O neo-eremitismo está muito em voga, esta parece ser a melhor opção nos dias que correm para quem está farto da sociedade em geral ou apenas das pessoas em particular.
O isolamento sempre foi uma boa maneira de combater chatices e se isso nos corta os laços com tudo o que diz respeito a relacionamentos e comportamentos socias (que afinal é o que se pretende) então temos aqui uma boa alternativa a tornarmo-nos assassinos em série ou violadores éticos. Por outro lado é tambem um excelente exercicio de auto-conhecimento e permite uma reflexão profunda sobre nós mesmos e sobre os grandes dilemas do universo.
Com o avanço da medicina e dos cuidados paliativos e juntando isso a tudo o que já foi aqui referido temos tudo o que precisamos para ser neo-eremitas. As cavernas são obviamente hoje quartos que têm alguns luxos modernos que ajudam o eremita a abstrair-se, tais como: computadores, televisões, qualquer coisa que dê som, ou até mesmo livros, tudo coisas que os eremitas antigos não tinham, o acesso a "drogas desenhadas" vulgo drunfaria farmacêutica é apoiado por médicos que enchem os bolsos graças á ascensão do "Homo-eremitus".
Quando procurei referencias para o eremita contemporaneo eis que me deparo com Henry Thoreau, escritor Americano que escreveu "a desobediencia civil" preso por não pagar impostos porque se recusava a financiar a escravidão e a guerra, que decidiu por fim sábiamente tornar-se eremita, bem... é um exemplo um bocado antigo mas mostra já um eremita diferente do "homem das cavernas" acompanhando assim toda uma evolução no eremitismo até aos dias de hoje.
É preciso dizer que a medicina ajuda bastante o eremita moderno a isolar-se da sociedade, os dignósticos são fáceis... és paranoico? tens de tomar anti-psicoticos, ansioliticos e inibidores da recaptação da serotonina... Fácil. Depois é só colocar em posição fétal e regredir até ao útero materno, o unico sitio onde estivemos verdadeiramente protegidos, repetir o processo diariamente e ao fim de semana nunca esquecer das 3 voltinhas ao bilhar grande... e tá feito. Temos o "zombi produtivo"/neo-eremita controlado.
(Quero deixar aqui um grande bem-haja á industria farmaceutica e aos avanços obtidos nos cuidados paliativos)
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A essência das coisas
Tal como Platão que procurava a essência das coisas e as reminiscências da verdade de um plano superior também eu busco o significado oculto de algumas músicas.
É interessante verificar que a interpretação da letra de uma determinada canção não é, por vezes a mais correcta.
Seguem-se alguns exemplos:
O “Smells like teen Spirit” dos Nirvana está eternamente associado à rebeldia adolescente.
Na verdade “Teen Spirit” é um desodorizante que o Kurt (O horror, O horror) estava a escolher no supermercado.
A musica “I used to love her” dos Guns n Roses que todas as pitas apaixonadas associavam a uma morte tipo Romeu e Julieta, não era mais que o palhaço do Axel Rose a levar a cadela moribunda para abate (“But i had to kill her”).
O delírio Fascizoide de Tool no álbum Aenima com o nome de [Die Eier von Satan] – The eggs of Satan, é na realidade uma receita de bolos de Haxe em Alemão (sem usar ovos claro).
Quem ouve a música “I don´t like Mondays” dos Boomtown Rats a uma segunda-feira de manhã pensa certamente que este grupo sofria, como a maior parte de nós, de um complexo de Garfield.
Nada poderia estar mais longe da realidade. Esta canção foi escrita tendo por referencia uma rapariga de 16 anos chamada Brenda Ann Spencer, que numa bela Segunda-feira resolveu disparar para um recreio cheio de crianças por mera diversão.
Como diria o Duche Ovni : “The Truth is Out There”
É interessante verificar que a interpretação da letra de uma determinada canção não é, por vezes a mais correcta.
Seguem-se alguns exemplos:
O “Smells like teen Spirit” dos Nirvana está eternamente associado à rebeldia adolescente.
Na verdade “Teen Spirit” é um desodorizante que o Kurt (O horror, O horror) estava a escolher no supermercado.
A musica “I used to love her” dos Guns n Roses que todas as pitas apaixonadas associavam a uma morte tipo Romeu e Julieta, não era mais que o palhaço do Axel Rose a levar a cadela moribunda para abate (“But i had to kill her”).
O delírio Fascizoide de Tool no álbum Aenima com o nome de [Die Eier von Satan] – The eggs of Satan, é na realidade uma receita de bolos de Haxe em Alemão (sem usar ovos claro).
Quem ouve a música “I don´t like Mondays” dos Boomtown Rats a uma segunda-feira de manhã pensa certamente que este grupo sofria, como a maior parte de nós, de um complexo de Garfield.
Nada poderia estar mais longe da realidade. Esta canção foi escrita tendo por referencia uma rapariga de 16 anos chamada Brenda Ann Spencer, que numa bela Segunda-feira resolveu disparar para um recreio cheio de crianças por mera diversão.
Como diria o Duche Ovni : “The Truth is Out There”
Etiquetas:
E se a vida tivesse uma banda sonora?
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Muito Cuidado Com As Arribas!
Uma arriba caiu e matou uma família inteira na praia;
Um pai matou o filho com um tiro na caça à rola (rolas mesmo);
A Naide Gomes não nos trouxe nenhuma medalha;
Sabem de quem é a culpa disto?
É do Governo.
Um pai matou o filho com um tiro na caça à rola (rolas mesmo);
A Naide Gomes não nos trouxe nenhuma medalha;
Sabem de quem é a culpa disto?
É do Governo.
sábado, 22 de agosto de 2009
Texto de celebração da Vida
Partindo do facto que vamos todos morrer acho que podemos facilmente perceber que a Vida é uma doença terminal.
Partindo desta premissa básica pouco importa do que morremos... SIDA, gripe A, Câncro, ser atropelado numa passadeira, cirrose, ou mesmo ser atirado a um rio sob a acusação de bruxaria... Vamos morrer.
Para quem não sabía, isto pode ser um choque mas não tendo o poder informativo da CNN queremos ir preparando as pessoas para isto.
É um dever cívico de um blog preparar as pessoas para a morte e tambem tentar afastá-las da monarquia por isso e também antevendo tempos díficeis para a liberdade de expressão quando o próximo rei de Portugal assumir controlo sobre o ciberespaço Português vou dissertar sobre a vida.
A vida
Essa gota de orvalho
E no entanto...
(Baseado num ai-cú)
Partindo desta premissa básica pouco importa do que morremos... SIDA, gripe A, Câncro, ser atropelado numa passadeira, cirrose, ou mesmo ser atirado a um rio sob a acusação de bruxaria... Vamos morrer.
Para quem não sabía, isto pode ser um choque mas não tendo o poder informativo da CNN queremos ir preparando as pessoas para isto.
É um dever cívico de um blog preparar as pessoas para a morte e tambem tentar afastá-las da monarquia por isso e também antevendo tempos díficeis para a liberdade de expressão quando o próximo rei de Portugal assumir controlo sobre o ciberespaço Português vou dissertar sobre a vida.
A vida
Essa gota de orvalho
E no entanto...
(Baseado num ai-cú)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
O rei morreu, viva o rei!!!
Parece que houve para aí um semi-atentado bétó-radical/belenenses, com um grande pormenor de classe:(máscaras á la Darth Vader) que consistiu em trocar a bandeira da câmara de Lisboa (uuuuuuuuuuuuUUUUUUUUUUhh, que ofensa NACIONAL...) pela bandeira da monarquia.
Isto num dia normal nem me mereceria comentário, mas só para chatear os monárquicos decidi falar sobre isto:
Mas esta gente quer um rei??? que merda é esta??
Já ouviram falar em evolução??
A sério... isso não lembra ao diabo... alguem acha realmente que a solução é voltar a ter um rei??? alguem se dá ao trabalho de pelo menos dizer o que acha o que se deve fazer a seguir a seguir a ter um rei??
Vamos ser tipo o Mónaco e o nosso rei vai ser aficionado por desportos náuticos??
Gerações vindouras... Vejam estes idiotas e não repitam...
(Este post é dedicado aos monárquicos de Queluz, mas que apanham o combóio e não andam de cavalo)
Isto num dia normal nem me mereceria comentário, mas só para chatear os monárquicos decidi falar sobre isto:
Mas esta gente quer um rei??? que merda é esta??
Já ouviram falar em evolução??
A sério... isso não lembra ao diabo... alguem acha realmente que a solução é voltar a ter um rei??? alguem se dá ao trabalho de pelo menos dizer o que acha o que se deve fazer a seguir a seguir a ter um rei??
Vamos ser tipo o Mónaco e o nosso rei vai ser aficionado por desportos náuticos??
Gerações vindouras... Vejam estes idiotas e não repitam...
(Este post é dedicado aos monárquicos de Queluz, mas que apanham o combóio e não andam de cavalo)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Gerónimo o cretino anónimo
Gerónimo é um cretino e esconde-se atrás do seu anonimato para emitir as suas opiniões cretinas, não é nada de novo, sempre aconteceu, durante todo o decorrer da história da Humanidade tivemos cretinos que acham que a sua opinião é algo que se mereça ouvir e fazem questão de a partilhar, antes da internet estas pessoas usavam máscaras e iam aos forums publícos dizer o que achavam, depois tivemos os programas de televisão onde se pede a opinião por telefone, o que tambem permite manter o anonimato também existem as sondagens anónimas mas dessas nem vale a pena falar...
Gerónimo, por seu lado pertence à "geracão da internet" por isso já não teve de passar por todas estas fases, pode assim espalhar toda a sua imbecilidade na "World Wide Web" de uma forma anónima e gratuita fazendo comentários cretinos em blogs sem ter de se preocupar muito.
A tecnologia é de facto algo assombroso, permite a pessoas que antes não tinham visibilidade e a quem ninguem ligava nenhuma ao que diziam, deixar agora a sua opinião acerca do que os outros escrevem, pensam ou fazem (como se alguem estivesse interessado), consigo imaginar estas pessoas fechadas num metro quadrado escuro e bafiento a fazer "buscas" na Net para poderem deixar um comentário sobre o que outros escreveram... É a modernidade... dirão alguns, a aldeia global, mas em como todas as aldeias existe sempre um ou outro atrazado mental, normalmente conhecido como o "bobo da aldeia" e que tem a função de entreter e fazer rir os outros habitantes "normais" (se é que existe tal coisa).
Gerónimo é um desses, quanto a nós, esperamos que este blog esteja a cumprir esta missão social de ajudar os menos favorecidos, que as pessoas a quem não lhes apetece escrever possam sempre mandar um "bitaite" sobre os post aqui publicados, e que para aqueles que ninguem ouve que tenham pelo menos a impressão que aqui alguem dá valor a sua opinião, neste blog gostamos de pessoas utópicas.
Gerónimo, por seu lado pertence à "geracão da internet" por isso já não teve de passar por todas estas fases, pode assim espalhar toda a sua imbecilidade na "World Wide Web" de uma forma anónima e gratuita fazendo comentários cretinos em blogs sem ter de se preocupar muito.
A tecnologia é de facto algo assombroso, permite a pessoas que antes não tinham visibilidade e a quem ninguem ligava nenhuma ao que diziam, deixar agora a sua opinião acerca do que os outros escrevem, pensam ou fazem (como se alguem estivesse interessado), consigo imaginar estas pessoas fechadas num metro quadrado escuro e bafiento a fazer "buscas" na Net para poderem deixar um comentário sobre o que outros escreveram... É a modernidade... dirão alguns, a aldeia global, mas em como todas as aldeias existe sempre um ou outro atrazado mental, normalmente conhecido como o "bobo da aldeia" e que tem a função de entreter e fazer rir os outros habitantes "normais" (se é que existe tal coisa).
Gerónimo é um desses, quanto a nós, esperamos que este blog esteja a cumprir esta missão social de ajudar os menos favorecidos, que as pessoas a quem não lhes apetece escrever possam sempre mandar um "bitaite" sobre os post aqui publicados, e que para aqueles que ninguem ouve que tenham pelo menos a impressão que aqui alguem dá valor a sua opinião, neste blog gostamos de pessoas utópicas.
António Heterónimo
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O Samba da Caixa de Fósforo
O filho desprezado arquitectou o plano para chamar a atenção do pai. “Vou finalmente mostrar que sou sublime”.
Quando se esperava que este escrevesse um livro sobre a formação dos buracos negros e explicação da anti matéria, eis que surpreende todos com a construção de uma réplica de uma caravela Portuguesa em paus de fósforo.
“É assim que pretendes alcançar a imortalidade?”
Nada poderia fazer. Era próprio da sua natureza, a busca por projectos inconsequentes e infrutíferos.
Quando era já um mestre na arte do pau de fósforo e tinha discípulos que o seguiam para todo o lado com a reverencia devida a um mestre Zen, construiu um moinho de vento em tamanho real e esmagou-o qual D. Quixote.
Quando se esperava que este escrevesse um livro sobre a formação dos buracos negros e explicação da anti matéria, eis que surpreende todos com a construção de uma réplica de uma caravela Portuguesa em paus de fósforo.
“É assim que pretendes alcançar a imortalidade?”
Nada poderia fazer. Era próprio da sua natureza, a busca por projectos inconsequentes e infrutíferos.
Quando era já um mestre na arte do pau de fósforo e tinha discípulos que o seguiam para todo o lado com a reverencia devida a um mestre Zen, construiu um moinho de vento em tamanho real e esmagou-o qual D. Quixote.
sábado, 25 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Idiossincrasias Idiotas da Ixistência
Sinto hoje o peso insuportável
da responsabilidade de ser adulto
Será por ser Levante?
O Levante ataca os malucos.
Mas nem sequer é Levante!
O Levante traz consigo parte do deserto
E o deserto da minha vida
Tem para com este Vento uma enorme simpatia.
De Marrocos vêm também os carregamentos de Haxixe
E com eles a felicidade
Será que a felicidade vem realmente de Sul?
Mas nós já vivemos no Sul
E eu não me sinto Feliz.
Sou hoje um explicador de Matemática
E a parte diletante da minha vida
É Lésbica e apaixonou-se por uma Primitiva.
Asdrubal Co-seno Hiperbólico
da responsabilidade de ser adulto
Será por ser Levante?
O Levante ataca os malucos.
Mas nem sequer é Levante!
O Levante traz consigo parte do deserto
E o deserto da minha vida
Tem para com este Vento uma enorme simpatia.
De Marrocos vêm também os carregamentos de Haxixe
E com eles a felicidade
Será que a felicidade vem realmente de Sul?
Mas nós já vivemos no Sul
E eu não me sinto Feliz.
Sou hoje um explicador de Matemática
E a parte diletante da minha vida
É Lésbica e apaixonou-se por uma Primitiva.
Asdrubal Co-seno Hiperbólico
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Pelos caminhos de Portugal...(revisitado)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Crime imperfeito
A Velha do apartamento ao lado começou novamente a limpar a casa às 7 da Manhã. Como é meio surda e não tem noção do ruído que faz, acorda-nos frequentemente.
Sinto agora o desejo inexorável de a esperar na penumbra do vão da escada, e qual Raskolnikov pós-moderno, enterrar-lhe um machado na cabeça. A culpa deste homicídio hediondo deverá ser imputada ao vizinho do primeiro andar que grita frequentemente impropérios aos filhos e é tido como uma personagem tenebrosa.
O plano perfeito estava prestes a ser executado, mas nessa noite sonhei que estava a pôr em causa o equilíbrio cósmico de todo o prédio. Um distúrbio na linha do espaço contínuo do arrendamento urbano poderia provocar danos irreparáveis no tecido causal de toda a realidade.
Por isso nada fiz... A Velha deverá ser deixada em paz na solidão que a consome e o vizinho do primeiro andar, fuma agora à janela (em liberdade). Eu continuo a acordar às 7 da Manhã.
Sinto agora o desejo inexorável de a esperar na penumbra do vão da escada, e qual Raskolnikov pós-moderno, enterrar-lhe um machado na cabeça. A culpa deste homicídio hediondo deverá ser imputada ao vizinho do primeiro andar que grita frequentemente impropérios aos filhos e é tido como uma personagem tenebrosa.
O plano perfeito estava prestes a ser executado, mas nessa noite sonhei que estava a pôr em causa o equilíbrio cósmico de todo o prédio. Um distúrbio na linha do espaço contínuo do arrendamento urbano poderia provocar danos irreparáveis no tecido causal de toda a realidade.
