quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dupla de peso


Numa rara aparição exclusiva para o rosaxokk
Panda Leiro e Haltere Ego, juntos e a cores
só para os seguidores deste blog.

Pita Shoarma

Tu gostas é de beber, és um bêbedo!”… e pensei eu “Então e tu? Gostas de foder, és uma puta!!!”

Puta ou não, mais parecia uma acompanhante de luxo armada em dona de casa, a xingar-me os cornos porque lhe cheirava a álcool e a tabaco e tinha lavado a roupa. Ao que se chega por decisões atamancadas e relações amorosas mal resolvidas.Fez-me pensar que, de facto, há situações chatas para as mulheres mais velhas, que estão “encalhadas” e querem à força um homem e uma vida “normal” pois o tempo urge e só se deve ter filhos até aos 35.

É fácil conhecer um puto tenrinho com uma casa e um carro que tenha um salário mais ou menos, e que se fascine por quem lhe lamba a pila. É fácil ir morar com ele, oferecer-lhe o ânus e pensar que, enfim, lhe vai ensinar umas coisas e ser feliz para sempre. O problema é que os putos em geral gostam de foda, mas adoram rambóia e cópo-fonia. Nos primeiros 2 meses elas até curtem a onda mas depois calçam as pantufas, só se arranjam para ir trabalhar, não se penteiam, e andam de fato de treino pela casa… e os putos não gostam disso. Esta parte toda a gente já sabe. O pior é que pouco a pouco, o sexo (anal ou não) começa a deixar de fazer parte do quotidiano do casal: “agora não me apetece, estou cansada…” Quantos de nós já não ouvimos esta frase? Quantas anedotas não existem sobre isto? Aí é que a porca torce o rabo (a porca ou uma gaja boa que apareça com vontade de levar com ele…).

Por fim, no redemoinho das lamúrias dá-se a dolorosa, mas necessária, separação. Cada um para seu lado. A mulher sente-se cada vez mais encalhada, mas desta vez como uma orca que mordeu o leão-marinho mas morreu na praia. Só lhe restam as memórias dos coirões ricos que comeu anteriormente, e da boa vida que levava quando estava em casa dos pais. A morte é lenta e o balanço são mais 2 ou 3 aninhos em cima com a roseta ainda mais dilatada. Que experiência de vida!

Vá lá que para um gajo a coisa é mais simples. Se as mais velhas não dão, há que voltar à maneira clássica e tradicional de fazer as coisas:
Um gajo é sempre um pai para uma pita!(e um bêbado para uma encalhada).




Julio (apenas Julio)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Post sobre falta de posts em Abril

Abril tem sido um mês estéril em termos de "posts" isto pode dever-se a váriadas razões ou devido a uma conjuntura de motivos: Demasiados psicotrópicos? Depressão pós-revolução? Este tempo de merda? Abuso de alcóol? Preguiça? Pura falta de imaginação?

A última hípotese parece-me a mais honesta, embora não descarte nenhuma das anteriores, o que é certo e que este foi um mês "fraquinho" em termos de postagens (belo estrangeirismo) em última análise podemos tambem culpar a crise financeira ou o Sócrates por ser tão "Socrático" mas... isso seria a saída facil.

Eu acho que é mesmo do 25 de abril... Uma revolução nunca concretizada celebráda ano após ano não podia dar em boa coisa, citando José Mário Branco no mítico "FMI" "Saímos á rua de cravo na mão, a horas certas, sem saber para que que serve a merda do cravo" (ligeiramente adaptado) mas somos um país de brandos costumes por isso tivémos uma revolução á nossa medida, é de bom tom comemorar a passagem do fascismo para uma direita moderada, Eu cá gosto de sardinhas e é um bom pretexto para comê-las, se bem que só em Maio é que elas estão boas, nem para isso Abril serve...

O tempo em Abril também sempre foi uma bela cagada, um dia tá sol, no outro chove, no outro chove e faz sol e tá frio... Isto não pode fazer nada bem a uma pessoa o que tambem pode afectar o nível de postagens.

Obrigado pela atenção.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cai ou não Kai(never)? (3 hurras para as drogas legais!!)

Sempre fui uma pessoa que depositou grande confiança na índustria farmaceutica, por exemplo se me doer um dente sei que se tomar 2 clonixes a dor passa. (fico com o estomago todo fodido, mas a dor de dentes passa) Chamem-lhe "confiança do produto" ou uma coisa assim parecida o que é certo é que sendo placebo ou não a merda da dor passa ou pelo menos passa a níveis suportáveis.

Da mesma maneira das melhores "mocas" que apanhei foi com Serenal 50 e vinho tinto, uma pessoa faz mil coisas na mesma noite, anda por todo o lado, só faz merda e não se lembra de nada no dia a seguir, fantástico! É uma esécie de buba "memento", mais ou menos dentro do mesmo parametro temos o Roypnol mas este é perigoso porque dá vontade de dar dentadas na própria lingua.

Há tambem um analgésico curioso chamado Paxilfar que para alem de permitir o "elan" da drunfaria (com alcool á mistura, claro) faz com que literalmente não se sinta dor, melhor... não se sente nada. (bom para concertos onde haja violencia á mistura) pelo que ouvi dizer este comprimido dá-se a doentes terminais.

Houve tambem a febre dos "speeds" com o famoso Dinintel á cabeça da lista: Resultava é o que se pode dizer sobre a eficácia deste farmaco, meia lamela e tou pronto para me vestir de homem-aranha, trepar prédios famosos e falar Francês.

A categoria dos ansiolitícos tambem tem a sua piada, ...ai e tal... tou com ansias tuca! já passou. Com um bom canhão por cima e lá se vai a ansiedade com o caralho, ansioso? tás passado? tá tudo na boa, roda mas é iss. Aqui qualquer coisa que acabe em "am" é bom, Alprazolam, Estazolam, Diazepam... o que interessa é matar o bicho que come os miolos. (tambem é bom para descansar)

A lista não tem fim e se pensarmos que o doutor Hoffman sacou o LSD do centeio nem quero saber o que acontecerá se começarmos a fazer experiencias com melancias... não podia deixar de mencionar a unica droga "legal" que me impressionou ao ponto de nunca sequer a tomar: Zyprexa. Na posologia só diz que é para pessoas que vêem e sentem coisas que não existem...

Este texto não pretende ser uma apologia ao consumo de drogas legais, nada disso sinceramente é preferivel fumar ganzas e beber que nem um javali do que tomar estas merdas, por outro lado tambem não pretende ser um texto "revival" sobre as drunfarias da juventude, pretende sim ser uma alegoria aos tempos modernos e todas a "drogas desenhadas" que temos hoje em dia que ao fim e ao cabo sempre existiram.

(Todos os medicamentos aqui referidos podem ser comprados legalmente numa farmácia, só precisam de ter um médico amigo)






Loflazepato de etilo

domingo, 19 de abril de 2009

O Haltere Ego



Na foto podemos observar o Haltere Ego a ajudar o seu amigo Joaquim a distender a sua zona genital.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Coelho Terrorista


Uma Santa Páscoa, com muitos ovos no sapatinho.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Vicious

O que fazemos habitualmente depois de foder? Fumamos um cigarro. Depois de uma refeição? Um Cigarro. Quando saboreamos um bom café ou bebida? Cigarro .Temos uma inexplicável tendência para estragar as coisas agradáveis que fazemos, com algo que intoxica, faz mais mal do que sabe e, pior que tudo não dá pedra. Nada, népia. A intoxicação tabágica é o hábito mais absurdo que a nossa cultura pariu e que o comportamento humano adoptou de uma forma mais estupidamente comprometida. Comparando outros vícios como o jogo, em que o “interessado” até porventura poderá enriquecer e abandonar o (mau) hábito de seguida, ou a heroína, cujos “flashes” segundo consta, são comparáveis ao mais explosivo dos orgasmos. O álcool que quando utilizado de uma forma abusiva, frequentemente nos faz fazer figuras de ursos, mas por isso mesmo é divertido. O vício do sexo, pode ser bem interessante. Há também o vício da adrenalina o que explica a razão pela qual algumas pessoas se expõem amiúde ao perigo. Depois ainda existem coleccionadores que cultivam a ideia de que têm um vício, o que lhes dá a ilusão de que fazem parte de um restrito número de indivíduos que têm disfunções comportamentais, uma espécie de estatuto patológico vicioso. Mas a maioria da populaça cai mesmo é no mais estúpido de todos os hábitos: o cigarro. Se considerarmos que, quem tem outros vícios como os acima mencionados também é fumador, podemos apreciar a dimensão da coisa. E porquê? porque se gosta tanto de deitar fumo pela boca? Incógnita, ninguém sabe mas que é estúpido é!
Existe aquela imagem clássica do condenado à morte que vai ser fuzilado ou enforcado, e qual o seu último desejo? Um cigarro. Será que alguém que vai morrer não tem coisa melhor para pedir do que a merda de um cigarro? Dar uma última foda por exemplo. Com um cigarrinho a seguir, claro.
Marlboro Man

domingo, 29 de março de 2009

Cultura pop (parte 2) - o regresso da cultura pop

Sempre gostei de dissertar sobre relações inter-pessoais.
Tambem sempre gostei de musica.
Começo a relacionar aqui um padrão...

