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quarta-feira, 10 de março de 2010

Orgia paroquial

A religião há muito tempo que tenta opinar sobre o sexo. Primeiro diziam que a masturbação cegava... bem... se isso fosse verdade eu estava a escrever este texto em Braille, depois há aquela história pouco clara do Zé carpinteiro ser casado com a Maria e ela ser virgem e depois engravidar por ver uma estrela, ha tambem um filme com a Ana Zanatti sobre freiras fufas e mais recentemente o papa veio condenar o uso do preservativo quando a SIDA mata milhões de pessoas.

Parece-me que há aqui aquela situação de falar sem saber muito bem sobre o que se está a falar, aliás como é que alguem que faz um voto de celibato está creditado para falar de sexo? Se o Ron Jeremy ou o John Holmes fossem padres talvez teria algo a ouvir (e aprender) quando estes falassem de sexo agora o Bento 16... convenhamos que não deve ser um iluminado na matéria... Tambem há aquela questão de deixarem velhas beatas e decrépitas com os cerebros lavados pela eucaristia votar em questões como o aborto... em que é que isto as afecta? tem ovários ao menos?

Uma coisa que me faz confusão é: os padres fazem voto de celibato, será que passam a vida inteira sem se esporrar? custa-me a acreditar, acho que a maior parte deve preferir mandar a sua gaitada ou assediar uns putos das suas dioceses e depois auto-flagelarem-se (sim, porque deus vê tudo)

O próprio Jesus... será que chegou a mandar uma foda? Podemos especular mas nada vem mencionado nem no antigo nem no novo testamento.

Agora recentemente na Irlanda começaram a rebentar alguns escandalos "casa pia style" envolvendo padres e crianças com violações pelo meio e acho que é no mínimo de bom tom perguntar: Até quando estes tarados vão continuar a opinar e condicionar quem fodemos, se usamos preservativo ou nos dedicamos á gaitada?

Tenho dito.




Zé da Gaita

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Desmame de viver

Para quase tudo na vida é preciso um desmame, fui ver ao dicionário e desmame significa período em que um ser deixa de mamar ou acto de deixar de mamar (o que faz sentido).

Mais vulgarmente é associado ao tempo que precisamos para nos desabituarmos de qualquer coisa, seja cavalo, pónei, drunfos, alcóol, poker ou até mesmo uma pessoa ou uma relação, tem de ser algo que o nosso organismo esteja habituado e, por qualquer motivo se veja privado.

A privação está muito ligada ao desmame uma vez que uma implica a outra, normamente passa-se por um periodo de diminuação gradual até á eliminação mas tambem se usa muito o método placebo ou seja a substituição por algo que não é a mesma coisa mas mantém-nos entretidos, há tambem o chamado "desmame a frio" quando a coisa é repentina e não temos o tal tempo de desabituação ou se decide ter uma solução radical, aqui devido á habituação do organismo é mais complicado, há dores, suores frios, mau estar e dependentemente do grau de adicção podemos passar mal e ficar com algumas mazelas.

Se conseguimos chegar ao fim do caminho e conseguirmos livrar-nos dessa substância/hábito/pessoa temos de arranjar maneira de ficar longe dela para não ter recaídas, outra coisa a fazer é lamber as feridas e tentar camuflar as marcas deixadas para isso não se notar e conseguirmos passar despercebidos a continuar neste desmame da morte que é a vida (a vida é o tempo que precisamos para nos habituarmos á ideia que vamos morrer).



Alberto Camelo

domingo, 18 de outubro de 2009

Domingo de ressaca

Domingo é o dia da ressaca por excelência, não há dia melhor para ressacar até porque normalmente coincide com o fim do fim de semana e costuma ser sempre a seguir á Sexta e ao Sábado (dias de exagero e devaneio alcoólico e psicotrópico).

