quinta-feira, 5 de março de 2009

A inspiração das cegonhas

No topo do Edifício Belmarço duas cegonhas faziam “o amor”.
Para Marta, uma Taróloga Farense estes animais eram realmente uma inspiração. Muitos casais procuravam-na com problemas sexuais e ela apresentava sempre a metáfora das cegonhas para representar o equilíbrio conjugal.
Se as cegonhas conseguem copular nos seus ninhos elevados com tamanha graciosidade (apesar de o acto em si ser de curta duração), também os Farenses agarrados ao chão conseguiriam imprimir algum tipo de equilíbrio às suas vidas.
O “cegonho” deveria ser mesmo um modelo a seguir por todo o género masculino uma vez que se mantém fiel à sua companheira por toda uma vida. Alguns dos seus clientes não gostavam, no entanto, da ideia da monotonia (digo monogamia). Mas o equilíbrio escreve-se por caminhos ardilosos e os “cegonhos” consultados acabavam muitas vezes a consulta fazendo sexo desenfreado com Marta, a Taróloga.
Tudo para bem do equilíbrio.

David Luís
(Ornitólogo Algarvio, frequentador da casa da Marta)

Fare Oeste parte 2 (O regresso dos incentivos de natalidade)

domingo, 1 de março de 2009

João Pedro, para quando um Best Of?

Hoje passeava eu pelo Shopping como um verdadeiro Domingueiro consumista, quando fui agredido nos tímpanos por uma melodia hedionda cantada por um anão ex-lutador de luta Greco-Romana. A melodia perseguiu-me como uma verdadeira maldição. Pensei que começara a gostar de João Pedro Pais e ponderei o suicídio. Estava quase a cortar os pulsos quando finalmente se fez luz:
- Eu já ouvi isto antes!!!
Sorri novamente. Tinha agora mais uma razão para odiar o João Pedro. Alem de anão cabeçudo com mau gosto musical, este ser infame é também um plagiador.
Poderá ser uma pequena parte da canção mas não importa. Os Queen / David Bowie também se sentiram ultrajados quando o palhaço do Vanila Ice roubou a “linha de baixo” do “Under Pressure”.
Aqui dou a conhecer ao mundo mais um plágio. Vejam as semelhanças nos seguintes links:

http://www.youtube.com/watch?v=JZQ_vSDXXXI&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=RXu_BMNpZ6Q
.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O panda Leiro


Leiro é um panda grande, os pandas da rua dele quando o vêem dizem:
-Olha! aí vem o grande panda Leiro!

Recado sentimental


É impossivél um homem não vibrar com um bom broche.

Mas do vibrar ao compromisso vai uma distância abismal. As gajas não têm noção disso.
Usam o incontornavél prazer de um broche para passar uma mensagem, um recado sentimental.
Há as que não curtem muito chupar pau e não são capazes de o assumir, para não ficares com a ideia de que não são bestas sexuais. São as piores... começam por utilizar o broche como um prémio, um evento especial, uma recompensa por seres um bom cão. O remédio para este tipo de caso é confrontá-las:
- Atão? Não gostas de me dar beijinhos no gingarelho? Parece que é só quando o rei faz anos! Não gostas que te lamba a crica? Pois, eu também gosto que me humedeças a glande.
A resposta é invariavelmente positiva, do género: “-Não! Claro que gosto!”. E começam a chupar o galhardo, ou no proximo momento intimo fazem questão de provar que aprenderam a lição.
Este tipo de chupadora de pau dominadora, leva-me a dissertar sobre um sub-tipo de chupadora-dominadora: a chupadora do compromisso.
É o tipo de chupadora de pau, que até te pode lamber o ganha-pão todos os dias, mas há um dia especial: um dia em que te tenta transmitir o recado sentimental, vulgo chupa-e-engole (na práctica é o que acontece, é o fenómeno na sua vertente fisica, material, pragmática, mundana).
A frequência com que isto acontece, depende de várias variaveis:

Se está arrependida de algo que se passou, um erro que cometeu; e procura a redenção pela subserviência oral; Se quer demonstrar apreço por um favor ou um agrado forte que fizeste há pouco tempo;Se quer que a vossa relação dê um passo em frente, quer no que diz respeito ao grau de compromisso, quer o objectivo seja um aumento da frequência dos encontros sexuais.
Este tipo de situação do “Tás a ver como eu gosto mesmo de ti? Eu amo-te! Engulo a tua langonha para o provar! Recebe este meu sacrificio!”, é a pior, e é a que me faz menos sentido.
Na inocência e candura de um orgasmo oral, és bem capaz de cometer o erro de dizer que “não era preciso engolires”. Apressa-se logo a dizer: “mas eu gosto do sabor” (mentira escabrosa).

Estamos perante a chupadora-dominadora mais evil de todas: a que pensa que chupando-te o pau e engolindo a tua langonha, engole-te e ao teu coração. Pensar que o piço está ligado ao coração é um erro crasso das mulheres. Quando éramos jovens e insensatos até podia ser, mas agora que primamos pela maturidade e barroselice, um broche é um broche. É bom demais, mas é um broche, e nada mais que um broche. Gosto muito que me chupem o pau. Mas usar essa ferramenta de prazer como arma de sedução ou moeda de troca não é justo. Porque gosto de lamber uma boa crica lavadinha e cheirosa, mas gosto mais de uma jogada de prazer simultaneo, ou de alternância. Lamber uma cona em seco é que não tá com nada. É obvio que podia entrar no mesmo jogo pernicioso e malvado de chantagem sexual, mas sabes que mais? Sou melhor que isso. Lambo cona sem pedir nada em troca. Mas se a situação se repete sem me chuparem o pau – vai com o caralho! Que se ponha nas putas! Não quero mais disso. Vou bater a outra porta. Para esse peditório já dei (depois admiram-se que um gajo se agarre a uma gaja, que tenha como atributo principal, chupar com regularidade). Conclusão: Mulheres deste mundo: chupem o pau do vosso homem amiúde! Não precisam de engolir (pelo menos sempre). Não pensem é que estão a usar um “special” que vos permite ter acesso a tudo. Dêem as vossas bombadas sem nada pedir em troca. Quando lambo uma cona, nada peço em troca, mas o belo do broche é sempre benvindo e apreciado.

Sexo=sexo. Sexo não é amor nem compromisso.
Sexo=prazer. Sexo faz-se a 2 (ou +).
Não queriam igualdade? Que haja igualdade na entrega sexual– no strings attached. O sexo não pode ser uma arma. O sexo é um meio, uma ferramenta. O sexo é um martelo – usa-o de forma libertária e igualitária. Abaixo a ditadura do broche sentimental! O broche é um direito! (tal como o minete).



Barrosíadas

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Só queria comprar laranjas


Dizem que as laranjas do Algarve são das melhores do mundo. O segredo está na variedade, que cá existe há centenas de anos. Na semana passada resolvi comprar algumas na 125 Azul (a 125 estava azul depois do ácido que tomei). Acordei no dia seguinte com duas putas na cama. Eram excelentes (as putas, as laranjas nem por isso), dissertavam sobre “O Capital” de Karl Marx que eram obrigadas a ler na escola primária (uma vez que eram originárias do antigo bloco soviético). Eram realmente excelentes criaturas que punham em causa a frieza que é atribuída (com algum preconceito) a todos os imigrantes provindos dessa zona do globo.


O conforto humano entorpeceu-me os membros. Na lividez da sua pele perdi-me em analepses e prolepses. Revi novamente os tempos em que apanhei laranjas e atirava as podres para debaixo da árvore. As laranjas podres com o seu tom esverdeado despertavam sempre algo de solidário em mim. Sempre me imaginei a apodrecer sozinho no meio das árvores esperando que alguém me esborrachasse e o meu fim aprouvesse a alguém.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dizem eles em coro

Casamento entre homossexuais: NUNCA!

Quem é que mete mais medo?

