sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um post chamado post

Este post destina-se somente a ocupar este espaço. Finalmente vou realizar um desejo antigo de escrever só por escrever sem na realidade ter nada para dizer.
Face à imaginação prolífera dos colaboradores deste blog (com a qual me regozijo) no novo ano de 2009, pareceu-me interessante escrever a metro. Tal como Dali assinou quadros em branco para que outros Surrealistas da sua “linha de montagem” de pintura pudessem descobrir novos conceitos semi-dadaistas, também eu me reservo a esse direito. Fazendo a devida ressalva moral e sublinhando a distinção clara que há entre mim e o mestre do Surrealismo, aplico a este pensamento a dose conveniente de modéstia.
Na minha linha de montagem reina um enorme vazio. E porque não escrever sobre o vazio? Escrever sobre a ausência de algo é muito mais difícil do que sobre algo palpável. Na realidade já consegui encher algumas linhas a escrever sobre nada... E continuo...É incrível...
Felicito, desta forma, o desafortunado leitor que de forma generosa aguentou a leitura deste texto completamente inócuo até ao fim.
In: "Dadá diz a sua primeira palavra"

T(r)astes

O ser humano sempre foi dado à hipocrisia. É algo inerente à espécie e eu sei, pois sou um exemplar da mesma e por isso posso atestar tal facto com absoluta convicção. Entre as muitas coisas que se fazem, pensam, e principalmente que se dizem por aí, há uma que sempre achei hipocrita ao máximo. Sabem daquela história sobre os gostos não se discutirem, pois bem, nada mais falso e totalmente desprovido de bom senso. É claro que os gostos se discutem, sempre se discutiram e certamente que vão continuar a ser objecto de controvérsia por muito tempo. Qual a razão porque se juntam os amigos nas mesas de café em finais de tardes, senão a declarada e manifesta intenção de criticar apreciações alheias! Como seriam as relações sociais de hoje se não discutissemos preferências que não nos pertencem? Impossivel, temos de o fazer até porque meter o bedelho onde não se é chamado, seja para o bem ou para o mal faz parte da natureza humana. Ademais, até para sabermos se gostam de nós, temos de nos questionar sobre os gostos alheios. No entanto, opinar sobre o que os outros gostam também pode ser saudável, porque se asssim não fosse como iriamos ter referências para o nosso indiscutivel bom gosto? Como iríamos saber que a música do Toni Carrera é uma bosta, se a mesma não fosse ouvida pela sogra, por exemplo. Ou como saberiamos que ser lésbica é fixe? Porque aquela boazona que mora no andar de baixo lá no prédio é. Logo, se a gaja gosta de gajas tem bom gosto, portanto logicamente ser lésbica deve ser bom. O que seria do azul se todos gostassem do amarelo? Se formos a ver bem, o gosto dos outros pode até servir como um barómetro ao contrário ou seja, se quase ninguém gosta então deve ser bom. Isto são apenas exemplos e reparem, há todo um intrínseco processo de lógica a envolver tudo isto. Todos os dias podemos observar gente por aí a dizer “ah, e tal... gostos não se discutem”! Mentira. Quem diz merdas dessas tem mau gosto de certeza.


Antunes Lobo Tomia

O Slogan

Arrest Socrates
Freeportugal

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A Irmandade do Jacarandá

A Irmandade reunira-se mais uma vez na Horta da Areia. Aquele lugar tinha algo de místico. Para além de estar situado ao lado de um Cais que irá ser sempre novo (apesar de já ter alguns anos), tem também nas imediações as duas enormes bolas de gás que, como dois testículos gigantes prestes a explodir, podem levar consigo metade da cidade. Esta proximidade do perigo representa para os membros da Irmandade a convivência deliberada com a perenidade da existência.
Os membros da Irmandade têm em comum o facto de não poderem afastar-se muito da cidade que os viu nascer, sob pena de perderem progressivamente as suas capacidades mentais. Este raio de acção foi estimado em cerca de 20 Kms, apesar de haver relatórios de membros que dizem ter estado em Vila Real de Santo António.
A origem da Irmandade remonta ao fenómeno que ocorre em Maio, normalmente referido pelos Farenses como: “aquela merda das flores roxas que se colam aos pés e sujam os carros todos”.
A queda das flores roxas do Jacarandá, e a cola que libertam, representam para os membros da Irmandade o apego destes em relação à cidade. Colados ao chão por acção da cola sagrada segregada pelas flores. Para sempre prisioneiros mas espiritualmente livres.
Jacaranda Ovalifolia – Membro Fundador da Irmandade

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um dia destes,...