Por isso nada fiz... A Velha deverá ser deixada em paz na solidão que a consome e o vizinho do primeiro andar, fuma agora à janela (em liberdade). Eu continuo a acordar às 7 da Manhã.
Estes são os desígnios do Universo.
.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A teoria dos vasos "Ming"
Esta é uma teoria da minha autoria que tento aplicar a várias circunstancias da vida, nalgumas encontro algum sentido prático que a suporta, noutras nem por isso.
A teoria consiste em:
Na minha mão direita tenho um vaso de valor incalculável da dinastia Ming.
Na minha mão esquerda tenho um vaso comprado numa qualquer loja dos chineses que custa 1 euro.
Deixo cair os dois e ambos partem-se em mil pedaços. De tal forma que é impossível distinguí-los.
Não vou revelar em que circunstancias nem em quais encontro algum sentido prático nesta teoria porque isso poderia deturpar o que voces possam (ou não) retirar dela.
A teoria consiste em:
Na minha mão direita tenho um vaso de valor incalculável da dinastia Ming.
Na minha mão esquerda tenho um vaso comprado numa qualquer loja dos chineses que custa 1 euro.
Deixo cair os dois e ambos partem-se em mil pedaços. De tal forma que é impossível distinguí-los.
Não vou revelar em que circunstancias nem em quais encontro algum sentido prático nesta teoria porque isso poderia deturpar o que voces possam (ou não) retirar dela.
Confúsio
terça-feira, 30 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Os homens são criaturas simples
Assim como os comunistas falam em consciência de classe, há tambem algo parecido a que eu chamo "consciência de espécie".
Enquanto é certo e sabido que as mulheres são umas cabras umas para as outras nem que sejam as melhores amigas, nos homens há uma espécie de "camaradagem" global e em particular as zangas entre amigos não duram muito tempo, normalmente uma boa "buba" e umas gargalhadas resolvem o assunto.
Claro que este factor da simplicidade misturado com alcóol e gajas ás vezes dá em porrada mas, vemos isso todos os dias no Discovery channel, é a própria natureza que nos obriga a isso mas mais uma vez, normalmente acho isso muito mais "natural" do que as tramas, enredos e intrigas em que as mulheres se metem pra se foder umas ás outras, um gajo é simples: Não gosto daquele gajo, não lhe vou ligar, se me chatear andamos á porrada. parece-me simples.
É tambem engraçado reparar que a maior parte das vezes em que um gajo se chateia com outro é por causa delas... dá que pensar... claro que há outros factores exteriores a isso como por exemplo rivalidades de bairro ou até mesmo de cidade, lutas de gangs e até mesmo excesso de testosterona mas acho que na contabilidade final as mulheres são responsáveis pela maior percentagem de ocorrencias (podia-se fazer um estudo sobre isto).
Os homens geralmente falando tambem conseguem ser bastante mais sintéticos e orientados por um objectivo, atigindo esse objectivo ficam contentes, pode se chamar a isto "simpicidade de procedimentos" tentado sintetizar a ideia que quero deixar aqui vou citar uma frase quando um amigo meu perguntou a outro o que o fazia feliz:
"Esporrar e rir" foi a resposta.
Enquanto é certo e sabido que as mulheres são umas cabras umas para as outras nem que sejam as melhores amigas, nos homens há uma espécie de "camaradagem" global e em particular as zangas entre amigos não duram muito tempo, normalmente uma boa "buba" e umas gargalhadas resolvem o assunto.
Claro que este factor da simplicidade misturado com alcóol e gajas ás vezes dá em porrada mas, vemos isso todos os dias no Discovery channel, é a própria natureza que nos obriga a isso mas mais uma vez, normalmente acho isso muito mais "natural" do que as tramas, enredos e intrigas em que as mulheres se metem pra se foder umas ás outras, um gajo é simples: Não gosto daquele gajo, não lhe vou ligar, se me chatear andamos á porrada. parece-me simples.
É tambem engraçado reparar que a maior parte das vezes em que um gajo se chateia com outro é por causa delas... dá que pensar... claro que há outros factores exteriores a isso como por exemplo rivalidades de bairro ou até mesmo de cidade, lutas de gangs e até mesmo excesso de testosterona mas acho que na contabilidade final as mulheres são responsáveis pela maior percentagem de ocorrencias (podia-se fazer um estudo sobre isto).
Os homens geralmente falando tambem conseguem ser bastante mais sintéticos e orientados por um objectivo, atigindo esse objectivo ficam contentes, pode se chamar a isto "simpicidade de procedimentos" tentado sintetizar a ideia que quero deixar aqui vou citar uma frase quando um amigo meu perguntou a outro o que o fazia feliz:
"Esporrar e rir" foi a resposta.
Carlitos (o repórter da noite)
É verão... continuando na linha dos videos "frescos" para vocês... GUNTHER!!!!!!!
Pá... este caramelo é grande patrão, Sueco armado em alemão a dizer "you touch my tralala..." quem tiver interessado em outros trabalhos deste "senhor" vão ao youtube, aconselho tambem uma musica chamada "tutti fruti summer love"
domingo, 14 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Trabalhar ressacado
"Isto trabalhar ressacado não dá. Tenho de deixar de trabalhar."
Foi depois de chegar a esta conclusão brilhante (depois de mais um dia a trabalhar ressacado) que decidi que era tempo de falar sobre isto em forma de post.
Não dá para perceber, há todo um historial de dias passados na merda, mal disposto e só a pensar na minha caminha durante todo o dia, já se sabe... uma pessoa não é produtiva naquele estado, é uma coisa que devia estar prevista no código do trabalho "tá de ressaca não vai trabalhar".
Há dias em que a manhã até passa rápido devido á quantidade de alcóol que (ainda) circula no corpo, mas depois do almoço é o terror. Suspiros, ansiedade, mau estar, todos estes são sintomas de quem passou a noite passada na rambóia e vai trabalhar no dia a seguir.
A questão aqui é: todos nós sabemos disto então porque continuamos a insistir? No meu caso pessoal a resposta é clara: nunca abdiquei de fazer o que me apetece no presente por um futuro que não sei se vai existir, sou mais dado ao prazer do momento e nunca pensei muito nas consequencias que isso pode trazer, mas isso sou eu, e o resto da humanidade que vai trabalhar ressacada? Qual é a desculpa deles?
Haverá algum problema comigo porque gosto mais de sair do que trabalhar? Alguem gosta de trabalhar? será porque uma coisa é imposta e a outra nós escolhemos fazer?
Esta situação fez-me tambem pensar no facto de Portugal ser um país onde a religião católica tem ainda um grande peso, normalmente isto daria azo a uma série de desatinos acerca da virgindade da Maria e o papel do carpinteiro no meio disto tudo, mas não é o caso. Estou muito contente por este facto, por nós sermos uns saloios religiosos fiquei 2 dias em casa a curtir os santos populares, essa festa tão religiosa em que toda a gente está mais bebada do que eu (se é que existe tal coisa) e se dança musica "pimba" frenéticamente, nesta altura a fauna das ruas torna-se tambem mais agradável á vista talvez devido ao efeito do alcóol. Tudo isto devido a que? Aos santos.
Prefiro a religião ao trabalho, 1000 vezes. Os padres bebem vinho no trabalho, os santos trazem raparigas bonitas para a rua e em países como o nosso não se trabalha.
Mais feriados religiosos, por favor.
Foi depois de chegar a esta conclusão brilhante (depois de mais um dia a trabalhar ressacado) que decidi que era tempo de falar sobre isto em forma de post.
Não dá para perceber, há todo um historial de dias passados na merda, mal disposto e só a pensar na minha caminha durante todo o dia, já se sabe... uma pessoa não é produtiva naquele estado, é uma coisa que devia estar prevista no código do trabalho "tá de ressaca não vai trabalhar".
Há dias em que a manhã até passa rápido devido á quantidade de alcóol que (ainda) circula no corpo, mas depois do almoço é o terror. Suspiros, ansiedade, mau estar, todos estes são sintomas de quem passou a noite passada na rambóia e vai trabalhar no dia a seguir.
A questão aqui é: todos nós sabemos disto então porque continuamos a insistir? No meu caso pessoal a resposta é clara: nunca abdiquei de fazer o que me apetece no presente por um futuro que não sei se vai existir, sou mais dado ao prazer do momento e nunca pensei muito nas consequencias que isso pode trazer, mas isso sou eu, e o resto da humanidade que vai trabalhar ressacada? Qual é a desculpa deles?
Haverá algum problema comigo porque gosto mais de sair do que trabalhar? Alguem gosta de trabalhar? será porque uma coisa é imposta e a outra nós escolhemos fazer?
Esta situação fez-me tambem pensar no facto de Portugal ser um país onde a religião católica tem ainda um grande peso, normalmente isto daria azo a uma série de desatinos acerca da virgindade da Maria e o papel do carpinteiro no meio disto tudo, mas não é o caso. Estou muito contente por este facto, por nós sermos uns saloios religiosos fiquei 2 dias em casa a curtir os santos populares, essa festa tão religiosa em que toda a gente está mais bebada do que eu (se é que existe tal coisa) e se dança musica "pimba" frenéticamente, nesta altura a fauna das ruas torna-se tambem mais agradável á vista talvez devido ao efeito do alcóol. Tudo isto devido a que? Aos santos.
Prefiro a religião ao trabalho, 1000 vezes. Os padres bebem vinho no trabalho, os santos trazem raparigas bonitas para a rua e em países como o nosso não se trabalha.
Mais feriados religiosos, por favor.
M.C. Rrose
domingo, 31 de maio de 2009
Martuning
sábado, 30 de maio de 2009
A verdadeira história de "Don" Quijote
Quijote mora num bairro comunitário á entrada de Huelva mas não se iludam, ele é um "Don" no verdadeiro sentido da palavra, quando vai a algum sitio faz-se sempre acompanhar do seu fiel guarda-costas Sancho que lhe tira o casaco branco quando a etiqueta assim o exige, enfim, é um senhor, não mexe o cú para nada, deixa o trabalho sujo para o fiel gordo que o acompanha.
Parece-me pertinente referir que o gordo é agarrado ao "rébolao" (mistura de branca + castanha), completamente obcecado por essa substancia faz tudo para a conseguir, o seu trabalho é o sonho de qualquer agarrado que se preze: trabalha para o "Don", assim nunca tem ressacas.
A fidelidade de Sancho ficou provada num dia em que "Don" estava completamente fora de si a ter sexo não protegido com uma "muchacha" que encontrou na rua, Sancho ao ver tal acontecimento começou a correr em camara lenta (estilo Hollywood "suspense") e atirou-se completamente em vôo conseguindo sacar a pixa de Quijote milésimos de segundo antes da ejaculação conseguindo efectuar assim com efeito o método do coito interrompido (a "muchacha" em questão era afinal uma prostituta com Sida). Nesse dia passou a ser o braço direito do "Don" pois foi com esse braço que sacou a pila de Quijote de dentro da "espanholita" e passaram a ser inseparáveis.
"Don" Quijote dedica-se essencialmente ao narcótrafico e é daí que provem toda a sua pequena fortuna conseguida toda ela por métodos anti-capitalistas: começou pela pequena deliquencia aos 16 anos, dedicando-se depois ao contrabando de alcóol e tabaco, até chegou a vender armas mas depois ganhou juízo e entrou no caminho certo onde ainda hoje se mantem: a droga.
Parece-me pertinente referir que o gordo é agarrado ao "rébolao" (mistura de branca + castanha), completamente obcecado por essa substancia faz tudo para a conseguir, o seu trabalho é o sonho de qualquer agarrado que se preze: trabalha para o "Don", assim nunca tem ressacas.
A fidelidade de Sancho ficou provada num dia em que "Don" estava completamente fora de si a ter sexo não protegido com uma "muchacha" que encontrou na rua, Sancho ao ver tal acontecimento começou a correr em camara lenta (estilo Hollywood "suspense") e atirou-se completamente em vôo conseguindo sacar a pixa de Quijote milésimos de segundo antes da ejaculação conseguindo efectuar assim com efeito o método do coito interrompido (a "muchacha" em questão era afinal uma prostituta com Sida). Nesse dia passou a ser o braço direito do "Don" pois foi com esse braço que sacou a pila de Quijote de dentro da "espanholita" e passaram a ser inseparáveis.
"Don" Quijote dedica-se essencialmente ao narcótrafico e é daí que provem toda a sua pequena fortuna conseguida toda ela por métodos anti-capitalistas: começou pela pequena deliquencia aos 16 anos, dedicando-se depois ao contrabando de alcóol e tabaco, até chegou a vender armas mas depois ganhou juízo e entrou no caminho certo onde ainda hoje se mantem: a droga.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
De olhos bem fechados
Há uma altura da vida em que metemos tudo em questão.
Tudo isto é devido ao lapso espáço-temporal em que no presente achamos que estamos a fazer bem mas depois, mais tarde reconhecemos que se calhar não era bem assim.
O grande problema nisto tudo é disponibilizar-mo-nos a confiar. O exemplo clássico é alguem que já confiou plenamente em alguem (sim, porque não se confia em objectos) até que teve razões para por tudo em causa. É uma sensação engraçada a de cair em "queda livre" tudo isto depende, mais uma vez de pessoa para pessoa e para algumas pessoas isto é encarado como um "alívio" ou algo normal, para outras é apenas desconfortável o que é certo é que obriga-nos a repensar a nossa realidade.
A palavra-chave aqui é confiança e temos de ter uma coisa em mente: a verdade absoluta "de mim sei Eu". Claro que nós sabemos o que se passa comnosco, somos nós. Agora o que se passa com a pessoa que decidimos partilhar a nossa realidade já não é bem assim... e isso pode causar alguns problemas.
Chega uma altura em que tudo é posto em questão e coisas que nós tomávamos como garantidas afinal não são bem assim... faz-se um exercicio de lógica e chegamos á conclusão que confiar é estupido... não faz sentido. Micro-realidades paralelas são criadas consoante o nível de paranóia e imaginamo-nos a fazer figura de "tótó" enquanto pensávamos que estava tudo bem.
A paranóia pode ser mais escabrosa que a realidade mas pelo menos é personalizada e já que não podemos saber tudo só podemos imaginar...
Depois vem a importancia que damos ás coisas e ás pessoas e é isso que vai determinar a quantidade de sofrimento, nesta equação importa ter em conta tambem variáveis como o tempo, a distancia e o silencio. Um dia acordamos e descobrimos que não queremos saber de nada, que é melhor assim e que ficar na ignorancia ás vezes é mesmo o melhor, descobrimos tambem que imaginar situações que desconhecemos é entrar no campo da especulação e que tortura mais do que ajuda.
Depois de reconhecer esse facto o nosso cérebro começa por si mesmo a meter "firewalls" em certo tipo de pensamentos e esse é o primeiro sinal que estamos a ficar melhores, começamos a relativizar e redefinir conceitos, lambemos as feridas e mandamos toda a merda para um canto escuro, ficamos a saber quem são os nossos amigos e depois de meter um penso rápido na alma seguimos o nosso caminho de olhos bem fechados (que é a melhor maneira).
Tudo isto é devido ao lapso espáço-temporal em que no presente achamos que estamos a fazer bem mas depois, mais tarde reconhecemos que se calhar não era bem assim.
O grande problema nisto tudo é disponibilizar-mo-nos a confiar. O exemplo clássico é alguem que já confiou plenamente em alguem (sim, porque não se confia em objectos) até que teve razões para por tudo em causa. É uma sensação engraçada a de cair em "queda livre" tudo isto depende, mais uma vez de pessoa para pessoa e para algumas pessoas isto é encarado como um "alívio" ou algo normal, para outras é apenas desconfortável o que é certo é que obriga-nos a repensar a nossa realidade.
A palavra-chave aqui é confiança e temos de ter uma coisa em mente: a verdade absoluta "de mim sei Eu". Claro que nós sabemos o que se passa comnosco, somos nós. Agora o que se passa com a pessoa que decidimos partilhar a nossa realidade já não é bem assim... e isso pode causar alguns problemas.
Chega uma altura em que tudo é posto em questão e coisas que nós tomávamos como garantidas afinal não são bem assim... faz-se um exercicio de lógica e chegamos á conclusão que confiar é estupido... não faz sentido. Micro-realidades paralelas são criadas consoante o nível de paranóia e imaginamo-nos a fazer figura de "tótó" enquanto pensávamos que estava tudo bem.
A paranóia pode ser mais escabrosa que a realidade mas pelo menos é personalizada e já que não podemos saber tudo só podemos imaginar...