Don´t quit your day job

A frustração consome normalmente todos os escritores que tardam em ver os seus trabalhos reconhecidos. Para muitos esse reconhecimento vem mesmo a título póstumo (post mortem). Kafka, por exemplo, mandou mesmo queimar todos os seus textos para não ter que lidar com a fama num plano superior kafkiano (por si criado) após a sua morte. Valeu-nos (ou não) a intervenção de Max Brod que evitou esta perda para a literatura mundial.
Escrever é de facto uma inutilidade. O escritor moderno (de notar que eu não me incluo nestas categorias: nem em escritor, nem em moderno) tem sobre si o peso de todos os mestres da literatura que olham sobre o seu ombro e abanam a cabeça dizendo:
“- Que falta de talento. Não deves deixar o teu emprego para te dedicares só à escrita”.
Este acordo tácito entre o novo escritor frustrado e a sombra dos grandes mestres faz com que exista uma nova classe de escritores “part-time” seguindo uma certa tradição “pessoana”.
O novo escritor pode culpar a sociedade que o obriga a desempenhar funções que vão contra a sua natureza de forma a poder sobreviver, mas a verdade é que normalmente, e segundo um filosofo Algarvio: “Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré”.
Esta premissa segue uma orientação determinista Kantiana que revela um certo sentido fatalista próprio do Português.
A indefinição sobre a verdadeira natureza do indivíduo produziu então figuras tão difusas como os exemplos que se seguem: contabilistas com alma de diletante, romancistas como Dan Brown, filósofos com espírito de técnico de contas, escritores de livros de culinária, estrelas pop que escrevem livros para crianças...

Termino com algumas ópticas que podem ser utilizadas na abordagem desta temática:

A interpretação Budista:
Escrever (como tudo na vida) só tem sentido se o fizermos de forma desinteressada e sem esperar algum tipo de reconhecimento.

A interpretação pragmática
Usa a escrita para expurgar o que te consome no dia a dia, mesmo que seja mau. Os outros que leiam.

A interpretação egoísta
Escreve para ti sem ligar à opinião alheia.

P.M.
(Post Mortem)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Criada do Albergue do Pé Quebrado

Ela é uma bela, uma linda rapariga
Por quem enlouquece toda a gente em Riga
Ela é a criada do Pé Quebrado
Por um óbolo lhe tirei o toucado
Por dois tostões e meio… Por dois tostões e meio
Pois então, que fizestes? Apalpei-lhe um seio
E por um escudo vosso, um escudo de lei
Que haveis feito depois? O seu cu espreitei
E por dois escudos, então, que pudeste fazer?
Ora essa, tomar-lhe a cona e foder.
Assim pelo óbulo, pelos escudos e pelos tostões
Tive mama, cu e cona, mais sífilis nos colhões
E tudo isto num ápice, é bom fazer notar
Porque o homem que a amparou
Dez vezes esta soma pagou
E seis meses suspirou para o mesmo alcançar.

Diderot (1773)

Sweet Suburbia

Quando me lembro daquela noite fico com a impressão que abusamos um pouco mas nada que nunca ninguém tivesse feito antes. A ver bem eramos apenas uns 40 e aliás, eu nem vi quase nada. Foi tudo muito repentino e começou com uma pequena brincadeira quando o Chico Da Naifa mandou uma pedra a uma janela, e o Manel Pé De Cabra acendeu o isqueiro encostado a um vidrão. Quando nos apercebemos da cena já era tarde demais. Doze carros ardiam e três policias estavam estendidos e empapados em sangue, cada um com sete ou oito buracos de balas no bucho. Se estavam mortos? ...bom, naquele momento nem deu tempo para pensar nessas picuinhices. Tinhamos é que limpar tudo antes de alguém acordar, sair e ver a rua tuda suja, senão iríamos ficar de castigo em casa sem sair durante quase toda a tarde, de certeza. No que toca à disciplina os nossos pais não brincavam, eram muito rígidos.


Zéca Dogueto

Dúvida

Alguém me sabe dizer que árvores são aquelas ali atrás que dão umas flores tão bonitas?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Fim da Crise


Liberdade de escolha

Questão: porque é que eu me chamo Manuel, Joaquim, Carla, Adília, Quitéria, Romualdo, Eleutério ou sei lá quantos mais nomes próprios estão disponiveis para escolha. Mas a essência da minha questão é a seguinte, escolheram vocês o nome que têm? Foram vocês os responsáveis por aquelas palavras que ouvem quando alguém se vos dirige, apelando à vossa pessoa? Claro que não. Tiveram que gramar com uma designação que vos foi imposta por alguém que vocês mal conheciam na altura, os vossos pais ou pior ainda, os padrinhos. Alguém que se achou no direito de decidir por vocês, como se iriam chamar de aí em diante e durante toda a vida. Está mal, não só porque contraria todo um principio de liberdade de escolha inerente à condição de se ser humano, mas também porque quem decide não sabe se o nome atribuido será do agrado do nomeado.

Então talvez a coisa devesse ser da seguinte maneira: aquando o nascimento de uma criança ser-lhe-ia atribuido um código alfanumérico, único e aleatório gerado por computador, isto para poder ser indentificada nas escolas, ficha clinica, actividades extracurriculares, e até pelos próprios familiares. Depois, e quando atingir uma idade em que terá capacidade de escolha sem influências alheias, e isto para uns pode ser aos 15 anos, para outros aos 18 e com um limite até aos 20 enfim, então poderá determinar que a partir daí se chamará “Fulano de Tal”. Muito importante: nenhum familiar, amigo ou pessoa próxima deverá em situação alguma chamar o individuo por qualquer nome próprio, nem a brincar.

Isto irá evitar que, alguém possa ficar desagradado com o seu nome, como algumas pessoas que conheço, evitará também alcunhas e cognomes estúpidos próprios da idade escolar, a atribuição de nomes descabidos e por vezes até humilhantes escolhidos por padrinhos amargurados com a vida, embuidos por sentimentos rancorosos, ou até propósitos de vinganças silenciosas para com os pais do interessado são também um problema. Outra coisa ainda é o nome em si, e aqui coloco uma questão paralela. Porque hei-de eu ter que carregar comigo um nome que já é utilizado por muitas outras pessoas? Isto também é totalmente contra a liberdade criativa, deveria eu poder inventar um nome para mim se assim o desejasse. Assim é que deveria ser meus senhores.
Gaunstrubydal Iosdruxalóniozingaróteles

O Devir Astro-Intestinal da Vida

As preocupações gastrointestinais condicionavam a sua atitude perante a vida. A revolução interior revelava uma estranha analogia com o devir e impermanência de toda a existência. O seu antiácido e o que o centrava e devolvia a um eixo psicossomático de equilíbrio causal era o simples acto de tocar nas plantas, aproveitando a sua aura feita de clorofila.
Enquanto outros experimentavam todo o tipo de drogas psicotrópicas à espera da grande revelação que iria salvar toda a tribo, a ele bastava-lhe esta alucinação de fotossíntese.
Foi mesmo detido num parque de Sevilha quando, ao entrar num transe frenético agarrado a uma palmeira, gritava convulsivamente:
- “Sebastião del Cano é que deu a volta ao mundo!!!”.


P.M.
(Post Mortem)

Comparações à parte

O homem gosta mesmo de figuras de estilo, das comparações em particular. Ele próprio é uma figura de estilo, lá para os lados do eufemismo. Primeiro disse que a vaca qualquer dia morria de tanto dar leite sem que ninguém a alimentasse. Hoje saiu-se com uma história que envolvia conhecer bem com que soldados é que vamos saltar do helicóptero para a selva. É a literatura em movimento. Esperemos que este poeta não torne a qualificação de Portugal para o Mundial no fim da macacada.

O caso Francês

Este domingo estava eu a folhear uma conhecida publicação da nossa imprensa cor-de-rosa quando me deparo com o seguinte titulo: SARKOZY O RÁPIDO.

Primeiro ainda associei o titulo a uma daquela "cóbóiadas" do tempo do John Wayne em que o fascista "croissant" estava ao por do sol, num duelo a fitar o seu adversário com uma musiquinha do Ennio Morricone, mas não.

