quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mais um aviso... continuem por vossa conta e risco

Fémea Fatela

Muito se poderia dizer sobre a mulher Portuguesa mas o que me parece importante destacar nesta crónica e que, penso ser a caracteristica mais identificativa desta estirpe é um sintoma que eu apelidei de Síndrome de “Rei-no-Barriguismo”.

Alguem lhes disse que serem antipáticas era charmoso (reminiscências do salazarismo?) e as mulheres portuguesas levaram isso à letra, na sua cabeça, porventura serão mesmo as mulheres mais chamosas do mundo a julgar pelo nível de tacanhez e antipatia que apresentam, em contraposição com fêmeas de outros países ainda estamos um pouco atrás da média europeia, por exemplo, mesmo as espanholas que estão aqui mesmo ao lado saem aos magotes de mini-saia e são muito mais acessiveis no que toca a relações humanas, ou seja são pessoas normais que respondem a quem as aborda, e é aqui que para mim reside o problema, responder a uma abordagem não é o mesmo que estar já a enfiar o pénis no devido local, quero eu dizer com isto: não é um atestado de putice, revela apenas o nível de educação da pessoa, claro que, quando falo em abordagem não me refiro a ordinarices do tipo “deves ser mais apertada que os rebites de um submarino” ou até mesmo um “fazia-te um pijaminha de cuspo” mas uma abordagem, normal dentro dos limites do que a União Europeia acha razoável, o que acontece aqui é que ás vezes pergunta-se o nome e já parece que estão a ser violadas e dizem todas que se chamam “Ana”.

Esta mentalidade deve-se sobretudo ao atraso estrutural que existe e à tardia emancipação feminina no nosso País mas isso não explica tudo: Há uma histeria propria em ser portuguesa e um gostinho especial em dar cortes mesmo quando lhes apetece foder. Querem manter uma imagem púdica e serem umas putas ao mesmo tempo, enfim… querem tudo (o que é bom).

Mais uma vez a religião não está isenta de culpas nesta matéria, Ao reduzirem a figura feminina a “hospedeira da vida”. Segundo esta gente só se deve ter relações sexuais para procriar… (nem vou comentar) e como se esta ideia pré-historica, reaccionária e… ESTÚPIDA não bastasse ainda vão mais longe: sexo só depois do casamento, uma coisa que salta logo à vista aqui é: então e a malta que não casa? Bate gaitadas a vida inteira? Desperdiçando assim, tambem o líquido precioso da vida?

Isto leva á confusão. Já ouvi falar de historias de jovens que vêem-se obrigadas a praticar sexo anal porque querem ir virgens para o casamento, é verdade! No século XXI!!! O obscurantismo da igreja continua a assombrar a nossa sexualidade livre e saudavel.

Concluindo… Há certas atenuantes que, de certo modo até nos permitem compreender o comportamento da fémea fatela como as que acabámos de referir, mas na sociedade contemporânea em que vivemos temos de acompanhar o progresso, instituir o sexo casual como uma coisa saudável e ensinar a arte do preliminar nas escolas (por exemplo).


(Ressalva histórica)

Durante o decorrer da história da Humanidade (ou da falta dela) a mulher foi alvo de muitas provações e injusticas, foram-lhe retirados e omitidos direitos básicos e Humanos; Hoje em dia caminha-se lentamente para a igualdade e já não era sem tempo! Aguardo ansiosamente o reinado de tirania sexual feminina do século XXI! Encostem-nos á parede!! Chamem-nos nomes!! Sentem-se em cima de nos à bruta!!





Padre Vitor Sevicias

Dilemas gastronómicos (melancia straight-edge)

Nutro uma grande antipatia por melancia.

Não é pelo sabor nem pela textura, até são agradáveis e no verão até compreendo que haja pessoas que se deliciem com esta camaleónica fruta pela frescura que oferece a quem a come, o problema é que sempre ouvi dizer que não se pode beber vinho em cima da melancia porque o estômago fica feito em cortiça.

Como sou um bocado picuinhas com estas coisas (nunca vou à agua enquanto faço a digestão) sempre pus de lado a melancia e preferi o vinho. Assim posso comer outras coisas que não atrapalham a vida ao vinho e beber vinho antes, durante e depois de comer essas coisas, além disso se quiser o estômago feito em cortiça como as rolhas das garrafas.



Jacinto Leitinho (o único ex-straight-edge da Penha)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Gato gay enraba dono

Um gato com evidentes tendências desviantes sodomizou o seu dono na passada segunda feira.
De recordar que o gato em questão havia subido a uma árvore no mesmo dia, e terá sido retirado de lá por um indivíduo homossexual que alegadamente lhe terá transmitido o vírus.
O dono do gato, no exacto momento em que o resgate se processava, ainda tentou abater a tiro o membro da comunidade gay, mas como nos explicou:
- Já foi tarde de mais, já não fui a tempo, quando cheguei a casa já o gato estava a ouvir discos da Barbra Streisand, e depois...(choraminga), depois foi aquilo que se viu...



Repórter Nuno Homem de Fóbik para a Gazeta RosaXókk

Sympathy for the Devil

Mick Jagger atingiu a idade da reforma e vai receber do Estado inglês, a partir do próximo mês, uma pensão de 500 Euros.
O Rolling Stone em declarações públicas já fez ver que a reforma em questão é baixíssima, uma vez que só de apartamento paga um aluguer de 400 Euros mensais, e que, com os 100 Euros restantes não vai conseguir fazer face ao custo de vida actual.
Jagger em conferência de imprensa queixou-se ainda do preço exorbitante da gasolina, e dos produtos de mercearia. Confrontado pelos jornalistas sobre como iria ser a sua vida a partir de agora, o colega de Keith Richards apenas disse:
- Eu assim não me governo.


Gazeta RosaXókk – Onde a notícia chega depois.

Temos Ambiente

Cheguei a casa e dei de caras com a minha mulher nua na cama com o meu compadre.
Riram-se de mim e eu nada fiz. Perguntei-lhes se precisavam de alguma coisa, responderam que sim, que precisavam de cigarros. Fui comprar. Regressei com os cigarros e voltei a inquirir se queriam mais alguma coisa. Pediram whisky e servi-lhes do melhor malte que tinha lá em casa. Trocaram carícias e mais risos e cada um meteu um cigarro na boca. Pediram-me lume. Foi aí que usei o meu lança-chamas.