Foi só quando se acabaram as balas e o fumo assentou, que percebeu que tinha acertado na cabeça do patrão e não na do cliente. Não se lamentou muito, o patrão, bem vistas as coisas, era um bocado urso e mais cedo ou mais tarde teria que o despachar...Foi mais cedo do que havia planeado.
Foi para a cafetaria e pôs-se a beber cerveja e shots de whisky. Os seus colegas de trabalho corriam em pãnico e alguns escondiam-se por debaixo das mesas, outros atrás das portas. Mas
não havia nada a temer, Remus mostrava-se sereno. Talvez os colegas da contabilidade tivessem razões para sentir algum receio, mas os outros não. É o que dá viver em Remulak – A Grande, mais dia menos dia um pessoa sente aquela necessidade premente de levar uma arma semi automática para o emprego.
Ouviu as sirenes da Brain Police e pediu mais um shot e uma cerveja. Entretanto, Zeferino, seu colega de caça, aproximou-se com cuidados:
- O que é que te passou pela cabeça? - perguntou.
- Pela minha, nada, já pela do patrão passou uma de 38mm.
- Assim sem mais nem menos?
- Nem mais,...É esta cidade sabes? É futurista demais, acho que me vou mudar para o campo.
E dito isto afastou-se. Mudou-se efectivamente, mas não para o campo.

Uncle Remus

Gay Não Sou

Esta é a história de um rapaz que viu Deus, eu mesmo. E vou contar como tudo se passou...
Sou o mais novo e único rapaz de uma familia de três irmãos. Filho de pais divorciados fui criado pela minha mãe e irmãs, o que desde cedo me imprimiu fortes caracteristicas femeninas talvez pela predominância do número de mulheres em casa. Para complicar mais ainda, as minhas irmãs eram lésbicas e nunca levavam rapazes para casa.
Ora podem ver de que forma estas coisas se repercutem numa mente em crescimento como a minha. Foi então que comecei a apreciar vestidos, perfumes, flores e às tantas rapazes também. Tudo fazia prever uma vida dedicada ao maricanço e à paneleirice.
Ora dá-se o caso que tenho familiares que vivem em Portimão, perto da Praia da Rocha onde passei os verões da minha infância e juventude. E terá sido aí que tudo mudou, por volta dos meus dez anos, em meados dos anos oitenta.
Andava uma bela manhã pela praia a olhar para os peitorais dos rapagões que por alí andavam quando um puto da minha idade meteu conversa comigo. Fomos para trás de umas rochas e já estava preparado para lhe mecher na pila quando apanho um violento pontapé nas costelas.
Rebolei no chão cheio de dores e, quase a chorar olho para cima e vejo uma imagem de um fulano grande, de tanguinha como os maricas usam hoje na praia, com um bigode à Freddie Mercury e com um magote de gajas estrangeiras atrás. “Que merda é essa ó puto?... faz-te homem caralho”, disse arrotando logo de seguida enquanto coçava frenéticamente o escroto.
Aquele ser estranho emanava uma energia poderosa que me contagiou de imediato. Espanquei violentamente o puto que tinha ido comigo para trás das rochas, e olhei para aquela figura que dava ordens à sua legião de escravas “came beibi put de crim”. Não percebi patavina mas segui-o, aquele Deus com a sua aura mágica que ofuscava as “camones” à sua passagem. Bom, não vou contar o que se seguiu mas podem imaginar.
Soube mais tarde quem era quando o vi, uns bons anos depois na televisão.
Ainda me doem as costelas daquele pontapé, mas fiquei curado.
O amigo do Zézé

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cinéfilos

É verdade, cá eu gosto de cinema. Mesmo. E não sou daqueles gajos que vai ao cinema para ver explosões, tiroteios e merdas dessas. Aliás eu raramente vou ao cinema, prefiro gamar os filmes na net e nem sei se não fosse assim me daria tanto prazer ver um bom filme. Bom mas cá eu, quando vejo um filme gosto de apreciar o desempenho dos actores, reparo na fotografia, na sonoplastia, nas mamas da Angelina Jolie, enfim essas merdas todas que fazem esses gajos de oculinhos e gravata ditos intelectuais que vão a Cannes para dizer que foram, falam do Urso de Berlim do Leão de Ouro de Veneza e mais sei lá o quê.