Ao que parece Sarkozy tem ejaculação precoce e quem não anda muito feliz com esta situação é a mulher do menino, pois é, com uma boa daquelas e aquele "hitlerzinho-de-trazer-por-casa" não se aguenta á bomboca...

Carla Bruni, preocupada com os seus orgasmos decidiu dar uma "mãozinha" ao seu esposo e contratou um "personal trainer" para ajudar o "rapidinho" a exercitar o musculo peronial.

E ainda dizem que não se aprende nada na imprensa cor-de rosa...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Vida Íntima de Adolfo

Depois de a SIC ter lançado ontem a mini-série "A Vida Privada de Salazar", onde transforma o impotente ditador num playboy, a TVI ripostou já dando início à produção de uma série denominada "As Diabruras de um Führer". Sabemos de antemão que a série apresenta cenas escaldantes entre Hitler e o seu cão, fazendo já, o obrigatório Nicolau Breyner parte do casting, não sabemos ainda se no papel de Adolfo ou no de cão.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Love is in the air (Não, fui eu que peidei kirido)


O nosso Romualdo voltou ao estrelato depois de mais de uma década de ausência. Podem vê-lo no dia 14 de Fevereiro na Associação de Músicos. No entanto, e respeitando o anonimato que este artista muito preza, não podemos revelar que banda integra. Por isso vão ter que adivinhar…
Vai ser uma noite de muito love, “pandeleirices” e nostalgia.

O artista tambem fode

Apetece me foder.
Apetece-me mesmo foder.

Só de pensar que alguem se dá ao trabalho de vir aqui a este blog em vez de estar a ver pornografia ainda me dá mais vontade de foder.

(Vou passar á parte em que descrevo a minha pila)

A minha pila é uma pila culta, gosta de Proust declamado aos berros, é volumosa e voluntariosa, ás vezes chora.

manda-me um email para: gostodegreta.garbosa@hotmél.come-me, com o teu curriculum em anexo para eu anal-isar se ha compatibilidade, (pretende-se nível)

Cultura pop (mainstream is a dream)

Cada vez que entro em ambientes pseudo-intelectualóides é certo: mais tarde ou mais cedo alguem se vai começar a armar em esperto para cima de mim, alguem se deu ao trabalho de investigar a coisa mais rebuscada que existe e começa-me a indagar sobre aquele assunto, o qual obviamente essa pessoa domina e eu desconheço (ou tou-me a cagar) memória selectiva, acho que é o que lhe chamam.

-Há sempre alguem que te amarga a existência. Baza. Ou Confronta o que te consome. Chupa-me a pila.

É o que eu normalmente digo quando tou com paciência, sinceramente, enoja-me a pretensão de ser interessante ou como se diz hoje em dia: "trendy" por isso é que escrevo sobre coisas desprovidas de qualquer interesse... inócuas.

Cultura pop... o que é que este gajo quer agora?

Pois bem... cultura pop é quando por exemplo estamos a ver "Os Simpsons" e eles dizem uma piada que nós não percebemos, ou por exemplo calçar umas all-star e umas calças rasgadas em sitios estratégicos e dizer ás pessoas que não ligamos ao aspecto, é ter um fender stratocaster se a banda é "indie" ou uma flying "V" se a banda é de metal, é ter usado camisas de flanela nos anos 90, basicamente é aderir a uma das tendencias do espectro pop-caleidoscópico-intemporal e estar dentro do assunto, o mainstream tem espaço para todos.

E agora uma pausa para os comerciais...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Campanha Eleitoral? Sim, Obrigado.

A Câmara Municipal de Faro está a acompanhar a tendência geral de Governação do Pais, seguindo respeitosamente a máxima: “Antes de fazermos qualquer obra devemos anuncia-la primeiro com grande pompa e circunstância”.
Passo a citar alguns exemplos:

- O Parque de Estacionamento do Largo das Mouras Velhas (ao lado do Teatro Lethes)
Este parque mártir já sofreu diversas intervenções que só pioraram o seu estado. Primeiro arqueólogos interessados escavam as imediações em busca do Santo Graal e privam o cidadão do uso do parque durante meses. Depois misteriosamente voltaram a tapar tudo com terra estando o parque actualmente sem alcatrão.
Ao lado deste cemitério do Neolítico repousa uma placa que anuncia solenemente a construção de um parque subterrâneo com milhares de lugares.

- A loja do Cidadão
Anunciada com grande pompa num grande cartaz no mercado Municipal e em todos os folhetos do Câmara de Faro. Ainda não abriu.

- Obras de Requalificação do Sé
Colocado um enorme cartaz na Fabrica da Cerveja a anunciar que a Câmara de Faro está a trabalhar para nós. Pergunto-me quando terá custado aquele cartaz e quantas fachadas da Cidade Velha poderiam ter sido pintadas com aquele dinheiro.

Pessoalmente sinto-me muito lisonjeado que a Câmara esteja a trabalhar para mim mas penso que pouparia algum dinheiro se não o anunciasse com tanta veemência.

O Cidadão Preocupado

Pára de chorar, isto pra ti é uma honra

A velha história do homem poderoso, conhecido da televisão,
que tira os óculos e abusa da criancinha indefesa

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lei para um só(crates)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um post chamado post

Este post destina-se somente a ocupar este espaço. Finalmente vou realizar um desejo antigo de escrever só por escrever sem na realidade ter nada para dizer.
Face à imaginação prolífera dos colaboradores deste blog (com a qual me regozijo) no novo ano de 2009, pareceu-me interessante escrever a metro. Tal como Dali assinou quadros em branco para que outros Surrealistas da sua “linha de montagem” de pintura pudessem descobrir novos conceitos semi-dadaistas, também eu me reservo a esse direito. Fazendo a devida ressalva moral e sublinhando a distinção clara que há entre mim e o mestre do Surrealismo, aplico a este pensamento a dose conveniente de modéstia.
Na minha linha de montagem reina um enorme vazio. E porque não escrever sobre o vazio? Escrever sobre a ausência de algo é muito mais difícil do que sobre algo palpável. Na realidade já consegui encher algumas linhas a escrever sobre nada... E continuo...É incrível...
Felicito, desta forma, o desafortunado leitor que de forma generosa aguentou a leitura deste texto completamente inócuo até ao fim.
In: "Dadá diz a sua primeira palavra"

T(r)astes

O ser humano sempre foi dado à hipocrisia. É algo inerente à espécie e eu sei, pois sou um exemplar da mesma e por isso posso atestar tal facto com absoluta convicção. Entre as muitas coisas que se fazem, pensam, e principalmente que se dizem por aí, há uma que sempre achei hipocrita ao máximo. Sabem daquela história sobre os gostos não se discutirem, pois bem, nada mais falso e totalmente desprovido de bom senso. É claro que os gostos se discutem, sempre se discutiram e certamente que vão continuar a ser objecto de controvérsia por muito tempo. Qual a razão porque se juntam os amigos nas mesas de café em finais de tardes, senão a declarada e manifesta intenção de criticar apreciações alheias! Como seriam as relações sociais de hoje se não discutissemos preferências que não nos pertencem? Impossivel, temos de o fazer até porque meter o bedelho onde não se é chamado, seja para o bem ou para o mal faz parte da natureza humana. Ademais, até para sabermos se gostam de nós, temos de nos questionar sobre os gostos alheios. No entanto, opinar sobre o que os outros gostam também pode ser saudável, porque se asssim não fosse como iriamos ter referências para o nosso indiscutivel bom gosto? Como iríamos saber que a música do Toni Carrera é uma bosta, se a mesma não fosse ouvida pela sogra, por exemplo. Ou como saberiamos que ser lésbica é fixe? Porque aquela boazona que mora no andar de baixo lá no prédio é. Logo, se a gaja gosta de gajas tem bom gosto, portanto logicamente ser lésbica deve ser bom. O que seria do azul se todos gostassem do amarelo? Se formos a ver bem, o gosto dos outros pode até servir como um barómetro ao contrário ou seja, se quase ninguém gosta então deve ser bom. Isto são apenas exemplos e reparem, há todo um intrínseco processo de lógica a envolver tudo isto. Todos os dias podemos observar gente por aí a dizer “ah, e tal... gostos não se discutem”! Mentira. Quem diz merdas dessas tem mau gosto de certeza.