Il Cornuto – in Tragédias da Vida Moderna

Noticias Xokkantes

Silves, 28/07/08

A operação “D. Rodrigo”, montada pela P.J. revelou-se um verdadeiro fracasso depois de terem sido encontradas mais de duas toneladas de Haxixe e nem um D. Rodrigo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

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McCanned

Reconstituição dos factos ocorridos em 3 de Maio de 2007:

01:00 – Kate McCann, ao abrigo da liberdade de culto, salpica toda a habitação com sangue humano importado da Transilvânia (absolutamente legal, prova de compra datada de 24/02/07).
01:30 – Limpeza com lexívia para evitar incómodos por parte do Pessoal de Limpeza do Resort.
02:00 – Os McCann vão deitar-se, mas Kate não consegue dormir devido a uma frincha na janela. Kate desloca-se ao exterior da habitação e consegue resolver o problema, corrigindo o alinhamento do estore.
02:30 – Gerry McCann tambem sofre de insónias regulares pelo que vai despejar o lixo. O saco do lixo é de elevado volume devido à festa de arromba que os McCann deram nessa noite.
03:30 – Gerry continua sem conseguir dormir e vai dar uma volta de automóvel. A viagem não corre bem, Gerry atropela um Guaxinin (animal tipico da fauna Algarvia) e coloca-o na mala da viatura para evitar que permaneça na via publica.
04:00 – Gerry chega a casa e consegue finalmente adormecer.
09:30 – Os McCann despertam e verificam que Maddie McCann desapareceu.

Excerto da Defesa dos MacCann

No Sleep 'Til Penha

Cada vez me convenço mais que vivo num Jardim Zoológico. Não vou usar a metáfora da “Selva Urbana” porque está muito gasta e a cidade é muito pequena.
Não sei realmente o que se passa com o pessoal comerciante deste bairro, ou são todos associados da liga protectora dos animais, ou então, andam a mandar mensagens subliminares aos clientes. Senão vejam. De manhãzinha, depois de acordar e antes de ir para o trabalho, vou sempre beber o café ao “Canário”. À tardinha, quando retorno a casa costumo beber umas imperiais no café “O Pónei”.
Num dia destes, estava eu sentado no “Orca” a comer uma sandes quando passou um amigo meu - «Então 'tás bom? Onde vais?» ao que ele respondeu - «Vou ao “Javali” jogar um snooker».
Ainda por cima à noite quase nunca consigo dormir por causa do barulho que fazem os meus vizinhos...Esses animais!


Romualdo Alizando Cresce

domingo, 27 de julho de 2008

Distorção Histórica

Uma antiga colega exclamou do alto da sua ignorância: “Lavo daqui as minhas mãos como São Pilatos”.
Ora aí está algo que desconhecia, Pôncio Pilatos havia sido canonizado. O homem que condenou Jesus à cruz era agora um Santo (certamente para algum culto satânico). Pôncio que apontou para Jesus diante da populaça dizendo: “Ecce Homo” (Eis o homem), ao que Jesus respondeu olhando em volta: “Quem? Eu?”. Pilatos que sempre sofreu na escola Primária pelo facto do seu nome começar por “Pila”, estando hoje em dia associado a uma espécie de Ginástica (pelo menos no Algarve): o Pilates.
Este homem sofria a pior injúria que um homem pode suportar, a injúria histórica. É necessário repor rapidamente a verdade: Pôncio Pilatos era na realidade … São Francisco de Assis.


P.M. (Post Mortem)

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Considerações sobre o trabalho (I)

Não consigo evitar deixar de sentir que vendi a alma ao demónio, isto apesar de ser Ateu, Agnóstico e todas essas coisas comecadas por “a” que significam que não acredito em nenhuma entidade suprema criadora de tudo o que vemos.

Então… qual a razão desta sensação demoníaca sem sentido? O trabalho.

Os cabrões dos Chineses lembraram-se de dizer que o trabalho dignifica o homem e isto nunca mais parou, chegámos ao ridiculo de as pessoas já nem sequer imaginarem um mundo sem trabalho… Pessoas que sentem que o seu trabalho as completa… não consigo conceber tamanhas aberrações.

Todos os dias o meu conforto e bem estar são “leiloados” a quem me pagar melhor e, se não for trabalhar não tenho dinheiro para sustentar os meus vicios (esses, sim importantes) é, portanto um dilema sem fácil resolução à vista. O que vale é que já perdoei os chineses por este pequeno incidente desde que inventaram o pato à Pequim mas dizer que o trabalho dignifica o homem… Francamente! Não lembra nem à vaca do presépio. Um gajo trabalha porque tem de ser! Não é para ser mais digno de certeza, então vamos lá a ver… se eu ganhasse o euromilhães ficava rico mas sem dignidade porque aquele dinheiro não foi ganho a trabalhar? Se eu trabalhar 24 horas por dia e ganhar uma miseria sou o gajo mais rico em dignidade do mundo?

E porque é que nesta questão damos ouvidos aos Chineses? Quer dizer… não ligamos a mais nada do que eles dizem… tem hábitos esquisitos como comer arroz com as mãos…quando tem filhas mandam-nas pro lixo…as casas deles são feitas de papel…parecem formigas que andam a dar no Dinintel… E no entanto quando dizem que o trabalho dignifica o homem tá tudo bem! À porta do campo de concentração de Auschhwitz tambem dizia que o Trabalho liberta, qualquer dia ainda se lembram de dizer que o Hitler tinha uma aproximação pro-activa ao trabalho e que foi um grande impulsionador do movimento operário.

Depois inventa-se estas frases-chave “o trabalho dá saude” como se fosse preciso fazer publicidade ao trabalho, como se houvesse grande opção entre trabalhar ou não trabalhar, para além de ser publicidade enganosa é perigoso e ignorante fazer este tipo de afirmações injustificadas porque trabalhar nao dá saude a ninguém.

Bom… antes de finalizar gostava só de deixar bem claro que não tenho nada contra o povo chinês em si, nem contra nenhum povo em específico. Este texto pretende ser apenas uma reflexão sobre o que nos impele a trabalhar e todo o esquema que está montado para este ciclo vicioso não morrer.

No fundo trata-se de nos manter ocupados para castrar toda e qualquer forma de pensamento livre ou liberdade de acção, ao mesmo tempo que no fim do mês recebemos o ordenado pra podemos ir gastar o dinheiro nas lojas e perpetuar o consumismo desmedido, é um esquema muito bem montado este, Na parte que me toca, faco minhas as palavras do velho ditado popular “enquanto houver dinheiro pra Àlcool, não se compra roupa”.