Não deixa de ser curioso (para quem é crente) que o dia em que deus descansou depois de fazer a terra seja o dia em que o Homem ressaca depois de mamar o sangue de cristo, de facto há algo de religioso no Domingo de ressaca vulgo Romingo, é uma celebração de mau estar, suor mal-cheiroso, tremores, taquicardia e até mesmo dores causadas pela "desabituação ao alcoól", é uma espécie de "via sacra" do bêbado repetida semanalmente que vai piorando com o passar do tempo e a degradação dos orgãos internos, mas não é por isso que se deixa de beber... isso é que era bom! nada disso, bebe-se cada vez mais para mostrar que não andamos aqui a brincar e que levamos a sério os nossos "hobbies", o único problema do Domingo de ressaca é que a seguir é sempre Segunda-feira e tem de se ir trabalhar (para quem trabalha) ainda com mazelas do fim-de-semana...



Jacques Daniel

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mais barato que a verdade? (Sexo, mentiras e projectores)

É verdade que a verdade é sobrevalorizada, este assunto já foi dissecado neste blog, mas agora uma outra questão de natureza puramente existencial põe-se em cima da mesa... se a verdade não é assim tão importante porque é que as pessoas se dão ao trabalho de mentir ou omitir? (o que técnicamente é diferente...) ou até mesmo fingir?

Neste curto espaço em que me ví aqui metido e (ainda) não acabou, sou obrigado a aceitar que as pessoas "moldam" a verdade consoante lhes interessa e isto é que me intriga... O que move as pessoas? Que motivações estranhas as levam a fazer coisas completamente e aparementemente sem sentido?

Mesmo quando nos estamos a CAGAR completamente para uma pessoa (e podemos ter as mais variadas razões para isto) há quem goste de dar tangas "ah e tal... isto e aquilo..." "já não te via há tanto tempo..."

É bonito é tudo o que tenho dizer.

O problema é que não vivemos sózinhos neste mundo e apesar de gostar mais do azeite para fazer refogados, tenho de admitir que o azeite é como a verdade, vem sempre ao de cima e geralmente é por duas razões: Ou acham que é rídiculo enganar um amigo ou porque gostam de se gabar dos seus feitos.

O mais engraçado nesta merda toda é que a verdade só vem ao de cima quando já nos estamos a cagar para ela, vem sempre fora de tempo por isso depois de nos chamarem todo o tipo de nomes incluindo mentiroso e paranóico sabe sempre um bocado a azedo quando descobrimos que afinal estávamos certos.

Não tenho nada contra a mentira, ás vezes a mentira é necessária, mas parece-me um bocado estúpido manter essa mentira quando já não há razões para isso mas enfim... como o povo diz (e o povo costuma ter razão) a festa já não é minha e se as pessoas se sentirem bem em ser dissmuladas por mim tá tudo bem, agora tangas... nunca usei, prefiro boxers, não me apertam os colhões.

A verdade? essa é mais barata do que podemos pensar.

Se o problema é a opinião com que ficamos das pessoas... Isso não é um problema porque afinal somos seres egoístas e desde que achemos que somos os maiores do mundo e os outros são uma merda nada de invulgar se vai passar, apenas a continuidade de uma existência de merda.




Mais barato do que a realidade

terça-feira, 6 de outubro de 2009

#3



Amália ou Detestália?

eis a questão.






segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Encalhanços digestivos

Foi já há uns anos valentes que fui introduzido ao conceito de "ficar encalhado a digerir alguem" a coisa na altura pareceu-me bastante "Jibóiar" uma vez que só as cobras grandes engolem o pessoal vivo e ficam ali a curtir a "moleza" enquanto os ácido do estomago vão digerindo a malta.

Hoje em dia infelizmente compreendo melhor o conceito e não gosto. Sou uma pessoa de digestões rápidas, gosto de comer devagar e arrotar no fim para depois ir á agua, mais a mais falamos aqui de digerir pessoas o que evoca ao canibalismo, tendência que até ao momento ainda não abracei, percebo, no entanto que isto afecte a normal evolução das espécies uma vez que para além do conceito da digestão temos simultaneamente o facto de esta estar encalhada.

