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quarta-feira, 1 de julho de 2009

A teoria dos vasos "Ming"

Esta é uma teoria da minha autoria que tento aplicar a várias circunstancias da vida, nalgumas encontro algum sentido prático que a suporta, noutras nem por isso.

A teoria consiste em:

Na minha mão direita tenho um vaso de valor incalculável da dinastia Ming.

Na minha mão esquerda tenho um vaso comprado numa qualquer loja dos chineses que custa 1 euro.

Deixo cair os dois e ambos partem-se em mil pedaços. De tal forma que é impossível distinguí-los.

Não vou revelar em que circunstancias nem em quais encontro algum sentido prático nesta teoria porque isso poderia deturpar o que voces possam (ou não) retirar dela.





Confúsio

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Trabalhar ressacado

"Isto trabalhar ressacado não dá. Tenho de deixar de trabalhar."

Foi depois de chegar a esta conclusão brilhante (depois de mais um dia a trabalhar ressacado) que decidi que era tempo de falar sobre isto em forma de post.

Não dá para perceber, há todo um historial de dias passados na merda, mal disposto e só a pensar na minha caminha durante todo o dia, já se sabe... uma pessoa não é produtiva naquele estado, é uma coisa que devia estar prevista no código do trabalho "tá de ressaca não vai trabalhar".

Há dias em que a manhã até passa rápido devido á quantidade de alcóol que (ainda) circula no corpo, mas depois do almoço é o terror. Suspiros, ansiedade, mau estar, todos estes são sintomas de quem passou a noite passada na rambóia e vai trabalhar no dia a seguir.

A questão aqui é: todos nós sabemos disto então porque continuamos a insistir? No meu caso pessoal a resposta é clara: nunca abdiquei de fazer o que me apetece no presente por um futuro que não sei se vai existir, sou mais dado ao prazer do momento e nunca pensei muito nas consequencias que isso pode trazer, mas isso sou eu, e o resto da humanidade que vai trabalhar ressacada? Qual é a desculpa deles?

Haverá algum problema comigo porque gosto mais de sair do que trabalhar? Alguem gosta de trabalhar? será porque uma coisa é imposta e a outra nós escolhemos fazer?

Esta situação fez-me tambem pensar no facto de Portugal ser um país onde a religião católica tem ainda um grande peso, normalmente isto daria azo a uma série de desatinos acerca da virgindade da Maria e o papel do carpinteiro no meio disto tudo, mas não é o caso. Estou muito contente por este facto, por nós sermos uns saloios religiosos fiquei 2 dias em casa a curtir os santos populares, essa festa tão religiosa em que toda a gente está mais bebada do que eu (se é que existe tal coisa) e se dança musica "pimba" frenéticamente, nesta altura a fauna das ruas torna-se tambem mais agradável á vista talvez devido ao efeito do alcóol. Tudo isto devido a que? Aos santos.

Prefiro a religião ao trabalho, 1000 vezes. Os padres bebem vinho no trabalho, os santos trazem raparigas bonitas para a rua e em países como o nosso não se trabalha.

Mais feriados religiosos, por favor.




M.C. Rrose

sexta-feira, 29 de maio de 2009

De olhos bem fechados

Há uma altura da vida em que metemos tudo em questão.

Tudo isto é devido ao lapso espáço-temporal em que no presente achamos que estamos a fazer bem mas depois, mais tarde reconhecemos que se calhar não era bem assim.

O grande problema nisto tudo é disponibilizar-mo-nos a confiar. O exemplo clássico é alguem que já confiou plenamente em alguem (sim, porque não se confia em objectos) até que teve razões para por tudo em causa. É uma sensação engraçada a de cair em "queda livre" tudo isto depende, mais uma vez de pessoa para pessoa e para algumas pessoas isto é encarado como um "alívio" ou algo normal, para outras é apenas desconfortável o que é certo é que obriga-nos a repensar a nossa realidade.

A palavra-chave aqui é confiança e temos de ter uma coisa em mente: a verdade absoluta "de mim sei Eu". Claro que nós sabemos o que se passa comnosco, somos nós. Agora o que se passa com a pessoa que decidimos partilhar a nossa realidade já não é bem assim... e isso pode causar alguns problemas.

Chega uma altura em que tudo é posto em questão e coisas que nós tomávamos como garantidas afinal não são bem assim... faz-se um exercicio de lógica e chegamos á conclusão que confiar é estupido... não faz sentido. Micro-realidades paralelas são criadas consoante o nível de paranóia e imaginamo-nos a fazer figura de "tótó" enquanto pensávamos que estava tudo bem.

A paranóia pode ser mais escabrosa que a realidade mas pelo menos é personalizada e já que não podemos saber tudo só podemos imaginar...