Engº Alves Roçá-las

Ainda Acerca do Tal Bar

Lembro-me como se fosse hoje.....foi na candura dos meus 18 anos que pela primeira vez me deparei com atitudes homofóbicas da parte dos meus amigos.....foi aquando do encerramento do tal bar e subsequente inauguração de um bar gay, sinceramente não me lembro do nome......de facto disseram-se coisas injustas e feias.....dizia-se por exemplo que aquilo agora "era uma nojice" "eram só paneleires a enrabarem-se" e "mamadas na casa de banho". É aqui que eu venho demonstrar a minha indignação, pela defesa da honra do tal bar, que há-de ser sempre a minha noiva, assim como pela defesa dos mais elementares valores de justiça. Tais actividades brochativas sempre se executaram declarada ou putativamente pelos casas de banho do Tal Bar, se bem que nessa altura mais em desprimor da imagem feminina, aliás lembro-me como se fosse hoje..... na inocência das minhas 16 primaveras, quando aprendi, no Tal Bar é claro, o significado de uma cerveja por um broche, o que acaba por ter sentido se formos a ver, uma imperial por uma imperial de joelhos......



Felicío Fellatio

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O Garve é para todos (ou Allgarve Revisitado)


Todo o Algarvio tem um cunhado, vulgarmente referido como o “mê cunhade”. Aquele ser abjecto que não se escolheu gostar mas que tal como a família se acaba por tolerar. O “cunhade” representa a essência do Algarvio, não tão bom e generoso como um Alentejano mas nem tão mau como um Minhoto que disputa ½ metro de terra e é capaz de matar por ela. O Algarvio é o verdadeiro Niilista, está “para alem do bem e do mal”. A negação completa da realidade é notória em expressões como já “tomi banho” ou no clássico “batatas cortas aos bocados”. O que é somente um sotaque típico para um Lisboeta é na realidade uma complexa corrente Filosófica mantida em segredo durante gerações e da qual somos herdeiros orgulhosos.


P.M. (Post Mortem)

Leite morno o caraças...



A insónia é a maior forma de egocentrismo.
Nós os insones, não sofremos por estarmos acordados;
Nós sofremos porque sabemos que o resto da malta
Está a dormir.
Uncle Remus

EDP vs Bombeiros Municipais

Um dia cheguei a casa e não havia luz.
Tinham cortado a electricidade.
Deitei fogo ao prédio e a rua
Ficou toda iluminada.




Uncle Remus

terça-feira, 22 de julho de 2008

Este rapaz é que @ sabia toda...

"A paixão pela destruição é uma paixão criativa"

"Não acredito nas constituições nem nas leis, a mais perfeita constituição não conseguiria satisfazer-me. Necessitamos de algo diferente: inspiração, vida, um mundo sem leis, portanto, livre"

"Religião é demência colectiva"

"Não há nada tão estúpido como a inteligência orgulhosa de si mesma"

Mikhail Bakunine

We fought the law and we won...

Gerry: O que é que dizes Kate, achas que conseguimos enganar os Portugas?
Kate: Hummmm, nã me chêra....
conversa captada por microfone daqueles,... mesmo fixes

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Autocarro 58 (uma dissertação sobre mobilidade urbana)

O cheiro a naftalina entra-me pelas cavidades nasais, o autocarro é de facto o meio de transporte mais popular e universal que existe, enquanto me desloco com pesar para mais um dia de trabalho não consigo evitar traçar um mini-perfil sociológico transversal da sociedade Portuguesa:

Há quem não passe sem o seu desatino matinal e, devo dizer que nutro grande estima por essas pessoas, são maldispostas e não o escondem, preferiam tal como eu estar a dormir no conforto da sua cama em vez de estar enfiados na promiscuidade permissiva de um autocarro matinal.

Os velhos são os velhos, não há nada a fazer, cheiram mal, são mais embirrentos que os putos, têm a mania que têm sempre razão, e por alguma razão apesar de estarem reformados andam sempre nos autocarros em hora de ponta como se tivessem de ir para algum lado, é, sem dúvida um fenómeno interessante.

De todo este leque multicultural que partilha o autocarro matinal comigo as que eu prefiro são as jovens que acabaram recentemente o seu curso e iniciaram-se no nojento mundo do trabalho, frescas, com os seus “tailleurs” impecaveis, cheias de energia para dar, o cheiro dos seus champôs alivia um pouco o ar pesado e macilento que os velhos emanam, é uma especie de equilibrio cósmico.

Encontra-se de tudo num autocarro de manhã, desde o jovem estudante com 2 quilos de gel no cabelo, o metaleiro a ouvir Slayer tão alto que todo o autocarro está a abanar a cabeça e ter pensamentos satânicos, o “pintas” de bigode e camisa aberta a mostrar o pêlo a galar as miudinhas do liceu que soltam gargalhadas histéricas enquanto falam do episodio de ontem dos morangos com açucar…Tanta gente sem nada que os ligue uns aos outros sem ser o facto de que precisam de usar aquele meio de transporte para se deslocarem de um determinado ponto até outro, no entanto, iludem-se, fazendo todo o tipo de “joguinhos” sujos, o “flirting” matinal, o galanço mútuo, as caras que se vão tornando conhecidas por serem repetidas e rotineiras… como se houvesse uma relação causa-efeito por estarem no mesmo meio de transporte, todos os dias, à mesma hora.


Eu ando de autocarro porque é mais barato, mais ecológico, e porque ando sempre bêbado e sobre o efeito de estupefacientes, logo para além de me poupar dinheiro e ser melhor para o ambiente, mantem-me afastado de problemas com a justiça e de possiveis acidentes de viação, contribuindo assim para um
Portugal melhor.

Assim sendo, o cheiro a naftalina e o “wrestling” matinal são afinal um preço baixo a pagar comparando com as vantagens que advêm de usar o autocarro como meio de transporte altenativo, além de ser um excelente laboratório de estudos sociologicos e uma alternativa rápida, económica e ecológica a ditadura do automóvel, mantem as pessoas que estão dentro dele fora da estrada como condutores, o que pelo menos no meu caso ajuda bastante a manter a taxa de sinistralidade rodoviaria estabilizada.