Antunes Lobo Tomia

O Slogan

Arrest Socrates
Freeportugal

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A Irmandade do Jacarandá

A Irmandade reunira-se mais uma vez na Horta da Areia. Aquele lugar tinha algo de místico. Para além de estar situado ao lado de um Cais que irá ser sempre novo (apesar de já ter alguns anos), tem também nas imediações as duas enormes bolas de gás que, como dois testículos gigantes prestes a explodir, podem levar consigo metade da cidade. Esta proximidade do perigo representa para os membros da Irmandade a convivência deliberada com a perenidade da existência.
Os membros da Irmandade têm em comum o facto de não poderem afastar-se muito da cidade que os viu nascer, sob pena de perderem progressivamente as suas capacidades mentais. Este raio de acção foi estimado em cerca de 20 Kms, apesar de haver relatórios de membros que dizem ter estado em Vila Real de Santo António.
A origem da Irmandade remonta ao fenómeno que ocorre em Maio, normalmente referido pelos Farenses como: “aquela merda das flores roxas que se colam aos pés e sujam os carros todos”.
A queda das flores roxas do Jacarandá, e a cola que libertam, representam para os membros da Irmandade o apego destes em relação à cidade. Colados ao chão por acção da cola sagrada segregada pelas flores. Para sempre prisioneiros mas espiritualmente livres.
Jacaranda Ovalifolia – Membro Fundador da Irmandade

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um dia destes,...

Foi só quando se acabaram as balas e o fumo assentou, que percebeu que tinha acertado na cabeça do patrão e não na do cliente. Não se lamentou muito, o patrão, bem vistas as coisas, era um bocado urso e mais cedo ou mais tarde teria que o despachar...Foi mais cedo do que havia planeado.
Foi para a cafetaria e pôs-se a beber cerveja e shots de whisky. Os seus colegas de trabalho corriam em pãnico e alguns escondiam-se por debaixo das mesas, outros atrás das portas. Mas
não havia nada a temer, Remus mostrava-se sereno. Talvez os colegas da contabilidade tivessem razões para sentir algum receio, mas os outros não. É o que dá viver em Remulak – A Grande, mais dia menos dia um pessoa sente aquela necessidade premente de levar uma arma semi automática para o emprego.
Ouviu as sirenes da Brain Police e pediu mais um shot e uma cerveja. Entretanto, Zeferino, seu colega de caça, aproximou-se com cuidados:
- O que é que te passou pela cabeça? - perguntou.
- Pela minha, nada, já pela do patrão passou uma de 38mm.
- Assim sem mais nem menos?
- Nem mais,...É esta cidade sabes? É futurista demais, acho que me vou mudar para o campo.
E dito isto afastou-se. Mudou-se efectivamente, mas não para o campo.

Uncle Remus

Gay Não Sou

Esta é a história de um rapaz que viu Deus, eu mesmo. E vou contar como tudo se passou...
Sou o mais novo e único rapaz de uma familia de três irmãos. Filho de pais divorciados fui criado pela minha mãe e irmãs, o que desde cedo me imprimiu fortes caracteristicas femeninas talvez pela predominância do número de mulheres em casa. Para complicar mais ainda, as minhas irmãs eram lésbicas e nunca levavam rapazes para casa.
Ora podem ver de que forma estas coisas se repercutem numa mente em crescimento como a minha. Foi então que comecei a apreciar vestidos, perfumes, flores e às tantas rapazes também. Tudo fazia prever uma vida dedicada ao maricanço e à paneleirice.
Ora dá-se o caso que tenho familiares que vivem em Portimão, perto da Praia da Rocha onde passei os verões da minha infância e juventude. E terá sido aí que tudo mudou, por volta dos meus dez anos, em meados dos anos oitenta.
Andava uma bela manhã pela praia a olhar para os peitorais dos rapagões que por alí andavam quando um puto da minha idade meteu conversa comigo. Fomos para trás de umas rochas e já estava preparado para lhe mecher na pila quando apanho um violento pontapé nas costelas.
Rebolei no chão cheio de dores e, quase a chorar olho para cima e vejo uma imagem de um fulano grande, de tanguinha como os maricas usam hoje na praia, com um bigode à Freddie Mercury e com um magote de gajas estrangeiras atrás. “Que merda é essa ó puto?... faz-te homem caralho”, disse arrotando logo de seguida enquanto coçava frenéticamente o escroto.
Aquele ser estranho emanava uma energia poderosa que me contagiou de imediato. Espanquei violentamente o puto que tinha ido comigo para trás das rochas, e olhei para aquela figura que dava ordens à sua legião de escravas “came beibi put de crim”. Não percebi patavina mas segui-o, aquele Deus com a sua aura mágica que ofuscava as “camones” à sua passagem. Bom, não vou contar o que se seguiu mas podem imaginar.
Soube mais tarde quem era quando o vi, uns bons anos depois na televisão.
Ainda me doem as costelas daquele pontapé, mas fiquei curado.
O amigo do Zézé

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cinéfilos

É verdade, cá eu gosto de cinema. Mesmo. E não sou daqueles gajos que vai ao cinema para ver explosões, tiroteios e merdas dessas. Aliás eu raramente vou ao cinema, prefiro gamar os filmes na net e nem sei se não fosse assim me daria tanto prazer ver um bom filme. Bom mas cá eu, quando vejo um filme gosto de apreciar o desempenho dos actores, reparo na fotografia, na sonoplastia, nas mamas da Angelina Jolie, enfim essas merdas todas que fazem esses gajos de oculinhos e gravata ditos intelectuais que vão a Cannes para dizer que foram, falam do Urso de Berlim do Leão de Ouro de Veneza e mais sei lá o quê.

Mas eu não embarco nesses filmes, ou seja gosto me encostar fumar uma ganza e ver um bom filme, e tudo isto em casa. Mas há uma coisa que me faz espécie. É a merda da musica nos filmes, a dita banda sonora. Porra a vida não tem musica, ou seja não vamos a andar pela rua e está uma musica de fundo: tarammmmmmtararammraram, até porque se fosse assim com tanta gente por aí na rua , depois não se ouvia nada de jeito, seria uma parafernália de bandas sonoras e depois com tanto barulho o mais provável é que isso nos levasse a todos à loucura. Não, não dá.

Por isso mesmo é que vos dou um conselho, se querem ver um filme o mais aproximado da realidade possivel vão às funções do vosso leitor de DVD e separem o som, tirem-lhe a musica de fundo e vão ver a loucura que não é. Afinal é a arte que imita a vida e não o contrário e como já deixei aqui bem explícito a vida real só tem música nas discotecas e nos concertos. Por vezes o problema é que, já estamos tão programados para ouvir as merdas das bandas sonoras que por vezes o filme fica um pouco vazio e é por isso tenho o hábito de assobiar nos filmes do Manuel de Oliveira... quando vou ao cinema está claro.


Raul Mistro

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Presidencia aberta

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sócrates e o Tio

Sócrates reuniu os seus discípulos na Àgora. Queria comunicar-lhes a construção de um novo teatro onde se iriam representar todas as grandes tragédias. A construção estaria a cargo do seu tio Hipérion segundo influência de uns Espartanos seus conhecidos.
Os Estóicos insurgiram-se contra a construção deste teatro por considerarem que o local escolhido era um antigo centro de culto à deusa Gaia (Terra).
Sócrates renegou-os todos a Tártaro (mundo inferior) e secretamente mandou os seus discípulos Socretinos remover todos os indícios da presença da Deusa Gaia, colocando-os em terrenos vizinhos.
Os Estóicos aperceberam-se do esquema e Sócrates foi empalado e exibido nas ruas de Atenas.