Num destes belos dias que vivemos cheguei á brilhante conclusão (tardia) que se não houvessem traições, desentendimentos, desilusões e coisas afins não haveria musica pop. O que seria feito do Bryan Adams se ninguem metesse os cornos uns aos outros ou descobrissem passado muito tempo que afinal não gostam de ti ???

Com que lata havia um gajo de curtir uma "baladinha de corno" se fosse tudo perfeito ?

Até mesmo o Joe D´assassin e a sua balada mítica "e se tu na existes pá"... O que seria feito de tal conceito se não existissem sempre ao longo da historia, historias de amor mal-escritas... Cenas mal resolvidas e até mesmo paranóias cavalgantes?

A quantidade de bandas de qualidade duvidosa que se aproveitam desta efeméride é ridícula, mas faz sentido se pensarmos bem... a musica pode ser uma merda, sim, mas pelo menos estão a falar de uma coisa que se relaciona comigo... Pois se eu fizesse uma musica sobre cagar aposto que me estaria a relacionar com TODAS AS PESSOAS DO MUNDO visto ser uma assunto com uma abrangência universal.

O caminho mais fácil para o mainstream sempre foi exprimir sentimentos que não sentimos mas que "ficam bem sentir" parece-me muito complicado ver o Lenny Kravitz como uma pessoa sensivel ou uma esquizófrenica como a Alanis Morrisette a falar de amor, amor com quem? onde? na boa? agora? no carro? tás tu a guiar ou tás tu? Isn´t it ironic? Yes you are.

Enfim... a subversão da pop parece não ter fim quando vemos adolescentes roliças a cantar a balada mais pop de uma banda boa com red hot chili peppers, que sempre foram muito dados ao sentimento (diga-se de passagem). Atenção! Não pretendo criticar ninguem que enverde por este caminho, mas eu escolhi como Samuel L. Jackson cita sem pretensões perniciosas a bíbila: (o melhor livro de ficção do mundo) "O Caminho do justo" que é estreito e apertado.

Não vou estar a fingir sentimentos só porque fica bem, alías ter sentimentos parece-me irrelevante quando o que verdadeiramente interessa é fingir que somos profundos e vender a nossa imagem o melhor que podemos, e depois pronto toda a gente sabe... Há demasiada gente por aí.

O pop Portugues, por seu lado é muito "sui-generis" e tem as suas especificidades (mais mutações tipo Mafalda Veiga ou João Pedro Pais) que levam a lamechice a um nivel nunca antes visto, um gajo até tem vontade de acabar relações só pra poder ter uma desculpa para ouvir as musicas (o que faz algum sentido) o que eu ainda não percebo (ainda) mesmo são as mulheres... mas acho que isso tambem faz parte da estratégia.

Acabo este Post com uma citação sábia de Carlos Seixas: "A vida é muito peculiar"






Hóracio Crustáceo (antigo morador da Rua Sésamo)

terça-feira, 24 de março de 2009

Saíndo

Um dia acordei e o mundo pareceu-me cinzento. Não sei se porque chovia ou por terem retirado o Dinintel do mercado farmaceutico, ou ainda pelo facto de não conseguir relacionar-me com as pessoas de uma forma convencional mas desde esse daí, decidi fechar-me numa pequena divisão de madeira que existia lá em casa. A partir desse dia resolvi que não sairia da pequena divisão para nada. Ali decidi viver e, assim resignados com o facto os meus familiares traziam-me o almoço, o lanche , jantar, etc. Com uma lanterna iluminava a minha leitura frequente que, também me era trazida a meu pedido aos gritos lá de dentro. O pequeno leitor de MP3 o qual me permitia ter alguns momentos musicais era recarregado diariamente por alguém lá de fora também, obviamente. Quanto às minhas excreções fisiológicas depois de amassad... bom, é melhor não falar disto aqui.
O tempo foi passando e cada vez mais o mundo exterior me parecia uma recordação ténue e esbatida de algo que nunca tinha existido realmente, algo semelhante a um sonho do qual apenas ficam uns residuos na memória pouco depois de acordar. Apenas as insistências exteriores diárias para que viesse ver o sol a chuva, cumprimentar a minha tia ou algo assim sustentavam algum contacto humano com o mundo exterior. O tempo foi passando e dessa forma fui esquecendo a fisionomia dos familiares, e de todos aqueles que conhecia. A falta de espelhos no local onde estava, fez também com que a minha própria face que deveria estar modificada pela barba e cabelo grande, e pálida pela falta de luz, desaparecesse da minha memória. Para quê preocupações com a imagem na ausência de alguém para impressionar?
A dada altura tentaram uma artimanha com um suposto incêndio para me fazer sair, mas na dúvida, e na falta de “cheiro a queimado” mantive-me firme e resignado à imolação sacrificial, se assim tivesse de ser.
Com o passar do tempo perdi a noção de há quantos dias, meses ou anos estaria ali naquele cubículo. Muito tempo sem dúvida mas também não interessava, nada interessava para nada e não havia absolutamente nada que me motivasse a enfrentar o mundo exterior.
E quando na minha determinação convicta de que me manteria firme perante qualquer tentação de sair para o mundo exterior, eis que algo aconteceu. Vozes um pouco distantes iam-se aproximando enquanto traziam um leve aroma perfumado, agradávelmente desconhecido e acompanhado de uma voz com um timbre de mel que proferia o meu nome, pedindo-me para abandonar a minha clausura. Não era a primeira vez que alguém me pedia para sair mas nunca uma voz me soara assim, tão doce, tão convincente. Naquele instante reflecti, e de facto estava isolado do mundo há demasiado tempo, e depois ...aquela voz. Vim para fora e deparei-me com uma loiraça de olhos verdes, peituda, curvilínea, perfeita, e, devo dizer, com quem fiquei a sós até ao dia seguinte. Soube mais tarde que era uma acompanhante de luxo usada como isco para me fazer sair do meu torpor anti-social.
E pronto, foi assim que eu saí do armário.
Eurico Naça

segunda-feira, 23 de março de 2009

Teoria de síntese

Já aqui tinha dito o quanto me apraz escrever sobre transportes publicos, nada de novo, já tambem aqui referi que era engraçado que a vida tivesse a sua própria banda sonora, nada de novo aqui tambem... Só faltava mesmo haver uma teoria de síntese que condensasse estas duas esferas num acontecimento éco-mistico e intemporal.

Pois bem, embora o Metro (Andante no Porto) não seja o meu meio de transporte de eleição, porque andar de metro "mocado" é "afunilador" e tambem porque não gosto de ter pessoas a olhar para mim fixamente sem razão, de vez em quando tenho de usá-lo para me locomover, a (unica) boa coisa de andar de metro é que há musica enquanto se espera (se bem que é quase sempre de qualidade duvidosa, mas é musica)

Um destes dias aconteceu-me ter de apanhar o Metro, prontes! lá tem de ser... mas qual não é a minha surpresa quando chego á plataforma de espera e os meus ouvidos (ouvides em Algarvio) deparam-se com uma melodia sublime... era o OZZY!!!!! "O" OZZY!!!!! (Osboune, obviamente) de repente o Metro deixou de ser um sitio desagradavel e mergulhado em obscurantismo e senti pela primeira vez uma espécie de calma interior em forma de luz, nesta experiência unificadora dou por mim a absorver aquelas magníficas "pianadas" e a cantar: (interiormente claro, não quero que pensem que Eu sou maluco)

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOING
THROUGH CHANGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEES

P.S. Nunca tinha prestado grande atenção á musica para ser sincero mas desde esse momento passou a ser uma das minhas baladas preveridas logo a seguir ao "Cavalo Ruço" do Nuno da Camâra Pereira, afinal o Ozzy tava a passar por mudanças.





Utente decadente

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tratado sobre a Coerência – Tomo I

Introdução

Tudo caiu por terra aos 28 anos. Uma vida assente nos principios de uma conduta apegada à verdade e à coerência. Qual doutrina pseudo-religiosa, agarrei-me à coerência como penhora da minha sanidade. Agora que já não me posso considerar um tipo coerente, entrego-me à evidência da insanidade. Agora caem os argumentos contra a teoria de que atravessamos fases, agora começo a acreditar que crescemos – para pior, mas crescemos, mudamos, falhamos conosco.

Infelizmente o tempo realmente passa, as oportunidades perdidas lamentam-se, os padrões e a exigência alteram-se. Umas vezes refinam-se, outras abarrascam-se. Será a coerência o indicador priveligiado para a seriedade e integridade de alguém? E se não é a coerência, qual a qualidade que poderá ser esse indicador priveligiado?

Vamos testar isto já, de uma forma muito simples e mundana: Disseste que não a uma gaja demais no passado. Agora só queres é foder, tás-te a cagar se é aquele canhão com quem queres ter filhos ou não. Isso faz de ti louco ou desesperado?
Para mim, nem uma coisa nem outra.