Depois vem a importancia que damos ás coisas e ás pessoas e é isso que vai determinar a quantidade de sofrimento, nesta equação importa ter em conta tambem variáveis como o tempo, a distancia e o silencio. Um dia acordamos e descobrimos que não queremos saber de nada, que é melhor assim e que ficar na ignorancia ás vezes é mesmo o melhor, descobrimos tambem que imaginar situações que desconhecemos é entrar no campo da especulação e que tortura mais do que ajuda.
Depois de reconhecer esse facto o nosso cérebro começa por si mesmo a meter "firewalls" em certo tipo de pensamentos e esse é o primeiro sinal que estamos a ficar melhores, começamos a relativizar e redefinir conceitos, lambemos as feridas e mandamos toda a merda para um canto escuro, ficamos a saber quem são os nossos amigos e depois de meter um penso rápido na alma seguimos o nosso caminho de olhos bem fechados (que é a melhor maneira).
Paco Niña
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Segways prós carteiros
Por vezes neste blog tambem se produzem posts úteis, é verdade.
No outro dia estava a pensar como é ingrato ser carteiro numa cidade como Lisboa, com tanta merda de subida e descida carregados com um saco pesado ás costas com as cartas da malta. Esta situação torna-se ainda mais penosa nos meses de Verão quando as temperaturas aumentam e os nossos amigos carteiros passam autenticas provações.
Depois por outro lado vemos os policias que passam o dia a roçar o cú nas paredes a passear garbosamente nas suas "segways". Isto não faz sentido.
Vai um policia perseguir um bandido montado na sua "segway"? dá jeito?
Vai o policia perseguir o bandido a pé á "maneira tradicional" deixando assim a "segway" á mercê de outros bandidos?
Não me parece que esta medida vá ajudar em grande coisa a nossa força policial a combater o crime, aliás até consegue tornar os agentes de autoridade (ainda) mais rídiculos e alvo de chacota publica ( e privada), acho que esta situação personifica na perfeição a expressão "dar pérolas a porcos".
Por outro lado aos carteiros se calhar dava mais jeito ter um aparelho que lhes permite uma deslocação motorizada individual, se calhar ajudava as cartas a serem distribuídas com mais fluidez para além de facilitar a vida ás pessoas que nos entregam as contas.
Tirem as "segways " aos policias e dêem-nas aos carteiros. Este podia ser o "slogan".
É apenas uma questão de re-distribuição de recursos...
No outro dia estava a pensar como é ingrato ser carteiro numa cidade como Lisboa, com tanta merda de subida e descida carregados com um saco pesado ás costas com as cartas da malta. Esta situação torna-se ainda mais penosa nos meses de Verão quando as temperaturas aumentam e os nossos amigos carteiros passam autenticas provações.
Depois por outro lado vemos os policias que passam o dia a roçar o cú nas paredes a passear garbosamente nas suas "segways". Isto não faz sentido.
Vai um policia perseguir um bandido montado na sua "segway"? dá jeito?
Vai o policia perseguir o bandido a pé á "maneira tradicional" deixando assim a "segway" á mercê de outros bandidos?
Não me parece que esta medida vá ajudar em grande coisa a nossa força policial a combater o crime, aliás até consegue tornar os agentes de autoridade (ainda) mais rídiculos e alvo de chacota publica ( e privada), acho que esta situação personifica na perfeição a expressão "dar pérolas a porcos".
Por outro lado aos carteiros se calhar dava mais jeito ter um aparelho que lhes permite uma deslocação motorizada individual, se calhar ajudava as cartas a serem distribuídas com mais fluidez para além de facilitar a vida ás pessoas que nos entregam as contas.
Tirem as "segways " aos policias e dêem-nas aos carteiros. Este podia ser o "slogan".
É apenas uma questão de re-distribuição de recursos...
Zé (o carteiro a motor)
terça-feira, 26 de maio de 2009
Vazio de ideais
A pergunta parece-me ridiculamente pertinente:
Irá a juventude betó-radical dar o seu voto ao Zé Colmeia ou ao Pepe Legal?
Uma coisa é certa: vai ser uma decisão muito difícil de tomar (a gerência deste blog aconselha a só tomar metade de cada vez) pois ambos têm estilos distintos dentro do centro-direita deixando assim a juventude beta confusa...
Pepe legal(1) é o guru do estudante de direito que já se veste e comporta como o pai desde os 14, pai este que é o seu modelo de "tacho" a seguir na vida, por outro lado Zé Colmeia(2) é mais astuto. Como uma toupeira e alia duas grandes qualidades: é oportunista e cínico (duas qualidades indispensáveis para ascender politicamente em pouco tempo)
Uma coisa é certa... o xérife Pena Kid(3) vai-se ver bem entretido a comandar esta "coboiáda Lusitana" antes de ir com os porcos e Portugal for para parar a boas mãos outra vez.
Votar é engraçado.
(Num plano onde a pura ficção impera (1) seria comparável a Pedro Santana Lopes, (2) a Paulo Portas e (3) a Cavaco Silva mas... Vamos ser sérios...)
Irá a juventude betó-radical dar o seu voto ao Zé Colmeia ou ao Pepe Legal?
Uma coisa é certa: vai ser uma decisão muito difícil de tomar (a gerência deste blog aconselha a só tomar metade de cada vez) pois ambos têm estilos distintos dentro do centro-direita deixando assim a juventude beta confusa...
Pepe legal(1) é o guru do estudante de direito que já se veste e comporta como o pai desde os 14, pai este que é o seu modelo de "tacho" a seguir na vida, por outro lado Zé Colmeia(2) é mais astuto. Como uma toupeira e alia duas grandes qualidades: é oportunista e cínico (duas qualidades indispensáveis para ascender politicamente em pouco tempo)
Uma coisa é certa... o xérife Pena Kid(3) vai-se ver bem entretido a comandar esta "coboiáda Lusitana" antes de ir com os porcos e Portugal for para parar a boas mãos outra vez.
Votar é engraçado.
(Num plano onde a pura ficção impera (1) seria comparável a Pedro Santana Lopes, (2) a Paulo Portas e (3) a Cavaco Silva mas... Vamos ser sérios...)
Bernardo de Vasconcelos e Cunha Villas-Boas
sábado, 23 de maio de 2009
Questões pertinentes
No tempo de Jesus a construção em altura imperava.
Naquele tempo... Jerusálem encontrava-se invadida por "patos bravos" do tipo "Jota Pimenta" que prometiam um condomínio fechado só para judeus ao lado da estação de metro de "Gaza".
"Fariseus!" disse Jesus (e com razão)
A malta do metro do médio oriente não ligou e hoje bem se vê a merda que deu...
A Fátima e o cristo-rei encontraram-se, ao que parece foi a primeira vez que um pedaço de madeira e um bloco de cimento moveram tantas pessoas ao mesmo tempo (e barcos) sem falar da TVI. Os peixes do rio Tejo dispensam azeite.
O rei Midas deve tar a dar voltas no seu túmulo agora que os produtores de azeite do Fundão decidiram por Ouro no azeite. Justificação: Tem fins terapeutipcos... Merda! digo eu.
Se tivesse muito ouro não tinha problemas, isso era TERAPEUTICO. "Cagar ouro??? bora!!"
Qual a solução?
Beber azeite até ter um figado de alto quilate?
Naquele tempo... Jerusálem encontrava-se invadida por "patos bravos" do tipo "Jota Pimenta" que prometiam um condomínio fechado só para judeus ao lado da estação de metro de "Gaza".
"Fariseus!" disse Jesus (e com razão)
A malta do metro do médio oriente não ligou e hoje bem se vê a merda que deu...
A Fátima e o cristo-rei encontraram-se, ao que parece foi a primeira vez que um pedaço de madeira e um bloco de cimento moveram tantas pessoas ao mesmo tempo (e barcos) sem falar da TVI. Os peixes do rio Tejo dispensam azeite.
O rei Midas deve tar a dar voltas no seu túmulo agora que os produtores de azeite do Fundão decidiram por Ouro no azeite. Justificação: Tem fins terapeutipcos... Merda! digo eu.
Se tivesse muito ouro não tinha problemas, isso era TERAPEUTICO. "Cagar ouro??? bora!!"
Qual a solução?
Beber azeite até ter um figado de alto quilate?
Febre Ourina
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Histórias de faca e alguidar
O bebado bate na mulher, a sogra grita e chama a polícia, após ter cometido este acto ireflectido lembra-se que a polícia não serve para nada e telefona tambem ao seu filho gordo.
O bebado grita: "EU MATO-TE CABRA!"
A cabra chora.
A sogra grita: "EU ODEIO-TE!".
Após alguns instantes de tensão aparece um agente da PSP com um ar amistoso que educadamente pergunta: "Ora então o que temos aqui?" "Há algum problema?"
Os urros loucos do bebado mesclados com o choro da cabra ecoam pelo prédio, o agente observa, estagnado, de repente outro urro masculino ouve-se nos arredores: O filho gordo (e já agora, bruto) chega pronto para dar umas valentes cabeçadas e umas valentes galhetas com as costas da mão (como só os gordos sabem, tipo "Bud Spencer") no bebado, que por acaso tambem lhe devia dinheiro.
O agente depois de um esforço sobre-humano consegue articular um pensamento: "Isto vai dar merda" pensou ele "Vou ter de dar um tiro num".
A tensão instala-se na Penha...
Entretanto o agente com a maior patente que havia na viatura de patrulha lembra-se de sair do carro enquanto os outros olham para ele com a maior devoção.
O filho gordo, o bebado, a cabra e a sogra param por instantes, espantados com tal situação.
"É o inteligente" explica o primeiro agente a chegar á ocorrencia.
Em toda a sua carreira de polícia nunca se tinha deparado com semelhante situação, como proceder? Que alvos abater? Quem nos suborna nestes casos?
Perguntas muito para além da capacidade de resposta do sub-chefe Ramiro.
No calor do momento o sub-chefe lembra-se de perguntar porque é que não vão todos para casa? o que pareceu uma ideia sensata e digna de um autentico profeta urbano.
O bebado foi dormir para o carro e mijou-se todo.
O filho gordo foi para casa chateado por não ter aviado umas galhetas.
A cabra e a sogra foram-se deitar.
A polícia foi para uma tasca comer á borla e implicar com os bebados como sempre mas aquele momento de destreza intelectual do sub-chefe Ramiro ficou na memória de todos.
Eu finalmente vou conseguir dormir.
O bebado grita: "EU MATO-TE CABRA!"
A cabra chora.
A sogra grita: "EU ODEIO-TE!".
Após alguns instantes de tensão aparece um agente da PSP com um ar amistoso que educadamente pergunta: "Ora então o que temos aqui?" "Há algum problema?"
Os urros loucos do bebado mesclados com o choro da cabra ecoam pelo prédio, o agente observa, estagnado, de repente outro urro masculino ouve-se nos arredores: O filho gordo (e já agora, bruto) chega pronto para dar umas valentes cabeçadas e umas valentes galhetas com as costas da mão (como só os gordos sabem, tipo "Bud Spencer") no bebado, que por acaso tambem lhe devia dinheiro.
O agente depois de um esforço sobre-humano consegue articular um pensamento: "Isto vai dar merda" pensou ele "Vou ter de dar um tiro num".
A tensão instala-se na Penha...
Entretanto o agente com a maior patente que havia na viatura de patrulha lembra-se de sair do carro enquanto os outros olham para ele com a maior devoção.
O filho gordo, o bebado, a cabra e a sogra param por instantes, espantados com tal situação.
"É o inteligente" explica o primeiro agente a chegar á ocorrencia.
Em toda a sua carreira de polícia nunca se tinha deparado com semelhante situação, como proceder? Que alvos abater? Quem nos suborna nestes casos?
Perguntas muito para além da capacidade de resposta do sub-chefe Ramiro.
No calor do momento o sub-chefe lembra-se de perguntar porque é que não vão todos para casa? o que pareceu uma ideia sensata e digna de um autentico profeta urbano.
O bebado foi dormir para o carro e mijou-se todo.
O filho gordo foi para casa chateado por não ter aviado umas galhetas.
A cabra e a sogra foram-se deitar.
A polícia foi para uma tasca comer á borla e implicar com os bebados como sempre mas aquele momento de destreza intelectual do sub-chefe Ramiro ficou na memória de todos.
Eu finalmente vou conseguir dormir.
Insónia Araujo
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Os colhões adormecidos de Gulliver
Gulliver curtia fumar umas ganzas e mamar uns copos, afinal de contas o homem era humano... certo dia, já bem "aviado" o nosso amigo decide fumar um bongo á porta de um bar "underground" (sim, Gulliver era dos nossos.)
Fumou, encostou-se á parede, baixou a cabeça que lhe parecia pesar uma tonelada, abriu a boca, libertou 4 jactos de gregório compulsivamente e arrochou em cima do vómito, o publico presente aplaudiu e apreciou a performance, mas a fama é efémera, e pouco depois cagaram para ele e foram beber. Gulliver continuava na paz dos anjos a dormir como um bébé, aquela rua fria e irregular parecia-lhe uma cama, pouco depois, outro vulto alcoolizado e claramente debaixo da influencia de algum produto psicotrópico sai do bar, e ao deparar-se com aquele cenário deprimente diz:
"Fodass! aqueles bacanos tão em cima dos respectivos grómitos", lembrou-se daquelas estrelas de Rock que morrem afogadas no próprio vómito e foi lá ajudá-lo(s), quando se aproximou do corpo que calmamente dormia estendido no passeio reparou que o conhecia:
"Épa! é o Guli!" "Guli!" "Guli!" "Acorda caralho!" "Tás todo cagado!"
Gulliver abriu os olhos o suficiente para entrar de novo no carrosel edílico, e respondeu-lhe:
"Vai para o caralho, eu tou bem."
O amigo insistiu que ele não deveria permanecer ali naquele estado e porque estava de carro, ofereceu-lhe boleia para casa, Gulliver cagando completamente para as boas intenções do amigo responde já de olhos fechados:
"Eu tou bem!" "Um homem já pode descansar?"
Depois de tal argumentação, o amigo não teve outra hípotese senão "bazar e meter as boas intenções pelo cu acima" como lhe tinha recomendado Gulliver.
A noite foi avançando e Gulliver continuava no seu coma consentido, um grupo de "junkies" que iam a passar viram aquela cena e sentaram-se junto a ele e começaram a "fabricá-los", tinham apreciado a paisagem urbana e sentiram "o chamamento da terra" (e o cheiro era-lhes familiar).
Gulliver embora a dormir sentiu o aroma a axe e abriu os olhos para grande jubilo dos junkies:
"O man acordou!" "Tass bem?" "Anda lá fumar uns porros com a malta!"
Gulliver pensou: "Já vomitei... não há razão para continuar a arrochar" e levantou um braço para lhe rodarem a ganza (sempre com a cabeça junto ao chão pois qualquer para levantá-la era infrutifera e causadora de nauseas) Gulliver virou ligeiramente a cara para o lado esquerdo de modo a conseguir fumar, o que fez de modo decidido, sem vacilar. Os "junkies" estavam contentíssimos e já pensavam em eleger Gulliver como o seu guru, rodaram-lhe outro "porro" mais forte ainda ao qual ele não disse que não, e de novo sem vacilar, prostrado na sua poça de vómito fumou-o compulsivamente.
Depois de tal façanha Gulliver começou a ouvir um "zumbido" muito agudo que ia aumentando progressivamente de intensidade até deixar de ouvir por completo, tinha chegado ao que se chama na gíria do Pinball o estado "TILT" e dali nao se mexeu mais até ao nascer do sol.
Quando acordou, deparou-se com o insólito: tinha uma puta a chuchar-lhe o cano mole e inerte, e a dar bombadas nos seus colhões cheios de alcool, a puta tinha algo de místico, parecia uma puta das fábulas infantis, Gulliver agradeceu-lhe o esforço que tinha feito mas explicou-se:
"Ele acorda sempre depois de mim..."
Levantou-se, despediu-se gentilmente da puta e bazou aos "esses" pela rua acima em direção a casa.
A azáfama matinal sentia-se no ar, as pessoas começavam, mais uma vez o seu ritual repetido até á exaustão, levantar, trabalhar ,comer e dormir, mas Gulliver no seu estádo precário ria-se deles:
"Pobres idiotas!" pensava ele "Hão-de morrer sem nunca ter vivido"
Os olhares reprovadores dos camelos podiam parecer facas a qualquer pessoa, mas Gulliver cagava de alto neles, cagava literalmente, os seus peidos eram audiveis a um quarteirão de distancia. As velhas beatas benziam-se quando passavam por ele, ás quais ele respodia com um gentil escarro verde e castanho "Putas de velhas" pensava ele, o seu corpo estava definhado pela secura e azia (reminiscências do gin tónico?) mas a sua mente estava estava envolta numa inconsciência consciente, e estava seguro de si.