Depois vem a importancia que damos ás coisas e ás pessoas e é isso que vai determinar a quantidade de sofrimento, nesta equação importa ter em conta tambem variáveis como o tempo, a distancia e o silencio. Um dia acordamos e descobrimos que não queremos saber de nada, que é melhor assim e que ficar na ignorancia ás vezes é mesmo o melhor, descobrimos tambem que imaginar situações que desconhecemos é entrar no campo da especulação e que tortura mais do que ajuda.

Depois de reconhecer esse facto o nosso cérebro começa por si mesmo a meter "firewalls" em certo tipo de pensamentos e esse é o primeiro sinal que estamos a ficar melhores, começamos a relativizar e redefinir conceitos, lambemos as feridas e mandamos toda a merda para um canto escuro, ficamos a saber quem são os nossos amigos e depois de meter um penso rápido na alma seguimos o nosso caminho de olhos bem fechados (que é a melhor maneira).





Paco Niña

sábado, 23 de maio de 2009

Questões pertinentes

No tempo de Jesus a construção em altura imperava.

Naquele tempo... Jerusálem encontrava-se invadida por "patos bravos" do tipo "Jota Pimenta" que prometiam um condomínio fechado só para judeus ao lado da estação de metro de "Gaza".
"Fariseus!" disse Jesus (e com razão)
A malta do metro do médio oriente não ligou e hoje bem se vê a merda que deu...

A Fátima e o cristo-rei encontraram-se, ao que parece foi a primeira vez que um pedaço de madeira e um bloco de cimento moveram tantas pessoas ao mesmo tempo (e barcos) sem falar da TVI. Os peixes do rio Tejo dispensam azeite.

O rei Midas deve tar a dar voltas no seu túmulo agora que os produtores de azeite do Fundão decidiram por Ouro no azeite. Justificação: Tem fins terapeutipcos... Merda! digo eu.
Se tivesse muito ouro não tinha problemas, isso era TERAPEUTICO. "Cagar ouro??? bora!!"

Qual a solução?

Beber azeite até ter um figado de alto quilate?




Febre Ourina

domingo, 3 de maio de 2009

Maio de 69

"Maio é um mês de mudanças..." baseado neste facto decidi tambem abraçar a "onda de mudança" que paira no ar e mudei de casa. (o facto de me ter sido dado até ao fim do mês passado para sair de onde estava também ajudou um bocadinho...)

Andar a ver casas é chato mas quando o tempo não corre a nosso favor tem de ser, depois de um périplo pelo sub-mundo do arrendamento urbano Lisboeta foi decido mudar para uma casa que fica a 5 minutos da ultima mantendo assim a primeira das premissas a que nos propusemos: tentar ficar na mesma zona, outra das grandes vantagens é que as mudanças puderam ser feitas a pé.

Para além de me livrar da Dona Isabel (a minha ex-senhoria que me entrava em casa quando lhe apetecia e achava que era normal) ganhei uma janelinha catita no quarto que permite a entrada de luz natural ao mesmo tempo que facilita a circulação de ar/fumo (bastante importante).

Depois de grande meditação e reflexão sobre como optimizar espaços, o espaço vai ganhando a sua forma e o Homem... esse... é um animal de hábitos.

Tambem enquadrado neste cenário de mudança Maio é também o mês astrológico do Touro, perfil no qual me enquadro e segundo a Maya isto vai ser bom tendo em conta a conjuntura dos planetas, eu não costumo ligar muito a estas merdas mas como começo a ficar cota e vou mudar de casa decimal este ano (a mudança... lá está!) qualquer ajuda é boa.

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e desde que começou Maio que tenho uma enorme vontade de comer caracóis, mamar cerveja e sentir a brisa primaveril a passar.





Fanã (da acelera)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Teoria de síntese

Já aqui tinha dito o quanto me apraz escrever sobre transportes publicos, nada de novo, já tambem aqui referi que era engraçado que a vida tivesse a sua própria banda sonora, nada de novo aqui tambem... Só faltava mesmo haver uma teoria de síntese que condensasse estas duas esferas num acontecimento éco-mistico e intemporal.

Pois bem, embora o Metro (Andante no Porto) não seja o meu meio de transporte de eleição, porque andar de metro "mocado" é "afunilador" e tambem porque não gosto de ter pessoas a olhar para mim fixamente sem razão, de vez em quando tenho de usá-lo para me locomover, a (unica) boa coisa de andar de metro é que há musica enquanto se espera (se bem que é quase sempre de qualidade duvidosa, mas é musica)

Um destes dias aconteceu-me ter de apanhar o Metro, prontes! lá tem de ser... mas qual não é a minha surpresa quando chego á plataforma de espera e os meus ouvidos (ouvides em Algarvio) deparam-se com uma melodia sublime... era o OZZY!!!!! "O" OZZY!!!!! (Osboune, obviamente) de repente o Metro deixou de ser um sitio desagradavel e mergulhado em obscurantismo e senti pela primeira vez uma espécie de calma interior em forma de luz, nesta experiência unificadora dou por mim a absorver aquelas magníficas "pianadas" e a cantar: (interiormente claro, não quero que pensem que Eu sou maluco)

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOING
THROUGH CHANGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEES

P.S. Nunca tinha prestado grande atenção á musica para ser sincero mas desde esse momento passou a ser uma das minhas baladas preveridas logo a seguir ao "Cavalo Ruço" do Nuno da Camâra Pereira, afinal o Ozzy tava a passar por mudanças.