A História tem a estranha tendência para se repetir…

A verdade é sobrevalorizada

Com o passar dos tempos muitos foram os que morreram em busca dela, muitos foram os que sobreviveram para protegê-la, muitos foram os que sobreviveram em busca dela, houve tambem quem morresse para protegê-la, alguns passaram ao lado dela e por fim, há uma infíma parcela que vive alheada de tal coisa.

Mas que coisa é esta, a verdade? este conceito mágico e nobre e bonito de que toda a gente fala?

Será que interessa assim tanto? Será que justifica tudo?

Ok é uma causa nobre e fica bem ao herói romantico, na sua armadura brilhante na sua demanda incessante por sei lá o que ou por exemplo ao político que precisa de um imperativo moral para a sua imoralidade social... Mas falando em termos práticos: Para que serve a verdade? Paga-se um café com a verdade? Ganha-se alguma coisa em dizer a verdade? Um criminoso diz a verdade e vai preso, bela recompensa.

Geralmente a verdade só traz problemas e sinceramente falando é um conceito demasidado abstracto em todos os seus sentidos e vertentes, é um bom objectivo utópico para se ter e tal... Ah! eu quero a verdade. Então e os advogados? queremos mais gente no desemprego?

Onde é que esta merda ia parar se desatasse toda a gente a dizer aí a verdade á parva?

Como diria o Jack Nicholson no filme passado em Guantanamo sobre abusos de soldados americanos a... soldados americanos (o que faz todo o sentido) e que, acho Eu, faz todo o sentido no seguimento deste raciocinio: "YOU CAN´T HANDLE THE TRUTH"

-Are we clear?







Excerto tirado da obra "O desmame do soldado Joaquim"

Revivalismo Ultramarino (Moçambique Mix 69)

É em dias como este em que olhei pela janela e ví o Sol a raiar, vesti o meu casaco, optimista, e saí para comprar tabaco e entretanto começou a chover-me granizo nos cornos, que recordo com mais saudade os tempos passados em Lourenço Marques.

Aquilo é que era vida! Lembro-me como se fosse hoje os serões bem passados na baía de Lourenço Marques a beber Laurentina e a ver os camarões a lutar com os tubarões enquanto o Sol se punha demoradamente, autenticas lutas titânicas! Normalmente comíamos quem perdia.

Não havia Inverno em Lourenço Marques, chovia de vez em quando mas o solo estava tão quente que quando as pingas lhe tocavam evaporavam imediatamente, coisas de Africa... Tempos que não voltam... Quando se petiscava comia-se um frango!

Enfim... depois foi a pouca vergonha que se viu, tive de fugir, deixar as minhas belas roupas leves e claras de colonizador e voltar para o meu Portugal com uma mão á frente e outra atrás e a roupa que tinha no corpo para não levar com um balázio.

Penso frequentemente no Firmino, esse preto de bom coração que corria atrás da minha bicicleta carregado com os meus livros de escola e o meu almoço... O que será feito dele agora?

Nunca mais irei comer manteiga da Suazilandia isso é certo mas vou continuar a chatear as gerações vindouras e contar-lhes como dourada era a vida em Lourenço marques a pérola do Ultramar! Em todos os jantares de familia quando começar a ficar bebado vou começar a descrever as planicies de Nambuangongo ou as verdejantes matas de Moeda, vou ficar nesta espiral de revivalismo peculiar, ser retornado é algo de especial.

É ter ido e ter voltado.







Coronel Mandioca

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Kafka versus Pessoa

Um novo dia nasce taciturno. Mais um dia no escritório.
Fernando Pessoa dá as boas vindas ao novo colega recentemente transferido:

- Bom dia Sr. Kafka. Seja bem-vindo.
- Bom dia Herr Pessoa. Muito obrigado. Estou muito entusiasmado por trabalhar numa repartição pública portuguesa. Que inspirador...
- Espero que tenha mais sorte que o seu antecessor que desapareceu lamentavelmente na subsecção M do arquivo. Este local é um perigo para o escriturário desprevenido. Existem milhões de processos por arquivar no vão da escada. Até a mulher da limpeza tem medo de se aproximar. Corre um rumor que lá habita um monstro devorador de ácaros.
- Estou habituado às adversidades. Consegui recentemente resistir a um processo que me moveram mesmo não sabendo muito bem do que se tratava.
- Está portanto em casa. Verá que Portugal é como a Coca-Cola “primeiro estranha-se depois entranha-se”.
- Sim, Portugal é uma referência no Universo Burocrata. Um verdadeiro desafio. Max Weber deve estar a dar cambalhotas para trás. Ele que acredita que a Burocracia é a organização eficiente por excelência.

Epilogo:
Foi com o legado deixado por Kafka na sua breve passagem por Portugal que os serviços administrativos portugueses sofreram as suas maiores reformas estruturais. A nova forma de pensar teve enorme impacto em toda a sociedade (e Max Weber continua a dar cambalhotas para trás.)

D. Duarte - O Porcalhão

sábado, 17 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os Cinco das Barbas

Foram detidos os Cinco das Barbas! Este grupo de assaltantes inspirava-se nos contos juvenis de Enid Blyton para efectuar os seus golpes (mas sem aquele cão irritante que costuma estar na taberna da Sé). Foi também detido o “Barbas”, grande benfiquista e mentor de todo o projecto. “Barbas” terá recrutado os seus colaboradores durante um jantar do bigode que estava a ter lugar no seu restaurante. Rapidamente os converteu ao uso da barba e demorou pouco até começarem os assaltos.
Toda a operação de “Barbas” visava financiar o seu clube, o Benfica, que fez inúmeras contratações milionárias esta época. Ninguém conseguia explicar (até agora) de onde vinha o dinheiro.

...Sobre alibis

Sempre vi o álibi como a peça fundamental para se fazer algo impunemente, a pedra angular do crime perfeito. Quando se premedita uma acção que vai ter consequências nefastas ou lesivas para outrem, se há algo que convém ter com relativa qualidade é um álibi. E não se trata de desculpas merdosas do género: “pois, esqueci-me que não posso andar a dar tiros nas pessoas, desculpa lá mas podes pôr um olho de vidro e até ficas mais giro”. Falo de algo muito mais consistente em que apesar de se ter cometido uma falta grave para com os nossos códigos sociais vigentes, consegue-se convencer toda a gente de que seria impossível sermos nós os prevaricadores. Dito isto há uma pessoa que seria sem dúvida merecedora de “o Óscar do álibi” se existisse semelhante prémio a atribuir. E ele é... Manuel Abrantes! Pois é, este senhor foi capaz de guardar um simples bilhete de cinema desde Fevereiro de 1999 até aos dias de hoje, já porventura imaginado o quão útil seria num caso de umas tais brincadeiras de “empurrar rolinhos de carne”,com uns miúdos de uma tal instituição. È o que se pode chamar: uma pessoa pervertida... perdão, precavida. Este homem é um génio, um verdadeiro Einstein do álibi. Assim e inspirado por este verdadeiro mestre, decidi a partir de agora guardar todos os preservativos que utilizo. Pois é nunca se sabe quando serão necessários num caso de falsa paternidade.
Eurico Naça

A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 1


A queca voadora de Peter Punk - Um Clássico 2




quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sonhos cor-de-rosa

Satanás possuíu-me por trás

Olá a todos, a historia que vos vou contar pode parecer um pouco rebuscada e até mesmo díficil de acreditar, mas meus amigos como dizia o david dosovnis nos "x-files" "a verdade anda aí".
Eu própria ainda estou aterrorizada com o evento diabólico que me sucedeu na passada terça feira.

Ainda tenho os pelos todos arrepiados... então foi assim:

Eu moro no campo e tenho muito orgulho na minha ruralidade por isso visto-me de preto e oiço música do Demo mas vou á missa todos os santos Domingos e quero ir virgem como a Maria para o casamento, sou o chamado e tão auto-proclamado "paradigma resultante da crise de identidade de adolescentes rurais" e gosto, por príncipio que as coisas tenham alguma coêrencia e é por isso que sigo uma rotina.

