Mostrar mensagens com a etiqueta Para ler ou talvez não. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Para ler ou talvez não. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de junho de 2010

(Mais um) Post sobre mudanças

Como todo o Português tenho uma certa resistencia (inata) á mudança, não sei se é de comer bacalhau ou de beber vinho tinto ou alguma dessas merdas típicas que nos identificam enquanto nação mas está inculcado no âmago do meu ser.

Neste caso, mudar (outra vez) de casa e devido (outra vez) ás mesmas razões: Uma senhoria bipolar e poucas condições. Podia dissertar sobre a menopausa cavalgante ou até pre-senilidade da senhora em questão ou de exigir mundos e fundos por um quarto do tamanho de uma jaula do tarrafal mas não. Isso já não interessa.

Depois de carregar duas casas para um terceiro andar nos dias mais quentes do ano até agora e ficar alguns dias sem quase me conseguir mexer isto tudo a seguir a vir de um fim de semana em Faro (sempre abrasivo), pode-se dizer que depois da tempestade vem o "Bonanza" e (como sempre) mudar foi positivo a todos os níveis, a casa é bem melhor, melhor localizada e o senhorio não chateia, agora venham os Santos e as sardinhas e (claro) o vinho tinto.


Zé das mudanças

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Planos

Tenho pensado bastante na inutilidade de fazer planos: com todas as variantes envolvidas valerá a pena? Ao fazer planos estamos a traçar um caminho que a maior parte das vezes não passa disso mesmo: um plano, um caminho que nós gostaríamos de seguir mas, a realidade encarrega-se de acabar com as utopias.

Num plano prático podemos usar como exemplo aqueles dias em que dizemos: “ah e tal hoje não me vou esticar muito, vou só beber umas cervejas” escusado será dizer que esses dias são os que vão acabar invariavelmente a chegar a casa de manhã a debater-me com problemas de gravidade.

Os planos tem uma grande probabilidade de correr mal, mesmo que tudo seja minuciosamente planeado de maneira a não ter falhas existem sempre as variáveis (que felizmente não conseguimos controlar) outra coisa a ter em conta é que os planos que fazemos estão muito ligados ao que nos queremos e/ou gostavamos que fosse o que até era perfeitamente possivel se vivessemos sózinhos.

A exemplo disto tenho visto um grande numero de senhoras idosas a passearem-se pela rua com o cabelo rôxo e ou temos uma legião crescente de velhas-punkitas que finalmente perceberam a Vivienne Westwood ou aquilo tambem não correu como elas tinham planeado, tiveram a vida toda para planear e acabam por ser algo que nunca tinham planeado: cotas com o cabelo rôxo.

Só o facto de existir um plano B é porque já partimos do príncipio que o plano A pode não funcionar até temos algo chamado plano de contingência para precaver potenciais riscos, o que é certo (e irónico) é que muitas das vezes nem nós próprios fomos planeados e viemos cá parar na mesma e se chegarmos a velhos nem a tinta vai pegar no cabelo.


A malta lá da rua chamava-me o "Zé Planos"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Segways prós carteiros

Por vezes neste blog tambem se produzem posts úteis, é verdade.
No outro dia estava a pensar como é ingrato ser carteiro numa cidade como Lisboa, com tanta merda de subida e descida carregados com um saco pesado ás costas com as cartas da malta. Esta situação torna-se ainda mais penosa nos meses de Verão quando as temperaturas aumentam e os nossos amigos carteiros passam autenticas provações.

Depois por outro lado vemos os policias que passam o dia a roçar o cú nas paredes a passear garbosamente nas suas "segways". Isto não faz sentido.

Vai um policia perseguir um bandido montado na sua "segway"? dá jeito?

Vai o policia perseguir o bandido a pé á "maneira tradicional" deixando assim a "segway" á mercê de outros bandidos?

Não me parece que esta medida vá ajudar em grande coisa a nossa força policial a combater o crime, aliás até consegue tornar os agentes de autoridade (ainda) mais rídiculos e alvo de chacota publica ( e privada), acho que esta situação personifica na perfeição a expressão "dar pérolas a porcos".

Por outro lado aos carteiros se calhar dava mais jeito ter um aparelho que lhes permite uma deslocação motorizada individual, se calhar ajudava as cartas a serem distribuídas com mais fluidez para além de facilitar a vida ás pessoas que nos entregam as contas.

Tirem as "segways " aos policias e dêem-nas aos carteiros. Este podia ser o "slogan".

É apenas uma questão de re-distribuição de recursos...




