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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Campanha Eleitoral? Sim, Obrigado.

A Câmara Municipal de Faro está a acompanhar a tendência geral de Governação do Pais, seguindo respeitosamente a máxima: “Antes de fazermos qualquer obra devemos anuncia-la primeiro com grande pompa e circunstância”.
Passo a citar alguns exemplos:

- O Parque de Estacionamento do Largo das Mouras Velhas (ao lado do Teatro Lethes)
Este parque mártir já sofreu diversas intervenções que só pioraram o seu estado. Primeiro arqueólogos interessados escavam as imediações em busca do Santo Graal e privam o cidadão do uso do parque durante meses. Depois misteriosamente voltaram a tapar tudo com terra estando o parque actualmente sem alcatrão.
Ao lado deste cemitério do Neolítico repousa uma placa que anuncia solenemente a construção de um parque subterrâneo com milhares de lugares.

- A loja do Cidadão
Anunciada com grande pompa num grande cartaz no mercado Municipal e em todos os folhetos do Câmara de Faro. Ainda não abriu.

- Obras de Requalificação do Sé
Colocado um enorme cartaz na Fabrica da Cerveja a anunciar que a Câmara de Faro está a trabalhar para nós. Pergunto-me quando terá custado aquele cartaz e quantas fachadas da Cidade Velha poderiam ter sido pintadas com aquele dinheiro.

Pessoalmente sinto-me muito lisonjeado que a Câmara esteja a trabalhar para mim mas penso que pouparia algum dinheiro se não o anunciasse com tanta veemência.

O Cidadão Preocupado

sábado, 13 de setembro de 2008

Pequenos mal-entendidos...

Pois é... isto de estar deslocado tem que se lhe diga... digo isto a propósito do suposto chamado pessoal da "margem sul".
Chegam ao pé de um gajo e o caralho, -Ah! e Tal... Sou da margem sul.
e Eu digo: Margem sul do que caralho?
-Do tejo.
-Pois bem. Eu sou de Faro que é o caralho do pintelho de Portugal Continental mais a Sul do nosso território por isso para mim tu és do Norte.

(começo a comparar os Lisboetas ao Americanos (seja lá o que isso for) parece que só existe Lisboa, o Tejo e o resto: pra cima e pra baixo.
Portugal é feito de microrealidades. Digo Eu que não sei...


António Joaquim (Tó Jó)-Habitante de Faro

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Aldeia blogal

O mundo é uma aldeia e há pessoas que gostam de levar esta máxima até aos limites da cretinice:

Sou de Faro e trabalho em Lisboa e acontece me muito as pessoas perguntarem me de onde eu sou ao que eu respondo: Sou de Faro

-Ah! És do Algarve! Então deves conhecer o Roberto? Ele é de Portimão acho eu...

depois de explicar calmamente (na medida do possível) que tanto Portimão como Faro são cidades com mais de dez mil habitantes e que mesmo que fossemos da mesma cidade a probabilidade de conhecer aquela pessoa em particular era extremamente baixa, atiro ainda que prái 70 quilómetros separam as duas cidades portanto não é como ir ali ao café comprar tabaco...

e depois pergunto: - E tu? És de onde?

Sou de Lisboa.

Ao que eu respondo: Ah! A Estremadura! Essa bela região! Deves conhecer o Tó-Zé ali de Setúbal, não?



Senécas (Filósofo e Separatista Algarvio de Faro)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Allgarva-mos

Muito se poderia dizer sobre a grande herança cultural e linguistica do Algarve, mais concretamente a sua capital: Faro.
Durante o passar dos tempos muitas foram as expressões que se foram usando, algumas perderam-se no tempo como o clássico "q cabel é ess mó?". Autenticas pérolas da nossa riquíssima língua que, ou devido á migração de jovens para a capital Lisboa (já chegou ao ponto de pessoas de Faro dizerem ténis em vez de sapatilhas) ou apenas porque caíram em desuso, se perderam no tempo.
Hoje estou aqui para vos falar de um peso-pesado na cultura Farense durante a década de 90, um exercício sublime de raciocino ao mesmo tempo que condensa em si uma sabedoria imensa sobre a vida a partir da sua observação directa: "Esbruga-me o ganso" ou numa variante mais simples "Esbruga-mos".
ESBRUGA-ME O GANSO, ESBRUGA-ME O GANSO, não me consigo fartar de escrever esta frase enquanto a digo em voz alta em frente ao computador, quase que cheira a camisas de flanela e vinho de pacote do brinde com red bull.
Proponho a recuperação imediata desta expressão tão típica como o próprio arroz de lingueirão! É vital que não deixemos morrer uma das vertentes mais importantes para a nossa própria identidade regional: o nosso sotaque e a nossa cultura. E agora se me permitem vou por em prática esta recuperação aqui e agora: ESBRUGUEM-ME O GANSO!!!

Noé Chão-Mesquinho