem). Não há muito que se possa fazer, envelhece-se e pronto, apercebi-me que se viver até aos 60 (o que até é uma perspectiva optimista) devia estar agora a passar pela minha crise de meia idade...





Mesquita Perestrelo

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Esta semana no sítio do costume...(a publicidade e as novas economias emergentes)

Hoje ligamos a TV ou o computador e apanhamos logo alí de chapa mesmo no trombil, anúncios de produtos cuja existência desconhecíamos, e que a falta que nos fazem é tanta como a vontade de levar no cú. Enfim, a publicidade já não é o que era. O avanço tecnológico roubou o romantismo às técnicas promocionais, que outrora eram utilizadas para fazer chegar até nós a existência dos bens de consumo necessários.
Lembro-me de quando era pequeno assim que vinham os primeiros dias cinzentos de Setembro, ouvia-se na rua um som de flauta-de-não-sei-quê que era tocada por um senhor que andava pela rua com uma bicicleta adaptada a arranjar guarda-chuvas e a amolar facas. Fazia pequenos biscates artesanais, e com um “toque corrido” na flauta, que fazia a vez de “pregão” anunciava aos moradores da zona os seus serviços. Os pregões como formas de publicidade rudimentares felizmente ainda se praticam nos dias de hoje, e embora estejam quase moribundos são em certas situações mais frequentes do que supomos. Nas praias ouvimos amíude: “olha a bolinha de Berlim” do homem dos bolos, ou o célebre: “é frut-ó-chocolate”, quando de gelados se trata. Nos mercados e feiras as varinas ou os tendeiros gritam ou utilizam megafones oferecendo o peixe mais fresco ou 10 pares de peugos rotos por 1 euro. De porta em porta andam mórmones ou testemunhas de Jeová, que nos tentam impingir o seu produto: um lugar cativo no céu para que, quando chegar a hora de ir ter com o Criador não fiquemos a dormir na rua, no meio das nuvens talvez. Uma espécie de agentes imobiliários do firmamento. Nos locais recreativos nocturnos promovem-se romances com flores de estufa tão mirradas quanto as promessas de felicidade que evocam: “Ké frô?” Mas nos baixios marginais da estrutura social, a publicidade tem uma importância fulcral, e é essa que mais aprecio. Basta ir a uma zona de má fama onde belas donzelas libidinosas de lábios suculentos e decotes exuberantes nos prometem o céu na terra, através da transcendência carnal pela experiência. Nas proximidades há vendedores de “alegria” que anunciam o seu produto discretamente: “olha a branca; é da castanha; goma afegã” etc, embora o pregão usado nestes locais, que marca a qualidade do produto e que realmente conquista a confiança do consumidor também pela sua capacidade de síntese, é sem dúvida o: “é da boa”. E está tudo dito.


Consumidor anónimo (sabe-se lá do quê)

domingo, 3 de Maio de 2009

Maio de 69

"Maio é um mês de mudanças..." baseado neste facto decidi tambem abraçar a "onda de mudança" que paira no ar e mudei de casa. (o facto de me ter sido dado até ao fim do mês passado para sair de onde estava também ajudou um bocadinho...)

Andar a ver casas é chato mas quando o tempo não corre a nosso favor tem de ser, depois de um périplo pelo sub-mundo do arrendamento urbano Lisboeta foi decido mudar para uma casa que fica a 5 minutos da ultima mantendo assim a primeira das premissas a que nos propusemos: tentar ficar na mesma zona, outra das grandes vantagens é que as mudanças puderam ser feitas a pé.

Para além de me livrar da Dona Isabel (a minha ex-senhoria que me entrava em casa quando lhe apetecia e achava que era normal) ganhei uma janelinha catita no quarto que permite a entrada de luz natural ao mesmo tempo que facilita a circulação de ar/fumo (bastante importante).

Depois de grande meditação e reflexão sobre como optimizar espaços, o espaço vai ganhando a sua forma e o Homem... esse... é um animal de hábitos.

Tambem enquadrado neste cenário de mudança Maio é também o mês astrológico do Touro, perfil no qual me enquadro e segundo a Maya isto vai ser bom tendo em conta a conjuntura dos planetas, eu não costumo ligar muito a estas merdas mas como começo a ficar cota e vou mudar de casa decimal este ano (a mudança... lá está!) qualquer ajuda é boa.

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e desde que começou Maio que tenho uma enorme vontade de comer caracóis, mamar cerveja e sentir a brisa primaveril a passar.





Fanã (da acelera)

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Dupla de peso


Numa rara aparição exclusiva para o rosaxokk
Panda Leiro e Haltere Ego, juntos e a cores
só para os seguidores deste blog.

Pita Shoarma

Tu gostas é de beber, és um bêbedo!”… e pensei eu “Então e tu? Gostas de foder, és uma puta!!!”

Puta ou não, mais parecia uma acompanhante de luxo armada em dona de casa, a xingar-me os cornos porque lhe cheirava a álcool e a tabaco e tinha lavado a roupa. Ao que se chega por decisões atamancadas e relações amorosas mal resolvidas.Fez-me pensar que, de facto, há situações chatas para as mulheres mais velhas, que estão “encalhadas” e querem à força um homem e uma vida “normal” pois o tempo urge e só se deve ter filhos até aos 35.

É fácil conhecer um puto tenrinho com uma casa e um carro que tenha um salário mais ou menos, e que se fascine por quem lhe lamba a pila. É fácil ir morar com ele, oferecer-lhe o ânus e pensar que, enfim, lhe vai ensinar umas coisas e ser feliz para sempre. O problema é que os putos em geral gostam de foda, mas adoram rambóia e cópo-fonia. Nos primeiros 2 meses elas até curtem a onda mas depois calçam as pantufas, só se arranjam para ir trabalhar, não se penteiam, e andam de fato de treino pela casa… e os putos não gostam disso. Esta parte toda a gente já sabe. O pior é que pouco a pouco, o sexo (anal ou não) começa a deixar de fazer parte do quotidiano do casal: “agora não me apetece, estou cansada…” Quantos de nós já não ouvimos esta frase? Quantas anedotas não existem sobre isto? Aí é que a porca torce o rabo (a porca ou uma gaja boa que apareça com vontade de levar com ele…).

Por fim, no redemoinho das lamúrias dá-se a dolorosa, mas necessária, separação. Cada um para seu lado. A mulher sente-se cada vez mais encalhada, mas desta vez como uma orca que mordeu o leão-marinho mas morreu na praia. Só lhe restam as memórias dos coirões ricos que comeu anteriormente, e da boa vida que levava quando estava em casa dos pais. A morte é lenta e o balanço são mais 2 ou 3 aninhos em cima com a roseta ainda mais dilatada. Que experiência de vida!

Vá lá que para um gajo a coisa é mais simples. Se as mais velhas não dão, há que voltar à maneira clássica e tradicional de fazer as coisas:
Um gajo é sempre um pai para uma pita!(e um bêbado para uma encalhada).




Julio (apenas Julio)

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Post sobre falta de posts em Abril

Abril tem sido um mês estéril em termos de "posts" isto pode dever-se a váriadas razões ou devido a uma conjuntura de motivos: Demasiados psicotrópicos? Depressão pós-revolução? Este tempo de merda? Abuso de alcóol? Preguiça? Pura falta de imaginação?

A última hípotese parece-me a mais honesta, embora não descarte nenhuma das anteriores, o que é certo e que este foi um mês "fraquinho" em termos de postagens (belo estrangeirismo) em última análise podemos tambem culpar a crise financeira ou o Sócrates por ser tão "Socrático" mas... isso seria a saída facil.

Eu acho que é mesmo do 25 de abril... Uma revolução nunca concretizada celebráda ano após ano não podia dar em boa coisa, citando José Mário Branco no mítico "FMI" "Saímos á rua de cravo na mão, a horas certas, sem saber para que que serve a merda do cravo" (ligeiramente adaptado) mas somos um país de brandos costumes por isso tivémos uma revolução á nossa medida, é de bom tom comemorar a passagem do fascismo para uma direita moderada, Eu cá gosto de sardinhas e é um bom pretexto para comê-las, se bem que só em Maio é que elas estão boas, nem para isso Abril serve...

O tempo em Abril também sempre foi uma bela cagada, um dia tá sol, no outro chove, no outro chove e faz sol e tá frio... Isto não pode fazer nada bem a uma pessoa o que tambem pode afectar o nível de postagens.

Obrigado pela atenção.

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Cai ou não Kai(never)? (3 hurras para as drogas legais!!)

Sempre fui uma pessoa que depositou grande confiança na índustria farmaceutica, por exemplo se me doer um dente sei que se tomar 2 clonixes a dor passa. (fico com o estomago todo fodido, mas a dor de dentes passa) Chamem-lhe "confiança do produto" ou uma coisa assim parecida o que é certo é que sendo placebo ou não a merda da dor passa ou pelo menos passa a níveis suportáveis.

Da mesma maneira das melhores "mocas" que apanhei foi com Serenal 50 e vinho tinto, uma pessoa faz mil coisas na mesma noite, anda por todo o lado, só faz merda e não se lembra de nada no dia a seguir, fantástico! É uma esécie de buba "memento", mais ou menos dentro do mesmo parametro temos o Roypnol mas este é perigoso porque dá vontade de dar dentadas na própria lingua.

Há tambem um analgésico curioso chamado Paxilfar que para alem de permitir o "elan" da drunfaria (com alcool á mistura, claro) faz com que literalmente não se sinta dor, melhor... não se sente nada. (bom para concertos onde haja violencia á mistura) pelo que ouvi dizer este comprimido dá-se a doentes terminais.

Houve tambem a febre dos "speeds" com o famoso Dinintel á cabeça da lista: Resultava é o que se pode dizer sobre a eficácia deste farmaco, meia lamela e tou pronto para me vestir de homem-aranha, trepar prédios famosos e falar Francês.

A categoria dos ansiolitícos tambem tem a sua piada, ...ai e tal... tou com ansias tuca! já passou. Com um bom canhão por cima e lá se vai a ansiedade com o caralho, ansioso? tás passado? tá tudo na boa, roda mas é iss. Aqui qualquer coisa que acabe em "am" é bom, Alprazolam, Estazolam, Diazepam... o que interessa é matar o bicho que come os miolos. (tambem é bom para descansar)

A lista não tem fim e se pensarmos que o doutor Hoffman sacou o LSD do centeio nem quero saber o que acontecerá se começarmos a fazer experiencias com melancias... não podia deixar de mencionar a unica droga "legal" que me impressionou ao ponto de nunca sequer a tomar: Zyprexa. Na posologia só diz que é para pessoas que vêem e sentem coisas que não existem...

Este texto não pretende ser uma apologia ao consumo de drogas legais, nada disso sinceramente é preferivel fumar ganzas e beber que nem um javali do que tomar estas merdas, por outro lado tambem não pretende ser um texto "revival" sobre as drunfarias da juventude, pretende sim ser uma alegoria aos tempos modernos e todas a "drogas desenhadas" que temos hoje em dia que ao fim e ao cabo sempre existiram.

(Todos os medicamentos aqui referidos podem ser comprados legalmente numa farmácia, só precisam de ter um médico amigo)






Loflazepato de etilo

domingo, 19 de Abril de 2009

O Haltere Ego



Na foto podemos observar o Haltere Ego a ajudar o seu amigo Joaquim a distender a sua zona genital.

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Coelho Terrorista


Uma Santa Páscoa, com muitos ovos no sapatinho.

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Vicious

O que fazemos habitualmente depois de foder? Fumamos um cigarro. Depois de uma refeição? Um Cigarro. Quando saboreamos um bom café ou bebida? Cigarro .Temos uma inexplicável tendência para estragar as coisas agradáveis que fazemos, com algo que intoxica, faz mais mal do que sabe e, pior que tudo não dá pedra. Nada, népia. A intoxicação tabágica é o hábito mais absurdo que a nossa cultura pariu e que o comportamento humano adoptou de uma forma mais estupidamente comprometida. Comparando outros vícios como o jogo, em que o “interessado” até porventura poderá enriquecer e abandonar o (mau) hábito de seguida, ou a heroína, cujos “flashes” segundo consta, são comparáveis ao mais explosivo dos orgasmos. O álcool que quando utilizado de uma forma abusiva, frequentemente nos faz fazer figuras de ursos, mas por isso mesmo é divertido. O vício do sexo, pode ser bem interessante. Há também o vício da adrenalina o que explica a razão pela qual algumas pessoas se expõem amiúde ao perigo. Depois ainda existem coleccionadores que cultivam a ideia de que têm um vício, o que lhes dá a ilusão de que fazem parte de um restrito número de indivíduos que têm disfunções comportamentais, uma espécie de estatuto patológico vicioso. Mas a maioria da populaça cai mesmo é no mais estúpido de todos os hábitos: o cigarro. Se considerarmos que, quem tem outros vícios como os acima mencionados também é fumador, podemos apreciar a dimensão da coisa. E porquê? porque se gosta tanto de deitar fumo pela boca? Incógnita, ninguém sabe mas que é estúpido é!
Existe aquela imagem clássica do condenado à morte que vai ser fuzilado ou enforcado, e qual o seu último desejo? Um cigarro. Será que alguém que vai morrer não tem coisa melhor para pedir do que a merda de um cigarro? Dar uma última foda por exemplo. Com um cigarrinho a seguir, claro.
Marlboro Man

domingo, 29 de Março de 2009

Cultura pop (parte 2) - o regresso da cultura pop

Sempre gostei de dissertar sobre relações inter-pessoais.
Tambem sempre gostei de musica.
Começo a relacionar aqui um padrão...