Utente decadente

Volta Agostinho


"Só existe governo exterior a nós porque temos preguiça de nos governarmos a nós mesmos "
Agostinho da Silva

Por Engano

Um dia, andava eu incauto pelas ruas do bairro da quinta da fonte, quando me lembrei de transformar balas em pétalas de rosa(só pelo gozo)...Ora, aquela malta, que não tava nada habituada a atitudes destas, logo me confundiu com o Nosso Senhor Jesus Cristo (assim sem mais nem menos) .E foi num ápice que todos se juntaram e me pregaram contra uma parede. Hoje todos se ajoelham em amizade e comungam duma mesma religião . Eu continuo lá, feito parvo, pregado na parede, e ninguém me ouve quando digo que não sou o Cristo. Mas acreditem, é que não sou mesmo. Tava só de passagem.


Josué Cristóvão

No País dos Socretinos...

Um dia cortei os dedos porque não conseguia desenhar uma cruz.
Depois cortaram-me o braço por não saber desenhar uma cruz.
Esta noite disseram-me que ia ser queimado amanhã...
Queriam que eu desenhasse uma cruz, mas eu à esquerda não consigo.


In conversas do Bandido Maneta com Torquemada o Inquisidor

Out of the closet, into the streets - O Domingo

Quando chega o Domingo, só me apetece é masturbar.O Domingo é um dia estúpido, dia do senhor e mais não sei o quê. Não se faz nada e ninguém sabe porquê. Acho que tem a ver com o Cristo e tal...Hoje saí à rua como todos os domingos, mas, desta vez, vesti-me de senhora.Sentei-me no bar, cruzei a perna, e como nunca antes tinha acontecido, a Rita piscou-me o olho e dirigiu-me um sorriso maroto. Foi assim que descobri que os domingos também podem ser dias interessantes e, que ao fim e ao cabo eu não passo de uma lésbica, mesmo quando me visto de homem e me meto com as moças nos dias de semana, ou seja, sou um tarado a tempo inteiro.


Mário Angelina das Cruzes Senhor

Por isso é que a malta bebe whisky

Allgarva-mos

Muito se poderia dizer sobre a grande herança cultural e linguistica do Algarve, mais concretamente a sua capital: Faro.
Durante o passar dos tempos muitas foram as expressões que se foram usando, algumas perderam-se no tempo como o clássico "q cabel é ess mó?". Autenticas pérolas da nossa riquíssima língua que, ou devido á migração de jovens para a capital Lisboa (já chegou ao ponto de pessoas de Faro dizerem ténis em vez de sapatilhas) ou apenas porque caíram em desuso, se perderam no tempo.
Hoje estou aqui para vos falar de um peso-pesado na cultura Farense durante a década de 90, um exercício sublime de raciocino ao mesmo tempo que condensa em si uma sabedoria imensa sobre a vida a partir da sua observação directa: "Esbruga-me o ganso" ou numa variante mais simples "Esbruga-mos".
ESBRUGA-ME O GANSO, ESBRUGA-ME O GANSO, não me consigo fartar de escrever esta frase enquanto a digo em voz alta em frente ao computador, quase que cheira a camisas de flanela e vinho de pacote do brinde com red bull.
Proponho a recuperação imediata desta expressão tão típica como o próprio arroz de lingueirão! É vital que não deixemos morrer uma das vertentes mais importantes para a nossa própria identidade regional: o nosso sotaque e a nossa cultura. E agora se me permitem vou por em prática esta recuperação aqui e agora: ESBRUGUEM-ME O GANSO!!!

Noé Chão-Mesquinho

domingo, 20 de julho de 2008

Anestesia Internacional


Olá, eu sou o Nelson O Man Dela. Fiz agora 90 anos, 27 dos quais estive preso...
Enclausurado, como se diz na Fuzeta.
Tenho aqui a dizer que fui muito ajudado nesses anos de insónia por essa maravilhosa organização que é a Anestesia Internacional.
Quantas não foram as vezes em que me ri na cara dos algozes, enquanto estes me aplicavam as maiores sevícias? Quantas não foram as vezes em que me deitei, sorrindo, todo partido, a cantar a plenos pulmões: Could you be loved, and be loved...enquanto me socavam as partes privadas.
E quem é que se pode gabar como eu de depois de vários dias de greve da fome, acordar com mais fome ainda, graças aos lenitivos da Anestesia Internacional? Hum? Quem?
Bem haja Anestesia Internacional, que em vez de nos libertar, ajuda-nos a rir enquanto cá estamos.


Nelson O Man Dela ou em inglês Nelson Her Man
Preso Político da Fuzeta

Aterro Humanitário

Dou por mim a morder sombras de dejectos que outrora já foram pessoas
Mas não me importa...Porque eu gosto de natureza morta.



Hugo Norreias

Bambies pululantes no festival do telemóvel

Os festivais de verão são um fenómeno muito peculiar no nosso país, neste momento e segundo informações de fontes fidedignas já temos 0.36 festivais per capita o que é bem acima da média europeia (nos centros comerciais ainda vamos mais á frente mas isso é outra historia) e o que é que isso traz de bom ao nosso pais? Bambies.

Qual montra de vagina os festivais de verão (quase sempre patrocinados por marcas de telemóveis) são uma coisa impressionante, a variedade e qualidade da fauna é imensa, isto juntamente com o consumo de substancias psicotrópicas e bastante álcool e tá feito. Mesmo uma pessoa com uma sexualidade saudável e activa não pode ficar indiferente á quantidade de bambies que pululam lascivamente com roupas frescas e extremamente reduzidas, torna-se difícil se não impossível uma pessoa concentrar-se, ou se gosta muito da banda ou isso passa para segundo ou terceiro plano. É nestas alturas que até consigo encontrar algo de positivo na cultura norte-americana que conseguiu implementar este (desculpem a expressão) putedo global.

Como observador e cronista da nossa sociedade contemporânea não podia deixar de referir este fenómeno importantíssimo para a produção de testosterona nacional, esta nova vaga de bambies que agora surge é inspirada pelo consumo de sitcoms “made in u.s.a.” merdosas e as suas referencias são putas como a Paris Hilton e similares onde “ser puta” é “ser fashion”.