Quando Gulliver chega por fim a casa, o seu ultimo reduto, mais especificamente o seu quarto tirou a roupa que tresandava a vómito misturado com alcool semi-fermentado e atirou-a para o chão da casa de banho e nada o poderia preparar para o que a seguir se seguiu...
Estupefacto, Gulliver esfregou os olhos mas era verdade: os seus colhões estavam repletos de liliputianos, pequenos seres que se serviam dos seus "sacos" para as mais diversas actividades: uns andavam de baloiço nos seus pintelhos, tinham aulas no espaço entre o colhão direito e o esquerdo e brincavam ao apanha no intervalo.
Depois de olhar com mais atenção reparou que todas as actividades (primária, secundária e terciária) estava representadas nos seus colhões , eram como que uma micro-cidade, existindo fundações de míniculos prédios e habitações assentes no seu escroto, deseperado Gulliver decide ir ao seu stock de THC e prepara um grande besugo para assentar ideias, põe um som relaxante e deita-se a apreciar o fumo e o som numa espécie de ritual pós-buba, quando acabou tinha chegado a um novo estado de existência, tinha o cérebro dormente como uma espécie de formigueiro gigante que o impedia de pensar, de seguida começou a olhar fixamente par as paredes do quarto sem olhar especificamente para nada, aquele estado de autismo agradava-lhe, era como que, um analgésico para a alma, de súbito Gulliver voltou a lembrar-se da sua visão de pequenos seres que promiscuamente se tinham instalado de armas e bagagens nos seus colhões, mas como se tivesse sido algo de irreal e distante. "Tenho de para de meter acídos", logo de seguida volta a olhar para a região púbica e apercebeu-se que não tinha sido um flashback derivado ao abuso de LSD.
Era REAL!! lembrou-se do Artur Albarran e começou a gritar "É REAL!!! REAL!!! IMAGENS REAIS!" correu para o chuveiro onde começou a esfregar frenéticamente os colhões mas para sua grande surpresa os liliputianos eram impermeaveis.
Já quase completamente consumido pelo desespero reparou que um destes pequenos seres estava a olhar para ele e tentou estabelecer contacto verbal:
"Take me to your leader" disse com pouca confiança, o pequeno ser começou a correr até desaparecer no matagal de pintelhos de Gulliver para voltar de seguida com o que parecia ser o ancião destas criaturas liliputianas que lhe disse:
"What do you want?"
Gulliver como que desabafando em voz alta deixa escapar um pensamento em vol alta:
"Até estes cabrões falam Inglês..."
O ancião responde:
"Claro, é a lingua franca da Europa, quem não fala está fora, para além disso é bom para o turismo".
"TURISMO??" "Nos MEUS COLHÕES?" replicou Gulliver já num tom de paciência perdida, ele era grande apreciador do surrealismo mas aquela situação estava a ser, de facto insustentável.
"O que é que vocês fazem nos MEUS COLHÕES?"
O ancião aconselha-o a ter calma e começa a explicar:
"Os teus colhões produzem uma espécie rara de fungo, fungo esse que é segregado pelo tronco do teu caralho, esse fungo é indispensável á nossa sobrevivência e só nasce em colhões com características específicas, como os teus."
Gulliver sentiu-se honrado pelos seus colhões terem algo de especial, mas continuava com duvidas:
"Como é que vieram cá parar?"
O ancião sorriu e disse-lhe "Lembras-te da puta?"
"A PUTA!! Eu sabia! aquela puta não podia ser nada de bom..."
"Aquela puta..." repete o ancião "Não era puta nenhuma, era sim a foda-madrinha dos liliputianos" e continua "E ela não te estava a dar bombadas nos colhões, estava sim a analisá-los para ver se reuniam as condições adequadas a nossa sobrevivencia"
"Então e porque é que me estava a mamar o caralho?"
"Isso não sabemos. Mas acho que ela de vez em quando tambem merece curtir a vida, não?"
"OK é justo, até lhe lhe dava um foda se ela quisesse" respondeu Gulliver
"Uma foda-madrinha" respondeu o ancião.
Ambos começam a rir com cumplicidade
"Tu e teu povo até são boas criaturas, pelo menos tem sentido de humor..."
"Então não te importas que habitemos nos teus colhões?"
"Não, é na boa agora preciso mesmo é de dormir um bocado"
Gulliver abriu a boca e engoliu 3 comprimidos "Serenal 50", de seguida fabricou mais uma ganza e fumou até adormecer.
Gulliver dormiu durante 3 dias e 3 noites e quando acordou tinha a cabeça tão leve que parecia um balão de hélio, sem saber porque lembra-se da conversa que tinha tido com o ancião dos liliputianos antes de adormecer e sentiu saudades... sim saudade essa palavra tão portuguesa.
Virou-se para um liliputiano que estava a passear no seu colhão direito e disse de novo:
"Take me to your leader" (a palavra mágica) mas, desta feita a resposta foi diferente: o pequeno liliputiano responde-lhe em ar de desafio:
"Only sheep need a leader" "Nós agora somos uma federação anarca e não temos líder"
"É justo" concluiu Gulliver "Eu sempre apoiei a auto-gestão anarca, mas onde é que tá o cota com quem eu falei?"
"Foi ostracizado para os cabelos do teu cú. Tinha ideias comunistas e teve o que merecia foi exilado para o gulag".
Estes pequenos seres tinham uma noção acutilante da realidade.
Fumou, encostou-se á parede, baixou a cabeça que lhe parecia pesar uma tonelada, abriu a boca, libertou 4 jactos de gregório compulsivamente e arrochou em cima do vómito, o publico presente aplaudiu e apreciou a performance, mas a fama é efémera, e pouco depois cagaram para ele e foram beber. Gulliver continuava na paz dos anjos a dormir como um bébé, aquela rua fria e irregular parecia-lhe uma cama, pouco depois, outro vulto alcoolizado e claramente debaixo da influencia de algum produto psicotrópico sai do bar, e ao deparar-se com aquele cenário deprimente diz:
"Fodass! aqueles bacanos tão em cima dos respectivos grómitos", lembrou-se daquelas estrelas de Rock que morrem afogadas no próprio vómito e foi lá ajudá-lo(s), quando se aproximou do corpo que calmamente dormia estendido no passeio reparou que o conhecia:
"Épa! é o Guli!" "Guli!" "Guli!" "Acorda caralho!" "Tás todo cagado!"
Gulliver abriu os olhos o suficiente para entrar de novo no carrosel edílico, e respondeu-lhe:
"Vai para o caralho, eu tou bem."
O amigo insistiu que ele não deveria permanecer ali naquele estado e porque estava de carro, ofereceu-lhe boleia para casa, Gulliver cagando completamente para as boas intenções do amigo responde já de olhos fechados:
"Eu tou bem!" "Um homem já pode descansar?"
Depois de tal argumentação, o amigo não teve outra hípotese senão "bazar e meter as boas intenções pelo cu acima" como lhe tinha recomendado Gulliver.
A noite foi avançando e Gulliver continuava no seu coma consentido, um grupo de "junkies" que iam a passar viram aquela cena e sentaram-se junto a ele e começaram a "fabricá-los", tinham apreciado a paisagem urbana e sentiram "o chamamento da terra" (e o cheiro era-lhes familiar).
Gulliver embora a dormir sentiu o aroma a axe e abriu os olhos para grande jubilo dos junkies:
"O man acordou!" "Tass bem?" "Anda lá fumar uns porros com a malta!"
Gulliver pensou: "Já vomitei... não há razão para continuar a arrochar" e levantou um braço para lhe rodarem a ganza (sempre com a cabeça junto ao chão pois qualquer para levantá-la era infrutifera e causadora de nauseas) Gulliver virou ligeiramente a cara para o lado esquerdo de modo a conseguir fumar, o que fez de modo decidido, sem vacilar. Os "junkies" estavam contentíssimos e já pensavam em eleger Gulliver como o seu guru, rodaram-lhe outro "porro" mais forte ainda ao qual ele não disse que não, e de novo sem vacilar, prostrado na sua poça de vómito fumou-o compulsivamente.
Depois de tal façanha Gulliver começou a ouvir um "zumbido" muito agudo que ia aumentando progressivamente de intensidade até deixar de ouvir por completo, tinha chegado ao que se chama na gíria do Pinball o estado "TILT" e dali nao se mexeu mais até ao nascer do sol.
Quando acordou, deparou-se com o insólito: tinha uma puta a chuchar-lhe o cano mole e inerte, e a dar bombadas nos seus colhões cheios de alcool, a puta tinha algo de místico, parecia uma puta das fábulas infantis, Gulliver agradeceu-lhe o esforço que tinha feito mas explicou-se:
"Ele acorda sempre depois de mim..."
Levantou-se, despediu-se gentilmente da puta e bazou aos "esses" pela rua acima em direção a casa.
A azáfama matinal sentia-se no ar, as pessoas começavam, mais uma vez o seu ritual repetido até á exaustão, levantar, trabalhar ,comer e dormir, mas Gulliver no seu estádo precário ria-se deles:
"Pobres idiotas!" pensava ele "Hão-de morrer sem nunca ter vivido"
Os olhares reprovadores dos camelos podiam parecer facas a qualquer pessoa, mas Gulliver cagava de alto neles, cagava literalmente, os seus peidos eram audiveis a um quarteirão de distancia. As velhas beatas benziam-se quando passavam por ele, ás quais ele respodia com um gentil escarro verde e castanho "Putas de velhas" pensava ele, o seu corpo estava definhado pela secura e azia (reminiscências do gin tónico?) mas a sua mente estava estava envolta numa inconsciência consciente, e estava seguro de si.
Quando Gulliver chega por fim a casa, o seu ultimo reduto, mais especificamente o seu quarto tirou a roupa que tresandava a vómito misturado com alcool semi-fermentado e atirou-a para o chão da casa de banho e nada o poderia preparar para o que a seguir se seguiu...
Estupefacto, Gulliver esfregou os olhos mas era verdade: os seus colhões estavam repletos de liliputianos, pequenos seres que se serviam dos seus "sacos" para as mais diversas actividades: uns andavam de baloiço nos seus pintelhos, tinham aulas no espaço entre o colhão direito e o esquerdo e brincavam ao apanha no intervalo.
Depois de olhar com mais atenção reparou que todas as actividades (primária, secundária e terciária) estava representadas nos seus colhões , eram como que uma micro-cidade, existindo fundações de míniculos prédios e habitações assentes no seu escroto, deseperado Gulliver decide ir ao seu stock de THC e prepara um grande besugo para assentar ideias, põe um som relaxante e deita-se a apreciar o fumo e o som numa espécie de ritual pós-buba, quando acabou tinha chegado a um novo estado de existência, tinha o cérebro dormente como uma espécie de formigueiro gigante que o impedia de pensar, de seguida começou a olhar fixamente par as paredes do quarto sem olhar especificamente para nada, aquele estado de autismo agradava-lhe, era como que, um analgésico para a alma, de súbito Gulliver voltou a lembrar-se da sua visão de pequenos seres que promiscuamente se tinham instalado de armas e bagagens nos seus colhões, mas como se tivesse sido algo de irreal e distante. "Tenho de para de meter acídos", logo de seguida volta a olhar para a região púbica e apercebeu-se que não tinha sido um flashback derivado ao abuso de LSD.
Era REAL!! lembrou-se do Artur Albarran e começou a gritar "É REAL!!! REAL!!! IMAGENS REAIS!" correu para o chuveiro onde começou a esfregar frenéticamente os colhões mas para sua grande surpresa os liliputianos eram impermeaveis.
Já quase completamente consumido pelo desespero reparou que um destes pequenos seres estava a olhar para ele e tentou estabelecer contacto verbal:
"Take me to your leader" disse com pouca confiança, o pequeno ser começou a correr até desaparecer no matagal de pintelhos de Gulliver para voltar de seguida com o que parecia ser o ancião destas criaturas liliputianas que lhe disse:
"What do you want?"
Gulliver como que desabafando em voz alta deixa escapar um pensamento em vol alta:
"Até estes cabrões falam Inglês..."
O ancião responde:
"Claro, é a lingua franca da Europa, quem não fala está fora, para além disso é bom para o turismo".
"TURISMO??" "Nos MEUS COLHÕES?" replicou Gulliver já num tom de paciência perdida, ele era grande apreciador do surrealismo mas aquela situação estava a ser, de facto insustentável.
"O que é que vocês fazem nos MEUS COLHÕES?"
O ancião aconselha-o a ter calma e começa a explicar:
"Os teus colhões produzem uma espécie rara de fungo, fungo esse que é segregado pelo tronco do teu caralho, esse fungo é indispensável á nossa sobrevivência e só nasce em colhões com características específicas, como os teus."
Gulliver sentiu-se honrado pelos seus colhões terem algo de especial, mas continuava com duvidas:
"Como é que vieram cá parar?"
O ancião sorriu e disse-lhe "Lembras-te da puta?"
"A PUTA!! Eu sabia! aquela puta não podia ser nada de bom..."
"Aquela puta..." repete o ancião "Não era puta nenhuma, era sim a foda-madrinha dos liliputianos" e continua "E ela não te estava a dar bombadas nos colhões, estava sim a analisá-los para ver se reuniam as condições adequadas a nossa sobrevivencia"
"Então e porque é que me estava a mamar o caralho?"
"Isso não sabemos. Mas acho que ela de vez em quando tambem merece curtir a vida, não?"
"OK é justo, até lhe lhe dava um foda se ela quisesse" respondeu Gulliver
"Uma foda-madrinha" respondeu o ancião.
Ambos começam a rir com cumplicidade
"Tu e teu povo até são boas criaturas, pelo menos tem sentido de humor..."
"Então não te importas que habitemos nos teus colhões?"
"Não, é na boa agora preciso mesmo é de dormir um bocado"
Gulliver abriu a boca e engoliu 3 comprimidos "Serenal 50", de seguida fabricou mais uma ganza e fumou até adormecer.
Gulliver dormiu durante 3 dias e 3 noites e quando acordou tinha a cabeça tão leve que parecia um balão de hélio, sem saber porque lembra-se da conversa que tinha tido com o ancião dos liliputianos antes de adormecer e sentiu saudades... sim saudade essa palavra tão portuguesa.
Virou-se para um liliputiano que estava a passear no seu colhão direito e disse de novo:
"Take me to your leader" (a palavra mágica) mas, desta feita a resposta foi diferente: o pequeno liliputiano responde-lhe em ar de desafio:
"Only sheep need a leader" "Nós agora somos uma federação anarca e não temos líder"
"É justo" concluiu Gulliver "Eu sempre apoiei a auto-gestão anarca, mas onde é que tá o cota com quem eu falei?"
"Foi ostracizado para os cabelos do teu cú. Tinha ideias comunistas e teve o que merecia foi exilado para o gulag".
Estes pequenos seres tinham uma noção acutilante da realidade.
sábado, 9 de maio de 2009
Midlife crisis
O ser humano envelhece e morre, não há nada a fazer, Eu, como bom ser humano que sou, não fujo a esta regra e por enquanto continuo a envelhecer.
Uma pessoa tenta ser optimista em relação ao avançar dos anos e vai-se tentando convencer que está a ficar mais responsável e maduro, para alem de ganhar experiência e "calo", mas a verdade é que estamos a envelhecer e os melhores anos da nossa vida vão ficando para trás, uma das coisas que tenho reparado é que a paciência esgota-se muito mais rapidamente.
As pessoas, para serem simpáticas dizem-nos sempre que parecemos mais novos, ou então usa-se uma qualquer frase feita do tipo "aos 30 é que começa a vida!" Enfim, uma das coisas positivas que se ganha com a idade é a "resistência á desilusão": á medida que vamos envelhecendo vamos ficando mais cépticos e pouco propensos a ideiais ilusórios (ficamos mais "terra-a-terra") logo, a capacidade de enfrentar potenciais desilusões esbate-se na indifrença do tempo, nesta mesma proporção, quanto mais vivemos, mais pessoas conhecemos e a quantidade de "bestas" que nos aparece á frente aumenta drásticamente levando-nos a reduzir até quase á insignificancia a fé na raça Humana. Da observação directa deste facto deriva também o "processo selectivo" que fazemos e da forma como escolhemos as pessoas que nos interessam e cagamos para as que não interessam, as com quem queremos estar e aquelas que queremos ver (bem) longe.