Num destes belos dias que vivemos cheguei á brilhante conclusão (tardia) que se não houvessem traições, desentendimentos, desilusões e coisas afins não haveria musica pop. O que seria feito do Bryan Adams se ninguem metesse os cornos uns aos outros ou descobrissem passado muito tempo que afinal não gostam de ti ???

Com que lata havia um gajo de curtir uma "baladinha de corno" se fosse tudo perfeito ?

Até mesmo o Joe D´assassin e a sua balada mítica "e se tu na existes pá"... O que seria feito de tal conceito se não existissem sempre ao longo da historia, historias de amor mal-escritas... Cenas mal resolvidas e até mesmo paranóias cavalgantes?

A quantidade de bandas de qualidade duvidosa que se aproveitam desta efeméride é ridícula, mas faz sentido se pensarmos bem... a musica pode ser uma merda, sim, mas pelo menos estão a falar de uma coisa que se relaciona comigo... Pois se eu fizesse uma musica sobre cagar aposto que me estaria a relacionar com TODAS AS PESSOAS DO MUNDO visto ser uma assunto com uma abrangência universal.

O caminho mais fácil para o mainstream sempre foi exprimir sentimentos que não sentimos mas que "ficam bem sentir" parece-me muito complicado ver o Lenny Kravitz como uma pessoa sensivel ou uma esquizófrenica como a Alanis Morrisette a falar de amor, amor com quem? onde? na boa? agora? no carro? tás tu a guiar ou tás tu? Isn´t it ironic? Yes you are.

Enfim... a subversão da pop parece não ter fim quando vemos adolescentes roliças a cantar a balada mais pop de uma banda boa com red hot chili peppers, que sempre foram muito dados ao sentimento (diga-se de passagem). Atenção! Não pretendo criticar ninguem que enverde por este caminho, mas eu escolhi como Samuel L. Jackson cita sem pretensões perniciosas a bíbila: (o melhor livro de ficção do mundo) "O Caminho do justo" que é estreito e apertado.

Não vou estar a fingir sentimentos só porque fica bem, alías ter sentimentos parece-me irrelevante quando o que verdadeiramente interessa é fingir que somos profundos e vender a nossa imagem o melhor que podemos, e depois pronto toda a gente sabe... Há demasiada gente por aí.

O pop Portugues, por seu lado é muito "sui-generis" e tem as suas especificidades (mais mutações tipo Mafalda Veiga ou João Pedro Pais) que levam a lamechice a um nivel nunca antes visto, um gajo até tem vontade de acabar relações só pra poder ter uma desculpa para ouvir as musicas (o que faz algum sentido) o que eu ainda não percebo (ainda) mesmo são as mulheres... mas acho que isso tambem faz parte da estratégia.

Acabo este Post com uma citação sábia de Carlos Seixas: "A vida é muito peculiar"






Hóracio Crustáceo (antigo morador da Rua Sésamo)

terça-feira, 24 de Março de 2009

Saíndo

Um dia acordei e o mundo pareceu-me cinzento. Não sei se porque chovia ou por terem retirado o Dinintel do mercado farmaceutico, ou ainda pelo facto de não conseguir relacionar-me com as pessoas de uma forma convencional mas desde esse daí, decidi fechar-me numa pequena divisão de madeira que existia lá em casa. A partir desse dia resolvi que não sairia da pequena divisão para nada. Ali decidi viver e, assim resignados com o facto os meus familiares traziam-me o almoço, o lanche , jantar, etc. Com uma lanterna iluminava a minha leitura frequente que, também me era trazida a meu pedido aos gritos lá de dentro. O pequeno leitor de MP3 o qual me permitia ter alguns momentos musicais era recarregado diariamente por alguém lá de fora também, obviamente. Quanto às minhas excreções fisiológicas depois de amassad... bom, é melhor não falar disto aqui.
O tempo foi passando e cada vez mais o mundo exterior me parecia uma recordação ténue e esbatida de algo que nunca tinha existido realmente, algo semelhante a um sonho do qual apenas ficam uns residuos na memória pouco depois de acordar. Apenas as insistências exteriores diárias para que viesse ver o sol a chuva, cumprimentar a minha tia ou algo assim sustentavam algum contacto humano com o mundo exterior. O tempo foi passando e dessa forma fui esquecendo a fisionomia dos familiares, e de todos aqueles que conhecia. A falta de espelhos no local onde estava, fez também com que a minha própria face que deveria estar modificada pela barba e cabelo grande, e pálida pela falta de luz, desaparecesse da minha memória. Para quê preocupações com a imagem na ausência de alguém para impressionar?
A dada altura tentaram uma artimanha com um suposto incêndio para me fazer sair, mas na dúvida, e na falta de “cheiro a queimado” mantive-me firme e resignado à imolação sacrificial, se assim tivesse de ser.
Com o passar do tempo perdi a noção de há quantos dias, meses ou anos estaria ali naquele cubículo. Muito tempo sem dúvida mas também não interessava, nada interessava para nada e não havia absolutamente nada que me motivasse a enfrentar o mundo exterior.
E quando na minha determinação convicta de que me manteria firme perante qualquer tentação de sair para o mundo exterior, eis que algo aconteceu. Vozes um pouco distantes iam-se aproximando enquanto traziam um leve aroma perfumado, agradávelmente desconhecido e acompanhado de uma voz com um timbre de mel que proferia o meu nome, pedindo-me para abandonar a minha clausura. Não era a primeira vez que alguém me pedia para sair mas nunca uma voz me soara assim, tão doce, tão convincente. Naquele instante reflecti, e de facto estava isolado do mundo há demasiado tempo, e depois ...aquela voz. Vim para fora e deparei-me com uma loiraça de olhos verdes, peituda, curvilínea, perfeita, e, devo dizer, com quem fiquei a sós até ao dia seguinte. Soube mais tarde que era uma acompanhante de luxo usada como isco para me fazer sair do meu torpor anti-social.
E pronto, foi assim que eu saí do armário.
Eurico Naça

segunda-feira, 23 de Março de 2009

Teoria de síntese

Já aqui tinha dito o quanto me apraz escrever sobre transportes publicos, nada de novo, já tambem aqui referi que era engraçado que a vida tivesse a sua própria banda sonora, nada de novo aqui tambem... Só faltava mesmo haver uma teoria de síntese que condensasse estas duas esferas num acontecimento éco-mistico e intemporal.

Pois bem, embora o Metro (Andante no Porto) não seja o meu meio de transporte de eleição, porque andar de metro "mocado" é "afunilador" e tambem porque não gosto de ter pessoas a olhar para mim fixamente sem razão, de vez em quando tenho de usá-lo para me locomover, a (unica) boa coisa de andar de metro é que há musica enquanto se espera (se bem que é quase sempre de qualidade duvidosa, mas é musica)

Um destes dias aconteceu-me ter de apanhar o Metro, prontes! lá tem de ser... mas qual não é a minha surpresa quando chego á plataforma de espera e os meus ouvidos (ouvides em Algarvio) deparam-se com uma melodia sublime... era o OZZY!!!!! "O" OZZY!!!!! (Osboune, obviamente) de repente o Metro deixou de ser um sitio desagradavel e mergulhado em obscurantismo e senti pela primeira vez uma espécie de calma interior em forma de luz, nesta experiência unificadora dou por mim a absorver aquelas magníficas "pianadas" e a cantar: (interiormente claro, não quero que pensem que Eu sou maluco)

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOING
THROUGH CHANGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEES

P.S. Nunca tinha prestado grande atenção á musica para ser sincero mas desde esse momento passou a ser uma das minhas baladas preveridas logo a seguir ao "Cavalo Ruço" do Nuno da Camâra Pereira, afinal o Ozzy tava a passar por mudanças.





Utente decadente

domingo, 22 de Março de 2009

Isto seria um bom cartão de visita para um stand automóvel... (nas Furnas, claro)

sexta-feira, 20 de Março de 2009

Tratado sobre a Coerência – Tomo I

Introdução

Tudo caiu por terra aos 28 anos. Uma vida assente nos principios de uma conduta apegada à verdade e à coerência. Qual doutrina pseudo-religiosa, agarrei-me à coerência como penhora da minha sanidade. Agora que já não me posso considerar um tipo coerente, entrego-me à evidência da insanidade. Agora caem os argumentos contra a teoria de que atravessamos fases, agora começo a acreditar que crescemos – para pior, mas crescemos, mudamos, falhamos conosco.

Infelizmente o tempo realmente passa, as oportunidades perdidas lamentam-se, os padrões e a exigência alteram-se. Umas vezes refinam-se, outras abarrascam-se. Será a coerência o indicador priveligiado para a seriedade e integridade de alguém? E se não é a coerência, qual a qualidade que poderá ser esse indicador priveligiado?

Vamos testar isto já, de uma forma muito simples e mundana: Disseste que não a uma gaja demais no passado. Agora só queres é foder, tás-te a cagar se é aquele canhão com quem queres ter filhos ou não. Isso faz de ti louco ou desesperado?
Para mim, nem uma coisa nem outra.

Pior é quando há uma gaja a quem (por certas e determinadas razões estupidas relacionadas sobretudo com os pseudo valores que segues) dizes (para contigo): nunca me hei-de meter com esta gaja, nem permitirei avanços – desta àgua não beberei: esta água traz àgua no bico. E tu queres essa gaja, e essa gaja quer-te. E tu vais lá. E a coerência vai com o caralho.
O pior. Mentiras, logros, embustes, omissões, encobrimentos, tangas, preocupações até à data inexistentes, pouca paz de alma.
Os hippies quando defendiam o amor livre não sabiam o que é ter responsabilidades para com os outros – demasiado LSD. Não tinham a noção de escandalo, não sofriam consequências porque tinham o bolso cheio de drogas fodidas e de dinheiro dos pais.
Este é um assunto muito forte que será explanado adiante nestas disertações sobre a coerência: esta coisa da generalidade dos freaks serem filhos de berço d'oiro, de supostamente quererem desprender-se do material, mas a ele recorrerem para levarem as vidas de luxuria porca que levam.

Vivemos tempos de desespero, mais do que de crise. A coerência terá que acompanhar... o melhor que se quiser. Já podemos fazer tudo, até saborear a incoerencia. Viva a crise! (várias crises).



Barrosíadas

quarta-feira, 18 de Março de 2009

Agruras da PUTA da vida onde diz

CARALHO PUUUUUNHETA sou doente FODA-SE um caso grave e raro para a psiquiatria CÚÚÚ! Pois é, padeço de sitoma de FODA-SE CONA coprolalia, uma anomalia neurológica provocada pelo PUUUUUTA CARALHO sindroma de tourette. Daí que CABRÃO COLHÕES BROCHE esteja sempre a proferir caralhadas. Esta minha FODA-SE condição não é de CONA CONA COOOOONA todo desagradável, pois permite-me insultar os PANELEIROS CÚÚÚÚS meus superiores hierárquicos sem que COLHÕES MINETE me seja atribuida qualquer CONA FODA responsabilidade. Vejam só as PUUUUUUTAS CONAS FODAS vantagens, até os meus colegas BROCHISTAS CABRÕES que acham certa piada, CARALHO por vezes levam ESPORRA MERDA por tabela. Mas tudo CÚÚÚ CONA isto requer uma certa FODA arte, pois por vezes a minha chefe PUUUUUTA desconfia. No entanto, não há PANELEIROS CARALHO atestado psiquiátrico que COLHÕES não justifique um BROCHE comportamento CARALHO semelhante. Enfim é o MINETE testemunho CARALHO vivo de como FODA-SE ser-se doente pode ser divertido PUUUNHETA. Só tem um problema, é que PUUUUUTAAAA CONA mesmo quando COLHÕES escrevo não consigo ESPORRAR evitar exprimir algumas MERDA CARALHO caralhadas. E ao contrário do CÚÚÚÚÚÚ FODA que alguns PANELEIROS BROCHISTAS leitores possam pensar, as minhas FODAS caralhadas não são gratuitas, pois são COLHÕES CONA CÚÚÚÚ o produto de um reflexo CARALHO patológico involuntário TESÃOOOOOO incontrolável. Bom mas não vos quero FODER mais o juizo com as minhas MERDAS CARALHO. Até à próxima COOOOOONA.