Muito bem. Nada a dizer, aprovo a 100%, já era tempo de alguns dogmas caírem e as raparigas portuguesas emanciparem-se “in the American way” e cá estarei quando lançarem a moda de fazer bicos espontâneos no meio da rua. Isso é que vai ser... As glandes deste pais vão andar muito mais vistosas, hidratadas e reluzentes e não me venham cá com merdas de pib e inflações, ensino e saúde gratuitos...Balelas! A qualidade de vida de um pais vê-se pelo estado da glande dos seus cidadãos.



Padre Vitor Sevicias


Acidentes de Percurso

Este fim de semana fui á concentração das motos
em Faro.
Concentrei-me tanto, tanto, tanto, que acabei
por me cagar pelas pernas abaixo.

Dias Reya

O Tóninho dá-lhe forte


"Haverá algo mais ultrajosamente fecal que deus ou o seu anti-ser satan?"








Antonin Artaud

sábado, 19 de julho de 2008

Nos Jardins de Siracusa

W, Kafkiano pós moderno, encetava um ardiloso conflito interior. Por um lado admirava a simetria e perfeição dos números, vivia fascinado pela ideia de encontrar o Arquétipo, o número perfeito. Por outro lado odiava o seu pragmatismo, era um diletante, um metafísico, não poderia aceitar uma visão reduzida da realidade.
Extenuado por tais considerações, chegou a casa, deu um beijo na mulher e fizeram pela primeira vez um 69.
Havia encontrado o número perfeito.


P.M. (Post Mortem)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A historia do Pixadaço


Moral da história:se fosse de madeira, a pixa flutuava.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Homem-Aranha ataca em Quarteira

Reportagem da TVI, 16/07/08 – “Ronda de Assaltos em Quarteira”

Jornalista: Pode explicar-nos o que aconteceu?
Senhora do Quiosque: Eles andarem a ver, andarem a ver e roubarem-me pelo menos 12 camisolas do Homem-Aranha.

Lamentamos o mau gosto do Homem-Aranha por ter escolhido para destino de Férias uma murallha de prédios com milhares de bimbos à frente.



P.M.
(Post Mortem)

53 Cave Esquerda


O post nº53 tinha de ser dedicado a essa mítica banda de Faro: os 53 cave esquerda, sempre entre a extinção e o coma esta banda fez uma musica que servia de tributo a uma personagem ainda mais mitologica desta bela cidade á beir-mar plantada: O HURRA.


Fiquem então com esta homenagem sentida:


HURRA, ALCOOL E GRELO

Alcool não é
Fugir á realidade
É pintá-la
De outra cor

Grelo
É uma necessidade
Não podemos
Comprá-lo á grade!

Hurra, Alcool e Grelo!

O Alto do Guedes

Perdido entre as ruinas dos mais antigos Impérios esotéricos encontra-se esta formação incomum, encostada á parede craneal direita de uma espécie superior de Homo-Sapiens: o Homo-Rookiens-Xabregiens.
Esta espécie distingue-se das outras por 3 características unicas:

-A 1ª é o alto do guedes em si. Esta adorável "bossa" situada na parede craneal é, sem duvida a característica mais distintiva desta espécie.
-A 2ª é o "trajeito manhoso" que faz com o lábio em varias e desconcertantes situações (ainda não se conseguiu atribuir a nenhum sentimento especifico, acontece em diferentes ocasiões, não aparenta ter uma relação causa-efeito)
A 3ª é o arrepio que por vezes percorre todo o corpo desta espécie (muito semelhante a um ataque de Alzheimer)

Há mais uma caracteristica desta espécie que, embora não seja distintiva das demais é bastante marcada nos Homo-Rookiens-Xabregiens:
Não trabalham nem nunca trabalharão em hotelaria.



In Diana Jones

terça-feira, 15 de julho de 2008

A bove majore discit arare minor (“O boi mais velho ensina o mais novo a arar”)

Nero decretou a morte de Séneca (seu tutor) por este ter escrito num folhetim (e passo a citar): “ Nero és um gay de merda”.O que na realidade não era um insulto uma vez que os Romanos tinham herdado o velho costume com o nome Grego: “Detomarnocu”.Séneca aceitou o castigo com serenidade pelo que terá afirmado no seu leito de morte:- “ Deixei as hortaliças ao fogo…”



P.M.(Post Mortem)

Post 50




Abraço temporário - Uma visão poética ou não.

Vou chamar o Rei Midas
Para me lamber as feridas.

William Costa

Puta vida Merda Cagalhões



(Se virem no topo superior esquerdo estão as musicas. A balada do cavador deve ser muito boa)



O grande Nel.
Palavras para quê?

(se têm duvidas sobre a veracidade deste grandioso album vão a www.nelmonteiro.com)

Ganda Zé

"...Esta merda não anda, porque a malta não quer
que esta merda ande..."
José Mário Branco

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Poema com aspirações a ser pretensioso

Zurzem os tordos da minha lembrança
Gostava de te conhecer num passeio pelo
Espaço comum de um qualquer condomínio fechado
Onde o valor calórico de uma boa foda
Varia com frequência.

William Costa

Outono

O Outono é aquela estação do ano
Em que cheira a bichos da seda mortos e
Se pisa folhas coloridas que escorregam.

Hugo Norreias

As crónicas do Riddikl

"Nova crença popular inventada"

O grandioso génio-filósofo-existencialista Indiano Nafazz Manada que inventou que "pisar merda dá dinheiro" (uma das crenças populares com mais adeptos a nivel global) brindou o mundo com mais um ditado que revela toda a sua sagacidade e poder de reflexão sobre a existência Humana.

Nafazz convocou uma conferencia de imprensa que juntou jornalistas de todo o mundo para revelar a crença popular que vai nortear a humanidade atraves do próximo milénio, e foi com um ar sereno e revelador da tranquilidade que se atinge depois de se ser iluminado que anunciou:
-REBOLAR NO VOMITADO DO AMIGO DÁ SAUDE.
Nuno Rogeiro, figura indiscutivel do panorama pseudo-intelectual Nacional e grande apreciador da corrente filosófico-existencial de Nafazz Manada afirmou estar "siderado", adiantando que no espaço de 2, 3 gerações esta crença popular estará completamente implantada e assimilada pela nossa sociedade (o que, alias era consensual entre a assistencia)

A critica aplaudiu sem excepção atribuindo uma nota final de 9.74


Henrique Cimento

www.rosaxokk.com


domingo, 13 de julho de 2008

Notícias


Fontes próximas do Bairro da Quinta da Fonte, garantem que o tiroteio começou devido a diferendos culturais entre as duas etnias. Aparentemente alguém afirmou que o Ricardo Quaresma era muito melhor jogador que o Nani, ao que foi contraposto que a Kizomba era mais melódica que o Flamenco. A tensão é enorme em Loures e esperam-se desaguisados de maior monta uma vez que, bandeiras do Paco de Lucia e do Eusébio enfeitam já as varandas dos prédios de ambas as comunidades.