Pior é quando há uma gaja a quem (por certas e determinadas razões estupidas relacionadas sobretudo com os pseudo valores que segues) dizes (para contigo): nunca me hei-de meter com esta gaja, nem permitirei avanços – desta àgua não beberei: esta água traz àgua no bico. E tu queres essa gaja, e essa gaja quer-te. E tu vais lá. E a coerência vai com o caralho.
O pior. Mentiras, logros, embustes, omissões, encobrimentos, tangas, preocupações até à data inexistentes, pouca paz de alma.
Os hippies quando defendiam o amor livre não sabiam o que é ter responsabilidades para com os outros – demasiado LSD. Não tinham a noção de escandalo, não sofriam consequências porque tinham o bolso cheio de drogas fodidas e de dinheiro dos pais.
Este é um assunto muito forte que será explanado adiante nestas disertações sobre a coerência: esta coisa da generalidade dos freaks serem filhos de berço d'oiro, de supostamente quererem desprender-se do material, mas a ele recorrerem para levarem as vidas de luxuria porca que levam.

Vivemos tempos de desespero, mais do que de crise. A coerência terá que acompanhar... o melhor que se quiser. Já podemos fazer tudo, até saborear a incoerencia. Viva a crise! (várias crises).



Barrosíadas

quarta-feira, 18 de março de 2009

Agruras da PUTA da vida onde diz

CARALHO PUUUUUNHETA sou doente FODA-SE um caso grave e raro para a psiquiatria CÚÚÚ! Pois é, padeço de sitoma de FODA-SE CONA coprolalia, uma anomalia neurológica provocada pelo PUUUUUTA CARALHO sindroma de tourette. Daí que CABRÃO COLHÕES BROCHE esteja sempre a proferir caralhadas. Esta minha FODA-SE condição não é de CONA CONA COOOOONA todo desagradável, pois permite-me insultar os PANELEIROS CÚÚÚÚS meus superiores hierárquicos sem que COLHÕES MINETE me seja atribuida qualquer CONA FODA responsabilidade. Vejam só as PUUUUUUTAS CONAS FODAS vantagens, até os meus colegas BROCHISTAS CABRÕES que acham certa piada, CARALHO por vezes levam ESPORRA MERDA por tabela. Mas tudo CÚÚÚ CONA isto requer uma certa FODA arte, pois por vezes a minha chefe PUUUUUTA desconfia. No entanto, não há PANELEIROS CARALHO atestado psiquiátrico que COLHÕES não justifique um BROCHE comportamento CARALHO semelhante. Enfim é o MINETE testemunho CARALHO vivo de como FODA-SE ser-se doente pode ser divertido PUUUNHETA. Só tem um problema, é que PUUUUUTAAAA CONA mesmo quando COLHÕES escrevo não consigo ESPORRAR evitar exprimir algumas MERDA CARALHO caralhadas. E ao contrário do CÚÚÚÚÚÚ FODA que alguns PANELEIROS BROCHISTAS leitores possam pensar, as minhas FODAS caralhadas não são gratuitas, pois são COLHÕES CONA CÚÚÚÚ o produto de um reflexo CARALHO patológico involuntário TESÃOOOOOO incontrolável. Bom mas não vos quero FODER mais o juizo com as minhas MERDAS CARALHO. Até à próxima COOOOOONA.

Vergalho Pinto CONA Pereira FODA-SE

segunda-feira, 16 de março de 2009

Stranger than fiction

Sempre gostei de pensar que a paranóia é um estado de realidade mais refinado e personalizado, o nosso cérebro processa a realidade e distorce-a consoante a maneira como cada um a vê e interpreta, o que só por si cria infinitos micro-universos pararelos que em ultima instancia definem a pesonalidade de cada índividuo.

Ultimamente e muito por culpa da deteriorização do modelo civilizacional em que vivemos a paranóia começa a cair em desuso, a realidade só por sí é já horrivel demais para se ter paranóias, ou melhor as pessoas assumem a verdade como a derradeira paranóia. Os apologistas da realidade começam a esfegar as mãos e a ranger os dentes, finalmente vamos todos ver o mundo a preto e branco.

Do outro lado da barricada, haverá sempre quem se recuse a aceitar tão triste destino de baixar os braços e aceitar a realidade com um resmungo artificial, uma boa forma de começar é por aceitar que não existe uma só verdade tipo "guerra das estrelas", há sempre mais do que uma perspectiva sobre as coisas, para além disso a alternativa á paranoia pesonalizada é a paranóia colectiva que pode ser observada em fenómenos como a religão ou a politica, que francamente para mim não se apresentam como alternativa.

Em jeito de conclusão paranóica arrisco-me a dizer: "Sometimes truth is stranger than fiction" que em algarvio quer dizer: Moss! na te vas dêtar não...mó!




Al-berto Carneiro

domingo, 15 de março de 2009

O novo léxico anglicista da organização moderna

O Inglês é o novo Latim, reconhecido por todo o mundo civilizado. As novas organizações adoptam portanto determinados “termos técnicos” que me dão, por vezes, vontade de rebolar no chão e rir como se não houvesse amanhã.
É normal que um colaborador (novo nome para um trabalhador) nos peça um “file” que se encontra dentro de uma “folder” que contem um determinado “budget”. No entanto este “budget” necessita ainda de algum “fine tunning”. Nesta altura já estou a rebolar no chão mentalmente e sou automaticamente remetido para aquele momento da adolescência em que acertava o vídeo (VCR) e fazia “fine tunning” todo contente.

Será assim tão difícil falar de um “processo” que se encontra dentro de uma “pasta” que contem um “orçamento” que ainda necessita de uns “acertos”?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Agarrados amarrados

A Guiné encontra-se presentemente na vanguarda da recuperação de Toxicodependentes. Um novo programa de recuperação foi iniciado tendo surpreendido os observadores estrangeiros pela sua simplicidade. O novo processo adoptado consiste somente em amarrar os Toxicodependentes às árvores e esperar que passe a sua má disposição.
Uma experiência piloto está já a ser desenvolvida no parque de São Francisco em Faro. No entanto o processo está a dificultar o trabalho dos arrumadores, tendo os utilizadores do parque simplesmente optado por dar a moeda ao arrumador mesmo sem que este tenha dispendido o esforço árduo de indicar um lugar vago.
Todo o método está a ter um efeito perverso uma vez que os arrumadores parecem agora mealheiros humanos acorrentados às árvores (contra as quais lutam freneticamente).

sábado, 7 de março de 2009

Brutal Carnificine

Alfredo Panquito acordara no meio de cadáveres de médicos degolados numa das alas das Urgências. Os factos que provocaram esta horrível tragédia remontam a alguns anos atrás quando este Delegado de Propaganda Médica perdeu o seu emprego na sequência da introdução dos genéricos no mercado.

Um estudo apurado da vida de Panquito revela que este convivia mal com a hierarquia. Num país com uma larga tradição corporativa do “chô Doutor”, Panquito desdobrava-se em reverências a estes semideuses da medicina, mas no fundo acumulava uma raiva incomensurável pronta a ser libertada.

Durante anos vendeu medicamentos como o clássico Piralvex (pincelar suavemente sobre a mucosa) em troca de congressos em lugares tão exóticos como as Maldivas. Mas agora tudo acabara…

A frustração levou-o à subversão do juramento de Hipócrates. Os Médicos tinham nas suas mãos o poder da vida e da morte.

A partir desse dia Alfredo iria espalhar a Morte.

P.M.
(Post Mortem)

sexta-feira, 6 de março de 2009

És tu Maddie?



'Tá tudo explicado, foi o Pai Natal. Eu sabia.

Mobilidade urbana

Apraz-me dissertar sobre transportes publicos, talvez porque andar de autocarro é melhor do que qualquer ida ao cinema (e sai mais barato), ultimamente tenho reparado que algumas senhoras se agarram ao varão com uma força que parece que estão a lutar pela vida...ou será que estão a fantasiar que estão a escorregar no varão de strip-tease qual Demi Moore? Não sei.
O que é facto é que parece haver uma espécie de interacção entre o varão e as mulheres que andam de autocarro, nota-se um ar de satisfação quando por fim se dão agarradas ao varão com unhas e dentes, as senhoras idosas parecem ser as mais satisfeitas em ter o varão só para elas, eu por mim agarro-me a qualquer merda, e ou eu fantasio muito logo pela manhã ou de facto existem fenómenos muito peculiares na minha pequena viagem diária de autocarro.

Por exemplo há um "gang" de velhotas que açambarca a porta de saída durante uma paragem e parece que voltámos á infancia... descobri mais tarde ainda que este gang é composto por baby-sitters reformadas que cuidam dos putos dos ricos durante o dia, o que vale é que pelo menos há sempre uma jovem catita para distrair a atenção de toda este cascata de acontecimentos matinais...