Vergalho Pinto CONA Pereira FODA-SE

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Stranger than fiction

Sempre gostei de pensar que a paranóia é um estado de realidade mais refinado e personalizado, o nosso cérebro processa a realidade e distorce-a consoante a maneira como cada um a vê e interpreta, o que só por si cria infinitos micro-universos pararelos que em ultima instancia definem a pesonalidade de cada índividuo.

Ultimamente e muito por culpa da deteriorização do modelo civilizacional em que vivemos a paranóia começa a cair em desuso, a realidade só por sí é já horrivel demais para se ter paranóias, ou melhor as pessoas assumem a verdade como a derradeira paranóia. Os apologistas da realidade começam a esfegar as mãos e a ranger os dentes, finalmente vamos todos ver o mundo a preto e branco.

Do outro lado da barricada, haverá sempre quem se recuse a aceitar tão triste destino de baixar os braços e aceitar a realidade com um resmungo artificial, uma boa forma de começar é por aceitar que não existe uma só verdade tipo "guerra das estrelas", há sempre mais do que uma perspectiva sobre as coisas, para além disso a alternativa á paranoia pesonalizada é a paranóia colectiva que pode ser observada em fenómenos como a religão ou a politica, que francamente para mim não se apresentam como alternativa.

Em jeito de conclusão paranóica arrisco-me a dizer: "Sometimes truth is stranger than fiction" que em algarvio quer dizer: Moss! na te vas dêtar não...mó!




Al-berto Carneiro

domingo, 15 de Março de 2009

O novo léxico anglicista da organização moderna

O Inglês é o novo Latim, reconhecido por todo o mundo civilizado. As novas organizações adoptam portanto determinados “termos técnicos” que me dão, por vezes, vontade de rebolar no chão e rir como se não houvesse amanhã.
É normal que um colaborador (novo nome para um trabalhador) nos peça um “file” que se encontra dentro de uma “folder” que contem um determinado “budget”. No entanto este “budget” necessita ainda de algum “fine tunning”. Nesta altura já estou a rebolar no chão mentalmente e sou automaticamente remetido para aquele momento da adolescência em que acertava o vídeo (VCR) e fazia “fine tunning” todo contente.

Será assim tão difícil falar de um “processo” que se encontra dentro de uma “pasta” que contem um “orçamento” que ainda necessita de uns “acertos”?

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Agarrados amarrados

A Guiné encontra-se presentemente na vanguarda da recuperação de Toxicodependentes. Um novo programa de recuperação foi iniciado tendo surpreendido os observadores estrangeiros pela sua simplicidade. O novo processo adoptado consiste somente em amarrar os Toxicodependentes às árvores e esperar que passe a sua má disposição.
Uma experiência piloto está já a ser desenvolvida no parque de São Francisco em Faro. No entanto o processo está a dificultar o trabalho dos arrumadores, tendo os utilizadores do parque simplesmente optado por dar a moeda ao arrumador mesmo sem que este tenha dispendido o esforço árduo de indicar um lugar vago.
Todo o método está a ter um efeito perverso uma vez que os arrumadores parecem agora mealheiros humanos acorrentados às árvores (contra as quais lutam freneticamente).

sábado, 7 de Março de 2009

Brutal Carnificine

Alfredo Panquito acordara no meio de cadáveres de médicos degolados numa das alas das Urgências. Os factos que provocaram esta horrível tragédia remontam a alguns anos atrás quando este Delegado de Propaganda Médica perdeu o seu emprego na sequência da introdução dos genéricos no mercado.

Um estudo apurado da vida de Panquito revela que este convivia mal com a hierarquia. Num país com uma larga tradição corporativa do “chô Doutor”, Panquito desdobrava-se em reverências a estes semideuses da medicina, mas no fundo acumulava uma raiva incomensurável pronta a ser libertada.

Durante anos vendeu medicamentos como o clássico Piralvex (pincelar suavemente sobre a mucosa) em troca de congressos em lugares tão exóticos como as Maldivas. Mas agora tudo acabara…

A frustração levou-o à subversão do juramento de Hipócrates. Os Médicos tinham nas suas mãos o poder da vida e da morte.

A partir desse dia Alfredo iria espalhar a Morte.

P.M.
(Post Mortem)

sexta-feira, 6 de Março de 2009

És tu Maddie?



'Tá tudo explicado, foi o Pai Natal. Eu sabia.

Mobilidade urbana

Apraz-me dissertar sobre transportes publicos, talvez porque andar de autocarro é melhor do que qualquer ida ao cinema (e sai mais barato), ultimamente tenho reparado que algumas senhoras se agarram ao varão com uma força que parece que estão a lutar pela vida...ou será que estão a fantasiar que estão a escorregar no varão de strip-tease qual Demi Moore? Não sei.
O que é facto é que parece haver uma espécie de interacção entre o varão e as mulheres que andam de autocarro, nota-se um ar de satisfação quando por fim se dão agarradas ao varão com unhas e dentes, as senhoras idosas parecem ser as mais satisfeitas em ter o varão só para elas, eu por mim agarro-me a qualquer merda, e ou eu fantasio muito logo pela manhã ou de facto existem fenómenos muito peculiares na minha pequena viagem diária de autocarro.

Por exemplo há um "gang" de velhotas que açambarca a porta de saída durante uma paragem e parece que voltámos á infancia... descobri mais tarde ainda que este gang é composto por baby-sitters reformadas que cuidam dos putos dos ricos durante o dia, o que vale é que pelo menos há sempre uma jovem catita para distrair a atenção de toda este cascata de acontecimentos matinais...




Utente decadente

quinta-feira, 5 de Março de 2009

A inspiração das cegonhas

No topo do Edifício Belmarço duas cegonhas faziam “o amor”.
Para Marta, uma Taróloga Farense estes animais eram realmente uma inspiração. Muitos casais procuravam-na com problemas sexuais e ela apresentava sempre a metáfora das cegonhas para representar o equilíbrio conjugal.
Se as cegonhas conseguem copular nos seus ninhos elevados com tamanha graciosidade (apesar de o acto em si ser de curta duração), também os Farenses agarrados ao chão conseguiriam imprimir algum tipo de equilíbrio às suas vidas.
O “cegonho” deveria ser mesmo um modelo a seguir por todo o género masculino uma vez que se mantém fiel à sua companheira por toda uma vida. Alguns dos seus clientes não gostavam, no entanto, da ideia da monotonia (digo monogamia). Mas o equilíbrio escreve-se por caminhos ardilosos e os “cegonhos” consultados acabavam muitas vezes a consulta fazendo sexo desenfreado com Marta, a Taróloga.
Tudo para bem do equilíbrio.

David Luís
(Ornitólogo Algarvio, frequentador da casa da Marta)

Fare Oeste parte 2 (O regresso dos incentivos de natalidade)

domingo, 1 de Março de 2009

João Pedro, para quando um Best Of?

Hoje passeava eu pelo Shopping como um verdadeiro Domingueiro consumista, quando fui agredido nos tímpanos por uma melodia hedionda cantada por um anão ex-lutador de luta Greco-Romana. A melodia perseguiu-me como uma verdadeira maldição. Pensei que começara a gostar de João Pedro Pais e ponderei o suicídio. Estava quase a cortar os pulsos quando finalmente se fez luz:
- Eu já ouvi isto antes!!!
Sorri novamente. Tinha agora mais uma razão para odiar o João Pedro. Alem de anão cabeçudo com mau gosto musical, este ser infame é também um plagiador.
Poderá ser uma pequena parte da canção mas não importa. Os Queen / David Bowie também se sentiram ultrajados quando o palhaço do Vanila Ice roubou a “linha de baixo” do “Under Pressure”.
Aqui dou a conhecer ao mundo mais um plágio. Vejam as semelhanças nos seguintes links:

http://www.youtube.com/watch?v=JZQ_vSDXXXI&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=RXu_BMNpZ6Q
.

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

O panda Leiro


Leiro é um panda grande, os pandas da rua dele quando o vêem dizem:
-Olha! aí vem o grande panda Leiro!

Recado sentimental


É impossivél um homem não vibrar com um bom broche.

Mas do vibrar ao compromisso vai uma distância abismal. As gajas não têm noção disso.
Usam o incontornavél prazer de um broche para passar uma mensagem, um recado sentimental.
Há as que não curtem muito chupar pau e não são capazes de o assumir, para não ficares com a ideia de que não são bestas sexuais. São as piores... começam por utilizar o broche como um prémio, um evento especial, uma recompensa por seres um bom cão. O remédio para este tipo de caso é confrontá-las:
- Atão? Não gostas de me dar beijinhos no gingarelho? Parece que é só quando o rei faz anos! Não gostas que te lamba a crica? Pois, eu também gosto que me humedeças a glande.
A resposta é invariavelmente positiva, do género: “-Não! Claro que gosto!”. E começam a chupar o galhardo, ou no proximo momento intimo fazem questão de provar que aprenderam a lição.
Este tipo de chupadora de pau dominadora, leva-me a dissertar sobre um sub-tipo de chupadora-dominadora: a chupadora do compromisso.
É o tipo de chupadora de pau, que até te pode lamber o ganha-pão todos os dias, mas há um dia especial: um dia em que te tenta transmitir o recado sentimental, vulgo chupa-e-engole (na práctica é o que acontece, é o fenómeno na sua vertente fisica, material, pragmática, mundana).
A frequência com que isto acontece, depende de várias variaveis:

Se está arrependida de algo que se passou, um erro que cometeu; e procura a redenção pela subserviência oral; Se quer demonstrar apreço por um favor ou um agrado forte que fizeste há pouco tempo;Se quer que a vossa relação dê um passo em frente, quer no que diz respeito ao grau de compromisso, quer o objectivo seja um aumento da frequência dos encontros sexuais.
Este tipo de situação do “Tás a ver como eu gosto mesmo de ti? Eu amo-te! Engulo a tua langonha para o provar! Recebe este meu sacrificio!”, é a pior, e é a que me faz menos sentido.
Na inocência e candura de um orgasmo oral, és bem capaz de cometer o erro de dizer que “não era preciso engolires”. Apressa-se logo a dizer: “mas eu gosto do sabor” (mentira escabrosa).

Estamos perante a chupadora-dominadora mais evil de todas: a que pensa que chupando-te o pau e engolindo a tua langonha, engole-te e ao teu coração. Pensar que o piço está ligado ao coração é um erro crasso das mulheres. Quando éramos jovens e insensatos até podia ser, mas agora que primamos pela maturidade e barroselice, um broche é um broche. É bom demais, mas é um broche, e nada mais que um broche. Gosto muito que me chupem o pau. Mas usar essa ferramenta de prazer como arma de sedução ou moeda de troca não é justo. Porque gosto de lamber uma boa crica lavadinha e cheirosa, mas gosto mais de uma jogada de prazer simultaneo, ou de alternância. Lamber uma cona em seco é que não tá com nada. É obvio que podia entrar no mesmo jogo pernicioso e malvado de chantagem sexual, mas sabes que mais? Sou melhor que isso. Lambo cona sem pedir nada em troca. Mas se a situação se repete sem me chuparem o pau – vai com o caralho! Que se ponha nas putas! Não quero mais disso. Vou bater a outra porta. Para esse peditório já dei (depois admiram-se que um gajo se agarre a uma gaja, que tenha como atributo principal, chupar com regularidade). Conclusão: Mulheres deste mundo: chupem o pau do vosso homem amiúde! Não precisam de engolir (pelo menos sempre). Não pensem é que estão a usar um “special” que vos permite ter acesso a tudo. Dêem as vossas bombadas sem nada pedir em troca. Quando lambo uma cona, nada peço em troca, mas o belo do broche é sempre benvindo e apreciado.

Sexo=sexo. Sexo não é amor nem compromisso.
Sexo=prazer. Sexo faz-se a 2 (ou +).
Não queriam igualdade? Que haja igualdade na entrega sexual– no strings attached. O sexo não pode ser uma arma. O sexo é um meio, uma ferramenta. O sexo é um martelo – usa-o de forma libertária e igualitária. Abaixo a ditadura do broche sentimental! O broche é um direito! (tal como o minete).