A assertividade ganha-se também com a idade, têm-se uma melhor ideia do objectivo e não se perde tanto tempo com merdas (o acumular de erros pode ser um factor importante no processo de aprendizagem). Não há muito que se possa fazer, envelhece-se e pronto, apercebi-me que se viver até aos 60 (o que até é uma perspectiva optimista) devia estar agora a passar pela minha crise de meia idade...
Uma pessoa tenta ser optimista em relação ao avançar dos anos e vai-se tentando convencer que está a ficar mais responsável e maduro, para alem de ganhar experiência e "calo", mas a verdade é que estamos a envelhecer e os melhores anos da nossa vida vão ficando para trás, uma das coisas que tenho reparado é que a paciência esgota-se muito mais rapidamente.
As pessoas, para serem simpáticas dizem-nos sempre que parecemos mais novos, ou então usa-se uma qualquer frase feita do tipo "aos 30 é que começa a vida!" Enfim, uma das coisas positivas que se ganha com a idade é a "resistência á desilusão": á medida que vamos envelhecendo vamos ficando mais cépticos e pouco propensos a ideiais ilusórios (ficamos mais "terra-a-terra") logo, a capacidade de enfrentar potenciais desilusões esbate-se na indifrença do tempo, nesta mesma proporção, quanto mais vivemos, mais pessoas conhecemos e a quantidade de "bestas" que nos aparece á frente aumenta drásticamente levando-nos a reduzir até quase á insignificancia a fé na raça Humana. Da observação directa deste facto deriva também o "processo selectivo" que fazemos e da forma como escolhemos as pessoas que nos interessam e cagamos para as que não interessam, as com quem queremos estar e aquelas que queremos ver (bem) longe.
A assertividade ganha-se também com a idade, têm-se uma melhor ideia do objectivo e não se perde tanto tempo com merdas (o acumular de erros pode ser um factor importante no processo de aprendizagem). Não há muito que se possa fazer, envelhece-se e pronto, apercebi-me que se viver até aos 60 (o que até é uma perspectiva optimista) devia estar agora a passar pela minha crise de meia idade...
Mesquita Perestrelo
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Esta semana no sítio do costume...(a publicidade e as novas economias emergentes)
Hoje ligamos a TV ou o computador e apanhamos logo alí de chapa mesmo no trombil, anúncios de produtos cuja existência desconhecíamos, e que a falta que nos fazem é tanta como a vontade de levar no cú. Enfim, a publicidade já não é o que era. O avanço tecnológico roubou o romantismo às técnicas promocionais, que outrora eram utilizadas para fazer chegar até nós a existência dos bens de consumo necessários.
Lembro-me de quando era pequeno assim que vinham os primeiros dias cinzentos de Setembro, ouvia-se na rua um som de flauta-de-não-sei-quê que era tocada por um senhor que andava pela rua com uma bicicleta adaptada a arranjar guarda-chuvas e a amolar facas. Fazia pequenos biscates artesanais, e com um “toque corrido” na flauta, que fazia a vez de “pregão” anunciava aos moradores da zona os seus serviços. Os pregões como formas de publicidade rudimentares felizmente ainda se praticam nos dias de hoje, e embora estejam quase moribundos são em certas situações mais frequentes do que supomos. Nas praias ouvimos amíude: “olha a bolinha de Berlim” do homem dos bolos, ou o célebre: “é frut-ó-chocolate”, quando de gelados se trata. Nos mercados e feiras as varinas ou os tendeiros gritam ou utilizam megafones oferecendo o peixe mais fresco ou 10 pares de peugos rotos por 1 euro. De porta em porta andam mórmones ou testemunhas de Jeová, que nos tentam impingir o seu produto: um lugar cativo no céu para que, quando chegar a hora de ir ter com o Criador não fiquemos a dormir na rua, no meio das nuvens talvez. Uma espécie de agentes imobiliários do firmamento. Nos locais recreativos nocturnos promovem-se romances com flores de estufa tão mirradas quanto as promessas de felicidade que evocam: “Ké frô?” Mas nos baixios marginais da estrutura social, a publicidade tem uma importância fulcral, e é essa que mais aprecio. Basta ir a uma zona de má fama onde belas donzelas libidinosas de lábios suculentos e decotes exuberantes nos prometem o céu na terra, através da transcendência carnal pela experiência. Nas proximidades há vendedores de “alegria” que anunciam o seu produto discretamente: “olha a branca; é da castanha; goma afegã” etc, embora o pregão usado nestes locais, que marca a qualidade do produto e que realmente conquista a confiança do consumidor também pela sua capacidade de síntese, é sem dúvida o: “é da boa”. E está tudo dito.
Consumidor anónimo (sabe-se lá do quê)
Lembro-me de quando era pequeno assim que vinham os primeiros dias cinzentos de Setembro, ouvia-se na rua um som de flauta-de-não-sei-quê que era tocada por um senhor que andava pela rua com uma bicicleta adaptada a arranjar guarda-chuvas e a amolar facas. Fazia pequenos biscates artesanais, e com um “toque corrido” na flauta, que fazia a vez de “pregão” anunciava aos moradores da zona os seus serviços. Os pregões como formas de publicidade rudimentares felizmente ainda se praticam nos dias de hoje, e embora estejam quase moribundos são em certas situações mais frequentes do que supomos. Nas praias ouvimos amíude: “olha a bolinha de Berlim” do homem dos bolos, ou o célebre: “é frut-ó-chocolate”, quando de gelados se trata. Nos mercados e feiras as varinas ou os tendeiros gritam ou utilizam megafones oferecendo o peixe mais fresco ou 10 pares de peugos rotos por 1 euro. De porta em porta andam mórmones ou testemunhas de Jeová, que nos tentam impingir o seu produto: um lugar cativo no céu para que, quando chegar a hora de ir ter com o Criador não fiquemos a dormir na rua, no meio das nuvens talvez. Uma espécie de agentes imobiliários do firmamento. Nos locais recreativos nocturnos promovem-se romances com flores de estufa tão mirradas quanto as promessas de felicidade que evocam: “Ké frô?” Mas nos baixios marginais da estrutura social, a publicidade tem uma importância fulcral, e é essa que mais aprecio. Basta ir a uma zona de má fama onde belas donzelas libidinosas de lábios suculentos e decotes exuberantes nos prometem o céu na terra, através da transcendência carnal pela experiência. Nas proximidades há vendedores de “alegria” que anunciam o seu produto discretamente: “olha a branca; é da castanha; goma afegã” etc, embora o pregão usado nestes locais, que marca a qualidade do produto e que realmente conquista a confiança do consumidor também pela sua capacidade de síntese, é sem dúvida o: “é da boa”. E está tudo dito.
Consumidor anónimo (sabe-se lá do quê)
domingo, 3 de maio de 2009
Maio de 69
"Maio é um mês de mudanças..." baseado neste facto decidi tambem abraçar a "onda de mudança" que paira no ar e mudei de casa. (o facto de me ter sido dado até ao fim do mês passado para sair de onde estava também ajudou um bocadinho...)
Andar a ver casas é chato mas quando o tempo não corre a nosso favor tem de ser, depois de um périplo pelo sub-mundo do arrendamento urbano Lisboeta foi decido mudar para uma casa que fica a 5 minutos da ultima mantendo assim a primeira das premissas a que nos propusemos: tentar ficar na mesma zona, outra das grandes vantagens é que as mudanças puderam ser feitas a pé.
Para além de me livrar da Dona Isabel (a minha ex-senhoria que me entrava em casa quando lhe apetecia e achava que era normal) ganhei uma janelinha catita no quarto que permite a entrada de luz natural ao mesmo tempo que facilita a circulação de ar/fumo (bastante importante).
Depois de grande meditação e reflexão sobre como optimizar espaços, o espaço vai ganhando a sua forma e o Homem... esse... é um animal de hábitos.
Tambem enquadrado neste cenário de mudança Maio é também o mês astrológico do Touro, perfil no qual me enquadro e segundo a Maya isto vai ser bom tendo em conta a conjuntura dos planetas, eu não costumo ligar muito a estas merdas mas como começo a ficar cota e vou mudar de casa decimal este ano (a mudança... lá está!) qualquer ajuda é boa.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e desde que começou Maio que tenho uma enorme vontade de comer caracóis, mamar cerveja e sentir a brisa primaveril a passar.
Andar a ver casas é chato mas quando o tempo não corre a nosso favor tem de ser, depois de um périplo pelo sub-mundo do arrendamento urbano Lisboeta foi decido mudar para uma casa que fica a 5 minutos da ultima mantendo assim a primeira das premissas a que nos propusemos: tentar ficar na mesma zona, outra das grandes vantagens é que as mudanças puderam ser feitas a pé.
Para além de me livrar da Dona Isabel (a minha ex-senhoria que me entrava em casa quando lhe apetecia e achava que era normal) ganhei uma janelinha catita no quarto que permite a entrada de luz natural ao mesmo tempo que facilita a circulação de ar/fumo (bastante importante).
Depois de grande meditação e reflexão sobre como optimizar espaços, o espaço vai ganhando a sua forma e o Homem... esse... é um animal de hábitos.
Tambem enquadrado neste cenário de mudança Maio é também o mês astrológico do Touro, perfil no qual me enquadro e segundo a Maya isto vai ser bom tendo em conta a conjuntura dos planetas, eu não costumo ligar muito a estas merdas mas como começo a ficar cota e vou mudar de casa decimal este ano (a mudança... lá está!) qualquer ajuda é boa.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e desde que começou Maio que tenho uma enorme vontade de comer caracóis, mamar cerveja e sentir a brisa primaveril a passar.
Fanã (da acelera)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Dupla de peso
Pita Shoarma
Tu gostas é de beber, és um bêbedo!”… e pensei eu “Então e tu? Gostas de foder, és uma puta!!!”
Puta ou não, mais parecia uma acompanhante de luxo armada em dona de casa, a xingar-me os cornos porque lhe cheirava a álcool e a tabaco e tinha lavado a roupa. Ao que se chega por decisões atamancadas e relações amorosas mal resolvidas.Fez-me pensar que, de facto, há situações chatas para as mulheres mais velhas, que estão “encalhadas” e querem à força um homem e uma vida “normal” pois o tempo urge e só se deve ter filhos até aos 35.
É fácil conhecer um puto tenrinho com uma casa e um carro que tenha um salário mais ou menos, e que se fascine por quem lhe lamba a pila. É fácil ir morar com ele, oferecer-lhe o ânus e pensar que, enfim, lhe vai ensinar umas coisas e ser feliz para sempre. O problema é que os putos em geral gostam de foda, mas adoram rambóia e cópo-fonia. Nos primeiros 2 meses elas até curtem a onda mas depois calçam as pantufas, só se arranjam para ir trabalhar, não se penteiam, e andam de fato de treino pela casa… e os putos não gostam disso. Esta parte toda a gente já sabe. O pior é que pouco a pouco, o sexo (anal ou não) começa a deixar de fazer parte do quotidiano do casal: “agora não me apetece, estou cansada…” Quantos de nós já não ouvimos esta frase? Quantas anedotas não existem sobre isto? Aí é que a porca torce o rabo (a porca ou uma gaja boa que apareça com vontade de levar com ele…).
Por fim, no redemoinho das lamúrias dá-se a dolorosa, mas necessária, separação. Cada um para seu lado. A mulher sente-se cada vez mais encalhada, mas desta vez como uma orca que mordeu o leão-marinho mas morreu na praia. Só lhe restam as memórias dos coirões ricos que comeu anteriormente, e da boa vida que levava quando estava em casa dos pais. A morte é lenta e o balanço são mais 2 ou 3 aninhos em cima com a roseta ainda mais dilatada. Que experiência de vida!
Vá lá que para um gajo a coisa é mais simples. Se as mais velhas não dão, há que voltar à maneira clássica e tradicional de fazer as coisas:
Um gajo é sempre um pai para uma pita!(e um bêbado para uma encalhada).
Puta ou não, mais parecia uma acompanhante de luxo armada em dona de casa, a xingar-me os cornos porque lhe cheirava a álcool e a tabaco e tinha lavado a roupa. Ao que se chega por decisões atamancadas e relações amorosas mal resolvidas.Fez-me pensar que, de facto, há situações chatas para as mulheres mais velhas, que estão “encalhadas” e querem à força um homem e uma vida “normal” pois o tempo urge e só se deve ter filhos até aos 35.
É fácil conhecer um puto tenrinho com uma casa e um carro que tenha um salário mais ou menos, e que se fascine por quem lhe lamba a pila. É fácil ir morar com ele, oferecer-lhe o ânus e pensar que, enfim, lhe vai ensinar umas coisas e ser feliz para sempre. O problema é que os putos em geral gostam de foda, mas adoram rambóia e cópo-fonia. Nos primeiros 2 meses elas até curtem a onda mas depois calçam as pantufas, só se arranjam para ir trabalhar, não se penteiam, e andam de fato de treino pela casa… e os putos não gostam disso. Esta parte toda a gente já sabe. O pior é que pouco a pouco, o sexo (anal ou não) começa a deixar de fazer parte do quotidiano do casal: “agora não me apetece, estou cansada…” Quantos de nós já não ouvimos esta frase? Quantas anedotas não existem sobre isto? Aí é que a porca torce o rabo (a porca ou uma gaja boa que apareça com vontade de levar com ele…).
Por fim, no redemoinho das lamúrias dá-se a dolorosa, mas necessária, separação. Cada um para seu lado. A mulher sente-se cada vez mais encalhada, mas desta vez como uma orca que mordeu o leão-marinho mas morreu na praia. Só lhe restam as memórias dos coirões ricos que comeu anteriormente, e da boa vida que levava quando estava em casa dos pais. A morte é lenta e o balanço são mais 2 ou 3 aninhos em cima com a roseta ainda mais dilatada. Que experiência de vida!
Vá lá que para um gajo a coisa é mais simples. Se as mais velhas não dão, há que voltar à maneira clássica e tradicional de fazer as coisas:
Um gajo é sempre um pai para uma pita!(e um bêbado para uma encalhada).
Julio (apenas Julio)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Post sobre falta de posts em Abril
Abril tem sido um mês estéril em termos de "posts" isto pode dever-se a váriadas razões ou devido a uma conjuntura de motivos: Demasiados psicotrópicos? Depressão pós-revolução? Este tempo de merda? Abuso de alcóol? Preguiça? Pura falta de imaginação?
A última hípotese parece-me a mais honesta, embora não descarte nenhuma das anteriores, o que é certo e que este foi um mês "fraquinho" em termos de postagens (belo estrangeirismo) em última análise podemos tambem culpar a crise financeira ou o Sócrates por ser tão "Socrático" mas... isso seria a saída facil.
Eu acho que é mesmo do 25 de abril... Uma revolução nunca concretizada celebráda ano após ano não podia dar em boa coisa, citando José Mário Branco no mítico "FMI" "Saímos á rua de cravo na mão, a horas certas, sem saber para que que serve a merda do cravo" (ligeiramente adaptado) mas somos um país de brandos costumes por isso tivémos uma revolução á nossa medida, é de bom tom comemorar a passagem do fascismo para uma direita moderada, Eu cá gosto de sardinhas e é um bom pretexto para comê-las, se bem que só em Maio é que elas estão boas, nem para isso Abril serve...
O tempo em Abril também sempre foi uma bela cagada, um dia tá sol, no outro chove, no outro chove e faz sol e tá frio... Isto não pode fazer nada bem a uma pessoa o que tambem pode afectar o nível de postagens.
Obrigado pela atenção.
A última hípotese parece-me a mais honesta, embora não descarte nenhuma das anteriores, o que é certo e que este foi um mês "fraquinho" em termos de postagens (belo estrangeirismo) em última análise podemos tambem culpar a crise financeira ou o Sócrates por ser tão "Socrático" mas... isso seria a saída facil.
Eu acho que é mesmo do 25 de abril... Uma revolução nunca concretizada celebráda ano após ano não podia dar em boa coisa, citando José Mário Branco no mítico "FMI" "Saímos á rua de cravo na mão, a horas certas, sem saber para que que serve a merda do cravo" (ligeiramente adaptado) mas somos um país de brandos costumes por isso tivémos uma revolução á nossa medida, é de bom tom comemorar a passagem do fascismo para uma direita moderada, Eu cá gosto de sardinhas e é um bom pretexto para comê-las, se bem que só em Maio é que elas estão boas, nem para isso Abril serve...
O tempo em Abril também sempre foi uma bela cagada, um dia tá sol, no outro chove, no outro chove e faz sol e tá frio... Isto não pode fazer nada bem a uma pessoa o que tambem pode afectar o nível de postagens.