Utente decadente

quinta-feira, 5 de março de 2009

A inspiração das cegonhas

No topo do Edifício Belmarço duas cegonhas faziam “o amor”.
Para Marta, uma Taróloga Farense estes animais eram realmente uma inspiração. Muitos casais procuravam-na com problemas sexuais e ela apresentava sempre a metáfora das cegonhas para representar o equilíbrio conjugal.
Se as cegonhas conseguem copular nos seus ninhos elevados com tamanha graciosidade (apesar de o acto em si ser de curta duração), também os Farenses agarrados ao chão conseguiriam imprimir algum tipo de equilíbrio às suas vidas.
O “cegonho” deveria ser mesmo um modelo a seguir por todo o género masculino uma vez que se mantém fiel à sua companheira por toda uma vida. Alguns dos seus clientes não gostavam, no entanto, da ideia da monotonia (digo monogamia). Mas o equilíbrio escreve-se por caminhos ardilosos e os “cegonhos” consultados acabavam muitas vezes a consulta fazendo sexo desenfreado com Marta, a Taróloga.
Tudo para bem do equilíbrio.

David Luís
(Ornitólogo Algarvio, frequentador da casa da Marta)

Fare Oeste parte 2 (O regresso dos incentivos de natalidade)

domingo, 1 de março de 2009

João Pedro, para quando um Best Of?

Hoje passeava eu pelo Shopping como um verdadeiro Domingueiro consumista, quando fui agredido nos tímpanos por uma melodia hedionda cantada por um anão ex-lutador de luta Greco-Romana. A melodia perseguiu-me como uma verdadeira maldição. Pensei que começara a gostar de João Pedro Pais e ponderei o suicídio. Estava quase a cortar os pulsos quando finalmente se fez luz:
- Eu já ouvi isto antes!!!
Sorri novamente. Tinha agora mais uma razão para odiar o João Pedro. Alem de anão cabeçudo com mau gosto musical, este ser infame é também um plagiador.
Poderá ser uma pequena parte da canção mas não importa. Os Queen / David Bowie também se sentiram ultrajados quando o palhaço do Vanila Ice roubou a “linha de baixo” do “Under Pressure”.
Aqui dou a conhecer ao mundo mais um plágio. Vejam as semelhanças nos seguintes links:

http://www.youtube.com/watch?v=JZQ_vSDXXXI&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=RXu_BMNpZ6Q
.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O panda Leiro


Leiro é um panda grande, os pandas da rua dele quando o vêem dizem:
-Olha! aí vem o grande panda Leiro!

Recado sentimental


É impossivél um homem não vibrar com um bom broche.

Mas do vibrar ao compromisso vai uma distância abismal. As gajas não têm noção disso.
Usam o incontornavél prazer de um broche para passar uma mensagem, um recado sentimental.
Há as que não curtem muito chupar pau e não são capazes de o assumir, para não ficares com a ideia de que não são bestas sexuais. São as piores... começam por utilizar o broche como um prémio, um evento especial, uma recompensa por seres um bom cão. O remédio para este tipo de caso é confrontá-las:
- Atão? Não gostas de me dar beijinhos no gingarelho? Parece que é só quando o rei faz anos! Não gostas que te lamba a crica? Pois, eu também gosto que me humedeças a glande.
A resposta é invariavelmente positiva, do género: “-Não! Claro que gosto!”. E começam a chupar o galhardo, ou no proximo momento intimo fazem questão de provar que aprenderam a lição.
Este tipo de chupadora de pau dominadora, leva-me a dissertar sobre um sub-tipo de chupadora-dominadora: a chupadora do compromisso.
É o tipo de chupadora de pau, que até te pode lamber o ganha-pão todos os dias, mas há um dia especial: um dia em que te tenta transmitir o recado sentimental, vulgo chupa-e-engole (na práctica é o que acontece, é o fenómeno na sua vertente fisica, material, pragmática, mundana).
A frequência com que isto acontece, depende de várias variaveis:

Se está arrependida de algo que se passou, um erro que cometeu; e procura a redenção pela subserviência oral; Se quer demonstrar apreço por um favor ou um agrado forte que fizeste há pouco tempo;Se quer que a vossa relação dê um passo em frente, quer no que diz respeito ao grau de compromisso, quer o objectivo seja um aumento da frequência dos encontros sexuais.
Este tipo de situação do “Tás a ver como eu gosto mesmo de ti? Eu amo-te! Engulo a tua langonha para o provar! Recebe este meu sacrificio!”, é a pior, e é a que me faz menos sentido.
Na inocência e candura de um orgasmo oral, és bem capaz de cometer o erro de dizer que “não era preciso engolires”. Apressa-se logo a dizer: “mas eu gosto do sabor” (mentira escabrosa).

Estamos perante a chupadora-dominadora mais evil de todas: a que pensa que chupando-te o pau e engolindo a tua langonha, engole-te e ao teu coração. Pensar que o piço está ligado ao coração é um erro crasso das mulheres. Quando éramos jovens e insensatos até podia ser, mas agora que primamos pela maturidade e barroselice, um broche é um broche. É bom demais, mas é um broche, e nada mais que um broche. Gosto muito que me chupem o pau. Mas usar essa ferramenta de prazer como arma de sedução ou moeda de troca não é justo. Porque gosto de lamber uma boa crica lavadinha e cheirosa, mas gosto mais de uma jogada de prazer simultaneo, ou de alternância. Lamber uma cona em seco é que não tá com nada. É obvio que podia entrar no mesmo jogo pernicioso e malvado de chantagem sexual, mas sabes que mais? Sou melhor que isso. Lambo cona sem pedir nada em troca. Mas se a situação se repete sem me chuparem o pau – vai com o caralho! Que se ponha nas putas! Não quero mais disso. Vou bater a outra porta. Para esse peditório já dei (depois admiram-se que um gajo se agarre a uma gaja, que tenha como atributo principal, chupar com regularidade). Conclusão: Mulheres deste mundo: chupem o pau do vosso homem amiúde! Não precisam de engolir (pelo menos sempre). Não pensem é que estão a usar um “special” que vos permite ter acesso a tudo. Dêem as vossas bombadas sem nada pedir em troca. Quando lambo uma cona, nada peço em troca, mas o belo do broche é sempre benvindo e apreciado.

Sexo=sexo. Sexo não é amor nem compromisso.
Sexo=prazer. Sexo faz-se a 2 (ou +).
Não queriam igualdade? Que haja igualdade na entrega sexual– no strings attached. O sexo não pode ser uma arma. O sexo é um meio, uma ferramenta. O sexo é um martelo – usa-o de forma libertária e igualitária. Abaixo a ditadura do broche sentimental! O broche é um direito! (tal como o minete).



Barrosíadas

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Só queria comprar laranjas


Dizem que as laranjas do Algarve são das melhores do mundo. O segredo está na variedade, que cá existe há centenas de anos. Na semana passada resolvi comprar algumas na 125 Azul (a 125 estava azul depois do ácido que tomei). Acordei no dia seguinte com duas putas na cama. Eram excelentes (as putas, as laranjas nem por isso), dissertavam sobre “O Capital” de Karl Marx que eram obrigadas a ler na escola primária (uma vez que eram originárias do antigo bloco soviético). Eram realmente excelentes criaturas que punham em causa a frieza que é atribuída (com algum preconceito) a todos os imigrantes provindos dessa zona do globo.


O conforto humano entorpeceu-me os membros. Na lividez da sua pele perdi-me em analepses e prolepses. Revi novamente os tempos em que apanhei laranjas e atirava as podres para debaixo da árvore. As laranjas podres com o seu tom esverdeado despertavam sempre algo de solidário em mim. Sempre me imaginei a apodrecer sozinho no meio das árvores esperando que alguém me esborrachasse e o meu fim aprouvesse a alguém.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dizem eles em coro

Casamento entre homossexuais: NUNCA!

Quem é que mete mais medo?

Don´t quit your day job

A frustração consome normalmente todos os escritores que tardam em ver os seus trabalhos reconhecidos. Para muitos esse reconhecimento vem mesmo a título póstumo (post mortem). Kafka, por exemplo, mandou mesmo queimar todos os seus textos para não ter que lidar com a fama num plano superior kafkiano (por si criado) após a sua morte. Valeu-nos (ou não) a intervenção de Max Brod que evitou esta perda para a literatura mundial.
Escrever é de facto uma inutilidade. O escritor moderno (de notar que eu não me incluo nestas categorias: nem em escritor, nem em moderno) tem sobre si o peso de todos os mestres da literatura que olham sobre o seu ombro e abanam a cabeça dizendo:
“- Que falta de talento. Não deves deixar o teu emprego para te dedicares só à escrita”.
Este acordo tácito entre o novo escritor frustrado e a sombra dos grandes mestres faz com que exista uma nova classe de escritores “part-time” seguindo uma certa tradição “pessoana”.
O novo escritor pode culpar a sociedade que o obriga a desempenhar funções que vão contra a sua natureza de forma a poder sobreviver, mas a verdade é que normalmente, e segundo um filosofo Algarvio: “Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré”.
Esta premissa segue uma orientação determinista Kantiana que revela um certo sentido fatalista próprio do Português.
A indefinição sobre a verdadeira natureza do indivíduo produziu então figuras tão difusas como os exemplos que se seguem: contabilistas com alma de diletante, romancistas como Dan Brown, filósofos com espírito de técnico de contas, escritores de livros de culinária, estrelas pop que escrevem livros para crianças...

Termino com algumas ópticas que podem ser utilizadas na abordagem desta temática:

A interpretação Budista:
Escrever (como tudo na vida) só tem sentido se o fizermos de forma desinteressada e sem esperar algum tipo de reconhecimento.