Utente decadente

segunda-feira, 16 de março de 2009

Stranger than fiction

Sempre gostei de pensar que a paranóia é um estado de realidade mais refinado e personalizado, o nosso cérebro processa a realidade e distorce-a consoante a maneira como cada um a vê e interpreta, o que só por si cria infinitos micro-universos pararelos que em ultima instancia definem a pesonalidade de cada índividuo.

Ultimamente e muito por culpa da deteriorização do modelo civilizacional em que vivemos a paranóia começa a cair em desuso, a realidade só por sí é já horrivel demais para se ter paranóias, ou melhor as pessoas assumem a verdade como a derradeira paranóia. Os apologistas da realidade começam a esfegar as mãos e a ranger os dentes, finalmente vamos todos ver o mundo a preto e branco.

Do outro lado da barricada, haverá sempre quem se recuse a aceitar tão triste destino de baixar os braços e aceitar a realidade com um resmungo artificial, uma boa forma de começar é por aceitar que não existe uma só verdade tipo "guerra das estrelas", há sempre mais do que uma perspectiva sobre as coisas, para além disso a alternativa á paranoia pesonalizada é a paranóia colectiva que pode ser observada em fenómenos como a religão ou a politica, que francamente para mim não se apresentam como alternativa.

Em jeito de conclusão paranóica arrisco-me a dizer: "Sometimes truth is stranger than fiction" que em algarvio quer dizer: Moss! na te vas dêtar não...mó!




Al-berto Carneiro

sexta-feira, 6 de março de 2009

Mobilidade urbana

Apraz-me dissertar sobre transportes publicos, talvez porque andar de autocarro é melhor do que qualquer ida ao cinema (e sai mais barato), ultimamente tenho reparado que algumas senhoras se agarram ao varão com uma força que parece que estão a lutar pela vida...ou será que estão a fantasiar que estão a escorregar no varão de strip-tease qual Demi Moore? Não sei.
O que é facto é que parece haver uma espécie de interacção entre o varão e as mulheres que andam de autocarro, nota-se um ar de satisfação quando por fim se dão agarradas ao varão com unhas e dentes, as senhoras idosas parecem ser as mais satisfeitas em ter o varão só para elas, eu por mim agarro-me a qualquer merda, e ou eu fantasio muito logo pela manhã ou de facto existem fenómenos muito peculiares na minha pequena viagem diária de autocarro.

Por exemplo há um "gang" de velhotas que açambarca a porta de saída durante uma paragem e parece que voltámos á infancia... descobri mais tarde ainda que este gang é composto por baby-sitters reformadas que cuidam dos putos dos ricos durante o dia, o que vale é que pelo menos há sempre uma jovem catita para distrair a atenção de toda este cascata de acontecimentos matinais...




Utente decadente

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cultura pop (mainstream is a dream)

Cada vez que entro em ambientes pseudo-intelectualóides é certo: mais tarde ou mais cedo alguem se vai começar a armar em esperto para cima de mim, alguem se deu ao trabalho de investigar a coisa mais rebuscada que existe e começa-me a indagar sobre aquele assunto, o qual obviamente essa pessoa domina e eu desconheço (ou tou-me a cagar) memória selectiva, acho que é o que lhe chamam.

-Há sempre alguem que te amarga a existência. Baza. Ou Confronta o que te consome. Chupa-me a pila.

É o que eu normalmente digo quando tou com paciência, sinceramente, enoja-me a pretensão de ser interessante ou como se diz hoje em dia: "trendy" por isso é que escrevo sobre coisas desprovidas de qualquer interesse... inócuas.

Cultura pop... o que é que este gajo quer agora?

Pois bem... cultura pop é quando por exemplo estamos a ver "Os Simpsons" e eles dizem uma piada que nós não percebemos, ou por exemplo calçar umas all-star e umas calças rasgadas em sitios estratégicos e dizer ás pessoas que não ligamos ao aspecto, é ter um fender stratocaster se a banda é "indie" ou uma flying "V" se a banda é de metal, é ter usado camisas de flanela nos anos 90, basicamente é aderir a uma das tendencias do espectro pop-caleidoscópico-intemporal e estar dentro do assunto, o mainstream tem espaço para todos.

E agora uma pausa para os comerciais...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Primeiras impressões de 2009

Pois é... já estamos em 2009... A primeira coisa que me apraz dizer neste ano é: Tou almariado.

Depois de me obrigar a engolir duas fatias de pizza, os primeiros pensamento deste ano vão surgindo e as minhas primeiras preocupações deste novo ano prendem-se com a gravidade.

