quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Que bem que se está na Grécia!

Hoje ouvi na televisão, um senhor dizer que, nós portugueses temos tantas ou mais razões para nos manifestarmos brutal e vilolentamente como os gregos, o problema reside em sermos mansos demais. Além de sermos um país de brandos costumes, habilitamo-nos , como parece ser a tendência, a sermos também um país de brancos costumes.

É verdade, o português é um manso no que toca a manifestações como deve de ser, daquelas de raça lobo. Gritamos palavras de ordem; bonitinhas e bem escritas/mal escritas, mas o sistema acaba mais cedo ou mais tarde por nos enrabar qual John Holmes motherfucker.

Os espanhóis e franceses andam há anos a mostrarem-nos como se faz, mas tá quieto, isso fica para depois. Agora até os gregos, que já nos tinham enrabado no Euro, dão-se ao luxo de nos ensinar a mandar um primeiro ministro pró caralho como deve de ser.

Proponho a criação de uma Agência de Viagens/Intercâmbios, onde o português mediano/constantemente enrabado/votador de PS ou PSD nas eleições/pagador de impostos/pagador de prestações de empréstimos imobiliários/alienado pela tv cabo/fazedor de blogs duvidosos/adepto da teoria da conspiração e deprimido em geral , possa com as suas parcas economias, fazer um turismo barato, ainda que deveras libertador do stress e de outros males do ser POBRE (com letras grandes para que Deus possa ver).

Funcionava assim: O indivíduo trabalhava o ano inteiro, fodido, humilhado e ofendido, mas nas férias podia escolher uma zona de conflito onde aliviar toda essa tensão acumulada. Exemplo: Incendiar uns estabelecimentos na Grécia, queimar uns carros, agredir uns bófias. Para aqueles que sonham conhecer o continente africano, a Agência garantia uns bons lugares na frente rebelde no Sudão, ou no Congo.
Para quem curte a cultura (tão nossa) árabe, temos o maravilhoso espectáculo da intifada palestiniana, ou ainda uma que parece estar cada vez mais na moda, o arrebenta-o-americano-no-iraque.

Como vêem, as possibilidades são enormes e totalmente potenciadoras de curar de uma vez por todas o velho síndrome português de só o sermos quando estamos noutro país. Mais, a depressão nacional depressa regrediria e nós começaríamos a fazer bébés (com vontade) e, quem sabe, ao fim de uns anos desta inovadora terapia, já nos sentiríamos à vontade para incendiarmos uma esquadra ou outra no nosso próprio país.
O Slogan para esta campanha podia mesmo ser:
VÁ PARA FORA CÁ DENTRO/FAÇA MERDA LÁ FORA.


RAC.
Killing in the name of

4 comentários:

Anónimo disse...

não tem ponta por onde se lhe pegue, este texto. vá para fora cá dentro? e: faça merda lá fora? que confusão é esta?

Anónimo disse...

o problema do turismo revolucionário na Grécia é que lá já existe um movimento Socretino.

Anónimo disse...

...e depois? nós somos como somos! temos as nossas caracteristicas próprias, as nossas idiossincrasias, e não temos que ser como os espanhois, os gregos ou outros (com todo o respeito para com estes povos). repito somos como somos. mansos?
talvez, mas a quem isto não agrada (ao autor do texto?? e a alguns comentadores televisivos) sempre podem ir porta fora para outro sítio (país), penso que ninguém está neste país por obrigação.
adoro viver em portugal, jardim à beira mar plantado e pelos vistos agora...país de mansos.

anti-mansos disse...

mais um manso que tem a mania que ser manso é cool
aprendam mas é a fazer cocktails molotov