Obrigado pela atenção.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cai ou não Kai(never)? (3 hurras para as drogas legais!!)
Sempre fui uma pessoa que depositou grande confiança na índustria farmaceutica, por exemplo se me doer um dente sei que se tomar 2 clonixes a dor passa. (fico com o estomago todo fodido, mas a dor de dentes passa) Chamem-lhe "confiança do produto" ou uma coisa assim parecida o que é certo é que sendo placebo ou não a merda da dor passa ou pelo menos passa a níveis suportáveis.
Da mesma maneira das melhores "mocas" que apanhei foi com Serenal 50 e vinho tinto, uma pessoa faz mil coisas na mesma noite, anda por todo o lado, só faz merda e não se lembra de nada no dia a seguir, fantástico! É uma esécie de buba "memento", mais ou menos dentro do mesmo parametro temos o Roypnol mas este é perigoso porque dá vontade de dar dentadas na própria lingua.
Há tambem um analgésico curioso chamado Paxilfar que para alem de permitir o "elan" da drunfaria (com alcool á mistura, claro) faz com que literalmente não se sinta dor, melhor... não se sente nada. (bom para concertos onde haja violencia á mistura) pelo que ouvi dizer este comprimido dá-se a doentes terminais.
Houve tambem a febre dos "speeds" com o famoso Dinintel á cabeça da lista: Resultava é o que se pode dizer sobre a eficácia deste farmaco, meia lamela e tou pronto para me vestir de homem-aranha, trepar prédios famosos e falar Francês.
A categoria dos ansiolitícos tambem tem a sua piada, ...ai e tal... tou com ansias tuca! já passou. Com um bom canhão por cima e lá se vai a ansiedade com o caralho, ansioso? tás passado? tá tudo na boa, roda mas é iss. Aqui qualquer coisa que acabe em "am" é bom, Alprazolam, Estazolam, Diazepam... o que interessa é matar o bicho que come os miolos. (tambem é bom para descansar)
A lista não tem fim e se pensarmos que o doutor Hoffman sacou o LSD do centeio nem quero saber o que acontecerá se começarmos a fazer experiencias com melancias... não podia deixar de mencionar a unica droga "legal" que me impressionou ao ponto de nunca sequer a tomar: Zyprexa. Na posologia só diz que é para pessoas que vêem e sentem coisas que não existem...
Este texto não pretende ser uma apologia ao consumo de drogas legais, nada disso sinceramente é preferivel fumar ganzas e beber que nem um javali do que tomar estas merdas, por outro lado tambem não pretende ser um texto "revival" sobre as drunfarias da juventude, pretende sim ser uma alegoria aos tempos modernos e todas a "drogas desenhadas" que temos hoje em dia que ao fim e ao cabo sempre existiram.
(Todos os medicamentos aqui referidos podem ser comprados legalmente numa farmácia, só precisam de ter um médico amigo)
Da mesma maneira das melhores "mocas" que apanhei foi com Serenal 50 e vinho tinto, uma pessoa faz mil coisas na mesma noite, anda por todo o lado, só faz merda e não se lembra de nada no dia a seguir, fantástico! É uma esécie de buba "memento", mais ou menos dentro do mesmo parametro temos o Roypnol mas este é perigoso porque dá vontade de dar dentadas na própria lingua.
Há tambem um analgésico curioso chamado Paxilfar que para alem de permitir o "elan" da drunfaria (com alcool á mistura, claro) faz com que literalmente não se sinta dor, melhor... não se sente nada. (bom para concertos onde haja violencia á mistura) pelo que ouvi dizer este comprimido dá-se a doentes terminais.
Houve tambem a febre dos "speeds" com o famoso Dinintel á cabeça da lista: Resultava é o que se pode dizer sobre a eficácia deste farmaco, meia lamela e tou pronto para me vestir de homem-aranha, trepar prédios famosos e falar Francês.
A categoria dos ansiolitícos tambem tem a sua piada, ...ai e tal... tou com ansias tuca! já passou. Com um bom canhão por cima e lá se vai a ansiedade com o caralho, ansioso? tás passado? tá tudo na boa, roda mas é iss. Aqui qualquer coisa que acabe em "am" é bom, Alprazolam, Estazolam, Diazepam... o que interessa é matar o bicho que come os miolos. (tambem é bom para descansar)
A lista não tem fim e se pensarmos que o doutor Hoffman sacou o LSD do centeio nem quero saber o que acontecerá se começarmos a fazer experiencias com melancias... não podia deixar de mencionar a unica droga "legal" que me impressionou ao ponto de nunca sequer a tomar: Zyprexa. Na posologia só diz que é para pessoas que vêem e sentem coisas que não existem...
Este texto não pretende ser uma apologia ao consumo de drogas legais, nada disso sinceramente é preferivel fumar ganzas e beber que nem um javali do que tomar estas merdas, por outro lado tambem não pretende ser um texto "revival" sobre as drunfarias da juventude, pretende sim ser uma alegoria aos tempos modernos e todas a "drogas desenhadas" que temos hoje em dia que ao fim e ao cabo sempre existiram.
(Todos os medicamentos aqui referidos podem ser comprados legalmente numa farmácia, só precisam de ter um médico amigo)
Loflazepato de etilo
domingo, 19 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Vicious
O que fazemos habitualmente depois de foder? Fumamos um cigarro. Depois de uma refeição? Um Cigarro. Quando saboreamos um bom café ou bebida? Cigarro .Temos uma inexplicável tendência para estragar as coisas agradáveis que fazemos, com algo que intoxica, faz mais mal do que sabe e, pior que tudo não dá pedra. Nada, népia. A intoxicação tabágica é o hábito mais absurdo que a nossa cultura pariu e que o comportamento humano adoptou de uma forma mais estupidamente comprometida. Comparando outros vícios como o jogo, em que o “interessado” até porventura poderá enriquecer e abandonar o (mau) hábito de seguida, ou a heroína, cujos “flashes” segundo consta, são comparáveis ao mais explosivo dos orgasmos. O álcool que quando utilizado de uma forma abusiva, frequentemente nos faz fazer figuras de ursos, mas por isso mesmo é divertido. O vício do sexo, pode ser bem interessante. Há também o vício da adrenalina o que explica a razão pela qual algumas pessoas se expõem amiúde ao perigo. Depois ainda existem coleccionadores que cultivam a ideia de que têm um vício, o que lhes dá a ilusão de que fazem parte de um restrito número de indivíduos que têm disfunções comportamentais, uma espécie de estatuto patológico vicioso. Mas a maioria da populaça cai mesmo é no mais estúpido de todos os hábitos: o cigarro. Se considerarmos que, quem tem outros vícios como os acima mencionados também é fumador, podemos apreciar a dimensão da coisa. E porquê? porque se gosta tanto de deitar fumo pela boca? Incógnita, ninguém sabe mas que é estúpido é!
Existe aquela imagem clássica do condenado à morte que vai ser fuzilado ou enforcado, e qual o seu último desejo? Um cigarro. Será que alguém que vai morrer não tem coisa melhor para pedir do que a merda de um cigarro? Dar uma última foda por exemplo. Com um cigarrinho a seguir, claro.
Existe aquela imagem clássica do condenado à morte que vai ser fuzilado ou enforcado, e qual o seu último desejo? Um cigarro. Será que alguém que vai morrer não tem coisa melhor para pedir do que a merda de um cigarro? Dar uma última foda por exemplo. Com um cigarrinho a seguir, claro.
Marlboro Man
domingo, 29 de março de 2009
Cultura pop (parte 2) - o regresso da cultura pop
Sempre gostei de dissertar sobre relações inter-pessoais.
Tambem sempre gostei de musica.
Começo a relacionar aqui um padrão...
Num destes belos dias que vivemos cheguei á brilhante conclusão (tardia) que se não houvessem traições, desentendimentos, desilusões e coisas afins não haveria musica pop. O que seria feito do Bryan Adams se ninguem metesse os cornos uns aos outros ou descobrissem passado muito tempo que afinal não gostam de ti ???
Com que lata havia um gajo de curtir uma "baladinha de corno" se fosse tudo perfeito ?
Até mesmo o Joe D´assassin e a sua balada mítica "e se tu na existes pá"... O que seria feito de tal conceito se não existissem sempre ao longo da historia, historias de amor mal-escritas... Cenas mal resolvidas e até mesmo paranóias cavalgantes?
A quantidade de bandas de qualidade duvidosa que se aproveitam desta efeméride é ridícula, mas faz sentido se pensarmos bem... a musica pode ser uma merda, sim, mas pelo menos estão a falar de uma coisa que se relaciona comigo... Pois se eu fizesse uma musica sobre cagar aposto que me estaria a relacionar com TODAS AS PESSOAS DO MUNDO visto ser uma assunto com uma abrangência universal.
O caminho mais fácil para o mainstream sempre foi exprimir sentimentos que não sentimos mas que "ficam bem sentir" parece-me muito complicado ver o Lenny Kravitz como uma pessoa sensivel ou uma esquizófrenica como a Alanis Morrisette a falar de amor, amor com quem? onde? na boa? agora? no carro? tás tu a guiar ou tás tu? Isn´t it ironic? Yes you are.
Enfim... a subversão da pop parece não ter fim quando vemos adolescentes roliças a cantar a balada mais pop de uma banda boa com red hot chili peppers, que sempre foram muito dados ao sentimento (diga-se de passagem). Atenção! Não pretendo criticar ninguem que enverde por este caminho, mas eu escolhi como Samuel L. Jackson cita sem pretensões perniciosas a bíbila: (o melhor livro de ficção do mundo) "O Caminho do justo" que é estreito e apertado.
Não vou estar a fingir sentimentos só porque fica bem, alías ter sentimentos parece-me irrelevante quando o que verdadeiramente interessa é fingir que somos profundos e vender a nossa imagem o melhor que podemos, e depois pronto toda a gente sabe... Há demasiada gente por aí.
O pop Portugues, por seu lado é muito "sui-generis" e tem as suas especificidades (mais mutações tipo Mafalda Veiga ou João Pedro Pais) que levam a lamechice a um nivel nunca antes visto, um gajo até tem vontade de acabar relações só pra poder ter uma desculpa para ouvir as musicas (o que faz algum sentido) o que eu ainda não percebo (ainda) mesmo são as mulheres... mas acho que isso tambem faz parte da estratégia.
Acabo este Post com uma citação sábia de Carlos Seixas: "A vida é muito peculiar"
Hóracio Crustáceo (antigo morador da Rua Sésamo)
Tambem sempre gostei de musica.
Começo a relacionar aqui um padrão...
Num destes belos dias que vivemos cheguei á brilhante conclusão (tardia) que se não houvessem traições, desentendimentos, desilusões e coisas afins não haveria musica pop. O que seria feito do Bryan Adams se ninguem metesse os cornos uns aos outros ou descobrissem passado muito tempo que afinal não gostam de ti ???
Com que lata havia um gajo de curtir uma "baladinha de corno" se fosse tudo perfeito ?
Até mesmo o Joe D´assassin e a sua balada mítica "e se tu na existes pá"... O que seria feito de tal conceito se não existissem sempre ao longo da historia, historias de amor mal-escritas... Cenas mal resolvidas e até mesmo paranóias cavalgantes?
A quantidade de bandas de qualidade duvidosa que se aproveitam desta efeméride é ridícula, mas faz sentido se pensarmos bem... a musica pode ser uma merda, sim, mas pelo menos estão a falar de uma coisa que se relaciona comigo... Pois se eu fizesse uma musica sobre cagar aposto que me estaria a relacionar com TODAS AS PESSOAS DO MUNDO visto ser uma assunto com uma abrangência universal.
O caminho mais fácil para o mainstream sempre foi exprimir sentimentos que não sentimos mas que "ficam bem sentir" parece-me muito complicado ver o Lenny Kravitz como uma pessoa sensivel ou uma esquizófrenica como a Alanis Morrisette a falar de amor, amor com quem? onde? na boa? agora? no carro? tás tu a guiar ou tás tu? Isn´t it ironic? Yes you are.
Enfim... a subversão da pop parece não ter fim quando vemos adolescentes roliças a cantar a balada mais pop de uma banda boa com red hot chili peppers, que sempre foram muito dados ao sentimento (diga-se de passagem). Atenção! Não pretendo criticar ninguem que enverde por este caminho, mas eu escolhi como Samuel L. Jackson cita sem pretensões perniciosas a bíbila: (o melhor livro de ficção do mundo) "O Caminho do justo" que é estreito e apertado.
Não vou estar a fingir sentimentos só porque fica bem, alías ter sentimentos parece-me irrelevante quando o que verdadeiramente interessa é fingir que somos profundos e vender a nossa imagem o melhor que podemos, e depois pronto toda a gente sabe... Há demasiada gente por aí.
O pop Portugues, por seu lado é muito "sui-generis" e tem as suas especificidades (mais mutações tipo Mafalda Veiga ou João Pedro Pais) que levam a lamechice a um nivel nunca antes visto, um gajo até tem vontade de acabar relações só pra poder ter uma desculpa para ouvir as musicas (o que faz algum sentido) o que eu ainda não percebo (ainda) mesmo são as mulheres... mas acho que isso tambem faz parte da estratégia.
Acabo este Post com uma citação sábia de Carlos Seixas: "A vida é muito peculiar"
Hóracio Crustáceo (antigo morador da Rua Sésamo)
terça-feira, 24 de março de 2009
Saíndo
Um dia acordei e o mundo pareceu-me cinzento. Não sei se porque chovia ou por terem retirado o Dinintel do mercado farmaceutico, ou ainda pelo facto de não conseguir relacionar-me com as pessoas de uma forma convencional mas desde esse daí, decidi fechar-me numa pequena divisão de madeira que existia lá em casa. A partir desse dia resolvi que não sairia da pequena divisão para nada. Ali decidi viver e, assim resignados com o facto os meus familiares traziam-me o almoço, o lanche , jantar, etc. Com uma lanterna iluminava a minha leitura frequente que, também me era trazida a meu pedido aos gritos lá de dentro. O pequeno leitor de MP3 o qual me permitia ter alguns momentos musicais era recarregado diariamente por alguém lá de fora também, obviamente. Quanto às minhas excreções fisiológicas depois de amassad... bom, é melhor não falar disto aqui.
O tempo foi passando e cada vez mais o mundo exterior me parecia uma recordação ténue e esbatida de algo que nunca tinha existido realmente, algo semelhante a um sonho do qual apenas ficam uns residuos na memória pouco depois de acordar. Apenas as insistências exteriores diárias para que viesse ver o sol a chuva, cumprimentar a minha tia ou algo assim sustentavam algum contacto humano com o mundo exterior. O tempo foi passando e dessa forma fui esquecendo a fisionomia dos familiares, e de todos aqueles que conhecia. A falta de espelhos no local onde estava, fez também com que a minha própria face que deveria estar modificada pela barba e cabelo grande, e pálida pela falta de luz, desaparecesse da minha memória. Para quê preocupações com a imagem na ausência de alguém para impressionar?
A dada altura tentaram uma artimanha com um suposto incêndio para me fazer sair, mas na dúvida, e na falta de “cheiro a queimado” mantive-me firme e resignado à imolação sacrificial, se assim tivesse de ser.
Com o passar do tempo perdi a noção de há quantos dias, meses ou anos estaria ali naquele cubículo. Muito tempo sem dúvida mas também não interessava, nada interessava para nada e não havia absolutamente nada que me motivasse a enfrentar o mundo exterior.
E quando na minha determinação convicta de que me manteria firme perante qualquer tentação de sair para o mundo exterior, eis que algo aconteceu. Vozes um pouco distantes iam-se aproximando enquanto traziam um leve aroma perfumado, agradávelmente desconhecido e acompanhado de uma voz com um timbre de mel que proferia o meu nome, pedindo-me para abandonar a minha clausura. Não era a primeira vez que alguém me pedia para sair mas nunca uma voz me soara assim, tão doce, tão convincente. Naquele instante reflecti, e de facto estava isolado do mundo há demasiado tempo, e depois ...aquela voz. Vim para fora e deparei-me com uma loiraça de olhos verdes, peituda, curvilínea, perfeita, e, devo dizer, com quem fiquei a sós até ao dia seguinte. Soube mais tarde que era uma acompanhante de luxo usada como isco para me fazer sair do meu torpor anti-social.
E pronto, foi assim que eu saí do armário.