Terá a Terra sofrido um ligeiro desvio gravitacional de ontem para hoje? Com a quantidade de fogo de artificio que se lançou para aí não me surpreenderia que o planeta tenha ficado desviado da sua órbita normal.

Eu não costumo acreditar nos hóroscopos e acho essa merda dos signos uma balela gigantesca mas tenho de reconhecer que desta vez acertaram: "O ano de 2009 vai-lhe trazer alguns problemas de equilibrio" Lembro me de ver... ou terá sido um sonho? enfim, não interessa o que é certo é 2009 começou por ser um ano "flutuante".

Não que eu seja um tipo que dê importancia ao simbólico, pelo contrário sou muito terra-a-terra, por isso tou me a cagar para essa parvoice de acreditar que todo o ano vai ser como começa, caso contrário teria de considerar mandar um curriculo para a NASA.

"Beber Coca-Cola e dar pequenos arrotos ajuda sempre" penso eu com os meus botões, e é isto que me tráz de volta á espuma dos dias, saber que há certas coisas que não mudam, pequenas verdades que vamos criando a partir da nossa experiência directa com as coisas que nos prende á realidade á medida que a vamos criando, é esta clarividencia típica de pós-consumo abusivo e alarve de psicotrópicos e vodka Polaca que me faz escrever a primeira teoria da conspiração de 2009.

Fizeram alguma coisa á gravidade da Terra isso é certo.





Búzio Aldrin

domingo, 14 de dezembro de 2008

Um fim de semana na Cidade

"I should have know better" é com esta referencia á musica xunga do Jim Diamond que começo este texto.
É sempre assim... cada vez que vou a Faro transformo-me numa mistura de Nicholas Cage no "Morrer em Las Vegas" com o Dom Quixote a lutar alucinadamente contra moínhos de vento, só falta mesmo haver "neons" gigantes e coloridos e alguma coisa para lutar contra (porque os moinhos de vento são imaginários).

"Gosto de sentir a chuva a bater-me na tromba quando estou bêbado" Este é um dos poucos pensamentos completos que me lembro de ter tido em todo o fim de semana, as memórias são recortes grotescos e disformes de pessoas que já não via há uns tempos, flashes aqui e ali de situações pontuais e pouco mais.

Ha algo de doentiamente consolador em bater no fundo e com a frequencia que o faço começo a duvidar se não devia ter ido para mergulhador. Ando por ruas secundárias, as principais são demasiado perigosas nos dias que correm, dou passos seguros por caminhos antigos gravados na minha memória, "a realidade ás vezes é demasiado feia" conformo-me enquanto acabo de emborcar mais uma garrafa de liquido estabilizador (cerveja) viva a erosão do ser.

O fim de semana acaba e Eu fico com a impressão que só passou um dia, um dia grande e que deixou sequelas, o meu corpo começa a sentir a privação do alcool, as minhas mãos tremem, estou todo dorido e começam-me a contar coisas que eu fiz mas não me lembro, tudo normal, sem surpresas nem alarmes foi só mais um fim de semana na cidade...






João Pequeno (o amigo do robin hood)

domingo, 30 de novembro de 2008

Asa de mosca

Gosto de aprender novos conceitos: Este fim de semana fui introduzido á ciencia da "asa de mosca".

Para quem não sabe é um tipo de farofa cujo cheiro a gasóil 95 octanas se encontra bem presente.
De facil inalação este combustível carbura rápidamente sendo bem assimilado pelo organismo, há algo que nos remete a um ambiente de estação de serviço ou a uma oficina de bate-chapas ou até mesmo em ultima análise e citando Ena pá 2000 "um homem sente-se como um tractor".
Depois de abastecer, todo o alcóol que vinha acumulando e ja me forçava a cambalear miraculosamente dissipou-se e fui invadido por uma espécie de sobriedade Galp, senti-me um daqueles senhores que simpaticamente perguntam quanto é queremos de gasolina e fazem o favor de a por no depósito sem termos de sair do carro (em troca de uma remuneração pecuníaria, obviamente).

Em jeito de conclusão diria que a asa de mosca está aprovada, é um bocado mais cara do que a gasolina normal mas permite uma boa performance ao motor e é amiga do ambiente para alem disso fiquei com a impressão que se aditivarmos amoníaco a este combustivel conseguimos obter uma boa consistência depois de queimado.







António Bandeiras

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Diáspora psicotrópica

Ver as luzes de Natal.

Foi este o objectivo a que nos propusemos inicialmente, claro que sabíamos de antemão que iríamos precisar de aditivos espirituais para esta demanda, Apareceu-nos um senhor com um nome Alemão a andar de bicicleta...Era um sinal dívino.