Normalmente um bom digestivo do tipo "Aliança Velha" costuma ajudar até porque o álcool a curto prazo é a melhor solução, o problema é se a pessoa em questão é indigesta (como o pepino) e fica a "trabalhar no estômago" causando azia e consequentente arrotos frequentes, aí o alcool não faz grande efeito e tem de se juntar uns "pózinhos digestivos" á receita e a coisa lá vai andando...

Isto vêm-nos lembrar que como seres humanos temos de ter muito cuidado com a alimentação, ás vezes os alimentos que parecem mais nutritivos são como a fruta espanhola, bonita por fora mas amarga ou sem sabor por dentro, há tambem que ter em conta o factor psicológico, ou seja, há aquelas coisas que sabemos que nos fazem mal mas que queremos comer á mesma porque é bom, daí vem a grande máxima "perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe". Este exercício de "enganar o cérebro" não é no entanto muito saúdavel e em última análise só nos estamos a enganar a nós mesmos...

Nisto da alimentação e da digestão e possiveis "encalhanços na mesma" há de tudo: Há quem coma tudo o que lhe metem no prato, há quem só goste de determinadas coisas, há o pessoal "esquisito", os que gostam de "fast food", os vegetárianos... Porque isto da comida traz também algo de ético para cima da mesa.

Fazendo uso de mais uma expressão popular ligeiramente modificada: "Quem têm ética, passa fome" e Eu vou continuar á procura do digestivo ideal.





Manel Luís Trouxa

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vazio de ideais

A pergunta parece-me ridiculamente pertinente:

Irá a juventude betó-radical dar o seu voto ao Zé Colmeia ou ao Pepe Legal?

Uma coisa é certa: vai ser uma decisão muito difícil de tomar (a gerência deste blog aconselha a só tomar metade de cada vez) pois ambos têm estilos distintos dentro do centro-direita deixando assim a juventude beta confusa...

Pepe legal(1) é o guru do estudante de direito que já se veste e comporta como o pai desde os 14, pai este que é o seu modelo de "tacho" a seguir na vida, por outro lado Zé Colmeia(2) é mais astuto. Como uma toupeira e alia duas grandes qualidades: é oportunista e cínico (duas qualidades indispensáveis para ascender politicamente em pouco tempo)

Uma coisa é certa... o xérife Pena Kid(3) vai-se ver bem entretido a comandar esta "coboiáda Lusitana" antes de ir com os porcos e Portugal for para parar a boas mãos outra vez.

Votar é engraçado.

(Num plano onde a pura ficção impera (1) seria comparável a Pedro Santana Lopes, (2) a Paulo Portas e (3) a Cavaco Silva mas... Vamos ser sérios...)





Bernardo de Vasconcelos e Cunha Villas-Boas

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Histórias de faca e alguidar

O bebado bate na mulher, a sogra grita e chama a polícia, após ter cometido este acto ireflectido lembra-se que a polícia não serve para nada e telefona tambem ao seu filho gordo.
O bebado grita: "EU MATO-TE CABRA!"
A cabra chora.
A sogra grita: "EU ODEIO-TE!".
Após alguns instantes de tensão aparece um agente da PSP com um ar amistoso que educadamente pergunta: "Ora então o que temos aqui?" "Há algum problema?"
Os urros loucos do bebado mesclados com o choro da cabra ecoam pelo prédio, o agente observa, estagnado, de repente outro urro masculino ouve-se nos arredores: O filho gordo (e já agora, bruto) chega pronto para dar umas valentes cabeçadas e umas valentes galhetas com as costas da mão (como só os gordos sabem, tipo "Bud Spencer") no bebado, que por acaso tambem lhe devia dinheiro.

O agente depois de um esforço sobre-humano consegue articular um pensamento: "Isto vai dar merda" pensou ele "Vou ter de dar um tiro num".
A tensão instala-se na Penha...