Barrosíadas

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Só queria comprar laranjas


Dizem que as laranjas do Algarve são das melhores do mundo. O segredo está na variedade, que cá existe há centenas de anos. Na semana passada resolvi comprar algumas na 125 Azul (a 125 estava azul depois do ácido que tomei). Acordei no dia seguinte com duas putas na cama. Eram excelentes (as putas, as laranjas nem por isso), dissertavam sobre “O Capital” de Karl Marx que eram obrigadas a ler na escola primária (uma vez que eram originárias do antigo bloco soviético). Eram realmente excelentes criaturas que punham em causa a frieza que é atribuída (com algum preconceito) a todos os imigrantes provindos dessa zona do globo.


O conforto humano entorpeceu-me os membros. Na lividez da sua pele perdi-me em analepses e prolepses. Revi novamente os tempos em que apanhei laranjas e atirava as podres para debaixo da árvore. As laranjas podres com o seu tom esverdeado despertavam sempre algo de solidário em mim. Sempre me imaginei a apodrecer sozinho no meio das árvores esperando que alguém me esborrachasse e o meu fim aprouvesse a alguém.

quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Dizem eles em coro

Casamento entre homossexuais: NUNCA!

Quem é que mete mais medo?

Don´t quit your day job

A frustração consome normalmente todos os escritores que tardam em ver os seus trabalhos reconhecidos. Para muitos esse reconhecimento vem mesmo a título póstumo (post mortem). Kafka, por exemplo, mandou mesmo queimar todos os seus textos para não ter que lidar com a fama num plano superior kafkiano (por si criado) após a sua morte. Valeu-nos (ou não) a intervenção de Max Brod que evitou esta perda para a literatura mundial.
Escrever é de facto uma inutilidade. O escritor moderno (de notar que eu não me incluo nestas categorias: nem em escritor, nem em moderno) tem sobre si o peso de todos os mestres da literatura que olham sobre o seu ombro e abanam a cabeça dizendo:
“- Que falta de talento. Não deves deixar o teu emprego para te dedicares só à escrita”.
Este acordo tácito entre o novo escritor frustrado e a sombra dos grandes mestres faz com que exista uma nova classe de escritores “part-time” seguindo uma certa tradição “pessoana”.
O novo escritor pode culpar a sociedade que o obriga a desempenhar funções que vão contra a sua natureza de forma a poder sobreviver, mas a verdade é que normalmente, e segundo um filosofo Algarvio: “Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré”.
Esta premissa segue uma orientação determinista Kantiana que revela um certo sentido fatalista próprio do Português.
A indefinição sobre a verdadeira natureza do indivíduo produziu então figuras tão difusas como os exemplos que se seguem: contabilistas com alma de diletante, romancistas como Dan Brown, filósofos com espírito de técnico de contas, escritores de livros de culinária, estrelas pop que escrevem livros para crianças...

Termino com algumas ópticas que podem ser utilizadas na abordagem desta temática:

A interpretação Budista:
Escrever (como tudo na vida) só tem sentido se o fizermos de forma desinteressada e sem esperar algum tipo de reconhecimento.

A interpretação pragmática
Usa a escrita para expurgar o que te consome no dia a dia, mesmo que seja mau. Os outros que leiam.

A interpretação egoísta
Escreve para ti sem ligar à opinião alheia.

P.M.
(Post Mortem)

sábado, 14 de Fevereiro de 2009

A Criada do Albergue do Pé Quebrado

Ela é uma bela, uma linda rapariga
Por quem enlouquece toda a gente em Riga
Ela é a criada do Pé Quebrado
Por um óbolo lhe tirei o toucado
Por dois tostões e meio… Por dois tostões e meio
Pois então, que fizestes? Apalpei-lhe um seio
E por um escudo vosso, um escudo de lei
Que haveis feito depois? O seu cu espreitei
E por dois escudos, então, que pudeste fazer?
Ora essa, tomar-lhe a cona e foder.
Assim pelo óbulo, pelos escudos e pelos tostões
Tive mama, cu e cona, mais sífilis nos colhões
E tudo isto num ápice, é bom fazer notar
Porque o homem que a amparou
Dez vezes esta soma pagou
E seis meses suspirou para o mesmo alcançar.

Diderot (1773)

Sweet Suburbia

Quando me lembro daquela noite fico com a impressão que abusamos um pouco mas nada que nunca ninguém tivesse feito antes. A ver bem eramos apenas uns 40 e aliás, eu nem vi quase nada. Foi tudo muito repentino e começou com uma pequena brincadeira quando o Chico Da Naifa mandou uma pedra a uma janela, e o Manel Pé De Cabra acendeu o isqueiro encostado a um vidrão. Quando nos apercebemos da cena já era tarde demais. Doze carros ardiam e três policias estavam estendidos e empapados em sangue, cada um com sete ou oito buracos de balas no bucho. Se estavam mortos? ...bom, naquele momento nem deu tempo para pensar nessas picuinhices. Tinhamos é que limpar tudo antes de alguém acordar, sair e ver a rua tuda suja, senão iríamos ficar de castigo em casa sem sair durante quase toda a tarde, de certeza. No que toca à disciplina os nossos pais não brincavam, eram muito rígidos.


Zéca Dogueto

Dúvida

Alguém me sabe dizer que árvores são aquelas ali atrás que dão umas flores tão bonitas?

quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

O Fim da Crise


Liberdade de escolha

Questão: porque é que eu me chamo Manuel, Joaquim, Carla, Adília, Quitéria, Romualdo, Eleutério ou sei lá quantos mais nomes próprios estão disponiveis para escolha. Mas a essência da minha questão é a seguinte, escolheram vocês o nome que têm? Foram vocês os responsáveis por aquelas palavras que ouvem quando alguém se vos dirige, apelando à vossa pessoa? Claro que não. Tiveram que gramar com uma designação que vos foi imposta por alguém que vocês mal conheciam na altura, os vossos pais ou pior ainda, os padrinhos. Alguém que se achou no direito de decidir por vocês, como se iriam chamar de aí em diante e durante toda a vida. Está mal, não só porque contraria todo um principio de liberdade de escolha inerente à condição de se ser humano, mas também porque quem decide não sabe se o nome atribuido será do agrado do nomeado.

Então talvez a coisa devesse ser da seguinte maneira: aquando o nascimento de uma criança ser-lhe-ia atribuido um código alfanumérico, único e aleatório gerado por computador, isto para poder ser indentificada nas escolas, ficha clinica, actividades extracurriculares, e até pelos próprios familiares. Depois, e quando atingir uma idade em que terá capacidade de escolha sem influências alheias, e isto para uns pode ser aos 15 anos, para outros aos 18 e com um limite até aos 20 enfim, então poderá determinar que a partir daí se chamará “Fulano de Tal”. Muito importante: nenhum familiar, amigo ou pessoa próxima deverá em situação alguma chamar o individuo por qualquer nome próprio, nem a brincar.

Isto irá evitar que, alguém possa ficar desagradado com o seu nome, como algumas pessoas que conheço, evitará também alcunhas e cognomes estúpidos próprios da idade escolar, a atribuição de nomes descabidos e por vezes até humilhantes escolhidos por padrinhos amargurados com a vida, embuidos por sentimentos rancorosos, ou até propósitos de vinganças silenciosas para com os pais do interessado são também um problema. Outra coisa ainda é o nome em si, e aqui coloco uma questão paralela. Porque hei-de eu ter que carregar comigo um nome que já é utilizado por muitas outras pessoas? Isto também é totalmente contra a liberdade criativa, deveria eu poder inventar um nome para mim se assim o desejasse. Assim é que deveria ser meus senhores.
Gaunstrubydal Iosdruxalóniozingaróteles

O Devir Astro-Intestinal da Vida

As preocupações gastrointestinais condicionavam a sua atitude perante a vida. A revolução interior revelava uma estranha analogia com o devir e impermanência de toda a existência. O seu antiácido e o que o centrava e devolvia a um eixo psicossomático de equilíbrio causal era o simples acto de tocar nas plantas, aproveitando a sua aura feita de clorofila.
Enquanto outros experimentavam todo o tipo de drogas psicotrópicas à espera da grande revelação que iria salvar toda a tribo, a ele bastava-lhe esta alucinação de fotossíntese.
Foi mesmo detido num parque de Sevilha quando, ao entrar num transe frenético agarrado a uma palmeira, gritava convulsivamente:
- “Sebastião del Cano é que deu a volta ao mundo!!!”.


P.M.
(Post Mortem)

Comparações à parte

O homem gosta mesmo de figuras de estilo, das comparações em particular. Ele próprio é uma figura de estilo, lá para os lados do eufemismo. Primeiro disse que a vaca qualquer dia morria de tanto dar leite sem que ninguém a alimentasse. Hoje saiu-se com uma história que envolvia conhecer bem com que soldados é que vamos saltar do helicóptero para a selva. É a literatura em movimento. Esperemos que este poeta não torne a qualificação de Portugal para o Mundial no fim da macacada.

O caso Francês

Este domingo estava eu a folhear uma conhecida publicação da nossa imprensa cor-de-rosa quando me deparo com o seguinte titulo: SARKOZY O RÁPIDO.

Primeiro ainda associei o titulo a uma daquela "cóbóiadas" do tempo do John Wayne em que o fascista "croissant" estava ao por do sol, num duelo a fitar o seu adversário com uma musiquinha do Ennio Morricone, mas não.

Ao que parece Sarkozy tem ejaculação precoce e quem não anda muito feliz com esta situação é a mulher do menino, pois é, com uma boa daquelas e aquele "hitlerzinho-de-trazer-por-casa" não se aguenta á bomboca...

Carla Bruni, preocupada com os seus orgasmos decidiu dar uma "mãozinha" ao seu esposo e contratou um "personal trainer" para ajudar o "rapidinho" a exercitar o musculo peronial.

E ainda dizem que não se aprende nada na imprensa cor-de rosa...

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

A Vida Íntima de Adolfo

Depois de a SIC ter lançado ontem a mini-série "A Vida Privada de Salazar", onde transforma o impotente ditador num playboy, a TVI ripostou já dando início à produção de uma série denominada "As Diabruras de um Führer". Sabemos de antemão que a série apresenta cenas escaldantes entre Hitler e o seu cão, fazendo já, o obrigatório Nicolau Breyner parte do casting, não sabemos ainda se no papel de Adolfo ou no de cão.

quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Love is in the air (Não, fui eu que peidei kirido)


O nosso Romualdo voltou ao estrelato depois de mais de uma década de ausência. Podem vê-lo no dia 14 de Fevereiro na Associação de Músicos. No entanto, e respeitando o anonimato que este artista muito preza, não podemos revelar que banda integra. Por isso vão ter que adivinhar…
Vai ser uma noite de muito love, “pandeleirices” e nostalgia.

O artista tambem fode

Apetece me foder.
Apetece-me mesmo foder.

Só de pensar que alguem se dá ao trabalho de vir aqui a este blog em vez de estar a ver pornografia ainda me dá mais vontade de foder.

(Vou passar á parte em que descrevo a minha pila)

A minha pila é uma pila culta, gosta de Proust declamado aos berros, é volumosa e voluntariosa, ás vezes chora.

manda-me um email para: gostodegreta.garbosa@hotmél.come-me, com o teu curriculum em anexo para eu anal-isar se ha compatibilidade, (pretende-se nível)

Cultura pop (mainstream is a dream)

Cada vez que entro em ambientes pseudo-intelectualóides é certo: mais tarde ou mais cedo alguem se vai começar a armar em esperto para cima de mim, alguem se deu ao trabalho de investigar a coisa mais rebuscada que existe e começa-me a indagar sobre aquele assunto, o qual obviamente essa pessoa domina e eu desconheço (ou tou-me a cagar) memória selectiva, acho que é o que lhe chamam.

-Há sempre alguem que te amarga a existência. Baza. Ou Confronta o que te consome. Chupa-me a pila.

É o que eu normalmente digo quando tou com paciência, sinceramente, enoja-me a pretensão de ser interessante ou como se diz hoje em dia: "trendy" por isso é que escrevo sobre coisas desprovidas de qualquer interesse... inócuas.

Cultura pop... o que é que este gajo quer agora?

Pois bem... cultura pop é quando por exemplo estamos a ver "Os Simpsons" e eles dizem uma piada que nós não percebemos, ou por exemplo calçar umas all-star e umas calças rasgadas em sitios estratégicos e dizer ás pessoas que não ligamos ao aspecto, é ter um fender stratocaster se a banda é "indie" ou uma flying "V" se a banda é de metal, é ter usado camisas de flanela nos anos 90, basicamente é aderir a uma das tendencias do espectro pop-caleidoscópico-intemporal e estar dentro do assunto, o mainstream tem espaço para todos.