Mas eu não embarco nesses filmes, ou seja gosto me encostar fumar uma ganza e ver um bom filme, e tudo isto em casa. Mas há uma coisa que me faz espécie. É a merda da musica nos filmes, a dita banda sonora. Porra a vida não tem musica, ou seja não vamos a andar pela rua e está uma musica de fundo: tarammmmmmtararammraram, até porque se fosse assim com tanta gente por aí na rua , depois não se ouvia nada de jeito, seria uma parafernália de bandas sonoras e depois com tanto barulho o mais provável é que isso nos levasse a todos à loucura. Não, não dá.

Por isso mesmo é que vos dou um conselho, se querem ver um filme o mais aproximado da realidade possivel vão às funções do vosso leitor de DVD e separem o som, tirem-lhe a musica de fundo e vão ver a loucura que não é. Afinal é a arte que imita a vida e não o contrário e como já deixei aqui bem explícito a vida real só tem música nas discotecas e nos concertos. Por vezes o problema é que, já estamos tão programados para ouvir as merdas das bandas sonoras que por vezes o filme fica um pouco vazio e é por isso tenho o hábito de assobiar nos filmes do Manuel de Oliveira... quando vou ao cinema está claro.


Raul Mistro

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sócrates e o Tio

Sócrates reuniu os seus discípulos na Àgora. Queria comunicar-lhes a construção de um novo teatro onde se iriam representar todas as grandes tragédias. A construção estaria a cargo do seu tio Hipérion segundo influência de uns Espartanos seus conhecidos.
Os Estóicos insurgiram-se contra a construção deste teatro por considerarem que o local escolhido era um antigo centro de culto à deusa Gaia (Terra).
Sócrates renegou-os todos a Tártaro (mundo inferior) e secretamente mandou os seus discípulos Socretinos remover todos os indícios da presença da Deusa Gaia, colocando-os em terrenos vizinhos.
Os Estóicos aperceberam-se do esquema e Sócrates foi empalado e exibido nas ruas de Atenas.

A História tem a estranha tendência para se repetir…

A verdade é sobrevalorizada

Com o passar dos tempos muitos foram os que morreram em busca dela, muitos foram os que sobreviveram para protegê-la, muitos foram os que sobreviveram em busca dela, houve tambem quem morresse para protegê-la, alguns passaram ao lado dela e por fim, há uma infíma parcela que vive alheada de tal coisa.

Mas que coisa é esta, a verdade? este conceito mágico e nobre e bonito de que toda a gente fala?

Será que interessa assim tanto? Será que justifica tudo?

Ok é uma causa nobre e fica bem ao herói romantico, na sua armadura brilhante na sua demanda incessante por sei lá o que ou por exemplo ao político que precisa de um imperativo moral para a sua imoralidade social... Mas falando em termos práticos: Para que serve a verdade? Paga-se um café com a verdade? Ganha-se alguma coisa em dizer a verdade? Um criminoso diz a verdade e vai preso, bela recompensa.

Geralmente a verdade só traz problemas e sinceramente falando é um conceito demasidado abstracto em todos os seus sentidos e vertentes, é um bom objectivo utópico para se ter e tal... Ah! eu quero a verdade. Então e os advogados? queremos mais gente no desemprego?

Onde é que esta merda ia parar se desatasse toda a gente a dizer aí a verdade á parva?

Como diria o Jack Nicholson no filme passado em Guantanamo sobre abusos de soldados americanos a... soldados americanos (o que faz todo o sentido) e que, acho Eu, faz todo o sentido no seguimento deste raciocinio: "YOU CAN´T HANDLE THE TRUTH"

-Are we clear?