Eurico Naça
O tempo foi passando e cada vez mais o mundo exterior me parecia uma recordação ténue e esbatida de algo que nunca tinha existido realmente, algo semelhante a um sonho do qual apenas ficam uns residuos na memória pouco depois de acordar. Apenas as insistências exteriores diárias para que viesse ver o sol a chuva, cumprimentar a minha tia ou algo assim sustentavam algum contacto humano com o mundo exterior. O tempo foi passando e dessa forma fui esquecendo a fisionomia dos familiares, e de todos aqueles que conhecia. A falta de espelhos no local onde estava, fez também com que a minha própria face que deveria estar modificada pela barba e cabelo grande, e pálida pela falta de luz, desaparecesse da minha memória. Para quê preocupações com a imagem na ausência de alguém para impressionar?
A dada altura tentaram uma artimanha com um suposto incêndio para me fazer sair, mas na dúvida, e na falta de “cheiro a queimado” mantive-me firme e resignado à imolação sacrificial, se assim tivesse de ser.
Com o passar do tempo perdi a noção de há quantos dias, meses ou anos estaria ali naquele cubículo. Muito tempo sem dúvida mas também não interessava, nada interessava para nada e não havia absolutamente nada que me motivasse a enfrentar o mundo exterior.
E quando na minha determinação convicta de que me manteria firme perante qualquer tentação de sair para o mundo exterior, eis que algo aconteceu. Vozes um pouco distantes iam-se aproximando enquanto traziam um leve aroma perfumado, agradávelmente desconhecido e acompanhado de uma voz com um timbre de mel que proferia o meu nome, pedindo-me para abandonar a minha clausura. Não era a primeira vez que alguém me pedia para sair mas nunca uma voz me soara assim, tão doce, tão convincente. Naquele instante reflecti, e de facto estava isolado do mundo há demasiado tempo, e depois ...aquela voz. Vim para fora e deparei-me com uma loiraça de olhos verdes, peituda, curvilínea, perfeita, e, devo dizer, com quem fiquei a sós até ao dia seguinte. Soube mais tarde que era uma acompanhante de luxo usada como isco para me fazer sair do meu torpor anti-social.
E pronto, foi assim que eu saí do armário.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Teoria de síntese
Já aqui tinha dito o quanto me apraz escrever sobre transportes publicos, nada de novo, já tambem aqui referi que era engraçado que a vida tivesse a sua própria banda sonora, nada de novo aqui tambem... Só faltava mesmo haver uma teoria de síntese que condensasse estas duas esferas num acontecimento éco-mistico e intemporal.
Pois bem, embora o Metro (Andante no Porto) não seja o meu meio de transporte de eleição, porque andar de metro "mocado" é "afunilador" e tambem porque não gosto de ter pessoas a olhar para mim fixamente sem razão, de vez em quando tenho de usá-lo para me locomover, a (unica) boa coisa de andar de metro é que há musica enquanto se espera (se bem que é quase sempre de qualidade duvidosa, mas é musica)
Um destes dias aconteceu-me ter de apanhar o Metro, prontes! lá tem de ser... mas qual não é a minha surpresa quando chego á plataforma de espera e os meus ouvidos (ouvides em Algarvio) deparam-se com uma melodia sublime... era o OZZY!!!!! "O" OZZY!!!!! (Osboune, obviamente) de repente o Metro deixou de ser um sitio desagradavel e mergulhado em obscurantismo e senti pela primeira vez uma espécie de calma interior em forma de luz, nesta experiência unificadora dou por mim a absorver aquelas magníficas "pianadas" e a cantar: (interiormente claro, não quero que pensem que Eu sou maluco)
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOING
THROUGH CHANGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEES
P.S. Nunca tinha prestado grande atenção á musica para ser sincero mas desde esse momento passou a ser uma das minhas baladas preveridas logo a seguir ao "Cavalo Ruço" do Nuno da Camâra Pereira, afinal o Ozzy tava a passar por mudanças.
Pois bem, embora o Metro (Andante no Porto) não seja o meu meio de transporte de eleição, porque andar de metro "mocado" é "afunilador" e tambem porque não gosto de ter pessoas a olhar para mim fixamente sem razão, de vez em quando tenho de usá-lo para me locomover, a (unica) boa coisa de andar de metro é que há musica enquanto se espera (se bem que é quase sempre de qualidade duvidosa, mas é musica)
Um destes dias aconteceu-me ter de apanhar o Metro, prontes! lá tem de ser... mas qual não é a minha surpresa quando chego á plataforma de espera e os meus ouvidos (ouvides em Algarvio) deparam-se com uma melodia sublime... era o OZZY!!!!! "O" OZZY!!!!! (Osboune, obviamente) de repente o Metro deixou de ser um sitio desagradavel e mergulhado em obscurantismo e senti pela primeira vez uma espécie de calma interior em forma de luz, nesta experiência unificadora dou por mim a absorver aquelas magníficas "pianadas" e a cantar: (interiormente claro, não quero que pensem que Eu sou maluco)
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOING
THROUGH CHANGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEES
P.S. Nunca tinha prestado grande atenção á musica para ser sincero mas desde esse momento passou a ser uma das minhas baladas preveridas logo a seguir ao "Cavalo Ruço" do Nuno da Camâra Pereira, afinal o Ozzy tava a passar por mudanças.
Utente decadente
domingo, 22 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Tratado sobre a Coerência – Tomo I
Introdução
Tudo caiu por terra aos 28 anos. Uma vida assente nos principios de uma conduta apegada à verdade e à coerência. Qual doutrina pseudo-religiosa, agarrei-me à coerência como penhora da minha sanidade. Agora que já não me posso considerar um tipo coerente, entrego-me à evidência da insanidade. Agora caem os argumentos contra a teoria de que atravessamos fases, agora começo a acreditar que crescemos – para pior, mas crescemos, mudamos, falhamos conosco.
Infelizmente o tempo realmente passa, as oportunidades perdidas lamentam-se, os padrões e a exigência alteram-se. Umas vezes refinam-se, outras abarrascam-se. Será a coerência o indicador priveligiado para a seriedade e integridade de alguém? E se não é a coerência, qual a qualidade que poderá ser esse indicador priveligiado?
Vamos testar isto já, de uma forma muito simples e mundana: Disseste que não a uma gaja demais no passado. Agora só queres é foder, tás-te a cagar se é aquele canhão com quem queres ter filhos ou não. Isso faz de ti louco ou desesperado?
Para mim, nem uma coisa nem outra.
Pior é quando há uma gaja a quem (por certas e determinadas razões estupidas relacionadas sobretudo com os pseudo valores que segues) dizes (para contigo): nunca me hei-de meter com esta gaja, nem permitirei avanços – desta àgua não beberei: esta água traz àgua no bico. E tu queres essa gaja, e essa gaja quer-te. E tu vais lá. E a coerência vai com o caralho.
O pior. Mentiras, logros, embustes, omissões, encobrimentos, tangas, preocupações até à data inexistentes, pouca paz de alma.
Os hippies quando defendiam o amor livre não sabiam o que é ter responsabilidades para com os outros – demasiado LSD. Não tinham a noção de escandalo, não sofriam consequências porque tinham o bolso cheio de drogas fodidas e de dinheiro dos pais.
Este é um assunto muito forte que será explanado adiante nestas disertações sobre a coerência: esta coisa da generalidade dos freaks serem filhos de berço d'oiro, de supostamente quererem desprender-se do material, mas a ele recorrerem para levarem as vidas de luxuria porca que levam.
Vivemos tempos de desespero, mais do que de crise. A coerência terá que acompanhar... o melhor que se quiser. Já podemos fazer tudo, até saborear a incoerencia. Viva a crise! (várias crises).
Barrosíadas
quarta-feira, 18 de março de 2009
Agruras da PUTA da vida onde diz
CARALHO PUUUUUNHETA sou doente FODA-SE um caso grave e raro para a psiquiatria CÚÚÚ! Pois é, padeço de sitoma de FODA-SE CONA coprolalia, uma anomalia neurológica provocada pelo PUUUUUTA CARALHO sindroma de tourette. Daí que CABRÃO COLHÕES BROCHE esteja sempre a proferir caralhadas. Esta minha FODA-SE condição não é de CONA CONA COOOOONA todo desagradável, pois permite-me insultar os PANELEIROS CÚÚÚÚS meus superiores hierárquicos sem que COLHÕES MINETE me seja atribuida qualquer CONA FODA responsabilidade. Vejam só as PUUUUUUTAS CONAS FODAS vantagens, até os meus colegas BROCHISTAS CABRÕES que acham certa piada, CARALHO por vezes levam ESPORRA MERDA por tabela. Mas tudo CÚÚÚ CONA isto requer uma certa FODA arte, pois por vezes a minha chefe PUUUUUTA desconfia. No entanto, não há PANELEIROS CARALHO atestado psiquiátrico que COLHÕES não justifique um BROCHE comportamento CARALHO semelhante. Enfim é o MINETE testemunho CARALHO vivo de como FODA-SE ser-se doente pode ser divertido PUUUNHETA. Só tem um problema, é que PUUUUUTAAAA CONA mesmo quando COLHÕES escrevo não consigo ESPORRAR evitar exprimir algumas MERDA CARALHO caralhadas. E ao contrário do CÚÚÚÚÚÚ FODA que alguns PANELEIROS BROCHISTAS leitores possam pensar, as minhas FODAS caralhadas não são gratuitas, pois são COLHÕES CONA CÚÚÚÚ o produto de um reflexo CARALHO patológico involuntário TESÃOOOOOO incontrolável. Bom mas não vos quero FODER mais o juizo com as minhas MERDAS CARALHO. Até à próxima COOOOOONA.
Vergalho Pinto CONA Pereira FODA-SE
Vergalho Pinto CONA Pereira FODA-SE
segunda-feira, 16 de março de 2009
Stranger than fiction
Sempre gostei de pensar que a paranóia é um estado de realidade mais refinado e personalizado, o nosso cérebro processa a realidade e distorce-a consoante a maneira como cada um a vê e interpreta, o que só por si cria infinitos micro-universos pararelos que em ultima instancia definem a pesonalidade de cada índividuo.
Ultimamente e muito por culpa da deteriorização do modelo civilizacional em que vivemos a paranóia começa a cair em desuso, a realidade só por sí é já horrivel demais para se ter paranóias, ou melhor as pessoas assumem a verdade como a derradeira paranóia. Os apologistas da realidade começam a esfegar as mãos e a ranger os dentes, finalmente vamos todos ver o mundo a preto e branco.
Do outro lado da barricada, haverá sempre quem se recuse a aceitar tão triste destino de baixar os braços e aceitar a realidade com um resmungo artificial, uma boa forma de começar é por aceitar que não existe uma só verdade tipo "guerra das estrelas", há sempre mais do que uma perspectiva sobre as coisas, para além disso a alternativa á paranoia pesonalizada é a paranóia colectiva que pode ser observada em fenómenos como a religão ou a politica, que francamente para mim não se apresentam como alternativa.
Em jeito de conclusão paranóica arrisco-me a dizer: "Sometimes truth is stranger than fiction" que em algarvio quer dizer: Moss! na te vas dêtar não...mó!
Ultimamente e muito por culpa da deteriorização do modelo civilizacional em que vivemos a paranóia começa a cair em desuso, a realidade só por sí é já horrivel demais para se ter paranóias, ou melhor as pessoas assumem a verdade como a derradeira paranóia. Os apologistas da realidade começam a esfegar as mãos e a ranger os dentes, finalmente vamos todos ver o mundo a preto e branco.
Do outro lado da barricada, haverá sempre quem se recuse a aceitar tão triste destino de baixar os braços e aceitar a realidade com um resmungo artificial, uma boa forma de começar é por aceitar que não existe uma só verdade tipo "guerra das estrelas", há sempre mais do que uma perspectiva sobre as coisas, para além disso a alternativa á paranoia pesonalizada é a paranóia colectiva que pode ser observada em fenómenos como a religão ou a politica, que francamente para mim não se apresentam como alternativa.
Em jeito de conclusão paranóica arrisco-me a dizer: "Sometimes truth is stranger than fiction" que em algarvio quer dizer: Moss! na te vas dêtar não...mó!
Al-berto Carneiro
domingo, 15 de março de 2009
O novo léxico anglicista da organização moderna
O Inglês é o novo Latim, reconhecido por todo o mundo civilizado. As novas organizações adoptam portanto determinados “termos técnicos” que me dão, por vezes, vontade de rebolar no chão e rir como se não houvesse amanhã.
É normal que um colaborador (novo nome para um trabalhador) nos peça um “file” que se encontra dentro de uma “folder” que contem um determinado “budget”. No entanto este “budget” necessita ainda de algum “fine tunning”. Nesta altura já estou a rebolar no chão mentalmente e sou automaticamente remetido para aquele momento da adolescência em que acertava o vídeo (VCR) e fazia “fine tunning” todo contente.
Será assim tão difícil falar de um “processo” que se encontra dentro de uma “pasta” que contem um “orçamento” que ainda necessita de uns “acertos”?
É normal que um colaborador (novo nome para um trabalhador) nos peça um “file” que se encontra dentro de uma “folder” que contem um determinado “budget”. No entanto este “budget” necessita ainda de algum “fine tunning”. Nesta altura já estou a rebolar no chão mentalmente e sou automaticamente remetido para aquele momento da adolescência em que acertava o vídeo (VCR) e fazia “fine tunning” todo contente.
Será assim tão difícil falar de um “processo” que se encontra dentro de uma “pasta” que contem um “orçamento” que ainda necessita de uns “acertos”?
quarta-feira, 11 de março de 2009
Agarrados amarrados
A Guiné encontra-se presentemente na vanguarda da recuperação de Toxicodependentes. Um novo programa de recuperação foi iniciado tendo surpreendido os observadores estrangeiros pela sua simplicidade. O novo processo adoptado consiste somente em amarrar os Toxicodependentes às árvores e esperar que passe a sua má disposição.
Uma experiência piloto está já a ser desenvolvida no parque de São Francisco em Faro. No entanto o processo está a dificultar o trabalho dos arrumadores, tendo os utilizadores do parque simplesmente optado por dar a moeda ao arrumador mesmo sem que este tenha dispendido o esforço árduo de indicar um lugar vago.
Todo o método está a ter um efeito perverso uma vez que os arrumadores parecem agora mealheiros humanos acorrentados às árvores (contra as quais lutam freneticamente).
Uma experiência piloto está já a ser desenvolvida no parque de São Francisco em Faro. No entanto o processo está a dificultar o trabalho dos arrumadores, tendo os utilizadores do parque simplesmente optado por dar a moeda ao arrumador mesmo sem que este tenha dispendido o esforço árduo de indicar um lugar vago.
Todo o método está a ter um efeito perverso uma vez que os arrumadores parecem agora mealheiros humanos acorrentados às árvores (contra as quais lutam freneticamente).
sábado, 7 de março de 2009
Brutal Carnificine
Alfredo Panquito acordara no meio de cadáveres de médicos degolados numa das alas das Urgências. Os factos que provocaram esta horrível tragédia remontam a alguns anos atrás quando este Delegado de Propaganda Médica perdeu o seu emprego na sequência da introdução dos genéricos no mercado.
Um estudo apurado da vida de Panquito revela que este convivia mal com a hierarquia. Num país com uma larga tradição corporativa do “chô Doutor”, Panquito desdobrava-se em reverências a estes semideuses da medicina, mas no fundo acumulava uma raiva incomensurável pronta a ser libertada.
Durante anos vendeu medicamentos como o clássico Piralvex (pincelar suavemente sobre a mucosa) em troca de congressos em lugares tão exóticos como as Maldivas. Mas agora tudo acabara…
A frustração levou-o à subversão do juramento de Hipócrates. Os Médicos tinham nas suas mãos o poder da vida e da morte.
A partir desse dia Alfredo iria espalhar a Morte.
P.M.
(Post Mortem)
Um estudo apurado da vida de Panquito revela que este convivia mal com a hierarquia. Num país com uma larga tradição corporativa do “chô Doutor”, Panquito desdobrava-se em reverências a estes semideuses da medicina, mas no fundo acumulava uma raiva incomensurável pronta a ser libertada.
Durante anos vendeu medicamentos como o clássico Piralvex (pincelar suavemente sobre a mucosa) em troca de congressos em lugares tão exóticos como as Maldivas. Mas agora tudo acabara…
A frustração levou-o à subversão do juramento de Hipócrates. Os Médicos tinham nas suas mãos o poder da vida e da morte.
A partir desse dia Alfredo iria espalhar a Morte.
P.M.