Sempre com o sentido de missão bem presente começámos a encaminhar-nos para o que iria ser o final apoteótico desta viagem: "A praça das luzes que piscam" como lhe chamámos. (o terreiro do paço está forrado de flashes que piscam á volta)
Nesta viagem irámos passar por 2 das maiores avenidas de Lisboa e apreciar as respectivas luzes até ser bombardeados com flashes e ir para casa.
A camara municipal de Lisboa gasta dinheiro demais nas luzes para estas não serem apreciadas como deve de ser, com este pensamento em mente arrancámos da casa X (onde mora o índividuo X, nosso amigo por sinal) até ao objectivo final.

A viagem em si foi agradável, as luzes estavam boas (especial destaque para a avenida da liberdade onde as luzes parecem derreter) e todas as expectativas (se é que haviam) foram totalmente atingidas, o final foi apoteótico como se esperava com os flashes a cumprirem a sua função. Ficámos lá um bocado em pleno delírio visual e fomos pra casa.

Segunda-feira não fui trabalhar.





Timóteo Lírio

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Odeio pessoas

Uma frase que tenho ouvido muito ultimamente é: Detesto pessoas.

É com uma certa alegria mórbida que assimilo esta informação, primeiro porque fico feliz ao constatar que as pessoas tornaram-se tão tolerantes como uma bomba de neutrões (que respeita os edificios, mas não a vida humana), depois porque há tanta coisa bonita neste planeta azul para se gostar que as pessoas de facto tornaram-se desnecessarias, ultrapassadas e até mesmo chatas.
Pessoas para que quando podemos conviver com pedaços de madeira, cimento e até mesmo esferovite? Jogar ás cartas com um carvalho ou ter uma longa conversa com uma sequoia gigante?

As relações interpessoais cairam em desuso, agora as pessoas usam-se umas ás outras consoante os seus interesses, daqui decorre que há e haverá sempre interesses a ser postos de lado porque entretanto reproduzimo-nos que nem coelhos e já somos mais do que as mães, sendo assim impossivel estarmos todos contentes ao mesmo tempo.

O ser humano nao é grande espingarda como querem “pintar” e todas essas teorias que somos todos bonzinhos e afáveis por natureza e que a sociedade é que nos torna maus para mim sempre foram balelas, não acredito na bondade inerente ao Homem, e não acredito no altruismo despreocupado, até quem anda por ai armado em benfeitor é porque se quer sentir melhor com ele proprio ou procura reconhecimento por parte dos outros, há sempre uma contapartida egocentrica neste processo.

As pessoas são uma merda, é um facto e é por isso se calhar que muita gente se anda a virar para a zoofilia (provavelmente ispirados na mitica frase do programa “Arca de Noe” apresentado por Fialho Gouveia) OS ANIMAIS SÃO NOSSOS AMIGOS.
Parece me logico que se o Homem em si está a entrar em falencia temos de nos virar para o seu melhor amigo: O cão (Animal em sentido figurado)

Para ser sincero conheço pastores alemães com mais sensibilidade e ate mesmo dobermans com mais sentido de humor do que muitas pessoas; mais: os animais não dizem merda e fazem companhia sem esperar nada em troca (bem… temos de alimentá-los e dar-lhes carinho mas isso é precisamente o que nós queremos, sentir-nos responsaveis por alguem e sentir que somos precisos).

De toda esta questão advem um problema incontornavel: As pessoas estão por todo o lado… como nos livrar desta incomoda e indesejada presença? No Ruanda é a catanada, na faixa de gaza é mais “pastelaria variada” ele é bomba ele é “rocket”, balazio e ate mesmo pedrada. Em alguns estados da America (predominantemente no sul) tentou-se humanizar esta eliminação de excedentes atraves de formas de eliminação mais “limpas” como a cadeira electrica ou a injecção letal, é de facto louvável que os outrora “cowboys” que chacinaram os indios (nativo-americanos, perdão) selvaticamente, estejam agora na vanguarda da eliminação humanizada de pessoas que não interessam nem á vaca do presépio.

Este é um assunto que me interessa até porque de vez em quando tenho os meus accessos anti-sociais e se tivesse uma AK 47 à mão já tinha varrido muita gente e é por isso que gosto de viver num pais como o nosso em que se pode entrar de caçadeira em punho num tribunal e sair de lá no dia a seguir… Justificação: Odeio pessoas! É a mesma sensação de impunidade que senti quando inventaram aquelas máquinas para alugar filmes em que não é preciso dar a cara, finalmente pude dar largas ao meu entusiasmo com a pornografia (da qual sou um aficionado) sem ter ninguem a abrir a caixa e a olhar para mim com uma cara condenatória…

Concluindo… pode-se dizer que é “chique” detestar ou odiar pessoas, as pessoas são vulgares e a vulgaridade é reles. Usá-las para os nossos interesses e pisá-las como se fossem lixo? Sim, porque afinal de contas precisamos das misérias dos outros para nos sentirmos felizes e de ter alguem para comparar em relação ao nosso status, afirmado assim a nossa superioridade Homo-Sapiens e em ultima analise é preciso que haja alguem para ler este texto.