Gazeta RosaXókk – Onde a notícia chega depois.
Abrenúncio Estevão Fagundes

As dúvidas de Platão

Platão numa tripe de cogumelos assegurou ter visto dois seres unidos num só, num plano superior. Anunciou igualmente que o homem iria tornar-se obcecado por um ideal que iria ter o seu nome e promovia a astenia sexual.
Foi rapidamente desprezado pelos seus pares que acreditavam no prazer físico (na realidade encontrava-se numa colónia balnear de epicuristas).
Resignado, juntou-se a eles e foi sodomizado toda a noite.


P.M.
(Post Mortem)

Tendinite

Ortónimo de Jesus Pádinha, era um homem igual a tantos outros.
Gostava de coisas simples. Gostava de fado, mini-golf, whisky, ler, iogurtes, jardinagem, necrofilia, etc. Foi na necrofilia que conheceu Lúcia.
Lúcia, essa, era uma bezerra linda ainda por desmamar que se encontrava morta numa berma de estrada há mais de 3 dias.
Nesta altura, Lúcia encontra-se bem. É vedeta, porn star , veste bem....Enfim, uma verdadeira diva.
Ortónimo de Jesus Pádinha, esse, já não joga mini-golf.



Ortónimo de Jesus Pádinha

Quero ser livre

Livre como uma zebra unicórnio koi alada
Que salta e salta sem parar até que lhe atirem
Com 3 bolas azuis e 1 preta e o guizo faça plim plim.



Ortónimo de Jesus Pádinha

sábado, 12 de julho de 2008


Imagem gentilmente enviada por Carlos Seixas

Um molho agridoce com pitadas de nouvelle cuisine

Polinómios de sensatez invadem o auricular
Não é nada de novo apenas a reminiscência de tudo
Agradeço a todos os presentes terem implodido falácias
Fico transtornado por todas as situações
Aconteçam ou não


Nesta microrealidade fugaz
Lençois cor de rosa com hipopotamos
Esbanjam simpatia aos demais
Não ha gritos isto é anormal
Não é liquido que esteja estabilizado.



Hugo Norreias

Fátinha

Uma grávida virgem
O filho da mãe que nunca foi fodida
Milagre da concepção
Alucinação provocada pela insolação


Reprodução assexuada
Viagem sem volta purgada de nada


O menino
O senhor
E o pai é o mesmo do que ele
São os dois a mesma pessoa (e ainda falta o espirito santo neste ménage a trois)


Paternalismo iluminado por pedaços de pão minado
Centeio mal fermentado


O gabriel violou a maria
Enquanto o zé assistia
E ainda ha quem faça jejum
Jesus e o pai pague 2 leve 1


Outra vez seremos abençoados por filhos de pais que nunca foderam.


Hugo Norreias

Memória Fotográfica


Um dia, a minha professora da Primária, ordenou-me e a mais uns colegas de sala, de descrever, numa composição, como tinha sido para nós o 25 de Abril de 1974.
Ora eu, nascido a 2 de Agosto de 1972, escrevi logo a maior composição do mundo. Cheio de certezas, que mais tarde viriam a confirmar-se escrevi:
“O 25 de Abril de 1974, para mim, foi um dia igual aos outros, NÃO ME LEMBRO DE NADA.


Romualdo Alizando Cresce

Portugal na Wikipedia


(…) É hoje um país desenvolvido, economicamente próspero, social e politicamente estável e com Índice de Desenvolvimento Humano elevado. Encontra-se entre os 20 países do mundo com melhor qualidade de vida (…)

Colaborador: José Sócrates


http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal

A avó, o rájá e a demasia

Há quanto tempo eu não como um rajá.....
Ainda me lembro quando a minha avó me dava uma moedinha prás mãos e dizia:
“toma lá qué pra comprares um rajá”....e eu ia...Quando voltava , ela perguntava:
“então e a demasia?” , ao que eu retorquia: “tá aqui”.
Então ela sorrindo lá respondia: “arrecada filho que amanhã é outro dia”.



Hariz Ziris

Eu acredito

Implacavelmente barrado pelos inúmeros obstáculos dispostos aleatoriamente nesta pista de 100 metros que é a vida, atrevo-me a obikwelizar a situação, com uma vontade de singrar como só um português nascido na Nigéria se atreveria alguma vez a ter. Jamais aquelas falsas partidas me afectaram o ímpeto de vencer..nem tão pouco as vezes em que fui apanhado nas incontornáveis malhas do doping me tiraram o sono...ainda terei dito por algumas ocasiões: “mas eles tb tomaram”...Ninguém quis saber...
No fundo dos fundos, sei que um dia me deixarão entrar na corrida...e vencerei. É pra ganhar caralho....mas o meu sonho mesmo, é marcar aquele golo com a mão, em fora de jogo , para lá dos 90 minutos ...aí sim, estarei convicto de que a vida não é mais do que varias pontes entre dias, nas quais poderemos fazer bungee jumping , alimentando sem medo de ser mordido quem lá debaixo vive.


Hariz Ziris

www.rosaxokk.blogspot.com

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma boa forma de gastar o Latim

Prostra-te rameira chupista
e brinda para meu arbitrio
de uma jocosa espermatorreia.

Lionel Ricardinho

Topo de Gama

Três amigos discutem trivialidades:

- Ena pessoal, o meu telemóvel, pá, faz tudo, tudo, até traz uma motoserra incorporada que dá p’ra ligar à net, e dá pra cortar aquele esquema todo das árvores e mais não sei o quê…

Ao que responde o segundo não querendo ficar atrás:

- Pfff, isso não é nada irmão, o meu telemóvel, tàs a ver, bom…faz as mesmas cenas que o teu, só que o meu, foda-se é do caraças, olha, traz um autotanque incorporado que dá, sei lá, pra apagar os incêndios todos do país, tàs a ver, um gajo passa por incêndio, liga o telemóvel e prontes, acaba com a cena toda…

O terceiro, muito calmo, do alto da sua superioridade, exclama com desprezo:

- O meu telemóvel faz broche!