E agora uma pausa para os comerciais...

quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Campanha Eleitoral? Sim, Obrigado.

A Câmara Municipal de Faro está a acompanhar a tendência geral de Governação do Pais, seguindo respeitosamente a máxima: “Antes de fazermos qualquer obra devemos anuncia-la primeiro com grande pompa e circunstância”.
Passo a citar alguns exemplos:

- O Parque de Estacionamento do Largo das Mouras Velhas (ao lado do Teatro Lethes)
Este parque mártir já sofreu diversas intervenções que só pioraram o seu estado. Primeiro arqueólogos interessados escavam as imediações em busca do Santo Graal e privam o cidadão do uso do parque durante meses. Depois misteriosamente voltaram a tapar tudo com terra estando o parque actualmente sem alcatrão.
Ao lado deste cemitério do Neolítico repousa uma placa que anuncia solenemente a construção de um parque subterrâneo com milhares de lugares.

- A loja do Cidadão
Anunciada com grande pompa num grande cartaz no mercado Municipal e em todos os folhetos do Câmara de Faro. Ainda não abriu.

- Obras de Requalificação do Sé
Colocado um enorme cartaz na Fabrica da Cerveja a anunciar que a Câmara de Faro está a trabalhar para nós. Pergunto-me quando terá custado aquele cartaz e quantas fachadas da Cidade Velha poderiam ter sido pintadas com aquele dinheiro.

Pessoalmente sinto-me muito lisonjeado que a Câmara esteja a trabalhar para mim mas penso que pouparia algum dinheiro se não o anunciasse com tanta veemência.

O Cidadão Preocupado

Pára de chorar, isto pra ti é uma honra

A velha história do homem poderoso, conhecido da televisão,
que tira os óculos e abusa da criancinha indefesa

domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Lei para um só(crates)

sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Um post chamado post

Este post destina-se somente a ocupar este espaço. Finalmente vou realizar um desejo antigo de escrever só por escrever sem na realidade ter nada para dizer.
Face à imaginação prolífera dos colaboradores deste blog (com a qual me regozijo) no novo ano de 2009, pareceu-me interessante escrever a metro. Tal como Dali assinou quadros em branco para que outros Surrealistas da sua “linha de montagem” de pintura pudessem descobrir novos conceitos semi-dadaistas, também eu me reservo a esse direito. Fazendo a devida ressalva moral e sublinhando a distinção clara que há entre mim e o mestre do Surrealismo, aplico a este pensamento a dose conveniente de modéstia.
Na minha linha de montagem reina um enorme vazio. E porque não escrever sobre o vazio? Escrever sobre a ausência de algo é muito mais difícil do que sobre algo palpável. Na realidade já consegui encher algumas linhas a escrever sobre nada... E continuo...É incrível...
Felicito, desta forma, o desafortunado leitor que de forma generosa aguentou a leitura deste texto completamente inócuo até ao fim.
In: "Dadá diz a sua primeira palavra"

T(r)astes

O ser humano sempre foi dado à hipocrisia. É algo inerente à espécie e eu sei, pois sou um exemplar da mesma e por isso posso atestar tal facto com absoluta convicção. Entre as muitas coisas que se fazem, pensam, e principalmente que se dizem por aí, há uma que sempre achei hipocrita ao máximo. Sabem daquela história sobre os gostos não se discutirem, pois bem, nada mais falso e totalmente desprovido de bom senso. É claro que os gostos se discutem, sempre se discutiram e certamente que vão continuar a ser objecto de controvérsia por muito tempo. Qual a razão porque se juntam os amigos nas mesas de café em finais de tardes, senão a declarada e manifesta intenção de criticar apreciações alheias! Como seriam as relações sociais de hoje se não discutissemos preferências que não nos pertencem? Impossivel, temos de o fazer até porque meter o bedelho onde não se é chamado, seja para o bem ou para o mal faz parte da natureza humana. Ademais, até para sabermos se gostam de nós, temos de nos questionar sobre os gostos alheios. No entanto, opinar sobre o que os outros gostam também pode ser saudável, porque se asssim não fosse como iriamos ter referências para o nosso indiscutivel bom gosto? Como iríamos saber que a música do Toni Carrera é uma bosta, se a mesma não fosse ouvida pela sogra, por exemplo. Ou como saberiamos que ser lésbica é fixe? Porque aquela boazona que mora no andar de baixo lá no prédio é. Logo, se a gaja gosta de gajas tem bom gosto, portanto logicamente ser lésbica deve ser bom. O que seria do azul se todos gostassem do amarelo? Se formos a ver bem, o gosto dos outros pode até servir como um barómetro ao contrário ou seja, se quase ninguém gosta então deve ser bom. Isto são apenas exemplos e reparem, há todo um intrínseco processo de lógica a envolver tudo isto. Todos os dias podemos observar gente por aí a dizer “ah, e tal... gostos não se discutem”! Mentira. Quem diz merdas dessas tem mau gosto de certeza.


Antunes Lobo Tomia

O Slogan

Arrest Socrates
Freeportugal

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

A Irmandade do Jacarandá

A Irmandade reunira-se mais uma vez na Horta da Areia. Aquele lugar tinha algo de místico. Para além de estar situado ao lado de um Cais que irá ser sempre novo (apesar de já ter alguns anos), tem também nas imediações as duas enormes bolas de gás que, como dois testículos gigantes prestes a explodir, podem levar consigo metade da cidade. Esta proximidade do perigo representa para os membros da Irmandade a convivência deliberada com a perenidade da existência.
Os membros da Irmandade têm em comum o facto de não poderem afastar-se muito da cidade que os viu nascer, sob pena de perderem progressivamente as suas capacidades mentais. Este raio de acção foi estimado em cerca de 20 Kms, apesar de haver relatórios de membros que dizem ter estado em Vila Real de Santo António.
A origem da Irmandade remonta ao fenómeno que ocorre em Maio, normalmente referido pelos Farenses como: “aquela merda das flores roxas que se colam aos pés e sujam os carros todos”.
A queda das flores roxas do Jacarandá, e a cola que libertam, representam para os membros da Irmandade o apego destes em relação à cidade. Colados ao chão por acção da cola sagrada segregada pelas flores. Para sempre prisioneiros mas espiritualmente livres.
Jacaranda Ovalifolia – Membro Fundador da Irmandade

quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Um dia destes,...

Foi só quando se acabaram as balas e o fumo assentou, que percebeu que tinha acertado na cabeça do patrão e não na do cliente. Não se lamentou muito, o patrão, bem vistas as coisas, era um bocado urso e mais cedo ou mais tarde teria que o despachar...Foi mais cedo do que havia planeado.
Foi para a cafetaria e pôs-se a beber cerveja e shots de whisky. Os seus colegas de trabalho corriam em pãnico e alguns escondiam-se por debaixo das mesas, outros atrás das portas. Mas
não havia nada a temer, Remus mostrava-se sereno. Talvez os colegas da contabilidade tivessem razões para sentir algum receio, mas os outros não. É o que dá viver em Remulak – A Grande, mais dia menos dia um pessoa sente aquela necessidade premente de levar uma arma semi automática para o emprego.
Ouviu as sirenes da Brain Police e pediu mais um shot e uma cerveja. Entretanto, Zeferino, seu colega de caça, aproximou-se com cuidados:
- O que é que te passou pela cabeça? - perguntou.
- Pela minha, nada, já pela do patrão passou uma de 38mm.
- Assim sem mais nem menos?
- Nem mais,...É esta cidade sabes? É futurista demais, acho que me vou mudar para o campo.
E dito isto afastou-se. Mudou-se efectivamente, mas não para o campo.

Uncle Remus

Gay Não Sou

Esta é a história de um rapaz que viu Deus, eu mesmo. E vou contar como tudo se passou...
Sou o mais novo e único rapaz de uma familia de três irmãos. Filho de pais divorciados fui criado pela minha mãe e irmãs, o que desde cedo me imprimiu fortes caracteristicas femeninas talvez pela predominância do número de mulheres em casa. Para complicar mais ainda, as minhas irmãs eram lésbicas e nunca levavam rapazes para casa.
Ora podem ver de que forma estas coisas se repercutem numa mente em crescimento como a minha. Foi então que comecei a apreciar vestidos, perfumes, flores e às tantas rapazes também. Tudo fazia prever uma vida dedicada ao maricanço e à paneleirice.
Ora dá-se o caso que tenho familiares que vivem em Portimão, perto da Praia da Rocha onde passei os verões da minha infância e juventude. E terá sido aí que tudo mudou, por volta dos meus dez anos, em meados dos anos oitenta.
Andava uma bela manhã pela praia a olhar para os peitorais dos rapagões que por alí andavam quando um puto da minha idade meteu conversa comigo. Fomos para trás de umas rochas e já estava preparado para lhe mecher na pila quando apanho um violento pontapé nas costelas.
Rebolei no chão cheio de dores e, quase a chorar olho para cima e vejo uma imagem de um fulano grande, de tanguinha como os maricas usam hoje na praia, com um bigode à Freddie Mercury e com um magote de gajas estrangeiras atrás. “Que merda é essa ó puto?... faz-te homem caralho”, disse arrotando logo de seguida enquanto coçava frenéticamente o escroto.
Aquele ser estranho emanava uma energia poderosa que me contagiou de imediato. Espanquei violentamente o puto que tinha ido comigo para trás das rochas, e olhei para aquela figura que dava ordens à sua legião de escravas “came beibi put de crim”. Não percebi patavina mas segui-o, aquele Deus com a sua aura mágica que ofuscava as “camones” à sua passagem. Bom, não vou contar o que se seguiu mas podem imaginar.
Soube mais tarde quem era quando o vi, uns bons anos depois na televisão.
Ainda me doem as costelas daquele pontapé, mas fiquei curado.
O amigo do Zézé

terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Cinéfilos

É verdade, cá eu gosto de cinema. Mesmo. E não sou daqueles gajos que vai ao cinema para ver explosões, tiroteios e merdas dessas. Aliás eu raramente vou ao cinema, prefiro gamar os filmes na net e nem sei se não fosse assim me daria tanto prazer ver um bom filme. Bom mas cá eu, quando vejo um filme gosto de apreciar o desempenho dos actores, reparo na fotografia, na sonoplastia, nas mamas da Angelina Jolie, enfim essas merdas todas que fazem esses gajos de oculinhos e gravata ditos intelectuais que vão a Cannes para dizer que foram, falam do Urso de Berlim do Leão de Ouro de Veneza e mais sei lá o quê.

Mas eu não embarco nesses filmes, ou seja gosto me encostar fumar uma ganza e ver um bom filme, e tudo isto em casa. Mas há uma coisa que me faz espécie. É a merda da musica nos filmes, a dita banda sonora. Porra a vida não tem musica, ou seja não vamos a andar pela rua e está uma musica de fundo: tarammmmmmtararammraram, até porque se fosse assim com tanta gente por aí na rua , depois não se ouvia nada de jeito, seria uma parafernália de bandas sonoras e depois com tanto barulho o mais provável é que isso nos levasse a todos à loucura. Não, não dá.

Por isso mesmo é que vos dou um conselho, se querem ver um filme o mais aproximado da realidade possivel vão às funções do vosso leitor de DVD e separem o som, tirem-lhe a musica de fundo e vão ver a loucura que não é. Afinal é a arte que imita a vida e não o contrário e como já deixei aqui bem explícito a vida real só tem música nas discotecas e nos concertos. Por vezes o problema é que, já estamos tão programados para ouvir as merdas das bandas sonoras que por vezes o filme fica um pouco vazio e é por isso tenho o hábito de assobiar nos filmes do Manuel de Oliveira... quando vou ao cinema está claro.


Raul Mistro

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Presidencia aberta

domingo, 25 de Janeiro de 2009

Sócrates e o Tio

Sócrates reuniu os seus discípulos na Àgora. Queria comunicar-lhes a construção de um novo teatro onde se iriam representar todas as grandes tragédias. A construção estaria a cargo do seu tio Hipérion segundo influência de uns Espartanos seus conhecidos.
Os Estóicos insurgiram-se contra a construção deste teatro por considerarem que o local escolhido era um antigo centro de culto à deusa Gaia (Terra).
Sócrates renegou-os todos a Tártaro (mundo inferior) e secretamente mandou os seus discípulos Socretinos remover todos os indícios da presença da Deusa Gaia, colocando-os em terrenos vizinhos.
Os Estóicos aperceberam-se do esquema e Sócrates foi empalado e exibido nas ruas de Atenas.

A História tem a estranha tendência para se repetir…

A verdade é sobrevalorizada

Com o passar dos tempos muitos foram os que morreram em busca dela, muitos foram os que sobreviveram para protegê-la, muitos foram os que sobreviveram em busca dela, houve tambem quem morresse para protegê-la, alguns passaram ao lado dela e por fim, há uma infíma parcela que vive alheada de tal coisa.

