sexta-feira, 20 de março de 2009

Tratado sobre a Coerência – Tomo I

Introdução

Tudo caiu por terra aos 28 anos. Uma vida assente nos principios de uma conduta apegada à verdade e à coerência. Qual doutrina pseudo-religiosa, agarrei-me à coerência como penhora da minha sanidade. Agora que já não me posso considerar um tipo coerente, entrego-me à evidência da insanidade. Agora caem os argumentos contra a teoria de que atravessamos fases, agora começo a acreditar que crescemos – para pior, mas crescemos, mudamos, falhamos conosco.

Infelizmente o tempo realmente passa, as oportunidades perdidas lamentam-se, os padrões e a exigência alteram-se. Umas vezes refinam-se, outras abarrascam-se. Será a coerência o indicador priveligiado para a seriedade e integridade de alguém? E se não é a coerência, qual a qualidade que poderá ser esse indicador priveligiado?

Vamos testar isto já, de uma forma muito simples e mundana: Disseste que não a uma gaja demais no passado. Agora só queres é foder, tás-te a cagar se é aquele canhão com quem queres ter filhos ou não. Isso faz de ti louco ou desesperado?
Para mim, nem uma coisa nem outra.

Pior é quando há uma gaja a quem (por certas e determinadas razões estupidas relacionadas sobretudo com os pseudo valores que segues) dizes (para contigo): nunca me hei-de meter com esta gaja, nem permitirei avanços – desta àgua não beberei: esta água traz àgua no bico. E tu queres essa gaja, e essa gaja quer-te. E tu vais lá. E a coerência vai com o caralho.
O pior. Mentiras, logros, embustes, omissões, encobrimentos, tangas, preocupações até à data inexistentes, pouca paz de alma.
Os hippies quando defendiam o amor livre não sabiam o que é ter responsabilidades para com os outros – demasiado LSD. Não tinham a noção de escandalo, não sofriam consequências porque tinham o bolso cheio de drogas fodidas e de dinheiro dos pais.
Este é um assunto muito forte que será explanado adiante nestas disertações sobre a coerência: esta coisa da generalidade dos freaks serem filhos de berço d'oiro, de supostamente quererem desprender-se do material, mas a ele recorrerem para levarem as vidas de luxuria porca que levam.

Vivemos tempos de desespero, mais do que de crise. A coerência terá que acompanhar... o melhor que se quiser. Já podemos fazer tudo, até saborear a incoerencia. Viva a crise! (várias crises).



Barrosíadas

2 comentários:

Anónimo disse...

muito coerente.concordo e apraz-me acrecentar que se a coerência é um padrão( digo eu),a incoerência não deixa de ser coerente na sua incoerência.ai!são a mesma coisa?ou anulam-se?epá, tou a perder a coerência, ou então já tou mesmo confuso, sempre que tento ser coerente perco a coerência.EPÁ!então sou coerente na minha incoerência!já me perdi

Anónimo disse...

By Seixo Paulo


Macaco que tem rabo

Chouriço que tem fio

e

depois disso muita tv americana, tédio e disfrute sensorial

incosciência até te fica mal depois de tanta (ir)reflexão


estranho é pensar que o tomo II virá só depois de mais uma perda da dita consciência

para quem nunca a teve só resta dizer

que a couve tem talo

e nada mais natural que isso

sexo drogas e rock n rool

não necessariamente por esta ordem

ha que dar lugar aos preliminares mesmo que sejam ir de boca ao chão