A interpretação pragmática
Usa a escrita para expurgar o que te consome no dia a dia, mesmo que seja mau. Os outros que leiam.

A interpretação egoísta
Escreve para ti sem ligar à opinião alheia.

P.M.
(Post Mortem)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Criada do Albergue do Pé Quebrado

Ela é uma bela, uma linda rapariga
Por quem enlouquece toda a gente em Riga
Ela é a criada do Pé Quebrado
Por um óbolo lhe tirei o toucado
Por dois tostões e meio… Por dois tostões e meio
Pois então, que fizestes? Apalpei-lhe um seio
E por um escudo vosso, um escudo de lei
Que haveis feito depois? O seu cu espreitei
E por dois escudos, então, que pudeste fazer?
Ora essa, tomar-lhe a cona e foder.
Assim pelo óbulo, pelos escudos e pelos tostões
Tive mama, cu e cona, mais sífilis nos colhões
E tudo isto num ápice, é bom fazer notar
Porque o homem que a amparou
Dez vezes esta soma pagou
E seis meses suspirou para o mesmo alcançar.

Diderot (1773)

Sweet Suburbia

Quando me lembro daquela noite fico com a impressão que abusamos um pouco mas nada que nunca ninguém tivesse feito antes. A ver bem eramos apenas uns 40 e aliás, eu nem vi quase nada. Foi tudo muito repentino e começou com uma pequena brincadeira quando o Chico Da Naifa mandou uma pedra a uma janela, e o Manel Pé De Cabra acendeu o isqueiro encostado a um vidrão. Quando nos apercebemos da cena já era tarde demais. Doze carros ardiam e três policias estavam estendidos e empapados em sangue, cada um com sete ou oito buracos de balas no bucho. Se estavam mortos? ...bom, naquele momento nem deu tempo para pensar nessas picuinhices. Tinhamos é que limpar tudo antes de alguém acordar, sair e ver a rua tuda suja, senão iríamos ficar de castigo em casa sem sair durante quase toda a tarde, de certeza. No que toca à disciplina os nossos pais não brincavam, eram muito rígidos.


Zéca Dogueto

Dúvida

Alguém me sabe dizer que árvores são aquelas ali atrás que dão umas flores tão bonitas?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Fim da Crise


Liberdade de escolha

Questão: porque é que eu me chamo Manuel, Joaquim, Carla, Adília, Quitéria, Romualdo, Eleutério ou sei lá quantos mais nomes próprios estão disponiveis para escolha. Mas a essência da minha questão é a seguinte, escolheram vocês o nome que têm? Foram vocês os responsáveis por aquelas palavras que ouvem quando alguém se vos dirige, apelando à vossa pessoa? Claro que não. Tiveram que gramar com uma designação que vos foi imposta por alguém que vocês mal conheciam na altura, os vossos pais ou pior ainda, os padrinhos. Alguém que se achou no direito de decidir por vocês, como se iriam chamar de aí em diante e durante toda a vida. Está mal, não só porque contraria todo um principio de liberdade de escolha inerente à condição de se ser humano, mas também porque quem decide não sabe se o nome atribuido será do agrado do nomeado.

Então talvez a coisa devesse ser da seguinte maneira: aquando o nascimento de uma criança ser-lhe-ia atribuido um código alfanumérico, único e aleatório gerado por computador, isto para poder ser indentificada nas escolas, ficha clinica, actividades extracurriculares, e até pelos próprios familiares. Depois, e quando atingir uma idade em que terá capacidade de escolha sem influências alheias, e isto para uns pode ser aos 15 anos, para outros aos 18 e com um limite até aos 20 enfim, então poderá determinar que a partir daí se chamará “Fulano de Tal”. Muito importante: nenhum familiar, amigo ou pessoa próxima deverá em situação alguma chamar o individuo por qualquer nome próprio, nem a brincar.

Isto irá evitar que, alguém possa ficar desagradado com o seu nome, como algumas pessoas que conheço, evitará também alcunhas e cognomes estúpidos próprios da idade escolar, a atribuição de nomes descabidos e por vezes até humilhantes escolhidos por padrinhos amargurados com a vida, embuidos por sentimentos rancorosos, ou até propósitos de vinganças silenciosas para com os pais do interessado são também um problema. Outra coisa ainda é o nome em si, e aqui coloco uma questão paralela. Porque hei-de eu ter que carregar comigo um nome que já é utilizado por muitas outras pessoas? Isto também é totalmente contra a liberdade criativa, deveria eu poder inventar um nome para mim se assim o desejasse. Assim é que deveria ser meus senhores.
Gaunstrubydal Iosdruxalóniozingaróteles

O Devir Astro-Intestinal da Vida

As preocupações gastrointestinais condicionavam a sua atitude perante a vida. A revolução interior revelava uma estranha analogia com o devir e impermanência de toda a existência. O seu antiácido e o que o centrava e devolvia a um eixo psicossomático de equilíbrio causal era o simples acto de tocar nas plantas, aproveitando a sua aura feita de clorofila.
Enquanto outros experimentavam todo o tipo de drogas psicotrópicas à espera da grande revelação que iria salvar toda a tribo, a ele bastava-lhe esta alucinação de fotossíntese.
Foi mesmo detido num parque de Sevilha quando, ao entrar num transe frenético agarrado a uma palmeira, gritava convulsivamente:
- “Sebastião del Cano é que deu a volta ao mundo!!!”.


P.M.
(Post Mortem)

Comparações à parte

O homem gosta mesmo de figuras de estilo, das comparações em particular. Ele próprio é uma figura de estilo, lá para os lados do eufemismo. Primeiro disse que a vaca qualquer dia morria de tanto dar leite sem que ninguém a alimentasse. Hoje saiu-se com uma história que envolvia conhecer bem com que soldados é que vamos saltar do helicóptero para a selva. É a literatura em movimento. Esperemos que este poeta não torne a qualificação de Portugal para o Mundial no fim da macacada.

O caso Francês

Este domingo estava eu a folhear uma conhecida publicação da nossa imprensa cor-de-rosa quando me deparo com o seguinte titulo: SARKOZY O RÁPIDO.

Primeiro ainda associei o titulo a uma daquela "cóbóiadas" do tempo do John Wayne em que o fascista "croissant" estava ao por do sol, num duelo a fitar o seu adversário com uma musiquinha do Ennio Morricone, mas não.

Ao que parece Sarkozy tem ejaculação precoce e quem não anda muito feliz com esta situação é a mulher do menino, pois é, com uma boa daquelas e aquele "hitlerzinho-de-trazer-por-casa" não se aguenta á bomboca...

Carla Bruni, preocupada com os seus orgasmos decidiu dar uma "mãozinha" ao seu esposo e contratou um "personal trainer" para ajudar o "rapidinho" a exercitar o musculo peronial.

E ainda dizem que não se aprende nada na imprensa cor-de rosa...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Vida Íntima de Adolfo

Depois de a SIC ter lançado ontem a mini-série "A Vida Privada de Salazar", onde transforma o impotente ditador num playboy, a TVI ripostou já dando início à produção de uma série denominada "As Diabruras de um Führer". Sabemos de antemão que a série apresenta cenas escaldantes entre Hitler e o seu cão, fazendo já, o obrigatório Nicolau Breyner parte do casting, não sabemos ainda se no papel de Adolfo ou no de cão.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Love is in the air (Não, fui eu que peidei kirido)


O nosso Romualdo voltou ao estrelato depois de mais de uma década de ausência. Podem vê-lo no dia 14 de Fevereiro na Associação de Músicos. No entanto, e respeitando o anonimato que este artista muito preza, não podemos revelar que banda integra. Por isso vão ter que adivinhar…
Vai ser uma noite de muito love, “pandeleirices” e nostalgia.

O artista tambem fode

Apetece me foder.
Apetece-me mesmo foder.

Só de pensar que alguem se dá ao trabalho de vir aqui a este blog em vez de estar a ver pornografia ainda me dá mais vontade de foder.

(Vou passar á parte em que descrevo a minha pila)

A minha pila é uma pila culta, gosta de Proust declamado aos berros, é volumosa e voluntariosa, ás vezes chora.

manda-me um email para: gostodegreta.garbosa@hotmél.come-me, com o teu curriculum em anexo para eu anal-isar se ha compatibilidade, (pretende-se nível)

Cultura pop (mainstream is a dream)

Cada vez que entro em ambientes pseudo-intelectualóides é certo: mais tarde ou mais cedo alguem se vai começar a armar em esperto para cima de mim, alguem se deu ao trabalho de investigar a coisa mais rebuscada que existe e começa-me a indagar sobre aquele assunto, o qual obviamente essa pessoa domina e eu desconheço (ou tou-me a cagar) memória selectiva, acho que é o que lhe chamam.

-Há sempre alguem que te amarga a existência. Baza. Ou Confronta o que te consome. Chupa-me a pila.

É o que eu normalmente digo quando tou com paciência, sinceramente, enoja-me a pretensão de ser interessante ou como se diz hoje em dia: "trendy" por isso é que escrevo sobre coisas desprovidas de qualquer interesse... inócuas.