Excerto tirado da obra "O desmame do soldado Joaquim"

Revivalismo Ultramarino (Moçambique Mix 69)

É em dias como este em que olhei pela janela e ví o Sol a raiar, vesti o meu casaco, optimista, e saí para comprar tabaco e entretanto começou a chover-me granizo nos cornos, que recordo com mais saudade os tempos passados em Lourenço Marques.

Aquilo é que era vida! Lembro-me como se fosse hoje os serões bem passados na baía de Lourenço Marques a beber Laurentina e a ver os camarões a lutar com os tubarões enquanto o Sol se punha demoradamente, autenticas lutas titânicas! Normalmente comíamos quem perdia.

Não havia Inverno em Lourenço Marques, chovia de vez em quando mas o solo estava tão quente que quando as pingas lhe tocavam evaporavam imediatamente, coisas de Africa... Tempos que não voltam... Quando se petiscava comia-se um frango!

Enfim... depois foi a pouca vergonha que se viu, tive de fugir, deixar as minhas belas roupas leves e claras de colonizador e voltar para o meu Portugal com uma mão á frente e outra atrás e a roupa que tinha no corpo para não levar com um balázio.

Penso frequentemente no Firmino, esse preto de bom coração que corria atrás da minha bicicleta carregado com os meus livros de escola e o meu almoço... O que será feito dele agora?

Nunca mais irei comer manteiga da Suazilandia isso é certo mas vou continuar a chatear as gerações vindouras e contar-lhes como dourada era a vida em Lourenço marques a pérola do Ultramar! Em todos os jantares de familia quando começar a ficar bebado vou começar a descrever as planicies de Nambuangongo ou as verdejantes matas de Moeda, vou ficar nesta espiral de revivalismo peculiar, ser retornado é algo de especial.

É ter ido e ter voltado.







Coronel Mandioca

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Kafka versus Pessoa

Um novo dia nasce taciturno. Mais um dia no escritório.
Fernando Pessoa dá as boas vindas ao novo colega recentemente transferido:

- Bom dia Sr. Kafka. Seja bem-vindo.
- Bom dia Herr Pessoa. Muito obrigado. Estou muito entusiasmado por trabalhar numa repartição pública portuguesa. Que inspirador...
- Espero que tenha mais sorte que o seu antecessor que desapareceu lamentavelmente na subsecção M do arquivo. Este local é um perigo para o escriturário desprevenido. Existem milhões de processos por arquivar no vão da escada. Até a mulher da limpeza tem medo de se aproximar. Corre um rumor que lá habita um monstro devorador de ácaros.
- Estou habituado às adversidades. Consegui recentemente resistir a um processo que me moveram mesmo não sabendo muito bem do que se tratava.
- Está portanto em casa. Verá que Portugal é como a Coca-Cola “primeiro estranha-se depois entranha-se”.
- Sim, Portugal é uma referência no Universo Burocrata. Um verdadeiro desafio. Max Weber deve estar a dar cambalhotas para trás. Ele que acredita que a Burocracia é a organização eficiente por excelência.

Epilogo:
Foi com o legado deixado por Kafka na sua breve passagem por Portugal que os serviços administrativos portugueses sofreram as suas maiores reformas estruturais. A nova forma de pensar teve enorme impacto em toda a sociedade (e Max Weber continua a dar cambalhotas para trás.)

D. Duarte - O Porcalhão

sábado, 17 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os Cinco das Barbas

Foram detidos os Cinco das Barbas! Este grupo de assaltantes inspirava-se nos contos juvenis de Enid Blyton para efectuar os seus golpes (mas sem aquele cão irritante que costuma estar na taberna da Sé). Foi também detido o “Barbas”, grande benfiquista e mentor de todo o projecto. “Barbas” terá recrutado os seus colaboradores durante um jantar do bigode que estava a ter lugar no seu restaurante. Rapidamente os converteu ao uso da barba e demorou pouco até começarem os assaltos.
Toda a operação de “Barbas” visava financiar o seu clube, o Benfica, que fez inúmeras contratações milionárias esta época. Ninguém conseguia explicar (até agora) de onde vinha o dinheiro.