Nesse dia, a seguir á escola fui para casa e ví os morangos com açucar como é normal ao que a seguir dirigi-me para o meu quarto e masturbei-me furiosamente com o meu vibrador de cristal tamanho "John Holmes" enquanto ouvia a música "Belzebú" dos Comme Restus e me deliciava com o poster do Angélico que tenho ao lado do pentagrama (gosto de ser coerente como já tinha dito) e eis que enquanto enfiava com afinco e prazer o vibrador na minha ratinha molhada começo a sentir uma entidade a penetrar-me o anús.

Estarreci.

Parei.

E não estava mais ninguem no quarto... Voltei a sentar-me em cima do vibrador e cavalguei-o durante uns segundos e... a entidade voltou. Desta vez dava-me estocadas precisas e vigorosas no buraco plissado, gostei, mais tarde vim a saber que era satanás em pessoa.








Unisedília Serenália

Atenção

Minhas meninas, prestem muita atenção, sexo com os senhores islâmicos, não! Deus nos livre de tais sarilhos, se querem fazer sexo descomprometido, façam-no com os padres católicos.

Agora ide e não pequeis mais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Envelhecer Parte 2

A serenidade atingida com a maturação própria da idade torna-se contraproducente ao nível das ideias. As ideias mais arrojadas (e por vezes estúpidas) surgem quando as nossas hormonas estão ainda aos saltos numa fase imberbe. Apesar de serem hormonas relativamente incultas, estas desempenham um papel que poderá não ter paralelo ao longo da nossa vida adulta. As hormonas adolescentes e inconsequentes compensam o facto de terem pouca paz de espírito com paixões, ideias e opiniões extremadas.
É esse o problema da serenidade e paz de espírito. Não podemos simplesmente desliga-las e dizer:
- Agora vou ter um pensamento bued´arrojado!

Com isto não quero dizer que eu seja algum tipo de “Bodhisattva”, ou seja, aquele ser budista que evita a Iluminação para salvar os outros. Esta atitude alem de arrogante só poderia ser tomada por alguém especial e plenamente sereno, o que obviamente não é o caso.
No fundo o que estou a tentar dizer é que devemos preservar parte da nossa inocência em relação à forma como vemos a realidade e evitar de alguma forma a acomodação intelectual que por vezes é tomada por serenidade.

P.M.
(Post Mortem)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Aaaaah... Então é por isso que roubas bancos em Portugal...




"Luto contra o sistema económico espanhol que subjuga o poder político. Nos assaltos, cobro uma espécie de imposto revolucionário"

El Solitário (Jaime Giménez Arbe)

Educação Sexual




quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deve ser para fugir à crise

O Banco de Portugal anuncia o início da recessão no país, na mesma altura a indústria automóvel anuncia que Portugal foi o país da Europa onde a compra de carros aumentou, incluindo modelos topo de gama.
Ainda há quem não veja a lógica em tudo isto.




domingo, 4 de janeiro de 2009

Envelhecer é uma arte

Enfim... acabou a "seasonabilidade" dos posts, chega de natal, menino, ano-novo e essas coisas que acontecem uma vez por ano, vamos voltar para os assuntos do quotidiano.

A chegada á fase adulta: é bonito o desbrochar do nenúnfar, a inocência perdida, o segredo para envelhecer é apenas aprender a desenvolver convenientemente o sentido de abstração e indifrença nas medidas certas, no fundo é um "encolher ombros" que implode até á morte, como que uma aceitação que faz parte do natural processo das coisas e uma resignação que se vai alojando progressivamente.

Basicamente estes são os sintomas que comecei a sentir que me fazem crer que estou a ficar adulto:

.A paciência e o idealismo são os primeiros a ir, mais uma vez o pragmatismo toma conta da situação: ah e tal, um gajo tem de trabalhar... a alternativa é andar aí descalço a dizer que sou anarquista e a cravar trocos alimentando-me assim do sistema que critico, não é opção.

.O abuso começa a não ser "tão" bem tolerado pelo organismo o que se traduz em ressacas progressivamente mais complicadas e num alongamento nos tempos de recuperação.

.Um desejo inexplicável de comprar um pijama de flanela, umas pantufas com as minhas iniciais e um robe para andar por casa.

e assim por aí em diante... existem mais exemplos mas a minha amnésia precoce só me permite lembrar dos pensamentos curto-médio prazo (um dos benefícios de envelhecer).

De vez em quando até sinto aquela pontada no joelho quando o tempo vai mudar.






Arnaldo Teutónio

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Noticias de última hora


Continua a chover no molhado...

Primeiras impressões de 2009

Pois é... já estamos em 2009... A primeira coisa que me apraz dizer neste ano é: Tou almariado.

Depois de me obrigar a engolir duas fatias de pizza, os primeiros pensamento deste ano vão surgindo e as minhas primeiras preocupações deste novo ano prendem-se com a gravidade.

Terá a Terra sofrido um ligeiro desvio gravitacional de ontem para hoje? Com a quantidade de fogo de artificio que se lançou para aí não me surpreenderia que o planeta tenha ficado desviado da sua órbita normal.

Eu não costumo acreditar nos hóroscopos e acho essa merda dos signos uma balela gigantesca mas tenho de reconhecer que desta vez acertaram: "O ano de 2009 vai-lhe trazer alguns problemas de equilibrio" Lembro me de ver... ou terá sido um sonho? enfim, não interessa o que é certo é 2009 começou por ser um ano "flutuante".

Não que eu seja um tipo que dê importancia ao simbólico, pelo contrário sou muito terra-a-terra, por isso tou me a cagar para essa parvoice de acreditar que todo o ano vai ser como começa, caso contrário teria de considerar mandar um curriculo para a NASA.

"Beber Coca-Cola e dar pequenos arrotos ajuda sempre" penso eu com os meus botões, e é isto que me tráz de volta á espuma dos dias, saber que há certas coisas que não mudam, pequenas verdades que vamos criando a partir da nossa experiência directa com as coisas que nos prende á realidade á medida que a vamos criando, é esta clarividencia típica de pós-consumo abusivo e alarve de psicotrópicos e vodka Polaca que me faz escrever a primeira teoria da conspiração de 2009.

Fizeram alguma coisa á gravidade da Terra isso é certo.





Búzio Aldrin

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

C.U. next year...

Feliz Ânus Novo

Esqueçam aquele batimento todo das resoluções de ano novo em que prometemos sempre tornar-nos pessoas melhores, desejamos a paz no mundo, o fim da crise, deixar de fumar, blá,blá,blá.

Eu para o ano que vem já decidi: Quero ser como este gajo da foto.

Vejam só o olhar autoconfiante do indivíduo. A postura garbosa. A altivez.

Andei anos sem saber muito bem que estilo adoptar à minha barba, e eis que se fez luz. É mesmo isto que eu quero, uma barba que diga com orgulho: Sim sou um artista pornográfico.
Até pró ano.




terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O que faz da passagem de ano um dia pior que os outros

Não me lembro da última passagem de ano em que realmente me diverti. Existe sempre a obrigação latente da diversão generalizada, facto que não contribui para que o indivíduo se solte.
Longe estão os tempos em que a inocência da adolescência compelia um grupo considerável de indivíduos que alugavam uma casa, a fazer uma fogueira no meio da sala com partes arrancadas dos móveis.
Lembro-me vagamente de uma passagem de ano em que estava um tipo na casa de banho a fazer o pino com a cabeça debaixo da água gelada da banheira (que como era normal, era cheia de gelo para refrescar as cervejas). Ou terá sido imaginação minha...
Muitos desses episódios surgem desfocados nas divisões mais sórdidas da mente e a sua veracidade é constantemente posta em causa por um complicado processo interno de rejeição.
As ressacas metálicas de dia 1 são um problema atroz. Grande maneira de começar um ano que todos desejam melhor que o anterior. No caso Português este desejo não é exactamente correcto uma vez que existe o paradigma que o próximo ano é que vai ser mau, sim este é que é o ano da crise, agora é que a crise se vai instalar definitivamente (nesse momento passa um BMW topo de gama por nós).
Nesta altura é também usual elaborarmos um Balanço anual dos acontecimentos mais importantes. Este processo estabelece uma relação deprimente com a pura análise contabilística, em que todos os momentos que mais significaram para nós e para o mundo são arrumados por rubricas e por ordem crescente de liquidez.
Por todas estas razões e por mais algumas este é um dia pior que os outros (ou será igual a tantos outros?).
P.M.
(Post Mortem)

Como fazer rebentar uma princesa

A maior parte desta história vocês já conhecem: príncipe mata um dragão, príncipe enfrenta a bruxa e príncipe enfia um dedo no cú de um primo do Shrek. Agora o príncipe beija o sapo que se transforma numa bela princesa, mamas a condizer. Do beijo até aos apalpões, depois as mamas aterrando na boca do príncipe, o sexo é frenético. O príncipe tem direito a tudo e aproveita-se.
Ela engole.