Cultura pop... o que é que este gajo quer agora?

Pois bem... cultura pop é quando por exemplo estamos a ver "Os Simpsons" e eles dizem uma piada que nós não percebemos, ou por exemplo calçar umas all-star e umas calças rasgadas em sitios estratégicos e dizer ás pessoas que não ligamos ao aspecto, é ter um fender stratocaster se a banda é "indie" ou uma flying "V" se a banda é de metal, é ter usado camisas de flanela nos anos 90, basicamente é aderir a uma das tendencias do espectro pop-caleidoscópico-intemporal e estar dentro do assunto, o mainstream tem espaço para todos.

E agora uma pausa para os comerciais...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Campanha Eleitoral? Sim, Obrigado.

A Câmara Municipal de Faro está a acompanhar a tendência geral de Governação do Pais, seguindo respeitosamente a máxima: “Antes de fazermos qualquer obra devemos anuncia-la primeiro com grande pompa e circunstância”.
Passo a citar alguns exemplos:

- O Parque de Estacionamento do Largo das Mouras Velhas (ao lado do Teatro Lethes)
Este parque mártir já sofreu diversas intervenções que só pioraram o seu estado. Primeiro arqueólogos interessados escavam as imediações em busca do Santo Graal e privam o cidadão do uso do parque durante meses. Depois misteriosamente voltaram a tapar tudo com terra estando o parque actualmente sem alcatrão.
Ao lado deste cemitério do Neolítico repousa uma placa que anuncia solenemente a construção de um parque subterrâneo com milhares de lugares.

- A loja do Cidadão
Anunciada com grande pompa num grande cartaz no mercado Municipal e em todos os folhetos do Câmara de Faro. Ainda não abriu.

- Obras de Requalificação do Sé
Colocado um enorme cartaz na Fabrica da Cerveja a anunciar que a Câmara de Faro está a trabalhar para nós. Pergunto-me quando terá custado aquele cartaz e quantas fachadas da Cidade Velha poderiam ter sido pintadas com aquele dinheiro.

Pessoalmente sinto-me muito lisonjeado que a Câmara esteja a trabalhar para mim mas penso que pouparia algum dinheiro se não o anunciasse com tanta veemência.

O Cidadão Preocupado

Pára de chorar, isto pra ti é uma honra

A velha história do homem poderoso, conhecido da televisão,
que tira os óculos e abusa da criancinha indefesa

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lei para um só(crates)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um post chamado post

Este post destina-se somente a ocupar este espaço. Finalmente vou realizar um desejo antigo de escrever só por escrever sem na realidade ter nada para dizer.
Face à imaginação prolífera dos colaboradores deste blog (com a qual me regozijo) no novo ano de 2009, pareceu-me interessante escrever a metro. Tal como Dali assinou quadros em branco para que outros Surrealistas da sua “linha de montagem” de pintura pudessem descobrir novos conceitos semi-dadaistas, também eu me reservo a esse direito. Fazendo a devida ressalva moral e sublinhando a distinção clara que há entre mim e o mestre do Surrealismo, aplico a este pensamento a dose conveniente de modéstia.
Na minha linha de montagem reina um enorme vazio. E porque não escrever sobre o vazio? Escrever sobre a ausência de algo é muito mais difícil do que sobre algo palpável. Na realidade já consegui encher algumas linhas a escrever sobre nada... E continuo...É incrível...
Felicito, desta forma, o desafortunado leitor que de forma generosa aguentou a leitura deste texto completamente inócuo até ao fim.
In: "Dadá diz a sua primeira palavra"

T(r)astes

O ser humano sempre foi dado à hipocrisia. É algo inerente à espécie e eu sei, pois sou um exemplar da mesma e por isso posso atestar tal facto com absoluta convicção. Entre as muitas coisas que se fazem, pensam, e principalmente que se dizem por aí, há uma que sempre achei hipocrita ao máximo. Sabem daquela história sobre os gostos não se discutirem, pois bem, nada mais falso e totalmente desprovido de bom senso. É claro que os gostos se discutem, sempre se discutiram e certamente que vão continuar a ser objecto de controvérsia por muito tempo. Qual a razão porque se juntam os amigos nas mesas de café em finais de tardes, senão a declarada e manifesta intenção de criticar apreciações alheias! Como seriam as relações sociais de hoje se não discutissemos preferências que não nos pertencem? Impossivel, temos de o fazer até porque meter o bedelho onde não se é chamado, seja para o bem ou para o mal faz parte da natureza humana. Ademais, até para sabermos se gostam de nós, temos de nos questionar sobre os gostos alheios. No entanto, opinar sobre o que os outros gostam também pode ser saudável, porque se asssim não fosse como iriamos ter referências para o nosso indiscutivel bom gosto? Como iríamos saber que a música do Toni Carrera é uma bosta, se a mesma não fosse ouvida pela sogra, por exemplo. Ou como saberiamos que ser lésbica é fixe? Porque aquela boazona que mora no andar de baixo lá no prédio é. Logo, se a gaja gosta de gajas tem bom gosto, portanto logicamente ser lésbica deve ser bom. O que seria do azul se todos gostassem do amarelo? Se formos a ver bem, o gosto dos outros pode até servir como um barómetro ao contrário ou seja, se quase ninguém gosta então deve ser bom. Isto são apenas exemplos e reparem, há todo um intrínseco processo de lógica a envolver tudo isto. Todos os dias podemos observar gente por aí a dizer “ah, e tal... gostos não se discutem”! Mentira. Quem diz merdas dessas tem mau gosto de certeza.


Antunes Lobo Tomia

O Slogan

Arrest Socrates
Freeportugal

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A Irmandade do Jacarandá

A Irmandade reunira-se mais uma vez na Horta da Areia. Aquele lugar tinha algo de místico. Para além de estar situado ao lado de um Cais que irá ser sempre novo (apesar de já ter alguns anos), tem também nas imediações as duas enormes bolas de gás que, como dois testículos gigantes prestes a explodir, podem levar consigo metade da cidade. Esta proximidade do perigo representa para os membros da Irmandade a convivência deliberada com a perenidade da existência.
Os membros da Irmandade têm em comum o facto de não poderem afastar-se muito da cidade que os viu nascer, sob pena de perderem progressivamente as suas capacidades mentais. Este raio de acção foi estimado em cerca de 20 Kms, apesar de haver relatórios de membros que dizem ter estado em Vila Real de Santo António.
A origem da Irmandade remonta ao fenómeno que ocorre em Maio, normalmente referido pelos Farenses como: “aquela merda das flores roxas que se colam aos pés e sujam os carros todos”.
A queda das flores roxas do Jacarandá, e a cola que libertam, representam para os membros da Irmandade o apego destes em relação à cidade. Colados ao chão por acção da cola sagrada segregada pelas flores. Para sempre prisioneiros mas espiritualmente livres.
Jacaranda Ovalifolia – Membro Fundador da Irmandade

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um dia destes,...

Foi só quando se acabaram as balas e o fumo assentou, que percebeu que tinha acertado na cabeça do patrão e não na do cliente. Não se lamentou muito, o patrão, bem vistas as coisas, era um bocado urso e mais cedo ou mais tarde teria que o despachar...Foi mais cedo do que havia planeado.
Foi para a cafetaria e pôs-se a beber cerveja e shots de whisky. Os seus colegas de trabalho corriam em pãnico e alguns escondiam-se por debaixo das mesas, outros atrás das portas. Mas
não havia nada a temer, Remus mostrava-se sereno. Talvez os colegas da contabilidade tivessem razões para sentir algum receio, mas os outros não. É o que dá viver em Remulak – A Grande, mais dia menos dia um pessoa sente aquela necessidade premente de levar uma arma semi automática para o emprego.
Ouviu as sirenes da Brain Police e pediu mais um shot e uma cerveja. Entretanto, Zeferino, seu colega de caça, aproximou-se com cuidados:
- O que é que te passou pela cabeça? - perguntou.
- Pela minha, nada, já pela do patrão passou uma de 38mm.
- Assim sem mais nem menos?
- Nem mais,...É esta cidade sabes? É futurista demais, acho que me vou mudar para o campo.
E dito isto afastou-se. Mudou-se efectivamente, mas não para o campo.