Mas que coisa é esta, a verdade? este conceito mágico e nobre e bonito de que toda a gente fala?

Será que interessa assim tanto? Será que justifica tudo?

Ok é uma causa nobre e fica bem ao herói romantico, na sua armadura brilhante na sua demanda incessante por sei lá o que ou por exemplo ao político que precisa de um imperativo moral para a sua imoralidade social... Mas falando em termos práticos: Para que serve a verdade? Paga-se um café com a verdade? Ganha-se alguma coisa em dizer a verdade? Um criminoso diz a verdade e vai preso, bela recompensa.

Geralmente a verdade só traz problemas e sinceramente falando é um conceito demasidado abstracto em todos os seus sentidos e vertentes, é um bom objectivo utópico para se ter e tal... Ah! eu quero a verdade. Então e os advogados? queremos mais gente no desemprego?

Onde é que esta merda ia parar se desatasse toda a gente a dizer aí a verdade á parva?

Como diria o Jack Nicholson no filme passado em Guantanamo sobre abusos de soldados americanos a... soldados americanos (o que faz todo o sentido) e que, acho Eu, faz todo o sentido no seguimento deste raciocinio: "YOU CAN´T HANDLE THE TRUTH"

-Are we clear?







Excerto tirado da obra "O desmame do soldado Joaquim"

Revivalismo Ultramarino (Moçambique Mix 69)

É em dias como este em que olhei pela janela e ví o Sol a raiar, vesti o meu casaco, optimista, e saí para comprar tabaco e entretanto começou a chover-me granizo nos cornos, que recordo com mais saudade os tempos passados em Lourenço Marques.

Aquilo é que era vida! Lembro-me como se fosse hoje os serões bem passados na baía de Lourenço Marques a beber Laurentina e a ver os camarões a lutar com os tubarões enquanto o Sol se punha demoradamente, autenticas lutas titânicas! Normalmente comíamos quem perdia.

Não havia Inverno em Lourenço Marques, chovia de vez em quando mas o solo estava tão quente que quando as pingas lhe tocavam evaporavam imediatamente, coisas de Africa... Tempos que não voltam... Quando se petiscava comia-se um frango!

Enfim... depois foi a pouca vergonha que se viu, tive de fugir, deixar as minhas belas roupas leves e claras de colonizador e voltar para o meu Portugal com uma mão á frente e outra atrás e a roupa que tinha no corpo para não levar com um balázio.

Penso frequentemente no Firmino, esse preto de bom coração que corria atrás da minha bicicleta carregado com os meus livros de escola e o meu almoço... O que será feito dele agora?

Nunca mais irei comer manteiga da Suazilandia isso é certo mas vou continuar a chatear as gerações vindouras e contar-lhes como dourada era a vida em Lourenço marques a pérola do Ultramar! Em todos os jantares de familia quando começar a ficar bebado vou começar a descrever as planicies de Nambuangongo ou as verdejantes matas de Moeda, vou ficar nesta espiral de revivalismo peculiar, ser retornado é algo de especial.

É ter ido e ter voltado.







Coronel Mandioca

terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Kafka versus Pessoa

Um novo dia nasce taciturno. Mais um dia no escritório.
Fernando Pessoa dá as boas vindas ao novo colega recentemente transferido:

- Bom dia Sr. Kafka. Seja bem-vindo.
- Bom dia Herr Pessoa. Muito obrigado. Estou muito entusiasmado por trabalhar numa repartição pública portuguesa. Que inspirador...
- Espero que tenha mais sorte que o seu antecessor que desapareceu lamentavelmente na subsecção M do arquivo. Este local é um perigo para o escriturário desprevenido. Existem milhões de processos por arquivar no vão da escada. Até a mulher da limpeza tem medo de se aproximar. Corre um rumor que lá habita um monstro devorador de ácaros.
- Estou habituado às adversidades. Consegui recentemente resistir a um processo que me moveram mesmo não sabendo muito bem do que se tratava.
- Está portanto em casa. Verá que Portugal é como a Coca-Cola “primeiro estranha-se depois entranha-se”.
- Sim, Portugal é uma referência no Universo Burocrata. Um verdadeiro desafio. Max Weber deve estar a dar cambalhotas para trás. Ele que acredita que a Burocracia é a organização eficiente por excelência.

Epilogo:
Foi com o legado deixado por Kafka na sua breve passagem por Portugal que os serviços administrativos portugueses sofreram as suas maiores reformas estruturais. A nova forma de pensar teve enorme impacto em toda a sociedade (e Max Weber continua a dar cambalhotas para trás.)

D. Duarte - O Porcalhão

sábado, 17 de Janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Os Cinco das Barbas

Foram detidos os Cinco das Barbas! Este grupo de assaltantes inspirava-se nos contos juvenis de Enid Blyton para efectuar os seus golpes (mas sem aquele cão irritante que costuma estar na taberna da Sé). Foi também detido o “Barbas”, grande benfiquista e mentor de todo o projecto. “Barbas” terá recrutado os seus colaboradores durante um jantar do bigode que estava a ter lugar no seu restaurante. Rapidamente os converteu ao uso da barba e demorou pouco até começarem os assaltos.
Toda a operação de “Barbas” visava financiar o seu clube, o Benfica, que fez inúmeras contratações milionárias esta época. Ninguém conseguia explicar (até agora) de onde vinha o dinheiro.

...Sobre alibis

Sempre vi o álibi como a peça fundamental para se fazer algo impunemente, a pedra angular do crime perfeito. Quando se premedita uma acção que vai ter consequências nefastas ou lesivas para outrem, se há algo que convém ter com relativa qualidade é um álibi. E não se trata de desculpas merdosas do género: “pois, esqueci-me que não posso andar a dar tiros nas pessoas, desculpa lá mas podes pôr um olho de vidro e até ficas mais giro”. Falo de algo muito mais consistente em que apesar de se ter cometido uma falta grave para com os nossos códigos sociais vigentes, consegue-se convencer toda a gente de que seria impossível sermos nós os prevaricadores. Dito isto há uma pessoa que seria sem dúvida merecedora de “o Óscar do álibi” se existisse semelhante prémio a atribuir. E ele é... Manuel Abrantes! Pois é, este senhor foi capaz de guardar um simples bilhete de cinema desde Fevereiro de 1999 até aos dias de hoje, já porventura imaginado o quão útil seria num caso de umas tais brincadeiras de “empurrar rolinhos de carne”,com uns miúdos de uma tal instituição. È o que se pode chamar: uma pessoa pervertida... perdão, precavida. Este homem é um génio, um verdadeiro Einstein do álibi. Assim e inspirado por este verdadeiro mestre, decidi a partir de agora guardar todos os preservativos que utilizo. Pois é nunca se sabe quando serão necessários num caso de falsa paternidade.
Eurico Naça

A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 1


A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 2




quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Sonhos cor-de-rosa

Satanás possuíu-me por trás

Olá a todos, a historia que vos vou contar pode parecer um pouco rebuscada e até mesmo díficil de acreditar, mas meus amigos como dizia o david dosovnis nos "x-files" "a verdade anda aí".
Eu própria ainda estou aterrorizada com o evento diabólico que me sucedeu na passada terça feira.

Ainda tenho os pelos todos arrepiados... então foi assim:

Eu moro no campo e tenho muito orgulho na minha ruralidade por isso visto-me de preto e oiço música do Demo mas vou á missa todos os santos Domingos e quero ir virgem como a Maria para o casamento, sou o chamado e tão auto-proclamado "paradigma resultante da crise de identidade de adolescentes rurais" e gosto, por príncipio que as coisas tenham alguma coêrencia e é por isso que sigo uma rotina.

Nesse dia, a seguir á escola fui para casa e ví os morangos com açucar como é normal ao que a seguir dirigi-me para o meu quarto e masturbei-me furiosamente com o meu vibrador de cristal tamanho "John Holmes" enquanto ouvia a música "Belzebú" dos Comme Restus e me deliciava com o poster do Angélico que tenho ao lado do pentagrama (gosto de ser coerente como já tinha dito) e eis que enquanto enfiava com afinco e prazer o vibrador na minha ratinha molhada começo a sentir uma entidade a penetrar-me o anús.

Estarreci.

Parei.

E não estava mais ninguem no quarto... Voltei a sentar-me em cima do vibrador e cavalguei-o durante uns segundos e... a entidade voltou. Desta vez dava-me estocadas precisas e vigorosas no buraco plissado, gostei, mais tarde vim a saber que era satanás em pessoa.








Unisedília Serenália

Atenção

Minhas meninas, prestem muita atenção, sexo com os senhores islâmicos, não! Deus nos livre de tais sarilhos, se querem fazer sexo descomprometido, façam-no com os padres católicos.

Agora ide e não pequeis mais.

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

sábado, 10 de Janeiro de 2009

Envelhecer Parte 2

A serenidade atingida com a maturação própria da idade torna-se contraproducente ao nível das ideias. As ideias mais arrojadas (e por vezes estúpidas) surgem quando as nossas hormonas estão ainda aos saltos numa fase imberbe. Apesar de serem hormonas relativamente incultas, estas desempenham um papel que poderá não ter paralelo ao longo da nossa vida adulta. As hormonas adolescentes e inconsequentes compensam o facto de terem pouca paz de espírito com paixões, ideias e opiniões extremadas.
É esse o problema da serenidade e paz de espírito. Não podemos simplesmente desliga-las e dizer:
- Agora vou ter um pensamento bued´arrojado!

Com isto não quero dizer que eu seja algum tipo de “Bodhisattva”, ou seja, aquele ser budista que evita a Iluminação para salvar os outros. Esta atitude alem de arrogante só poderia ser tomada por alguém especial e plenamente sereno, o que obviamente não é o caso.
No fundo o que estou a tentar dizer é que devemos preservar parte da nossa inocência em relação à forma como vemos a realidade e evitar de alguma forma a acomodação intelectual que por vezes é tomada por serenidade.

P.M.
(Post Mortem)

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Aaaaah... Então é por isso que roubas bancos em Portugal...




"Luto contra o sistema económico espanhol que subjuga o poder político. Nos assaltos, cobro uma espécie de imposto revolucionário"

El Solitário (Jaime Giménez Arbe)

Educação Sexual




quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Deve ser para fugir à crise

O Banco de Portugal anuncia o início da recessão no país, na mesma altura a indústria automóvel anuncia que Portugal foi o país da Europa onde a compra de carros aumentou, incluindo modelos topo de gama.
Ainda há quem não veja a lógica em tudo isto.




domingo, 4 de Janeiro de 2009

Envelhecer é uma arte

Enfim... acabou a "seasonabilidade" dos posts, chega de natal, menino, ano-novo e essas coisas que acontecem uma vez por ano, vamos voltar para os assuntos do quotidiano.

A chegada á fase adulta: é bonito o desbrochar do nenúnfar, a inocência perdida, o segredo para envelhecer é apenas aprender a desenvolver convenientemente o sentido de abstração e indifrença nas medidas certas, no fundo é um "encolher ombros" que implode até á morte, como que uma aceitação que faz parte do natural processo das coisas e uma resignação que se vai alojando progressivamente.

Basicamente estes são os sintomas que comecei a sentir que me fazem crer que estou a ficar adulto:

.A paciência e o idealismo são os primeiros a ir, mais uma vez o pragmatismo toma conta da situação: ah e tal, um gajo tem de trabalhar... a alternativa é andar aí descalço a dizer que sou anarquista e a cravar trocos alimentando-me assim do sistema que critico, não é opção.

.O abuso começa a não ser "tão" bem tolerado pelo organismo o que se traduz em ressacas progressivamente mais complicadas e num alongamento nos tempos de recuperação.

.Um desejo inexplicável de comprar um pijama de flanela, umas pantufas com as minhas iniciais e um robe para andar por casa.

e assim por aí em diante... existem mais exemplos mas a minha amnésia precoce só me permite lembrar dos pensamentos curto-médio prazo (um dos benefícios de envelhecer).

De vez em quando até sinto aquela pontada no joelho quando o tempo vai mudar.






Arnaldo Teutónio

quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Noticias de última hora


Continua a chover no molhado...

Primeiras impressões de 2009

Pois é... já estamos em 2009... A primeira coisa que me apraz dizer neste ano é: Tou almariado.

Depois de me obrigar a engolir duas fatias de pizza, os primeiros pensamento deste ano vão surgindo e as minhas primeiras preocupações deste novo ano prendem-se com a gravidade.