Zé (o carteiro a motor)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Só queria comprar laranjas


Dizem que as laranjas do Algarve são das melhores do mundo. O segredo está na variedade, que cá existe há centenas de anos. Na semana passada resolvi comprar algumas na 125 Azul (a 125 estava azul depois do ácido que tomei). Acordei no dia seguinte com duas putas na cama. Eram excelentes (as putas, as laranjas nem por isso), dissertavam sobre “O Capital” de Karl Marx que eram obrigadas a ler na escola primária (uma vez que eram originárias do antigo bloco soviético). Eram realmente excelentes criaturas que punham em causa a frieza que é atribuída (com algum preconceito) a todos os imigrantes provindos dessa zona do globo.


O conforto humano entorpeceu-me os membros. Na lividez da sua pele perdi-me em analepses e prolepses. Revi novamente os tempos em que apanhei laranjas e atirava as podres para debaixo da árvore. As laranjas podres com o seu tom esverdeado despertavam sempre algo de solidário em mim. Sempre me imaginei a apodrecer sozinho no meio das árvores esperando que alguém me esborrachasse e o meu fim aprouvesse a alguém.

domingo, 25 de janeiro de 2009

A verdade é sobrevalorizada

Com o passar dos tempos muitos foram os que morreram em busca dela, muitos foram os que sobreviveram para protegê-la, muitos foram os que sobreviveram em busca dela, houve tambem quem morresse para protegê-la, alguns passaram ao lado dela e por fim, há uma infíma parcela que vive alheada de tal coisa.

Mas que coisa é esta, a verdade? este conceito mágico e nobre e bonito de que toda a gente fala?

Será que interessa assim tanto? Será que justifica tudo?

Ok é uma causa nobre e fica bem ao herói romantico, na sua armadura brilhante na sua demanda incessante por sei lá o que ou por exemplo ao político que precisa de um imperativo moral para a sua imoralidade social... Mas falando em termos práticos: Para que serve a verdade? Paga-se um café com a verdade? Ganha-se alguma coisa em dizer a verdade? Um criminoso diz a verdade e vai preso, bela recompensa.

Geralmente a verdade só traz problemas e sinceramente falando é um conceito demasidado abstracto em todos os seus sentidos e vertentes, é um bom objectivo utópico para se ter e tal... Ah! eu quero a verdade. Então e os advogados? queremos mais gente no desemprego?

Onde é que esta merda ia parar se desatasse toda a gente a dizer aí a verdade á parva?

Como diria o Jack Nicholson no filme passado em Guantanamo sobre abusos de soldados americanos a... soldados americanos (o que faz todo o sentido) e que, acho Eu, faz todo o sentido no seguimento deste raciocinio: "YOU CAN´T HANDLE THE TRUTH"

-Are we clear?







Excerto tirado da obra "O desmame do soldado Joaquim"

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Kafka versus Pessoa

Um novo dia nasce taciturno. Mais um dia no escritório.
Fernando Pessoa dá as boas vindas ao novo colega recentemente transferido:

- Bom dia Sr. Kafka. Seja bem-vindo.
- Bom dia Herr Pessoa. Muito obrigado. Estou muito entusiasmado por trabalhar numa repartição pública portuguesa. Que inspirador...
- Espero que tenha mais sorte que o seu antecessor que desapareceu lamentavelmente na subsecção M do arquivo. Este local é um perigo para o escriturário desprevenido. Existem milhões de processos por arquivar no vão da escada. Até a mulher da limpeza tem medo de se aproximar. Corre um rumor que lá habita um monstro devorador de ácaros.
- Estou habituado às adversidades. Consegui recentemente resistir a um processo que me moveram mesmo não sabendo muito bem do que se tratava.
- Está portanto em casa. Verá que Portugal é como a Coca-Cola “primeiro estranha-se depois entranha-se”.
- Sim, Portugal é uma referência no Universo Burocrata. Um verdadeiro desafio. Max Weber deve estar a dar cambalhotas para trás. Ele que acredita que a Burocracia é a organização eficiente por excelência.

Epilogo:
Foi com o legado deixado por Kafka na sua breve passagem por Portugal que os serviços administrativos portugueses sofreram as suas maiores reformas estruturais. A nova forma de pensar teve enorme impacto em toda a sociedade (e Max Weber continua a dar cambalhotas para trás.)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deve ser para fugir à crise

O Banco de Portugal anuncia o início da recessão no país, na mesma altura a indústria automóvel anuncia que Portugal foi o país da Europa onde a compra de carros aumentou, incluindo modelos topo de gama.
Ainda há quem não veja a lógica em tudo isto.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Puramente Algarvio

- Pai, o que é um insete?
- São oite mê filhe, são oite.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

No País dos Socretinos...

Um dia cortei os dedos porque não conseguia desenhar uma cruz.
Depois cortaram-me o braço por não saber desenhar uma cruz.
Esta noite disseram-me que ia ser queimado amanhã...
Queriam que eu desenhasse uma cruz, mas eu à esquerda não consigo.


In conversas do Bandido Maneta com Torquemada o Inquisidor