Os outros dois, cabisbaixos, abanam a cabeça afirmativamente, aquele era mesmo o melhor telemóvel.


Romualdo Alizando Cresce

Astronauta na mochila

Cheira-me a farofas no teu ventre
Ata-me os cordões das sapatilhas
E faz-me o nó em laço
Senão não conseguirei mais mijar
Sem pensar em morder espelhos maquiavélicos
Enquanto desfolho 5 dedos de uma vez.

O espasmo é um logro.

Coloco o mediador num extremo
E peço-lhe para medir o centro da dor
O bafo de seus pintelhos não conhece precedentes
Estão feridos de ilegalidade.

William Costa


A Traição

JC: Porque me traíste Judas?
Judas: Estiveste a fumar num local fechado!
JC: Mas Judas?!? Era a Última Ceia…
Judas: Não quero saber senhor, lei é lei, e aquele restaurante não tinha extractores de fumo, fiquei logo mal da asma.
JC: E ganhaste alguma coisa com isso Judas?
Judas: €3,45 – O preço dum SG Gigante
JC: E nem sequer me dás um beijo Judas?
Judas: Não. A tua boca cheira a tabaco.


Uncle Remus

A Sidade e as Serras

Ernesto á medida que enrola um joint vai tecendo algumas considerações sobre a Literatura:
-O rato Mickey é um rato urbano por excelência, já nasceu moderno! Enquanto que, por outro lado o narrador Zé Fernandes já é um tipo sério e tem cabeça e olhos; é portanto contra o progresso.
O Jacinto tem ideias... Mas é um sujeito misterioso, tem a sua vida... É uma flor.
O Zé apesar da sua rectidão não pode estar tanto com ele como gostaria pois tem de ir cuidar da horta, por pesticidas nos brócolos. É um realista rural, gosta de aguardente de medronho, de fémeas com pêlos nos sovacos e com um farto buço, o seu ideal platónico de mulher é o António Sala, é portanto um tipo duvidoso, ou apenas diferente...

P.S. (Post Scriptum)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Poema Económico

A mão invisível de Adam Smith acariciou-a suavemente por debaixo da saia
Hordas de Monetaristas convictos expulsam os vendilhões do Templo
Os Keynesianos invadem a cidade, discutindo com prostitutas a problemática da curva de Philips
No final da Orgia resta somente um enorme vazio…
Deus não percebe realmente nada de Finanças.

P.M.
(Post Mortem)

O Billy é que a sabia toda...


Mini ode ao emigrante

Ser emigrante é bater punhetas com nostalgia
E, mesmo com uma lágrima ao canto do olho
Continuar a batê-las frenéticamente e com optimismo.

William Costa

A Senhora

Venho hoje falar-vos dum problema que me tem deixado bastante preocupado. É sobre o caso Maddie. Desta vez porém, não vos vou falar da menina, mas sim, da senhora.
Desde há um ano p’ra cá que todos os dias, cada vez que falam da Maddie na televisão, aparece uma senhora com um espanador, a polvilhar de cor-de-rosa a persiana da janela da casa da Maddie. Todos os dias senhores! E em diferentes horários, umas vezes de manhã, às vezes à tarde e quase sempre à noite. Será que aquela senhora não tem descanso? Não tem folgas? E a saúde? Aquilo não pode ser bom para a senhora, tantas horas com o braço em suspensão, sempre a polvilhar.

O Governo vai acabar com mas remunerações extraordinárias, mas a senhora permanece ali, a polvilhar.

Faço aqui um apelo para que dêem descanso à senhora. É urgente. Fontes próximas da senhora garantem que os filhos e o marido desta, esperam-na ansiosamente, no seio do seu lar. Encontrem ou não a criança, não me interessa, mas deixem a senhora descansar. Será que não existe um sindicato das senhoras que polvilham de cor-de-rosa as persianas das janelas das casas de crianças desaparecidas, a quem possamos fazer uma queixa?
Juntem-se a mim neste apelo e assinem uma petição online que está disponível no site: http://www.deixemdescansarasenhoraquepolvilhadecorderosaapersianadajaneladacasadamaddie.pt/
Trabalho escravo nunca mais!
Uncle Remus

Portas da Percepção


As crónicas do Riddikl

"Jogo de futebol entre mormons acaba empatado a zero"

Apesar de ter sido um jogo interessante e com muitas oportunidades de golo para ambos os lados, o jogo entre o Desportivo de Helder e o Helder Futebol Clube acabou empatado a zero.
O resultado segundo Helder, o treinador do Desportivo de Helder acaba por ser justo visto que revela toda a compaixão e carinho que as equipas sentem uma pela outra, não querendo que os companheiros de profissão sofram golos.

Esta partida contou também com um episódio curioso e invulgar em jogos entre mormons quando o defesa central do Helder Futebol Clube, Helder perdeu a cabeça e agrediu o avançado do Desportivo de Helder, Helder, episódio que ficou logo de seguida sanado quando o avançado deu a outra face para receber a respectiva palmada, de referir também aos 78 minutos um remate fabuloso de Helder quase do meio campo ao qual, Helder o guarda redes do Heder Futebol Clube respondeu á altura efectuando a defesa da tarde.

Henrique Cimento

terça-feira, 8 de julho de 2008

Rosa de Hiroshima e Seus Filhos Bastardos


Recompensa

Oferece-se Recompensa choruda a quem encontrar o meu isqueiro de estimação. É azul e tem gravadas as iniciais FCP. Perdi-o no domingo passado em Lisboa e tenho muitas saudades dele.
Contactar Super Dragões

domingo, 6 de julho de 2008

Aviso

















Á beira do mar estavam 2 criancinhas
que diziam - voem! -voem avezinhas!
mas elas não podiam
tinham crude nas ásinhas

Sonho de uma noite de verão


sábado, 5 de julho de 2008

Com essa história de ser contra o casamento entre homossexuais, a Manuela Ferreira Leite já perdeu o meu voto.