Terá a Terra sofrido um ligeiro desvio gravitacional de ontem para hoje? Com a quantidade de fogo de artificio que se lançou para aí não me surpreenderia que o planeta tenha ficado desviado da sua órbita normal.

Eu não costumo acreditar nos hóroscopos e acho essa merda dos signos uma balela gigantesca mas tenho de reconhecer que desta vez acertaram: "O ano de 2009 vai-lhe trazer alguns problemas de equilibrio" Lembro me de ver... ou terá sido um sonho? enfim, não interessa o que é certo é 2009 começou por ser um ano "flutuante".

Não que eu seja um tipo que dê importancia ao simbólico, pelo contrário sou muito terra-a-terra, por isso tou me a cagar para essa parvoice de acreditar que todo o ano vai ser como começa, caso contrário teria de considerar mandar um curriculo para a NASA.

"Beber Coca-Cola e dar pequenos arrotos ajuda sempre" penso eu com os meus botões, e é isto que me tráz de volta á espuma dos dias, saber que há certas coisas que não mudam, pequenas verdades que vamos criando a partir da nossa experiência directa com as coisas que nos prende á realidade á medida que a vamos criando, é esta clarividencia típica de pós-consumo abusivo e alarve de psicotrópicos e vodka Polaca que me faz escrever a primeira teoria da conspiração de 2009.

Fizeram alguma coisa á gravidade da Terra isso é certo.





Búzio Aldrin

quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

C.U. next year...

Feliz Ânus Novo

Esqueçam aquele batimento todo das resoluções de ano novo em que prometemos sempre tornar-nos pessoas melhores, desejamos a paz no mundo, o fim da crise, deixar de fumar, blá,blá,blá.

Eu para o ano que vem já decidi: Quero ser como este gajo da foto.

Vejam só o olhar autoconfiante do indivíduo. A postura garbosa. A altivez.

Andei anos sem saber muito bem que estilo adoptar à minha barba, e eis que se fez luz. É mesmo isto que eu quero, uma barba que diga com orgulho: Sim sou um artista pornográfico.
Até pró ano.




terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

O que faz da passagem de ano um dia pior que os outros

Não me lembro da última passagem de ano em que realmente me diverti. Existe sempre a obrigação latente da diversão generalizada, facto que não contribui para que o indivíduo se solte.
Longe estão os tempos em que a inocência da adolescência compelia um grupo considerável de indivíduos que alugavam uma casa, a fazer uma fogueira no meio da sala com partes arrancadas dos móveis.
Lembro-me vagamente de uma passagem de ano em que estava um tipo na casa de banho a fazer o pino com a cabeça debaixo da água gelada da banheira (que como era normal, era cheia de gelo para refrescar as cervejas). Ou terá sido imaginação minha...
Muitos desses episódios surgem desfocados nas divisões mais sórdidas da mente e a sua veracidade é constantemente posta em causa por um complicado processo interno de rejeição.
As ressacas metálicas de dia 1 são um problema atroz. Grande maneira de começar um ano que todos desejam melhor que o anterior. No caso Português este desejo não é exactamente correcto uma vez que existe o paradigma que o próximo ano é que vai ser mau, sim este é que é o ano da crise, agora é que a crise se vai instalar definitivamente (nesse momento passa um BMW topo de gama por nós).
Nesta altura é também usual elaborarmos um Balanço anual dos acontecimentos mais importantes. Este processo estabelece uma relação deprimente com a pura análise contabilística, em que todos os momentos que mais significaram para nós e para o mundo são arrumados por rubricas e por ordem crescente de liquidez.
Por todas estas razões e por mais algumas este é um dia pior que os outros (ou será igual a tantos outros?).
P.M.
(Post Mortem)

Como fazer rebentar uma princesa

A maior parte desta história vocês já conhecem: príncipe mata um dragão, príncipe enfrenta a bruxa e príncipe enfia um dedo no cú de um primo do Shrek. Agora o príncipe beija o sapo que se transforma numa bela princesa, mamas a condizer. Do beijo até aos apalpões, depois as mamas aterrando na boca do príncipe, o sexo é frenético. O príncipe tem direito a tudo e aproveita-se.
Ela engole.

É já nas entranhas do dragão (mais uma das fantasias do príncipe) que, estafados, se recostam nos restos de um baço humano, o sangue pinga, uma borboleta entra pelo dragão esventrado. O príncipe saca do proverbial cigarro post-sex, a princesa encolhe-se ele nem nota, ela diz que é isso? Ele diz: normal; um cigarro, nem lhe olha, ela treme ele não sente, ela diz piedade baixinho ele nem ouve, a princesa esmaga com a mão a borboleta. O príncipe, ainda sem a olhar, estica-lhe o cigarro e diz:chupa querida tu sabes como é, mas não o metas todo na boca. Ela começa a puxar uma passa, com a secura do sexo o cigarro fica-lhe preso na boca, ela puxa, puxa, puxa, avermelha o príncipe diz-lhe pára. Ela não consegue parar, o príncipe não reage a tempo, acaba por rebentar.... como se fosse um sapo.....o sangue pinga.

Só faltavam uns putos idiotas a curtir a cena e a dizerem: ena, viste aquilo!


Moral da história: Por mais alto que voes, nunca te esqueças de quem és nem de onde vieste. Lembra-te sempre, nasceste numa poça de sangue e merda.



Felício Fellatio

domingo, 21 de Dezembro de 2008

Zeitgeist de Natal

O Natal já não é o que era. Desde que o Pai Natal sumiu para parte incerta, há quatro anos, depois de ter sido implicado no processo Casa Pia, o Natal nunca mais foi o mesmo. As crianças, andam mais infelizes, já conseguem andar normalmente, mas andam mais infelizes. Os pais das crianças também andam mais tristes, mais descansados, mas mais tristes. É que o pessoal já se tinha habituado ao cabrão do velho, todo cheio de más intenções, mas sempre bem disposto. Maldito processo Casa Pia que nunca mais acaba para que possa haver um Natal decente outra vez. Voltar a ver um sorriso aberto nas crianças em vez de se assustarem de morte com o homem-aranha que é quem agora traz as prendas.

E agora que está na moda as manias da conspiração, para não fugir ao zeitgeist, uma nota: o Pai Natal desapareceu na mesma altura que o Socrates chegou ao poder. Coincidência?

Um Santo Natal a todos e um Carnaval cheio de Páscoas.


Uncle Remus

Feliz Natal Romualdo

sábado, 20 de Dezembro de 2008

Natal é já aqui

Como explicar aos meus familiares mais... enfim antigos, que já há muito tempo não uso cuecas e sim boxers? É porque todos os anos por esta altura parece que todos combinam entre si e atestam um gajo das ditas cujas. Aliás tenho quase a certeza que o fazem, uma vez que nunca recebi cuecas repetidas, quero dizer para a troca, no mesmo ano. Como lhes explicar que quem usa cuecas são os mariconços? Sim porque homem que é homem gosta de andar com o badalo a badalar, sentir o dito cujo à solta, despreocupado e pronto para a acção em qualquer altura.

Os gajos das fábricas de cuecas e os seus revendedores nesta altura do ano devem fazer uma festa, “siga e vá de cueca” (olha, um bom slogan promocional). Estimam-se em milhares de milhões, as toneladas de cuecas que se vendem em portugal nesta quadra natalícia, e aliás comparam-se as vendas das cuecas com as de bacalhau e devem ser muito aproximadas. Não deixa de ser irónico imaginarmos que essas mesmas cuecas irão depois ficar com cheiro a bacalhau. Talvez mesmo até fosse boa idéia vender o bacalhau enrolado numas cuecas, ou um bacalhau em cuecas.

Foda-se, tantas idéias giras que eu tenho e estou aqui desempregado e a receber cuecas como prendas de natal.





Raul Mistro

Lá na Inglaterra tá mais frio...

Presépio

Qual a semelhança entre o presépio original e o novo modelo de presépio Gay apresentado, onde coexistem duas Marias e dois Josés?

Nos dois casos os "meninos Jesus" nasceram por geração espontânea ou por inseminação artificial (ou podem ter sido adoptados).

Natal

Nasceu o menino.
Todos os anos nasce a merda do menino.
Esta altura é extremamente crítica para o bacalhau. Há uma estranha ligação com o nascimento do menino e o consumo deste peixe tão Português pescado nas aguas da Noruega, é um assunto recorrente no dia a seguir á consoada:
-ah e tal... como é que foi o teu natal?
-Foi fixe ganhei uma playstation e comi bacalhau.

Existem muito textos sobre o natal, é capaz de ser um dos temas mais falados e discutidos, o que se pretende neste é tentar demonstrar que do ponto de vista de um bacalhau o natal não é uma coisa assim tão alegre.

Se eu fosse um bacalhau ficava fodido, então quer dizer... o menino nasce todos os anos e é por causa disso que me vêm matar? logo agora que tava de olho naquela "bacalhaua"?
Merda pró menino, pensaria eu.



Individuo com aspirações a ser anfíbio

sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Puramente Algarvio

- Pai, o que é um insete?
- São oite mê filhe, são oite.

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

As piores capas de Discos de 2008


Animal político



segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Slave to the Wage

No estilo de vida actual adaptamo-nos cada vez mais às máquinas que foram inventadas para nos ajudar (computadores, máquinas ATM, veículos motorizados...). Na Grécia antiga os escravos libertavam os Filósofos das tarefas mundanas para que estes se preocupassem com questões tão importantes como: qual o significado da vida ou o que acontece se dividir-mos um corpo até ao infinito.
No entanto a nossa forma de pensar está a ficar mais próxima do pragmatismo característico dos nossos escravos mecânicos e não permite um nível de abstracção de pensamento dos Filósofos. A linha de pensamento está cada vez mais próxima do materialismo e consumismo que muitos criticam porque se sentem frustrados em não ter acesso a esses mesmos bens materiais.
No actual estilo de vida as verdadeiras preocupações são: tenho de comprar o ultimo modelo de Telemóvel, tenho de comprar roupas de marca, tenho de passar Férias em Cuba...Vive-se cada vez mais para as aparências. Com toda a formação e oportunidades de aprendizagem a que podemos ter acesso, preferimos voltar-nos para todo o tipo de actividades fúteis.
O reconhecimento social não é medido em termos das reais capacidades do indivíduo mas este é avaliado na proporção dos bens materiais que possui. Logo, isto estimula o resto da sociedade a almejar a estes mesmos bens materiais.
A existência do dinheiro só faz sentido porque existem um conjunto de dívidas na sociedade. A oferta de moeda física dos Bancos Centrais é aumentada para compensar o facto de somente 3% de todo o dinheiro ser físico, sendo o restante virtual (impulsos informáticos). Alimentamos portanto um sistema em que o dinheiro realmente não existe, pagamos as nossas dívidas e chegamos à conclusão que os verdadeiros escravos somos nós.


P.M.
(Post Mortem)

domingo, 14 de Dezembro de 2008

Cada um sabe de si e deus sabe de todos.

"Odeio pregar drogas, álcool, violência ou insanidade para qualquer um, mas sempre funcionaram para mim."


Hunter S. Thompson

18/7/1937 – 20/2/2005

O caminho para santa fé

Um fim de semana na Cidade

"I should have know better" é com esta referencia á musica xunga do Jim Diamond que começo este texto.
É sempre assim... cada vez que vou a Faro transformo-me numa mistura de Nicholas Cage no "Morrer em Las Vegas" com o Dom Quixote a lutar alucinadamente contra moínhos de vento, só falta mesmo haver "neons" gigantes e coloridos e alguma coisa para lutar contra (porque os moinhos de vento são imaginários).

"Gosto de sentir a chuva a bater-me na tromba quando estou bêbado" Este é um dos poucos pensamentos completos que me lembro de ter tido em todo o fim de semana, as memórias são recortes grotescos e disformes de pessoas que já não via há uns tempos, flashes aqui e ali de situações pontuais e pouco mais.

Ha algo de doentiamente consolador em bater no fundo e com a frequencia que o faço começo a duvidar se não devia ter ido para mergulhador. Ando por ruas secundárias, as principais são demasiado perigosas nos dias que correm, dou passos seguros por caminhos antigos gravados na minha memória, "a realidade ás vezes é demasiado feia" conformo-me enquanto acabo de emborcar mais uma garrafa de liquido estabilizador (cerveja) viva a erosão do ser.

O fim de semana acaba e Eu fico com a impressão que só passou um dia, um dia grande e que deixou sequelas, o meu corpo começa a sentir a privação do alcool, as minhas mãos tremem, estou todo dorido e começam-me a contar coisas que eu fiz mas não me lembro, tudo normal, sem surpresas nem alarmes foi só mais um fim de semana na cidade...