...Sobre alibis

Sempre vi o álibi como a peça fundamental para se fazer algo impunemente, a pedra angular do crime perfeito. Quando se premedita uma acção que vai ter consequências nefastas ou lesivas para outrem, se há algo que convém ter com relativa qualidade é um álibi. E não se trata de desculpas merdosas do género: “pois, esqueci-me que não posso andar a dar tiros nas pessoas, desculpa lá mas podes pôr um olho de vidro e até ficas mais giro”. Falo de algo muito mais consistente em que apesar de se ter cometido uma falta grave para com os nossos códigos sociais vigentes, consegue-se convencer toda a gente de que seria impossível sermos nós os prevaricadores. Dito isto há uma pessoa que seria sem dúvida merecedora de “o Óscar do álibi” se existisse semelhante prémio a atribuir. E ele é... Manuel Abrantes! Pois é, este senhor foi capaz de guardar um simples bilhete de cinema desde Fevereiro de 1999 até aos dias de hoje, já porventura imaginado o quão útil seria num caso de umas tais brincadeiras de “empurrar rolinhos de carne”,com uns miúdos de uma tal instituição. È o que se pode chamar: uma pessoa pervertida... perdão, precavida. Este homem é um génio, um verdadeiro Einstein do álibi. Assim e inspirado por este verdadeiro mestre, decidi a partir de agora guardar todos os preservativos que utilizo. Pois é nunca se sabe quando serão necessários num caso de falsa paternidade.
Eurico Naça

A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 1


A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 2




quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sonhos cor-de-rosa

Satanás possuíu-me por trás

Olá a todos, a historia que vos vou contar pode parecer um pouco rebuscada e até mesmo díficil de acreditar, mas meus amigos como dizia o david dosovnis nos "x-files" "a verdade anda aí".
Eu própria ainda estou aterrorizada com o evento diabólico que me sucedeu na passada terça feira.

Ainda tenho os pelos todos arrepiados... então foi assim:

Eu moro no campo e tenho muito orgulho na minha ruralidade por isso visto-me de preto e oiço música do Demo mas vou á missa todos os santos Domingos e quero ir virgem como a Maria para o casamento, sou o chamado e tão auto-proclamado "paradigma resultante da crise de identidade de adolescentes rurais" e gosto, por príncipio que as coisas tenham alguma coêrencia e é por isso que sigo uma rotina.

Nesse dia, a seguir á escola fui para casa e ví os morangos com açucar como é normal ao que a seguir dirigi-me para o meu quarto e masturbei-me furiosamente com o meu vibrador de cristal tamanho "John Holmes" enquanto ouvia a música "Belzebú" dos Comme Restus e me deliciava com o poster do Angélico que tenho ao lado do pentagrama (gosto de ser coerente como já tinha dito) e eis que enquanto enfiava com afinco e prazer o vibrador na minha ratinha molhada começo a sentir uma entidade a penetrar-me o anús.

Estarreci.

Parei.

E não estava mais ninguem no quarto... Voltei a sentar-me em cima do vibrador e cavalguei-o durante uns segundos e... a entidade voltou. Desta vez dava-me estocadas precisas e vigorosas no buraco plissado, gostei, mais tarde vim a saber que era satanás em pessoa.








Unisedília Serenália

Atenção

Minhas meninas, prestem muita atenção, sexo com os senhores islâmicos, não! Deus nos livre de tais sarilhos, se querem fazer sexo descomprometido, façam-no com os padres católicos.

Agora ide e não pequeis mais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Envelhecer Parte 2

A serenidade atingida com a maturação própria da idade torna-se contraproducente ao nível das ideias. As ideias mais arrojadas (e por vezes estúpidas) surgem quando as nossas hormonas estão ainda aos saltos numa fase imberbe. Apesar de serem hormonas relativamente incultas, estas desempenham um papel que poderá não ter paralelo ao longo da nossa vida adulta. As hormonas adolescentes e inconsequentes compensam o facto de terem pouca paz de espírito com paixões, ideias e opiniões extremadas.
É esse o problema da serenidade e paz de espírito. Não podemos simplesmente desliga-las e dizer:
- Agora vou ter um pensamento bued´arrojado!

Com isto não quero dizer que eu seja algum tipo de “Bodhisattva”, ou seja, aquele ser budista que evita a Iluminação para salvar os outros. Esta atitude alem de arrogante só poderia ser tomada por alguém especial e plenamente sereno, o que obviamente não é o caso.
No fundo o que estou a tentar dizer é que devemos preservar parte da nossa inocência em relação à forma como vemos a realidade e evitar de alguma forma a acomodação intelectual que por vezes é tomada por serenidade.