Paulo Portas

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Indignação Citadina


Ela surgiu do nada e vinha apressada. Os cabelos cor de mel escorriam-lhe ombros abaixo, e o seu olhar firme, emitia uma impenetrabilidade confiante. O decote deixava adivinhar uns seios fartos, proeminentes. Mais abaixo, as ancas mal lhe cabiam dentro de uma mini mini-saia. Juntamente com o busto, as pernas bem torneadas e uns pequenos delicados pés dentro de uns saltos altos delineavam uma silhueta harmoniosamente perfeita qual a mais bela das amazonas, transpirando sensualidade e arrepanhando a libido a qualquer macho da espécie, escravo dos seus cromossomas XX.
Permutámos longos olhares, a princípio tímidos reservados, mas depois aproximámo-nos, encorajados e em perfeita sintonia entregámo-nos ao mais peganhento beijo que jamais experimentara.
Os presentes mostravam um incómodo embaraço. Alguns viandantes abrandavam o passo, enquanto que sem parar nos lançavam olhares de reprovação. Foi aí que, possuído por uma animalidade carnal impar fiz descer avidamente a mão p`lo seu corpo, e detendo-a na nádega que apertei, enquanto deslizava o dedo médio rego abaixo, onde pude constatar que as suas humidades mais íntimas assomavam. Inesperadamente, sem que o pudesse prever desapertou-me a braguilha e puxou para fora das calças o falo erecto, que com igual rapidez engoliu imediatamente após se ter ajoelhado, executando um frenético vai-e-vem oral. Puxei para fora dos ombros as alças da sua blusa de vasto decote, e descobri-lhe os seios balanceantes ao ritmo dos seus movimentos cujos mamilos rijos ainda o estavam mais, sinal inequívoco do seu sôfrego desejo impúdico.
De tão envolvidos que estávamos na nossa actividade que mal nos apercebemos da pequena indignada multidão que se juntara em redor. Caguei. Então senti um espasmo espiralado percorrer-me a medula e, agarrando-lhe nos cabelos adequei a sua boca para receber toda a minha profusão seminal enquanto quantidades copiosas de endorfinas se libertavam, ofertando-me alguns segundos de paz relaxante.
As agressões precipitavam-se vindas da horda furibunda. Intrevi prontamente: “então não vêm que isto é para os apanhados?” Apontei ao acaso para um carro de vidros fumados do outro lado da rua, como que sugerindo uma câmara escondida. “É tudo uma brincadeira e vocês foram espectaculares”. Entrementes ajudei a minha cúmplice a se levantar e ofertei-lhe um lenço para que limpasse a boca. A fúria indignada dissipava-se dando lugar a sorrisos encabulados. A palavra televisão soava como um mantra sagrado, que deixava toda a gente numa espécie de narcose sumptuosa.
Depois de algum burburinho a multidão ia dispersando, retomando pouco a pouco a realidade das suas rotinas. Dei por mim sozinho naquela paragem de autocarros que tão boas e estranhas recordações me deixava. O meu autocarro já tinha passado e eu… ainda estava com a pixa de fora.
Raul Mistro

Nestas noites escaldantes de Verão, que agora estão na moda, só me apetece subir a um monte e grunhir alto, como fazem os porcos em noites de lua cheia.
Uncle Remus


quarta-feira, 2 de julho de 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

Rosário

Sou mutante
Transformo carvão em diamante
Um camelo suave com petensões a "dandy"
Prostro-me na minha camélia e purgo-me de mim
Como se de um romano me tratasse
No fim só fica a Rosário
E tudo o que há de doentio em ser louco.

William Costa

Aviso á populacão!

A leitura abrasiva provoca sida

E a sida provoca qualquer coisa parecida

A uma locomotiva sem vida.

O maquinista da maquina sinistra

Administra como uma ministra autista

Com pretensões a artista.


William Costa

Hipergrafia prolífica nos compadrios do Júlio Isidro

Campos energéticos de quinino sobrevoam camarões do tamanho de braços

e o que é que eu faço?

Estou de passagem

Pulgas amestradas esperam a sua vez para entrar no circo

15 segundos de fama em espionagem de alta gama

e o que é que eu faço?

Estou de passagem


Chocos em Maio tumba certa toda a gente sabe

Freelancer astuto no seu ultimo reduto

Devoluto como se fosse uma miragem

Oportunistas de laceração de trompas falopiais laqueiem os demais

Tanta bala desperdiçada para nada

Quero fazer um minete a uma fada

Quero comer um rissol e vomita-lo na minha almofada


Gostava de poder Amália

Enquanto ela me lambe a algália

Génio do nada

Quero me rir de merdas sem piada.


William Costa

www.rosaxokk.blogspot.com


Eterno Retorno da Bola

Deu à Costa…
Um Pinto que comprava árbitros com prostitutas que escreviam livros que acusavam o Pinto de comprar árbitros com prostitutas que escreviam livros que acusavam o Pinto de comprar árbitros com prostitutas que escreviam livros que acusavam o Pinto de comprar árbitros...

Fui ver, estavam todos inocentes.

Ainda dizia o Poeta que “ninguém nasce impunemente nas praias de Portugal”.

Uncle Remus

Sinais de Trânsito

Todos dias, deitado em frente da televisão, enquanto ressono umas cervejas, ouço pelo canto do olho, os mais variados anúncios (dirigidos directamente a senhoras) de produtos, iogurtes, bebidas energéticas, e sabe-se mais lá o quê, que prometem controlar o trânsito intestinal.
O que é que se passa com os intestinos das mulheres?

Que raio de confusão, de desbunda, de rave, se passa dentro dos intestinos das moças.
O que é que elas comem? Quem é que elas comem? Que depois se põe a violar todas a regras de trânsito da Direcção Geral de Viação Intestinal.

Será que os Bifidus Activos não tiveram aulas de código, ou serão os L.Casei Imunitass que andam a conduzir sobre o efeito de álcool?

Porque não inventar um iogurte (desses de atum com sabor a mentol), ou uma água com sabor a ananás e kiwi, que, uma vez dentro dos intestinos das queridas, se armasse em polícia sinaleiro, ou melhor ainda em GNR, e pusesse ordem naquela confusão toda.

Deixo aqui várias sugestões:

- Alguém que investigue o porquê de os Bifidus andarem sempre tão activos e descubra uma maneira de desactivá-los;

- Obrigar os L.Casei Imunitass (que são aos milhares) a andar de transportes públicos (tipo metro do intestino grosso);

- Pedir à Câmara Municipal dos Intestinos que ponha sinais de trânsito ou melhor ainda, semáforos e passadeiras nas zonas mais perigosas, para evitar maiores sinistros.

De vez em quando, tenho conhecimento de alguns casos, em que já foram implementados sinais STOP, mas erroneamente foram colocados na parte de fora dos intestinos.

Pensem nisto!
Uncle Remus