João Pequeno (o amigo do robin hood)

Oposição a sério

sábado, 13 de Dezembro de 2008

PARABÉNS

Parabéns Manoel de Oliveira!

A Partir de agora já tens óculos de borla.

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Que bem que se está na Grécia!

Hoje ouvi na televisão, um senhor dizer que, nós portugueses temos tantas ou mais razões para nos manifestarmos brutal e vilolentamente como os gregos, o problema reside em sermos mansos demais. Além de sermos um país de brandos costumes, habilitamo-nos , como parece ser a tendência, a sermos também um país de brancos costumes.

É verdade, o português é um manso no que toca a manifestações como deve de ser, daquelas de raça lobo. Gritamos palavras de ordem; bonitinhas e bem escritas/mal escritas, mas o sistema acaba mais cedo ou mais tarde por nos enrabar qual John Holmes motherfucker.

Os espanhóis e franceses andam há anos a mostrarem-nos como se faz, mas tá quieto, isso fica para depois. Agora até os gregos, que já nos tinham enrabado no Euro, dão-se ao luxo de nos ensinar a mandar um primeiro ministro pró caralho como deve de ser.

Proponho a criação de uma Agência de Viagens/Intercâmbios, onde o português mediano/constantemente enrabado/votador de PS ou PSD nas eleições/pagador de impostos/pagador de prestações de empréstimos imobiliários/alienado pela tv cabo/fazedor de blogs duvidosos/adepto da teoria da conspiração e deprimido em geral , possa com as suas parcas economias, fazer um turismo barato, ainda que deveras libertador do stress e de outros males do ser POBRE (com letras grandes para que Deus possa ver).

Funcionava assim: O indivíduo trabalhava o ano inteiro, fodido, humilhado e ofendido, mas nas férias podia escolher uma zona de conflito onde aliviar toda essa tensão acumulada. Exemplo: Incendiar uns estabelecimentos na Grécia, queimar uns carros, agredir uns bófias. Para aqueles que sonham conhecer o continente africano, a Agência garantia uns bons lugares na frente rebelde no Sudão, ou no Congo.
Para quem curte a cultura (tão nossa) árabe, temos o maravilhoso espectáculo da intifada palestiniana, ou ainda uma que parece estar cada vez mais na moda, o arrebenta-o-americano-no-iraque.

Como vêem, as possibilidades são enormes e totalmente potenciadoras de curar de uma vez por todas o velho síndrome português de só o sermos quando estamos noutro país. Mais, a depressão nacional depressa regrediria e nós começaríamos a fazer bébés (com vontade) e, quem sabe, ao fim de uns anos desta inovadora terapia, já nos sentiríamos à vontade para incendiarmos uma esquadra ou outra no nosso próprio país.
O Slogan para esta campanha podia mesmo ser:
VÁ PARA FORA CÁ DENTRO/FAÇA MERDA LÁ FORA.


RAC.
Killing in the name of

segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

O Exibicionista

A música alternativa tem os seus dias contados. A verdadeira música alternativa tem a sua expressão máxima quando o ouvinte recorre ao uso de “headphones”. Nesse caso a musica é tão alternativa que está limitada a um só indivíduo.
Hoje assiste-se a um recrudescimento desta tendência. O ouvinte outrora introspectivo e masoquista deu lugar ao exibicionista que precisa de atenção. A nova capacidade dos telemóveis projectarem para o espaço uma “playlist” outrora pessoal e inviolável tem tanto de voyeurista como de obsceno. A verdade é que as pessoas têm necessidade de mostrar o que estão a ouvir, por mais ridículos ou imbecis que possam parecer os seus gostos musicais.
O velho tijolo Boombox dos anos 80 foi miniaturizado e os novos ouvintes sedentos de atenção carregam-no à volta do pescoço como verdadeiras mulas do Hip-hop, modistas mostram na retrosaria o ultimo êxito de Tony Carreira com a Popota, fritos do tecno-transe-industrial são estimulados por uma frequência que os faz ver Deus e se assemelha a um Mantra de repetição eterna, fanáticos do Quim Barreiros insistem em pôr o carro na garagem da vizinha…
Viva a Era da Exposição! Expomos os nossos gostos musicais, expomos a nossa intimidade e expomos as nossas opiniões em Blogs.

P.M.
(Post Mortem)

quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

República das bananas (Versão Hardcore)

Um dia na vida...

Mal acordou, levantou-se num salto e pôs o desfibrilhador a carregar. Encostou as pás ao peito, gritou mentalmente clear e zzzzzppp, 300 joules percorreram-lhe o corpo. Escusado será dizer que não foi preciso tomar café. Foi para o trabalho a correr e acenou aos condutores enquanto ultrapassava os automóveis na auto-estrada. Chegou ao trabalho e desatou a despachar processos só com uma mão, com a outra coçava rapidamente as rugas do escroto. Deu seguimento a processos que estavam encalhados havia mais de dois meses. Quando finalmente ficou com as mãos livres e tendo já o escroto em sangue, começou a coçar o escroto dos colegas. Limpou a secretária e foi a correr para casa, de caminho passou pelo barbeiro, mas este não conseguiu cortar-lhe o cabelo. Chegou a casa e levou a mulher para cama, teve três orgasmos e a seguir, pôs a mala no chão, despiu-se e foi tomar banho. Jantou em frente da televisão, os telejornais noticiavam em pânico que estava a nevar na Serra da Estrela, mudou para outro canal que noticiava muito calor no Brasil. Fartou-se e foi-se deitar, leu dois livros, uma banda desenhada e uma revista cor-de-rosa. Quando chegou a hora de dormir, tirou o desfibrilhador debaixo da cama e desta vez carregou-o a 600 joules. Clear, ZZZZZZZZZZZPPPPPPPPPPPP, e adormeceu de olhos abertos com um sorriso que lhe ia de uma orelha à outra.
Uncle Remus

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Sobre coisas que não sabemos mas que nos chamam a atenção, e por isso gostamos de especular...

Ao longo da história tanto se tem especulado sobre a inspiração espontanêa das pessoas ditas geniais. “È hereditário, já o pai era assim”, ou “é por causa da droga”, são os argumentos de quem sofre do vazio de ideias, caracteristico à maioria dos mortais. Porém nunca ninguém se lembrou de atribuir a dita inspiração a uma coisa que está ao alcance de todos: a mancha.
A mancha, sim a mancha. No tecto, na parede, no sapato, numa peça de roupa interior, enfim seja lá qual for a sua origem essa mancha tem inspirado e induzido tanta gente a fazer em algum momento, algo de muito ou pouco importante. Talvez por vezes, decisivo até. Muito em voga nos azulejos das casas de banho, paredes de salas de espera, tectos de quartos e nas biqueiras dos sapatos, embora a sua aparição/colocação não esteja só confinada a estes locais. A mancha é de facto a responsável por grande parte das coisas que se criam ou decidem neste mundo, e isso pode acontecer mais ou menos assim: o “artista” está na cagadeira. Já fez o que tinha a fazer mas há uma inércia qualquer que não deixa que ele abandone o local, mesmo com aquela luz pardacenta que lhe perturba a visão e o cheiro pestilento que lhe sobe narinas adentro, é aí que ele, sem se aperceber que está a ser manipulado por uma força estranha que o transcende, algo que faz com que perca a noção do tempo linear, se põe a olhar para o vazio e dá com uma mancha algures dentro do seu campo visual. Olha-a fixamente, olha-a, olha-a e, continua como se estivesse hipnotizado. Aquela mancha sabe-se lá porquê inspira-o. A quê? A escrever um poema, a invadir a Polónia ou a jogar numa qualquer lotaria popular com profunda convicção. Penso até já ter lido algo aqui neste blog que foi escrito aquando a observação de uma dessas misteriosas manchas. Convenhamos que à parte do seu hipotético efeito psicoactivo, “a mancha” parece ser mais prática, eficaz e inofensiva que qualquer substância clandestina no que trata à inspiração. Quer dizer, mais prática é certamente pois nem sempre temos drogas à mão para nos inspirarmos e uma mancha na parede, podemos faze-la imediatamente e até mesmo sermos criativos quanto às suas formas e tamanhos. Depois é só abancar, olhar a mancha fixamente sem expectativa, sem ansiedade, e de preferência em estado meditativo. Os ambientes de “casa-de-banho” são propícios, momentos de insónia também fazem surgir manchas no campo visual, mesmo com o quarto totalmente envolto na escuridão, ou ainda quando se está sozinho no café, o olhar foge-nos lentamente para baixo e surge sempre uma puta de uma mancha na biqueira do sapato, provavelmente uma cuspidela de algum filho-da-puta anónimo que se cruzou connosco... e nem pediu desculpa.

Raul Mistro
extraido de: “Discussões fúteis com os meus amigos por causa da droga e do dinheiro gasto.”

segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Operation desert storm

domingo, 30 de Novembro de 2008

Asa de mosca

Gosto de aprender novos conceitos: Este fim de semana fui introduzido á ciencia da "asa de mosca".

Para quem não sabe é um tipo de farofa cujo cheiro a gasóil 95 octanas se encontra bem presente.
De facil inalação este combustível carbura rápidamente sendo bem assimilado pelo organismo, há algo que nos remete a um ambiente de estação de serviço ou a uma oficina de bate-chapas ou até mesmo em ultima análise e citando Ena pá 2000 "um homem sente-se como um tractor".
Depois de abastecer, todo o alcóol que vinha acumulando e ja me forçava a cambalear miraculosamente dissipou-se e fui invadido por uma espécie de sobriedade Galp, senti-me um daqueles senhores que simpaticamente perguntam quanto é queremos de gasolina e fazem o favor de a por no depósito sem termos de sair do carro (em troca de uma remuneração pecuníaria, obviamente).

Em jeito de conclusão diria que a asa de mosca está aprovada, é um bocado mais cara do que a gasolina normal mas permite uma boa performance ao motor e é amiga do ambiente para alem disso fiquei com a impressão que se aditivarmos amoníaco a este combustivel conseguimos obter uma boa consistência depois de queimado.







António Bandeiras

quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

O efeito Borboleta

Segundo uma interpretação popular da Teoria do Caos, tudo está relacionado. Por exemplo se uma borboleta bate as asas no Brasil pode desencadear um terramoto em Kathmandu.
Em Portugal, factos aparentemente não relacionados e independentes entre si, têm afinal um nível elevado de correlação depois de observados segundo os pressupostos desta teoria. Vejamos alguns exemplos:


- O Sr. Silva não conseguiu pagar as prestações do empréstimo que havia contraído para compra de uma casa. Logo foi obrigado a entrega-la ao banco encontrando-se presentemente numa situação de insolvência grave.
- Nesse mesmo momento um banco declarou um passivo de 700 milhões de Euros. Ao contrário do Sr. Silva, o banco não foi obrigado a cumprir as suas obrigações, o Estado decidiu a sua Nacionalização com dinheiro dos contribuintes (entre os quais se encontra o Sr. Silva).


- Uma Universidade do Norte fecha as suas portas durante 15 dias para poupar electricidade, devido aos cortes orçamentais promovidos pelo Estado.
- Nesse momento todas as cidades Portuguesas enchem-se de iluminações de Natal. O Natal começa agora em Novembro e as autarquias estão mais preocupadas com as próximas eleições do que com o pagamento de contas de electricidade.
Como vêm está tudo ligado…



P.M.
(Post Mortem)

Diáspora psicotrópica

Ver as luzes de Natal.

Foi este o objectivo a que nos propusemos inicialmente, claro que sabíamos de antemão que iríamos precisar de aditivos espirituais para esta demanda, Apareceu-nos um senhor com um nome Alemão a andar de bicicleta...Era um sinal dívino.

Sempre com o sentido de missão bem presente começámos a encaminhar-nos para o que iria ser o final apoteótico desta viagem: "A praça das luzes que piscam" como lhe chamámos. (o terreiro do paço está forrado de flashes que piscam á volta)
Nesta viagem irámos passar por 2 das maiores avenidas de Lisboa e apreciar as respectivas luzes até ser bombardeados com flashes e ir para casa.
A camara municipal de Lisboa gasta dinheiro demais nas luzes para estas não serem apreciadas como deve de ser, com este pensamento em mente arrancámos da casa X (onde mora o índividuo X, nosso amigo por sinal) até ao objectivo final.

A viagem em si foi agradável, as luzes estavam boas (especial destaque para a avenida da liberdade onde as luzes parecem derreter) e todas as expectativas (se é que haviam) foram totalmente atingidas, o final foi apoteótico como se esperava com os flashes a cumprirem a sua função. Ficámos lá um bocado em pleno delírio visual e fomos pra casa.

Segunda-feira não fui trabalhar.





Timóteo Lírio