Uncle Remus

Gay Não Sou

Esta é a história de um rapaz que viu Deus, eu mesmo. E vou contar como tudo se passou...
Sou o mais novo e único rapaz de uma familia de três irmãos. Filho de pais divorciados fui criado pela minha mãe e irmãs, o que desde cedo me imprimiu fortes caracteristicas femeninas talvez pela predominância do número de mulheres em casa. Para complicar mais ainda, as minhas irmãs eram lésbicas e nunca levavam rapazes para casa.
Ora podem ver de que forma estas coisas se repercutem numa mente em crescimento como a minha. Foi então que comecei a apreciar vestidos, perfumes, flores e às tantas rapazes também. Tudo fazia prever uma vida dedicada ao maricanço e à paneleirice.
Ora dá-se o caso que tenho familiares que vivem em Portimão, perto da Praia da Rocha onde passei os verões da minha infância e juventude. E terá sido aí que tudo mudou, por volta dos meus dez anos, em meados dos anos oitenta.
Andava uma bela manhã pela praia a olhar para os peitorais dos rapagões que por alí andavam quando um puto da minha idade meteu conversa comigo. Fomos para trás de umas rochas e já estava preparado para lhe mecher na pila quando apanho um violento pontapé nas costelas.
Rebolei no chão cheio de dores e, quase a chorar olho para cima e vejo uma imagem de um fulano grande, de tanguinha como os maricas usam hoje na praia, com um bigode à Freddie Mercury e com um magote de gajas estrangeiras atrás. “Que merda é essa ó puto?... faz-te homem caralho”, disse arrotando logo de seguida enquanto coçava frenéticamente o escroto.
Aquele ser estranho emanava uma energia poderosa que me contagiou de imediato. Espanquei violentamente o puto que tinha ido comigo para trás das rochas, e olhei para aquela figura que dava ordens à sua legião de escravas “came beibi put de crim”. Não percebi patavina mas segui-o, aquele Deus com a sua aura mágica que ofuscava as “camones” à sua passagem. Bom, não vou contar o que se seguiu mas podem imaginar.
Soube mais tarde quem era quando o vi, uns bons anos depois na televisão.
Ainda me doem as costelas daquele pontapé, mas fiquei curado.
O amigo do Zézé

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cinéfilos

É verdade, cá eu gosto de cinema. Mesmo. E não sou daqueles gajos que vai ao cinema para ver explosões, tiroteios e merdas dessas. Aliás eu raramente vou ao cinema, prefiro gamar os filmes na net e nem sei se não fosse assim me daria tanto prazer ver um bom filme. Bom mas cá eu, quando vejo um filme gosto de apreciar o desempenho dos actores, reparo na fotografia, na sonoplastia, nas mamas da Angelina Jolie, enfim essas merdas todas que fazem esses gajos de oculinhos e gravata ditos intelectuais que vão a Cannes para dizer que foram, falam do Urso de Berlim do Leão de Ouro de Veneza e mais sei lá o quê.

Mas eu não embarco nesses filmes, ou seja gosto me encostar fumar uma ganza e ver um bom filme, e tudo isto em casa. Mas há uma coisa que me faz espécie. É a merda da musica nos filmes, a dita banda sonora. Porra a vida não tem musica, ou seja não vamos a andar pela rua e está uma musica de fundo: tarammmmmmtararammraram, até porque se fosse assim com tanta gente por aí na rua , depois não se ouvia nada de jeito, seria uma parafernália de bandas sonoras e depois com tanto barulho o mais provável é que isso nos levasse a todos à loucura. Não, não dá.

Por isso mesmo é que vos dou um conselho, se querem ver um filme o mais aproximado da realidade possivel vão às funções do vosso leitor de DVD e separem o som, tirem-lhe a musica de fundo e vão ver a loucura que não é. Afinal é a arte que imita a vida e não o contrário e como já deixei aqui bem explícito a vida real só tem música nas discotecas e nos concertos. Por vezes o problema é que, já estamos tão programados para ouvir as merdas das bandas sonoras que por vezes o filme fica um pouco vazio e é por isso tenho o hábito de assobiar nos filmes do Manuel de Oliveira... quando vou ao cinema está claro.


Raul Mistro

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Presidencia aberta

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sócrates e o Tio

Sócrates reuniu os seus discípulos na Àgora. Queria comunicar-lhes a construção de um novo teatro onde se iriam representar todas as grandes tragédias. A construção estaria a cargo do seu tio Hipérion segundo influência de uns Espartanos seus conhecidos.
Os Estóicos insurgiram-se contra a construção deste teatro por considerarem que o local escolhido era um antigo centro de culto à deusa Gaia (Terra).
Sócrates renegou-os todos a Tártaro (mundo inferior) e secretamente mandou os seus discípulos Socretinos remover todos os indícios da presença da Deusa Gaia, colocando-os em terrenos vizinhos.
Os Estóicos aperceberam-se do esquema e Sócrates foi empalado e exibido nas ruas de Atenas.

A História tem a estranha tendência para se repetir…

A verdade é sobrevalorizada

Com o passar dos tempos muitos foram os que morreram em busca dela, muitos foram os que sobreviveram para protegê-la, muitos foram os que sobreviveram em busca dela, houve tambem quem morresse para protegê-la, alguns passaram ao lado dela e por fim, há uma infíma parcela que vive alheada de tal coisa.

Mas que coisa é esta, a verdade? este conceito mágico e nobre e bonito de que toda a gente fala?

Será que interessa assim tanto? Será que justifica tudo?

Ok é uma causa nobre e fica bem ao herói romantico, na sua armadura brilhante na sua demanda incessante por sei lá o que ou por exemplo ao político que precisa de um imperativo moral para a sua imoralidade social... Mas falando em termos práticos: Para que serve a verdade? Paga-se um café com a verdade? Ganha-se alguma coisa em dizer a verdade? Um criminoso diz a verdade e vai preso, bela recompensa.

Geralmente a verdade só traz problemas e sinceramente falando é um conceito demasidado abstracto em todos os seus sentidos e vertentes, é um bom objectivo utópico para se ter e tal... Ah! eu quero a verdade. Então e os advogados? queremos mais gente no desemprego?

Onde é que esta merda ia parar se desatasse toda a gente a dizer aí a verdade á parva?

Como diria o Jack Nicholson no filme passado em Guantanamo sobre abusos de soldados americanos a... soldados americanos (o que faz todo o sentido) e que, acho Eu, faz todo o sentido no seguimento deste raciocinio: "YOU CAN´T HANDLE THE TRUTH"

-Are we clear?







Excerto tirado da obra "O desmame do soldado Joaquim"

Revivalismo Ultramarino (Moçambique Mix 69)

É em dias como este em que olhei pela janela e ví o Sol a raiar, vesti o meu casaco, optimista, e saí para comprar tabaco e entretanto começou a chover-me granizo nos cornos, que recordo com mais saudade os tempos passados em Lourenço Marques.

Aquilo é que era vida! Lembro-me como se fosse hoje os serões bem passados na baía de Lourenço Marques a beber Laurentina e a ver os camarões a lutar com os tubarões enquanto o Sol se punha demoradamente, autenticas lutas titânicas! Normalmente comíamos quem perdia.

Não havia Inverno em Lourenço Marques, chovia de vez em quando mas o solo estava tão quente que quando as pingas lhe tocavam evaporavam imediatamente, coisas de Africa... Tempos que não voltam... Quando se petiscava comia-se um frango!

Enfim... depois foi a pouca vergonha que se viu, tive de fugir, deixar as minhas belas roupas leves e claras de colonizador e voltar para o meu Portugal com uma mão á frente e outra atrás e a roupa que tinha no corpo para não levar com um balázio.

Penso frequentemente no Firmino, esse preto de bom coração que corria atrás da minha bicicleta carregado com os meus livros de escola e o meu almoço... O que será feito dele agora?

Nunca mais irei comer manteiga da Suazilandia isso é certo mas vou continuar a chatear as gerações vindouras e contar-lhes como dourada era a vida em Lourenço marques a pérola do Ultramar! Em todos os jantares de familia quando começar a ficar bebado vou começar a descrever as planicies de Nambuangongo ou as verdejantes matas de Moeda, vou ficar nesta espiral de revivalismo peculiar, ser retornado é algo de especial.

É ter ido e ter voltado.







Coronel Mandioca

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Kafka versus Pessoa

Um novo dia nasce taciturno. Mais um dia no escritório.
Fernando Pessoa dá as boas vindas ao novo colega recentemente transferido:

- Bom dia Sr. Kafka. Seja bem-vindo.
- Bom dia Herr Pessoa. Muito obrigado. Estou muito entusiasmado por trabalhar numa repartição pública portuguesa. Que inspirador...
- Espero que tenha mais sorte que o seu antecessor que desapareceu lamentavelmente na subsecção M do arquivo. Este local é um perigo para o escriturário desprevenido. Existem milhões de processos por arquivar no vão da escada. Até a mulher da limpeza tem medo de se aproximar. Corre um rumor que lá habita um monstro devorador de ácaros.
- Estou habituado às adversidades. Consegui recentemente resistir a um processo que me moveram mesmo não sabendo muito bem do que se tratava.
- Está portanto em casa. Verá que Portugal é como a Coca-Cola “primeiro estranha-se depois entranha-se”.
- Sim, Portugal é uma referência no Universo Burocrata. Um verdadeiro desafio. Max Weber deve estar a dar cambalhotas para trás. Ele que acredita que a Burocracia é a organização eficiente por excelência.

Epilogo:
Foi com o legado deixado por Kafka na sua breve passagem por Portugal que os serviços administrativos portugueses sofreram as suas maiores reformas estruturais. A nova forma de pensar teve enorme impacto em toda a sociedade (e Max Weber continua a dar cambalhotas para trás.)