Nitos (o nihilista algarvio)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pequeno texto de apologia ao consumo de estupefacientes

Como os velhos mestres busco inspiração em qualquer coisa que faça a realidade dissolver-se: Paraísos artificiais, solventes de instantes, agentes que induzem estados alterados de percepção que por sua vez me fazem redefinir tudo o que aprendi para depois destruir e começar de novo. uma vez despido de todos esses pré-conceitos embutidos em mim até ao tutano tento atribuir novos significados para o que sinto, vejo e interage comigo, depois tento exprimi-lo, a maior parte das vezes surge assume a forma de vómito, as restantes surgem como postagens neste Blog.

Por vezes perco-me nestas "viagens na minha terra" muito peculiares mas não considero que tenha perdido tempo, qualquer experiência (por mais parva que pareça) que fuja aos supostos parâmetros que balizam esta sociedade parece-me mais interessante do que andar a repetir até a exaustão aquilo que fazemos todos os dias e para que estamos "treinados": Acordar, trabalhar, comer e dormir. É a vitória da vida sobre a sobrevivência, sempre quis experimentar em vez de ser a experiência e, muito sinceramente gosto da forma como conceitos que são dados como certos e adquiridos se esbatem na parede psicotrópica.

Matematicamente falando é o desvio de padrão que me interessa explorar e é por isso que gosto de andar por caminhos lodosos da existência: no fim reciclo-me, deito fora o que não quero, lambo as feridas e sigo em frente com um sorriso estupidamente optimista sem sentido.

É no campo das artes que o consumo de tais substâncias parece atingir maior consenso: Músicos, pintores, escritores, artistas plásticos e toda a parafernália folclórica a que se apelida de Arte. Aqui o consumo é geralmente aceite pela sociedade e visto como uma coisa normal, ao Artista é permitido ter comportamentos “desviantes” ou “excêntricos” são aliás um sintoma da sua genialidade e é por isso que eu gosto de me disfarçar de pseudo-artista néo-pós-retro-futurista-agora, não que precise de pretextos para me drogar como o pessoal do transe (calendários maias e guerreiros celestiais) mas porque assim talvez a policia me deixe em paz.




Tó Xico Independente

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A intervenção subtil

Venho-vos falar do legado subversivo deixado por esse grande senhor que é Manuel Subtil, o primeiro e único terrorista Português.


Sendo Português atacou logo onde mais doía: Na casa de banho, neste caso da RTP mas a instituição não é o mais importante aqui, nem mesmo o motivo ( o Carlos Cruz devia-lhe dinheiro) mas o alvo: A casa de banho. Quase que o consigo ouvir: “ou esse pedófilo do caralho me paga o que deve OU EU REBENTO ESTA MERDA TODA!!!!!!”. Terrorismo Português puro e duro.


Inspirados por esta personagem mítica e o seu grandioso feito as “Brigadas Populares Manuel Subtil” uma célula terrorista Portuguesa recém criada está em fase de preparação de um ataque terrorista ás outras 2 estações de televisão Portuguesas: SIC e TVI.

O ataque será em tudo semelhante ao original perpetrado por Manuel Subtil: Vão se fechar nas casas de banho das estações de televisão mas é no desfecho que as coisas mudam de figura, esta célula terrorista conta com activistas ultra radicais suicidas e fanáticos que vão mesmo rebentar com as casas de banho e encher (mais ainda) os estúdios da SIC e da TVI de MERDA.

Citando António Ténue: (Relações Publicas das Brigadas Populares Manuel Subtil)

“Trata-se de demolir a retrete artística e cultural do nosso país de forma a que a merda e as moscas fiquem á vista de todos, e o cheiro que emanará de tal latrina será tão insuportável que nem com Channel nº5 conseguirá ser disfarçado”

Como eu costumo dizer: Não importa o que fazes desde que o justifiques bem.



Henrique Cimento

sábado, 20 de setembro de 2008

As merdas que fazemos para nos sentirmos melhores pessoas

Pois é... a vida é feita de pequenos nadas e de quando em vez todos somos confrontados com a inevitável constatação que somos apenas humanos e que não ha nada de transcendente ou especial em ser um mamífero com a capacidade de pensar. Por isso arranjamos estratégias para nos sentirmos especiais e mesmo sabendo que é mentira acreditamos nisso porque a alternativa é demasiado brutal para a aceitarmos, normalmente a verdade dói.

Há uma série de procedimentos que nós, os Humanos criámos para este efeito, nesta breve dissertação vou tentar citar alguns:


O mais clássico e visível até para um leigo é quando damos uma moeda de 10 cêntimos a um qualquer desgraçado que dorme na rua, é automático: ficamos logo todos inchados de sentimentos de nobreza porque ajudámos um pobre coitado pior do que nós. Este não falha.