Entretanto o agente com a maior patente que havia na viatura de patrulha lembra-se de sair do carro enquanto os outros olham para ele com a maior devoção.
O filho gordo, o bebado, a cabra e a sogra param por instantes, espantados com tal situação.
"É o inteligente" explica o primeiro agente a chegar á ocorrencia.
Em toda a sua carreira de polícia nunca se tinha deparado com semelhante situação, como proceder? Que alvos abater? Quem nos suborna nestes casos?
Perguntas muito para além da capacidade de resposta do sub-chefe Ramiro.
No calor do momento o sub-chefe lembra-se de perguntar porque é que não vão todos para casa? o que pareceu uma ideia sensata e digna de um autentico profeta urbano.

O bebado foi dormir para o carro e mijou-se todo.
O filho gordo foi para casa chateado por não ter aviado umas galhetas.
A cabra e a sogra foram-se deitar.
A polícia foi para uma tasca comer á borla e implicar com os bebados como sempre mas aquele momento de destreza intelectual do sub-chefe Ramiro ficou na memória de todos.

Eu finalmente vou conseguir dormir.





Insónia Araujo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Comparações à parte

O homem gosta mesmo de figuras de estilo, das comparações em particular. Ele próprio é uma figura de estilo, lá para os lados do eufemismo. Primeiro disse que a vaca qualquer dia morria de tanto dar leite sem que ninguém a alimentasse. Hoje saiu-se com uma história que envolvia conhecer bem com que soldados é que vamos saltar do helicóptero para a selva. É a literatura em movimento. Esperemos que este poeta não torne a qualificação de Portugal para o Mundial no fim da macacada.

O caso Francês

Este domingo estava eu a folhear uma conhecida publicação da nossa imprensa cor-de-rosa quando me deparo com o seguinte titulo: SARKOZY O RÁPIDO.

Primeiro ainda associei o titulo a uma daquela "cóbóiadas" do tempo do John Wayne em que o fascista "croissant" estava ao por do sol, num duelo a fitar o seu adversário com uma musiquinha do Ennio Morricone, mas não.

Ao que parece Sarkozy tem ejaculação precoce e quem não anda muito feliz com esta situação é a mulher do menino, pois é, com uma boa daquelas e aquele "hitlerzinho-de-trazer-por-casa" não se aguenta á bomboca...

Carla Bruni, preocupada com os seus orgasmos decidiu dar uma "mãozinha" ao seu esposo e contratou um "personal trainer" para ajudar o "rapidinho" a exercitar o musculo peronial.

E ainda dizem que não se aprende nada na imprensa cor-de rosa...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Revivalismo Ultramarino (Moçambique Mix 69)

É em dias como este em que olhei pela janela e ví o Sol a raiar, vesti o meu casaco, optimista, e saí para comprar tabaco e entretanto começou a chover-me granizo nos cornos, que recordo com mais saudade os tempos passados em Lourenço Marques.

Aquilo é que era vida! Lembro-me como se fosse hoje os serões bem passados na baía de Lourenço Marques a beber Laurentina e a ver os camarões a lutar com os tubarões enquanto o Sol se punha demoradamente, autenticas lutas titânicas! Normalmente comíamos quem perdia.

Não havia Inverno em Lourenço Marques, chovia de vez em quando mas o solo estava tão quente que quando as pingas lhe tocavam evaporavam imediatamente, coisas de Africa... Tempos que não voltam... Quando se petiscava comia-se um frango!

Enfim... depois foi a pouca vergonha que se viu, tive de fugir, deixar as minhas belas roupas leves e claras de colonizador e voltar para o meu Portugal com uma mão á frente e outra atrás e a roupa que tinha no corpo para não levar com um balázio.

Penso frequentemente no Firmino, esse preto de bom coração que corria atrás da minha bicicleta carregado com os meus livros de escola e o meu almoço... O que será feito dele agora?

Nunca mais irei comer manteiga da Suazilandia isso é certo mas vou continuar a chatear as gerações vindouras e contar-lhes como dourada era a vida em Lourenço marques a pérola do Ultramar! Em todos os jantares de familia quando começar a ficar bebado vou começar a descrever as planicies de Nambuangongo ou as verdejantes matas de Moeda, vou ficar nesta espiral de revivalismo peculiar, ser retornado é algo de especial.

É ter ido e ter voltado.







Coronel Mandioca