(Post Mortem)
sexta-feira, 6 de março de 2009
Mobilidade urbana
Apraz-me dissertar sobre transportes publicos, talvez porque andar de autocarro é melhor do que qualquer ida ao cinema (e sai mais barato), ultimamente tenho reparado que algumas senhoras se agarram ao varão com uma força que parece que estão a lutar pela vida...ou será que estão a fantasiar que estão a escorregar no varão de strip-tease qual Demi Moore? Não sei.
O que é facto é que parece haver uma espécie de interacção entre o varão e as mulheres que andam de autocarro, nota-se um ar de satisfação quando por fim se dão agarradas ao varão com unhas e dentes, as senhoras idosas parecem ser as mais satisfeitas em ter o varão só para elas, eu por mim agarro-me a qualquer merda, e ou eu fantasio muito logo pela manhã ou de facto existem fenómenos muito peculiares na minha pequena viagem diária de autocarro.
Por exemplo há um "gang" de velhotas que açambarca a porta de saída durante uma paragem e parece que voltámos á infancia... descobri mais tarde ainda que este gang é composto por baby-sitters reformadas que cuidam dos putos dos ricos durante o dia, o que vale é que pelo menos há sempre uma jovem catita para distrair a atenção de toda este cascata de acontecimentos matinais...
O que é facto é que parece haver uma espécie de interacção entre o varão e as mulheres que andam de autocarro, nota-se um ar de satisfação quando por fim se dão agarradas ao varão com unhas e dentes, as senhoras idosas parecem ser as mais satisfeitas em ter o varão só para elas, eu por mim agarro-me a qualquer merda, e ou eu fantasio muito logo pela manhã ou de facto existem fenómenos muito peculiares na minha pequena viagem diária de autocarro.
Por exemplo há um "gang" de velhotas que açambarca a porta de saída durante uma paragem e parece que voltámos á infancia... descobri mais tarde ainda que este gang é composto por baby-sitters reformadas que cuidam dos putos dos ricos durante o dia, o que vale é que pelo menos há sempre uma jovem catita para distrair a atenção de toda este cascata de acontecimentos matinais...
Utente decadente
quinta-feira, 5 de março de 2009
A inspiração das cegonhas
No topo do Edifício Belmarço duas cegonhas faziam “o amor”.
Para Marta, uma Taróloga Farense estes animais eram realmente uma inspiração. Muitos casais procuravam-na com problemas sexuais e ela apresentava sempre a metáfora das cegonhas para representar o equilíbrio conjugal.
Se as cegonhas conseguem copular nos seus ninhos elevados com tamanha graciosidade (apesar de o acto em si ser de curta duração), também os Farenses agarrados ao chão conseguiriam imprimir algum tipo de equilíbrio às suas vidas.
O “cegonho” deveria ser mesmo um modelo a seguir por todo o género masculino uma vez que se mantém fiel à sua companheira por toda uma vida. Alguns dos seus clientes não gostavam, no entanto, da ideia da monotonia (digo monogamia). Mas o equilíbrio escreve-se por caminhos ardilosos e os “cegonhos” consultados acabavam muitas vezes a consulta fazendo sexo desenfreado com Marta, a Taróloga.
Tudo para bem do equilíbrio.
David Luís
(Ornitólogo Algarvio, frequentador da casa da Marta)
Para Marta, uma Taróloga Farense estes animais eram realmente uma inspiração. Muitos casais procuravam-na com problemas sexuais e ela apresentava sempre a metáfora das cegonhas para representar o equilíbrio conjugal.
Se as cegonhas conseguem copular nos seus ninhos elevados com tamanha graciosidade (apesar de o acto em si ser de curta duração), também os Farenses agarrados ao chão conseguiriam imprimir algum tipo de equilíbrio às suas vidas.
O “cegonho” deveria ser mesmo um modelo a seguir por todo o género masculino uma vez que se mantém fiel à sua companheira por toda uma vida. Alguns dos seus clientes não gostavam, no entanto, da ideia da monotonia (digo monogamia). Mas o equilíbrio escreve-se por caminhos ardilosos e os “cegonhos” consultados acabavam muitas vezes a consulta fazendo sexo desenfreado com Marta, a Taróloga.
Tudo para bem do equilíbrio.
David Luís
(Ornitólogo Algarvio, frequentador da casa da Marta)
domingo, 1 de março de 2009
João Pedro, para quando um Best Of?
Hoje passeava eu pelo Shopping como um verdadeiro Domingueiro consumista, quando fui agredido nos tímpanos por uma melodia hedionda cantada por um anão ex-lutador de luta Greco-Romana. A melodia perseguiu-me como uma verdadeira maldição. Pensei que começara a gostar de João Pedro Pais e ponderei o suicídio. Estava quase a cortar os pulsos quando finalmente se fez luz:
- Eu já ouvi isto antes!!!
Sorri novamente. Tinha agora mais uma razão para odiar o João Pedro. Alem de anão cabeçudo com mau gosto musical, este ser infame é também um plagiador.
Poderá ser uma pequena parte da canção mas não importa. Os Queen / David Bowie também se sentiram ultrajados quando o palhaço do Vanila Ice roubou a “linha de baixo” do “Under Pressure”.
Aqui dou a conhecer ao mundo mais um plágio. Vejam as semelhanças nos seguintes links:
http://www.youtube.com/watch?v=JZQ_vSDXXXI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=RXu_BMNpZ6Q
- Eu já ouvi isto antes!!!
Sorri novamente. Tinha agora mais uma razão para odiar o João Pedro. Alem de anão cabeçudo com mau gosto musical, este ser infame é também um plagiador.
Poderá ser uma pequena parte da canção mas não importa. Os Queen / David Bowie também se sentiram ultrajados quando o palhaço do Vanila Ice roubou a “linha de baixo” do “Under Pressure”.
Aqui dou a conhecer ao mundo mais um plágio. Vejam as semelhanças nos seguintes links:
http://www.youtube.com/watch?v=JZQ_vSDXXXI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=RXu_BMNpZ6Q
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E se a vida tivesse uma banda sonora?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O panda Leiro
Leiro é um panda grande, os pandas da rua dele quando o vêem dizem:
-Olha! aí vem o grande panda Leiro!
-Olha! aí vem o grande panda Leiro!
Recado sentimental

É impossivél um homem não vibrar com um bom broche.
Mas do vibrar ao compromisso vai uma distância abismal. As gajas não têm noção disso.
Usam o incontornavél prazer de um broche para passar uma mensagem, um recado sentimental.
Há as que não curtem muito chupar pau e não são capazes de o assumir, para não ficares com a ideia de que não são bestas sexuais. São as piores... começam por utilizar o broche como um prémio, um evento especial, uma recompensa por seres um bom cão. O remédio para este tipo de caso é confrontá-las:
- Atão? Não gostas de me dar beijinhos no gingarelho? Parece que é só quando o rei faz anos! Não gostas que te lamba a crica? Pois, eu também gosto que me humedeças a glande.
A resposta é invariavelmente positiva, do género: “-Não! Claro que gosto!”. E começam a chupar o galhardo, ou no proximo momento intimo fazem questão de provar que aprenderam a lição.
Este tipo de chupadora de pau dominadora, leva-me a dissertar sobre um sub-tipo de chupadora-dominadora: a chupadora do compromisso.
É o tipo de chupadora de pau, que até te pode lamber o ganha-pão todos os dias, mas há um dia especial: um dia em que te tenta transmitir o recado sentimental, vulgo chupa-e-engole (na práctica é o que acontece, é o fenómeno na sua vertente fisica, material, pragmática, mundana).
A frequência com que isto acontece, depende de várias variaveis:
Se está arrependida de algo que se passou, um erro que cometeu; e procura a redenção pela subserviência oral; Se quer demonstrar apreço por um favor ou um agrado forte que fizeste há pouco tempo;Se quer que a vossa relação dê um passo em frente, quer no que diz respeito ao grau de compromisso, quer o objectivo seja um aumento da frequência dos encontros sexuais.
Este tipo de situação do “Tás a ver como eu gosto mesmo de ti? Eu amo-te! Engulo a tua langonha para o provar! Recebe este meu sacrificio!”, é a pior, e é a que me faz menos sentido.
Na inocência e candura de um orgasmo oral, és bem capaz de cometer o erro de dizer que “não era preciso engolires”. Apressa-se logo a dizer: “mas eu gosto do sabor” (mentira escabrosa).
Estamos perante a chupadora-dominadora mais evil de todas: a que pensa que chupando-te o pau e engolindo a tua langonha, engole-te e ao teu coração. Pensar que o piço está ligado ao coração é um erro crasso das mulheres. Quando éramos jovens e insensatos até podia ser, mas agora que primamos pela maturidade e barroselice, um broche é um broche. É bom demais, mas é um broche, e nada mais que um broche. Gosto muito que me chupem o pau. Mas usar essa ferramenta de prazer como arma de sedução ou moeda de troca não é justo. Porque gosto de lamber uma boa crica lavadinha e cheirosa, mas gosto mais de uma jogada de prazer simultaneo, ou de alternância. Lamber uma cona em seco é que não tá com nada. É obvio que podia entrar no mesmo jogo pernicioso e malvado de chantagem sexual, mas sabes que mais? Sou melhor que isso. Lambo cona sem pedir nada em troca. Mas se a situação se repete sem me chuparem o pau – vai com o caralho! Que se ponha nas putas! Não quero mais disso. Vou bater a outra porta. Para esse peditório já dei (depois admiram-se que um gajo se agarre a uma gaja, que tenha como atributo principal, chupar com regularidade). Conclusão: Mulheres deste mundo: chupem o pau do vosso homem amiúde! Não precisam de engolir (pelo menos sempre). Não pensem é que estão a usar um “special” que vos permite ter acesso a tudo. Dêem as vossas bombadas sem nada pedir em troca. Quando lambo uma cona, nada peço em troca, mas o belo do broche é sempre benvindo e apreciado.
Sexo=sexo. Sexo não é amor nem compromisso.
Sexo=prazer. Sexo faz-se a 2 (ou +).
Não queriam igualdade? Que haja igualdade na entrega sexual– no strings attached. O sexo não pode ser uma arma. O sexo é um meio, uma ferramenta. O sexo é um martelo – usa-o de forma libertária e igualitária. Abaixo a ditadura do broche sentimental! O broche é um direito! (tal como o minete).
Barrosíadas
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Só queria comprar laranjas

Dizem que as laranjas do Algarve são das melhores do mundo. O segredo está na variedade, que cá existe há centenas de anos. Na semana passada resolvi comprar algumas na 125 Azul (a 125 estava azul depois do ácido que tomei). Acordei no dia seguinte com duas putas na cama. Eram excelentes (as putas, as laranjas nem por isso), dissertavam sobre “O Capital” de Karl Marx que eram obrigadas a ler na escola primária (uma vez que eram originárias do antigo bloco soviético). Eram realmente excelentes criaturas que punham em causa a frieza que é atribuída (com algum preconceito) a todos os imigrantes provindos dessa zona do globo.
O conforto humano entorpeceu-me os membros. Na lividez da sua pele perdi-me em analepses e prolepses. Revi novamente os tempos em que apanhei laranjas e atirava as podres para debaixo da árvore. As laranjas podres com o seu tom esverdeado despertavam sempre algo de solidário em mim. Sempre me imaginei a apodrecer sozinho no meio das árvores esperando que alguém me esborrachasse e o meu fim aprouvesse a alguém.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Don´t quit your day job
A frustração consome normalmente todos os escritores que tardam em ver os seus trabalhos reconhecidos. Para muitos esse reconhecimento vem mesmo a título póstumo (post mortem). Kafka, por exemplo, mandou mesmo queimar todos os seus textos para não ter que lidar com a fama num plano superior kafkiano (por si criado) após a sua morte. Valeu-nos (ou não) a intervenção de Max Brod que evitou esta perda para a literatura mundial.
Escrever é de facto uma inutilidade. O escritor moderno (de notar que eu não me incluo nestas categorias: nem em escritor, nem em moderno) tem sobre si o peso de todos os mestres da literatura que olham sobre o seu ombro e abanam a cabeça dizendo:
“- Que falta de talento. Não deves deixar o teu emprego para te dedicares só à escrita”.
Este acordo tácito entre o novo escritor frustrado e a sombra dos grandes mestres faz com que exista uma nova classe de escritores “part-time” seguindo uma certa tradição “pessoana”.
O novo escritor pode culpar a sociedade que o obriga a desempenhar funções que vão contra a sua natureza de forma a poder sobreviver, mas a verdade é que normalmente, e segundo um filosofo Algarvio: “Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré”.
Esta premissa segue uma orientação determinista Kantiana que revela um certo sentido fatalista próprio do Português.
A indefinição sobre a verdadeira natureza do indivíduo produziu então figuras tão difusas como os exemplos que se seguem: contabilistas com alma de diletante, romancistas como Dan Brown, filósofos com espírito de técnico de contas, escritores de livros de culinária, estrelas pop que escrevem livros para crianças...
Termino com algumas ópticas que podem ser utilizadas na abordagem desta temática:
A interpretação Budista:
Escrever (como tudo na vida) só tem sentido se o fizermos de forma desinteressada e sem esperar algum tipo de reconhecimento.
A interpretação pragmática
Usa a escrita para expurgar o que te consome no dia a dia, mesmo que seja mau. Os outros que leiam.
A interpretação egoísta
Escreve para ti sem ligar à opinião alheia.
P.M.
(Post Mortem)
Escrever é de facto uma inutilidade. O escritor moderno (de notar que eu não me incluo nestas categorias: nem em escritor, nem em moderno) tem sobre si o peso de todos os mestres da literatura que olham sobre o seu ombro e abanam a cabeça dizendo:
“- Que falta de talento. Não deves deixar o teu emprego para te dedicares só à escrita”.
Este acordo tácito entre o novo escritor frustrado e a sombra dos grandes mestres faz com que exista uma nova classe de escritores “part-time” seguindo uma certa tradição “pessoana”.
O novo escritor pode culpar a sociedade que o obriga a desempenhar funções que vão contra a sua natureza de forma a poder sobreviver, mas a verdade é que normalmente, e segundo um filosofo Algarvio: “Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré”.
Esta premissa segue uma orientação determinista Kantiana que revela um certo sentido fatalista próprio do Português.
A indefinição sobre a verdadeira natureza do indivíduo produziu então figuras tão difusas como os exemplos que se seguem: contabilistas com alma de diletante, romancistas como Dan Brown, filósofos com espírito de técnico de contas, escritores de livros de culinária, estrelas pop que escrevem livros para crianças...
Termino com algumas ópticas que podem ser utilizadas na abordagem desta temática:
A interpretação Budista:
Escrever (como tudo na vida) só tem sentido se o fizermos de forma desinteressada e sem esperar algum tipo de reconhecimento.
A interpretação pragmática
Usa a escrita para expurgar o que te consome no dia a dia, mesmo que seja mau. Os outros que leiam.
A interpretação egoísta
Escreve para ti sem ligar à opinião alheia.
P.M.
(Post Mortem)
sábado, 14 de fevereiro de 2009
A Criada do Albergue do Pé Quebrado
Ela é uma bela, uma linda rapariga
Por quem enlouquece toda a gente em Riga
Ela é a criada do Pé Quebrado
Por um óbolo lhe tirei o toucado
Por dois tostões e meio… Por dois tostões e meio
Pois então, que fizestes? Apalpei-lhe um seio
E por um escudo vosso, um escudo de lei
Que haveis feito depois? O seu cu espreitei
E por dois escudos, então, que pudeste fazer?
Ora essa, tomar-lhe a cona e foder.
Assim pelo óbulo, pelos escudos e pelos tostões
Tive mama, cu e cona, mais sífilis nos colhões
E tudo isto num ápice, é bom fazer notar
Porque o homem que a amparou
Dez vezes esta soma pagou
E seis meses suspirou para o mesmo alcançar.
Diderot (1773)
Por quem enlouquece toda a gente em Riga
Ela é a criada do Pé Quebrado
Por um óbolo lhe tirei o toucado
Por dois tostões e meio… Por dois tostões e meio
Pois então, que fizestes? Apalpei-lhe um seio
E por um escudo vosso, um escudo de lei
Que haveis feito depois? O seu cu espreitei
E por dois escudos, então, que pudeste fazer?
Ora essa, tomar-lhe a cona e foder.
Assim pelo óbulo, pelos escudos e pelos tostões
Tive mama, cu e cona, mais sífilis nos colhões
E tudo isto num ápice, é bom fazer notar
Porque o homem que a amparou
Dez vezes esta soma pagou
E seis meses suspirou para o mesmo alcançar.
Diderot (1773)
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