É já nas entranhas do dragão (mais uma das fantasias do príncipe) que, estafados, se recostam nos restos de um baço humano, o sangue pinga, uma borboleta entra pelo dragão esventrado. O príncipe saca do proverbial cigarro post-sex, a princesa encolhe-se ele nem nota, ela diz que é isso? Ele diz: normal; um cigarro, nem lhe olha, ela treme ele não sente, ela diz piedade baixinho ele nem ouve, a princesa esmaga com a mão a borboleta. O príncipe, ainda sem a olhar, estica-lhe o cigarro e diz:chupa querida tu sabes como é, mas não o metas todo na boca. Ela começa a puxar uma passa, com a secura do sexo o cigarro fica-lhe preso na boca, ela puxa, puxa, puxa, avermelha o príncipe diz-lhe pára. Ela não consegue parar, o príncipe não reage a tempo, acaba por rebentar.... como se fosse um sapo.....o sangue pinga.

Só faltavam uns putos idiotas a curtir a cena e a dizerem: ena, viste aquilo!


Moral da história: Por mais alto que voes, nunca te esqueças de quem és nem de onde vieste. Lembra-te sempre, nasceste numa poça de sangue e merda.



Felício Fellatio

domingo, 21 de dezembro de 2008

Zeitgeist de Natal

O Natal já não é o que era. Desde que o Pai Natal sumiu para parte incerta, há quatro anos, depois de ter sido implicado no processo Casa Pia, o Natal nunca mais foi o mesmo. As crianças, andam mais infelizes, já conseguem andar normalmente, mas andam mais infelizes. Os pais das crianças também andam mais tristes, mais descansados, mas mais tristes. É que o pessoal já se tinha habituado ao cabrão do velho, todo cheio de más intenções, mas sempre bem disposto. Maldito processo Casa Pia que nunca mais acaba para que possa haver um Natal decente outra vez. Voltar a ver um sorriso aberto nas crianças em vez de se assustarem de morte com o homem-aranha que é quem agora traz as prendas.

E agora que está na moda as manias da conspiração, para não fugir ao zeitgeist, uma nota: o Pai Natal desapareceu na mesma altura que o Socrates chegou ao poder. Coincidência?

Um Santo Natal a todos e um Carnaval cheio de Páscoas.


Uncle Remus

Feliz Natal Romualdo

sábado, 20 de dezembro de 2008

Natal é já aqui

Como explicar aos meus familiares mais... enfim antigos, que já há muito tempo não uso cuecas e sim boxers? É porque todos os anos por esta altura parece que todos combinam entre si e atestam um gajo das ditas cujas. Aliás tenho quase a certeza que o fazem, uma vez que nunca recebi cuecas repetidas, quero dizer para a troca, no mesmo ano. Como lhes explicar que quem usa cuecas são os mariconços? Sim porque homem que é homem gosta de andar com o badalo a badalar, sentir o dito cujo à solta, despreocupado e pronto para a acção em qualquer altura.

Os gajos das fábricas de cuecas e os seus revendedores nesta altura do ano devem fazer uma festa, “siga e vá de cueca” (olha, um bom slogan promocional). Estimam-se em milhares de milhões, as toneladas de cuecas que se vendem em portugal nesta quadra natalícia, e aliás comparam-se as vendas das cuecas com as de bacalhau e devem ser muito aproximadas. Não deixa de ser irónico imaginarmos que essas mesmas cuecas irão depois ficar com cheiro a bacalhau. Talvez mesmo até fosse boa idéia vender o bacalhau enrolado numas cuecas, ou um bacalhau em cuecas.

Foda-se, tantas idéias giras que eu tenho e estou aqui desempregado e a receber cuecas como prendas de natal.





Raul Mistro

Lá na Inglaterra tá mais frio...

Presépio

Qual a semelhança entre o presépio original e o novo modelo de presépio Gay apresentado, onde coexistem duas Marias e dois Josés?

Nos dois casos os "meninos Jesus" nasceram por geração espontânea ou por inseminação artificial (ou podem ter sido adoptados).

Natal

Nasceu o menino.
Todos os anos nasce a merda do menino.
Esta altura é extremamente crítica para o bacalhau. Há uma estranha ligação com o nascimento do menino e o consumo deste peixe tão Português pescado nas aguas da Noruega, é um assunto recorrente no dia a seguir á consoada:
-ah e tal... como é que foi o teu natal?
-Foi fixe ganhei uma playstation e comi bacalhau.

Existem muito textos sobre o natal, é capaz de ser um dos temas mais falados e discutidos, o que se pretende neste é tentar demonstrar que do ponto de vista de um bacalhau o natal não é uma coisa assim tão alegre.

Se eu fosse um bacalhau ficava fodido, então quer dizer... o menino nasce todos os anos e é por causa disso que me vêm matar? logo agora que tava de olho naquela "bacalhaua"?
Merda pró menino, pensaria eu.



Individuo com aspirações a ser anfíbio

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Puramente Algarvio

- Pai, o que é um insete?
- São oite mê filhe, são oite.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Slave to the Wage

No estilo de vida actual adaptamo-nos cada vez mais às máquinas que foram inventadas para nos ajudar (computadores, máquinas ATM, veículos motorizados...). Na Grécia antiga os escravos libertavam os Filósofos das tarefas mundanas para que estes se preocupassem com questões tão importantes como: qual o significado da vida ou o que acontece se dividir-mos um corpo até ao infinito.
No entanto a nossa forma de pensar está a ficar mais próxima do pragmatismo característico dos nossos escravos mecânicos e não permite um nível de abstracção de pensamento dos Filósofos. A linha de pensamento está cada vez mais próxima do materialismo e consumismo que muitos criticam porque se sentem frustrados em não ter acesso a esses mesmos bens materiais.
No actual estilo de vida as verdadeiras preocupações são: tenho de comprar o ultimo modelo de Telemóvel, tenho de comprar roupas de marca, tenho de passar Férias em Cuba...Vive-se cada vez mais para as aparências. Com toda a formação e oportunidades de aprendizagem a que podemos ter acesso, preferimos voltar-nos para todo o tipo de actividades fúteis.
O reconhecimento social não é medido em termos das reais capacidades do indivíduo mas este é avaliado na proporção dos bens materiais que possui. Logo, isto estimula o resto da sociedade a almejar a estes mesmos bens materiais.
A existência do dinheiro só faz sentido porque existem um conjunto de dívidas na sociedade. A oferta de moeda física dos Bancos Centrais é aumentada para compensar o facto de somente 3% de todo o dinheiro ser físico, sendo o restante virtual (impulsos informáticos). Alimentamos portanto um sistema em que o dinheiro realmente não existe, pagamos as nossas dívidas e chegamos à conclusão que os verdadeiros escravos somos nós.


P.M.
(Post Mortem)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Cada um sabe de si e deus sabe de todos.

"Odeio pregar drogas, álcool, violência ou insanidade para qualquer um, mas sempre funcionaram para mim."