D. Duarte - O Porcalhão

sábado, 17 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os Cinco das Barbas

Foram detidos os Cinco das Barbas! Este grupo de assaltantes inspirava-se nos contos juvenis de Enid Blyton para efectuar os seus golpes (mas sem aquele cão irritante que costuma estar na taberna da Sé). Foi também detido o “Barbas”, grande benfiquista e mentor de todo o projecto. “Barbas” terá recrutado os seus colaboradores durante um jantar do bigode que estava a ter lugar no seu restaurante. Rapidamente os converteu ao uso da barba e demorou pouco até começarem os assaltos.
Toda a operação de “Barbas” visava financiar o seu clube, o Benfica, que fez inúmeras contratações milionárias esta época. Ninguém conseguia explicar (até agora) de onde vinha o dinheiro.

...Sobre alibis

Sempre vi o álibi como a peça fundamental para se fazer algo impunemente, a pedra angular do crime perfeito. Quando se premedita uma acção que vai ter consequências nefastas ou lesivas para outrem, se há algo que convém ter com relativa qualidade é um álibi. E não se trata de desculpas merdosas do género: “pois, esqueci-me que não posso andar a dar tiros nas pessoas, desculpa lá mas podes pôr um olho de vidro e até ficas mais giro”. Falo de algo muito mais consistente em que apesar de se ter cometido uma falta grave para com os nossos códigos sociais vigentes, consegue-se convencer toda a gente de que seria impossível sermos nós os prevaricadores. Dito isto há uma pessoa que seria sem dúvida merecedora de “o Óscar do álibi” se existisse semelhante prémio a atribuir. E ele é... Manuel Abrantes! Pois é, este senhor foi capaz de guardar um simples bilhete de cinema desde Fevereiro de 1999 até aos dias de hoje, já porventura imaginado o quão útil seria num caso de umas tais brincadeiras de “empurrar rolinhos de carne”,com uns miúdos de uma tal instituição. È o que se pode chamar: uma pessoa pervertida... perdão, precavida. Este homem é um génio, um verdadeiro Einstein do álibi. Assim e inspirado por este verdadeiro mestre, decidi a partir de agora guardar todos os preservativos que utilizo. Pois é nunca se sabe quando serão necessários num caso de falsa paternidade.
Eurico Naça

A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 1


A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 2




quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sonhos cor-de-rosa

Satanás possuíu-me por trás

Olá a todos, a historia que vos vou contar pode parecer um pouco rebuscada e até mesmo díficil de acreditar, mas meus amigos como dizia o david dosovnis nos "x-files" "a verdade anda aí".
Eu própria ainda estou aterrorizada com o evento diabólico que me sucedeu na passada terça feira.

Ainda tenho os pelos todos arrepiados... então foi assim:

Eu moro no campo e tenho muito orgulho na minha ruralidade por isso visto-me de preto e oiço música do Demo mas vou á missa todos os santos Domingos e quero ir virgem como a Maria para o casamento, sou o chamado e tão auto-proclamado "paradigma resultante da crise de identidade de adolescentes rurais" e gosto, por príncipio que as coisas tenham alguma coêrencia e é por isso que sigo uma rotina.

Nesse dia, a seguir á escola fui para casa e ví os morangos com açucar como é normal ao que a seguir dirigi-me para o meu quarto e masturbei-me furiosamente com o meu vibrador de cristal tamanho "John Holmes" enquanto ouvia a música "Belzebú" dos Comme Restus e me deliciava com o poster do Angélico que tenho ao lado do pentagrama (gosto de ser coerente como já tinha dito) e eis que enquanto enfiava com afinco e prazer o vibrador na minha ratinha molhada começo a sentir uma entidade a penetrar-me o anús.

Estarreci.

Parei.

E não estava mais ninguem no quarto... Voltei a sentar-me em cima do vibrador e cavalguei-o durante uns segundos e... a entidade voltou. Desta vez dava-me estocadas precisas e vigorosas no buraco plissado, gostei, mais tarde vim a saber que era satanás em pessoa.








Unisedília Serenália

Atenção

Minhas meninas, prestem muita atenção, sexo com os senhores islâmicos, não! Deus nos livre de tais sarilhos, se querem fazer sexo descomprometido, façam-no com os padres católicos.

Agora ide e não pequeis mais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Envelhecer Parte 2

A serenidade atingida com a maturação própria da idade torna-se contraproducente ao nível das ideias. As ideias mais arrojadas (e por vezes estúpidas) surgem quando as nossas hormonas estão ainda aos saltos numa fase imberbe. Apesar de serem hormonas relativamente incultas, estas desempenham um papel que poderá não ter paralelo ao longo da nossa vida adulta. As hormonas adolescentes e inconsequentes compensam o facto de terem pouca paz de espírito com paixões, ideias e opiniões extremadas.
É esse o problema da serenidade e paz de espírito. Não podemos simplesmente desliga-las e dizer:
- Agora vou ter um pensamento bued´arrojado!

Com isto não quero dizer que eu seja algum tipo de “Bodhisattva”, ou seja, aquele ser budista que evita a Iluminação para salvar os outros. Esta atitude alem de arrogante só poderia ser tomada por alguém especial e plenamente sereno, o que obviamente não é o caso.
No fundo o que estou a tentar dizer é que devemos preservar parte da nossa inocência em relação à forma como vemos a realidade e evitar de alguma forma a acomodação intelectual que por vezes é tomada por serenidade.

P.M.
(Post Mortem)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Aaaaah... Então é por isso que roubas bancos em Portugal...




"Luto contra o sistema económico espanhol que subjuga o poder político. Nos assaltos, cobro uma espécie de imposto revolucionário"

El Solitário (Jaime Giménez Arbe)

Educação Sexual




quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deve ser para fugir à crise

O Banco de Portugal anuncia o início da recessão no país, na mesma altura a indústria automóvel anuncia que Portugal foi o país da Europa onde a compra de carros aumentou, incluindo modelos topo de gama.
Ainda há quem não veja a lógica em tudo isto.




domingo, 4 de janeiro de 2009

Envelhecer é uma arte

Enfim... acabou a "seasonabilidade" dos posts, chega de natal, menino, ano-novo e essas coisas que acontecem uma vez por ano, vamos voltar para os assuntos do quotidiano.

A chegada á fase adulta: é bonito o desbrochar do nenúnfar, a inocência perdida, o segredo para envelhecer é apenas aprender a desenvolver convenientemente o sentido de abstração e indifrença nas medidas certas, no fundo é um "encolher ombros" que implode até á morte, como que uma aceitação que faz parte do natural processo das coisas e uma resignação que se vai alojando progressivamente.

Basicamente estes são os sintomas que comecei a sentir que me fazem crer que estou a ficar adulto:

.A paciência e o idealismo são os primeiros a ir, mais uma vez o pragmatismo toma conta da situação: ah e tal, um gajo tem de trabalhar... a alternativa é andar aí descalço a dizer que sou anarquista e a cravar trocos alimentando-me assim do sistema que critico, não é opção.

.O abuso começa a não ser "tão" bem tolerado pelo organismo o que se traduz em ressacas progressivamente mais complicadas e num alongamento nos tempos de recuperação.

.Um desejo inexplicável de comprar um pijama de flanela, umas pantufas com as minhas iniciais e um robe para andar por casa.

e assim por aí em diante... existem mais exemplos mas a minha amnésia precoce só me permite lembrar dos pensamentos curto-médio prazo (um dos benefícios de envelhecer).

De vez em quando até sinto aquela pontada no joelho quando o tempo vai mudar.






Arnaldo Teutónio

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Noticias de última hora


Continua a chover no molhado...

Primeiras impressões de 2009

Pois é... já estamos em 2009... A primeira coisa que me apraz dizer neste ano é: Tou almariado.

Depois de me obrigar a engolir duas fatias de pizza, os primeiros pensamento deste ano vão surgindo e as minhas primeiras preocupações deste novo ano prendem-se com a gravidade.

Terá a Terra sofrido um ligeiro desvio gravitacional de ontem para hoje? Com a quantidade de fogo de artificio que se lançou para aí não me surpreenderia que o planeta tenha ficado desviado da sua órbita normal.

Eu não costumo acreditar nos hóroscopos e acho essa merda dos signos uma balela gigantesca mas tenho de reconhecer que desta vez acertaram: "O ano de 2009 vai-lhe trazer alguns problemas de equilibrio" Lembro me de ver... ou terá sido um sonho? enfim, não interessa o que é certo é 2009 começou por ser um ano "flutuante".

Não que eu seja um tipo que dê importancia ao simbólico, pelo contrário sou muito terra-a-terra, por isso tou me a cagar para essa parvoice de acreditar que todo o ano vai ser como começa, caso contrário teria de considerar mandar um curriculo para a NASA.

"Beber Coca-Cola e dar pequenos arrotos ajuda sempre" penso eu com os meus botões, e é isto que me tráz de volta á espuma dos dias, saber que há certas coisas que não mudam, pequenas verdades que vamos criando a partir da nossa experiência directa com as coisas que nos prende á realidade á medida que a vamos criando, é esta clarividencia típica de pós-consumo abusivo e alarve de psicotrópicos e vodka Polaca que me faz escrever a primeira teoria da conspiração de 2009.

Fizeram alguma coisa á gravidade da Terra isso é certo.





Búzio Aldrin