Outro muito em voga e muito utilizado é o clássico de telefonar á (ao) ex-namorada(o) para perguntar se está tudo bem. Este pequeno gesto faz nos sentir inundados por uma sensação de bondade incomensurável. Somos as melhores pessoas do mundo porque apesar de aquela pessoa já não fazer parte da nossa vidinha mostramos que nos preocupamos e que somos MESMO boas pessoas. Garantido.


Ás vezes também nos reduzimos a tarefas domésticas para nos sentirmos melhores, pequenas coisas como arrumar o quarto, lavar a loiça, aspirar o chão... qualquer coisa que quando se acabe se possa dizer: -Sim senhor! Tou orgulhoso de mim! Isto ficou mesmo bem feito.


Ajudar um cego a atravessar a rua ou afastá-lo de um cagalhão também costuma ajudar. Por alguma razão ficamos a pensar que aqueles 10 segundos que gastámos a “ajudar” essa pessoa vão lhe ficar na memória e eles extremamente agradecidos pela nossa infinita bondade.


Outra coisa que também fazemos muito é criar uma falsa capa de tolerância em relação a tudo para parecermos muito fixes, apesar de se calhar desatinar com a coisa, a tolerância ta na moda e não convém criar muitas “ondas”. A tolerância faz-nos sentir bem.


Há aqueles também que passam a vida a fazer os outros sentir-se bem para por sua vez, eles sentirem-se bem com eles próprios, é um animal complicado o Homem... e a mente Humana funciona de formas que nem neste blog nos atreveremos a desflorar.


O Álcool também costuma ajudar as pessoas a sentirem-se melhores especialmente se for a seguir a uma ressaca, Aliás as substancias psicotrópicas em geral ajudam bastante as pessoas a sentirem-se melhores ou pelo menos com uma percepção alterada do seu “eu” que é o que interessa aqui. Cada um arranja o esquema que mais lhe convém para se sentir melhor pessoa do que realmente é mas no fundo trata-se sempre de uma demanda alucinada para engordar o ego e afastar-nos da realidade. Somos apenas animais, temos necessidades de animais e estamos sempre a fazer coisas que questionam a racionalidade por isso quanto mais cedo nos apercebermos que andamos aqui todos para nos fodermos uns aos outros , mais rápido nos poderemos adaptar ás novas regras do jogo.


Eu, por exemplo escrevo para este blog também para me sentir melhor pessoa, para me armar em artista e para ver se engato gajas com as minhas tangas de pseudo-escritor, mesmo agora que estou a acabar este texto, estou me a sentir muito melhor pessoa.




Nitos (o nihilista algarvio)


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Uma especial saudação para as Camaradettes

A Festa do Avante é sempre assim: Venho sempre de lá semi-angustiado; é que durante este espaço de convívio e devaneio narcótico vejo sempre uma mão cheia de Camaradettes com as quais contrairia matrimónio sem o mínimo pejo, dou até por mim por vezes a considerar a propagação da minha linha genética (pensamentos que raramente me invadem, felizmente)

Este ano não foi excepção, mesmo tirando as novas demais, a Festa do Avante continua muito bem representada e é de louvar! Tiro o chapéu ao Partido Comunista por ano após ano conseguir manter a qualidade e quantidade nivelada por cima. Assim vale a pena!

Quanto a mim, não me fazia mal beber um bocado menos e meter menos drogas químicas, se calhar focava-me mais no objectivo de me multiplicar (ou pelo menos tentar) mas acho que ainda não senti o apelo... Gostei mesmo foi da frigideira e das garrafas de vinho verde que havia em braga. Ah! E também andei de bicicleta.

Pró ano há mais...


Rolando Bosta (enviado especial rosaxokk na festa do Avante)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fare Revisitade

Uma das muitas coisas que eu gosto em Faro é que parece ser imutável.

Qual mamute pré-histórico conservado numa dessas quaisquer calotas polares lá está! Ao mesmo tempo que assusta é reconfortante, não consigo bem escolher as palavras, estou a falar afinal da MINHA cidade.

Há qualquer coisa no ar, nunca soube muito bem o que... ha quem diga que é do meridiano, outros dizem que é do rébolao mas que há qualquer coisa, há.

Bem falando há tudo o que de bom e mau há nas outras cidades mas aqui as coisas parecem ganhar uma dimensão grotescamente cómica, como que uma aceitação ou uma constatação que não vale a pena lutar contar moinhos de vento que é transmitida através de um “dêxa-te tar quiét, mó”

Palavras sábias, transmitidas de geração em geração que reflectem toda uma filosofia de vida própria em ser Farense como que dizendo: -Calma... não vale a pena entrar em stresses taralhoucos, amanhã logo me chateio com essa merda se tiver tempo senão mando sete grãos de areia para trás de um poço enquanto digo uma mézinha e tá safo.

Gosto de exprimir o meu espanto com um “fái camane!” prefiro-o mil vezes (para não dizer um milhão) a um singelo e despersonalizado “caraças!”