P.M.
(Post Mortem)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Aaaaah... Então é por isso que roubas bancos em Portugal...




"Luto contra o sistema económico espanhol que subjuga o poder político. Nos assaltos, cobro uma espécie de imposto revolucionário"

El Solitário (Jaime Giménez Arbe)

Educação Sexual




quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deve ser para fugir à crise

O Banco de Portugal anuncia o início da recessão no país, na mesma altura a indústria automóvel anuncia que Portugal foi o país da Europa onde a compra de carros aumentou, incluindo modelos topo de gama.
Ainda há quem não veja a lógica em tudo isto.




domingo, 4 de janeiro de 2009

Envelhecer é uma arte

Enfim... acabou a "seasonabilidade" dos posts, chega de natal, menino, ano-novo e essas coisas que acontecem uma vez por ano, vamos voltar para os assuntos do quotidiano.

A chegada á fase adulta: é bonito o desbrochar do nenúnfar, a inocência perdida, o segredo para envelhecer é apenas aprender a desenvolver convenientemente o sentido de abstração e indifrença nas medidas certas, no fundo é um "encolher ombros" que implode até á morte, como que uma aceitação que faz parte do natural processo das coisas e uma resignação que se vai alojando progressivamente.

Basicamente estes são os sintomas que comecei a sentir que me fazem crer que estou a ficar adulto:

.A paciência e o idealismo são os primeiros a ir, mais uma vez o pragmatismo toma conta da situação: ah e tal, um gajo tem de trabalhar... a alternativa é andar aí descalço a dizer que sou anarquista e a cravar trocos alimentando-me assim do sistema que critico, não é opção.

.O abuso começa a não ser "tão" bem tolerado pelo organismo o que se traduz em ressacas progressivamente mais complicadas e num alongamento nos tempos de recuperação.

.Um desejo inexplicável de comprar um pijama de flanela, umas pantufas com as minhas iniciais e um robe para andar por casa.

e assim por aí em diante... existem mais exemplos mas a minha amnésia precoce só me permite lembrar dos pensamentos curto-médio prazo (um dos benefícios de envelhecer).

De vez em quando até sinto aquela pontada no joelho quando o tempo vai mudar.






Arnaldo Teutónio

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Noticias de última hora


Continua a chover no molhado...

Primeiras impressões de 2009

Pois é... já estamos em 2009... A primeira coisa que me apraz dizer neste ano é: Tou almariado.

Depois de me obrigar a engolir duas fatias de pizza, os primeiros pensamento deste ano vão surgindo e as minhas primeiras preocupações deste novo ano prendem-se com a gravidade.

Terá a Terra sofrido um ligeiro desvio gravitacional de ontem para hoje? Com a quantidade de fogo de artificio que se lançou para aí não me surpreenderia que o planeta tenha ficado desviado da sua órbita normal.

Eu não costumo acreditar nos hóroscopos e acho essa merda dos signos uma balela gigantesca mas tenho de reconhecer que desta vez acertaram: "O ano de 2009 vai-lhe trazer alguns problemas de equilibrio" Lembro me de ver... ou terá sido um sonho? enfim, não interessa o que é certo é 2009 começou por ser um ano "flutuante".

Não que eu seja um tipo que dê importancia ao simbólico, pelo contrário sou muito terra-a-terra, por isso tou me a cagar para essa parvoice de acreditar que todo o ano vai ser como começa, caso contrário teria de considerar mandar um curriculo para a NASA.

"Beber Coca-Cola e dar pequenos arrotos ajuda sempre" penso eu com os meus botões, e é isto que me tráz de volta á espuma dos dias, saber que há certas coisas que não mudam, pequenas verdades que vamos criando a partir da nossa experiência directa com as coisas que nos prende á realidade á medida que a vamos criando, é esta clarividencia típica de pós-consumo abusivo e alarve de psicotrópicos e vodka Polaca que me faz escrever a primeira teoria da conspiração de 2009.

Fizeram alguma coisa á gravidade da Terra isso é certo.





Búzio Aldrin