Gosto da minha vezinha que me pergunta: - atão miga... quem era aquela mecinha que tavas no outre dia?

- A mesma. Digo eu como se isso interessasse, a velha já tá tão queimada que nem percebeu que era um amigo meu daqueles que mata galinhas e ouve Musicas de satã...

a mesma vezinha que uma vez me viu a fumar ganzas com os drógados do meu bairro e disse á minha avó: -Ai... o seu netinho tava com os amigos e tavam todos com muito frio... tavam a fazer fogueirinhas nas mãos para se aquecer... e são todos muito poupadinhos! Fumam todos do mesmo cigarrinho... aquilo um cigarro dá pra 7 ou 8...

O resultado disto foi a minha avó comprar-me umas luvas e um maço de tabaco.

É nestas alturas em que a geopolítica mundial se começa a adensar que dou o devido valor a uma cidade pacata como a em que nasci: os Russos e os americanos e os Coreanos e os iranianos podem se matar todos à vontade que a malta aqui há de continuar numa qualquer esplanada de uma qualquer tasca às voltas com o velho dilema milenar algarvio... Vou buscar mais uma? Ao que uma voz que vem de dentro há de dizer assertivamente: -Deixa-t tar quiét mó...

O que é certo é que “ela” há de vir parar á mesa e é nisto que nós algarvios somos fodidos: as coisas aparecem feitas.


Senécas (Filósofo Algarvio)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Fémea Fatela

Muito se poderia dizer sobre a mulher Portuguesa mas o que me parece importante destacar nesta crónica e que, penso ser a caracteristica mais identificativa desta estirpe é um sintoma que eu apelidei de Síndrome de “Rei-no-Barriguismo”.

Alguem lhes disse que serem antipáticas era charmoso (reminiscências do salazarismo?) e as mulheres portuguesas levaram isso à letra, na sua cabeça, porventura serão mesmo as mulheres mais chamosas do mundo a julgar pelo nível de tacanhez e antipatia que apresentam, em contraposição com fêmeas de outros países ainda estamos um pouco atrás da média europeia, por exemplo, mesmo as espanholas que estão aqui mesmo ao lado saem aos magotes de mini-saia e são muito mais acessiveis no que toca a relações humanas, ou seja são pessoas normais que respondem a quem as aborda, e é aqui que para mim reside o problema, responder a uma abordagem não é o mesmo que estar já a enfiar o pénis no devido local, quero eu dizer com isto: não é um atestado de putice, revela apenas o nível de educação da pessoa, claro que, quando falo em abordagem não me refiro a ordinarices do tipo “deves ser mais apertada que os rebites de um submarino” ou até mesmo um “fazia-te um pijaminha de cuspo” mas uma abordagem, normal dentro dos limites do que a União Europeia acha razoável, o que acontece aqui é que ás vezes pergunta-se o nome e já parece que estão a ser violadas e dizem todas que se chamam “Ana”.

Esta mentalidade deve-se sobretudo ao atraso estrutural que existe e à tardia emancipação feminina no nosso País mas isso não explica tudo: Há uma histeria propria em ser portuguesa e um gostinho especial em dar cortes mesmo quando lhes apetece foder. Querem manter uma imagem púdica e serem umas putas ao mesmo tempo, enfim… querem tudo (o que é bom).

Mais uma vez a religião não está isenta de culpas nesta matéria, Ao reduzirem a figura feminina a “hospedeira da vida”. Segundo esta gente só se deve ter relações sexuais para procriar… (nem vou comentar) e como se esta ideia pré-historica, reaccionária e… ESTÚPIDA não bastasse ainda vão mais longe: sexo só depois do casamento, uma coisa que salta logo à vista aqui é: então e a malta que não casa? Bate gaitadas a vida inteira? Desperdiçando assim, tambem o líquido precioso da vida?

Isto leva á confusão. Já ouvi falar de historias de jovens que vêem-se obrigadas a praticar sexo anal porque querem ir virgens para o casamento, é verdade! No século XXI!!! O obscurantismo da igreja continua a assombrar a nossa sexualidade livre e saudavel.

Concluindo… Há certas atenuantes que, de certo modo até nos permitem compreender o comportamento da fémea fatela como as que acabámos de referir, mas na sociedade contemporânea em que vivemos temos de acompanhar o progresso, instituir o sexo casual como uma coisa saudável e ensinar a arte do preliminar nas escolas (por exemplo).


(Ressalva histórica)

Durante o decorrer da história da Humanidade (ou da falta dela) a mulher foi alvo de muitas provações e injusticas, foram-lhe retirados e omitidos direitos básicos e Humanos; Hoje em dia caminha-se lentamente para a igualdade e já não era sem tempo! Aguardo ansiosamente o reinado de tirania sexual feminina do século XXI! Encostem-nos á parede!! Chamem-nos nomes!! Sentem-se em cima de nos à bruta!!





Padre Vitor Sevicias