Hunter S. Thompson

18/7/1937 – 20/2/2005

O caminho para santa fé

Um fim de semana na Cidade

"I should have know better" é com esta referencia á musica xunga do Jim Diamond que começo este texto.
É sempre assim... cada vez que vou a Faro transformo-me numa mistura de Nicholas Cage no "Morrer em Las Vegas" com o Dom Quixote a lutar alucinadamente contra moínhos de vento, só falta mesmo haver "neons" gigantes e coloridos e alguma coisa para lutar contra (porque os moinhos de vento são imaginários).

"Gosto de sentir a chuva a bater-me na tromba quando estou bêbado" Este é um dos poucos pensamentos completos que me lembro de ter tido em todo o fim de semana, as memórias são recortes grotescos e disformes de pessoas que já não via há uns tempos, flashes aqui e ali de situações pontuais e pouco mais.

Ha algo de doentiamente consolador em bater no fundo e com a frequencia que o faço começo a duvidar se não devia ter ido para mergulhador. Ando por ruas secundárias, as principais são demasiado perigosas nos dias que correm, dou passos seguros por caminhos antigos gravados na minha memória, "a realidade ás vezes é demasiado feia" conformo-me enquanto acabo de emborcar mais uma garrafa de liquido estabilizador (cerveja) viva a erosão do ser.

O fim de semana acaba e Eu fico com a impressão que só passou um dia, um dia grande e que deixou sequelas, o meu corpo começa a sentir a privação do alcool, as minhas mãos tremem, estou todo dorido e começam-me a contar coisas que eu fiz mas não me lembro, tudo normal, sem surpresas nem alarmes foi só mais um fim de semana na cidade...






João Pequeno (o amigo do robin hood)

Oposição a sério

sábado, 13 de dezembro de 2008

PARABÉNS

Parabéns Manoel de Oliveira!

A Partir de agora já tens óculos de borla.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Que bem que se está na Grécia!

Hoje ouvi na televisão, um senhor dizer que, nós portugueses temos tantas ou mais razões para nos manifestarmos brutal e vilolentamente como os gregos, o problema reside em sermos mansos demais. Além de sermos um país de brandos costumes, habilitamo-nos , como parece ser a tendência, a sermos também um país de brancos costumes.

É verdade, o português é um manso no que toca a manifestações como deve de ser, daquelas de raça lobo. Gritamos palavras de ordem; bonitinhas e bem escritas/mal escritas, mas o sistema acaba mais cedo ou mais tarde por nos enrabar qual John Holmes motherfucker.

Os espanhóis e franceses andam há anos a mostrarem-nos como se faz, mas tá quieto, isso fica para depois. Agora até os gregos, que já nos tinham enrabado no Euro, dão-se ao luxo de nos ensinar a mandar um primeiro ministro pró caralho como deve de ser.

Proponho a criação de uma Agência de Viagens/Intercâmbios, onde o português mediano/constantemente enrabado/votador de PS ou PSD nas eleições/pagador de impostos/pagador de prestações de empréstimos imobiliários/alienado pela tv cabo/fazedor de blogs duvidosos/adepto da teoria da conspiração e deprimido em geral , possa com as suas parcas economias, fazer um turismo barato, ainda que deveras libertador do stress e de outros males do ser POBRE (com letras grandes para que Deus possa ver).

Funcionava assim: O indivíduo trabalhava o ano inteiro, fodido, humilhado e ofendido, mas nas férias podia escolher uma zona de conflito onde aliviar toda essa tensão acumulada. Exemplo: Incendiar uns estabelecimentos na Grécia, queimar uns carros, agredir uns bófias. Para aqueles que sonham conhecer o continente africano, a Agência garantia uns bons lugares na frente rebelde no Sudão, ou no Congo.
Para quem curte a cultura (tão nossa) árabe, temos o maravilhoso espectáculo da intifada palestiniana, ou ainda uma que parece estar cada vez mais na moda, o arrebenta-o-americano-no-iraque.

Como vêem, as possibilidades são enormes e totalmente potenciadoras de curar de uma vez por todas o velho síndrome português de só o sermos quando estamos noutro país. Mais, a depressão nacional depressa regrediria e nós começaríamos a fazer bébés (com vontade) e, quem sabe, ao fim de uns anos desta inovadora terapia, já nos sentiríamos à vontade para incendiarmos uma esquadra ou outra no nosso próprio país.
O Slogan para esta campanha podia mesmo ser:
VÁ PARA FORA CÁ DENTRO/FAÇA MERDA LÁ FORA.


RAC.
Killing in the name of

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Exibicionista

A música alternativa tem os seus dias contados. A verdadeira música alternativa tem a sua expressão máxima quando o ouvinte recorre ao uso de “headphones”. Nesse caso a musica é tão alternativa que está limitada a um só indivíduo.
Hoje assiste-se a um recrudescimento desta tendência. O ouvinte outrora introspectivo e masoquista deu lugar ao exibicionista que precisa de atenção. A nova capacidade dos telemóveis projectarem para o espaço uma “playlist” outrora pessoal e inviolável tem tanto de voyeurista como de obsceno. A verdade é que as pessoas têm necessidade de mostrar o que estão a ouvir, por mais ridículos ou imbecis que possam parecer os seus gostos musicais.
O velho tijolo Boombox dos anos 80 foi miniaturizado e os novos ouvintes sedentos de atenção carregam-no à volta do pescoço como verdadeiras mulas do Hip-hop, modistas mostram na retrosaria o ultimo êxito de Tony Carreira com a Popota, fritos do tecno-transe-industrial são estimulados por uma frequência que os faz ver Deus e se assemelha a um Mantra de repetição eterna, fanáticos do Quim Barreiros insistem em pôr o carro na garagem da vizinha…
Viva a Era da Exposição! Expomos os nossos gostos musicais, expomos a nossa intimidade e expomos as nossas opiniões em Blogs.

P.M.
(Post Mortem)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

República das bananas (Versão Hardcore)

Um dia na vida...

Mal acordou, levantou-se num salto e pôs o desfibrilhador a carregar. Encostou as pás ao peito, gritou mentalmente clear e zzzzzppp, 300 joules percorreram-lhe o corpo. Escusado será dizer que não foi preciso tomar café. Foi para o trabalho a correr e acenou aos condutores enquanto ultrapassava os automóveis na auto-estrada. Chegou ao trabalho e desatou a despachar processos só com uma mão, com a outra coçava rapidamente as rugas do escroto. Deu seguimento a processos que estavam encalhados havia mais de dois meses. Quando finalmente ficou com as mãos livres e tendo já o escroto em sangue, começou a coçar o escroto dos colegas. Limpou a secretária e foi a correr para casa, de caminho passou pelo barbeiro, mas este não conseguiu cortar-lhe o cabelo. Chegou a casa e levou a mulher para cama, teve três orgasmos e a seguir, pôs a mala no chão, despiu-se e foi tomar banho. Jantou em frente da televisão, os telejornais noticiavam em pânico que estava a nevar na Serra da Estrela, mudou para outro canal que noticiava muito calor no Brasil. Fartou-se e foi-se deitar, leu dois livros, uma banda desenhada e uma revista cor-de-rosa. Quando chegou a hora de dormir, tirou o desfibrilhador debaixo da cama e desta vez carregou-o a 600 joules. Clear, ZZZZZZZZZZZPPPPPPPPPPPP, e adormeceu de olhos abertos com um sorriso que lhe ia de uma orelha à outra.
Uncle Remus

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sobre coisas que não sabemos mas que nos chamam a atenção, e por isso gostamos de especular...

Ao longo da história tanto se tem especulado sobre a inspiração espontanêa das pessoas ditas geniais. “È hereditário, já o pai era assim”, ou “é por causa da droga”, são os argumentos de quem sofre do vazio de ideias, caracteristico à maioria dos mortais. Porém nunca ninguém se lembrou de atribuir a dita inspiração a uma coisa que está ao alcance de todos: a mancha.
A mancha, sim a mancha. No tecto, na parede, no sapato, numa peça de roupa interior, enfim seja lá qual for a sua origem essa mancha tem inspirado e induzido tanta gente a fazer em algum momento, algo de muito ou pouco importante. Talvez por vezes, decisivo até. Muito em voga nos azulejos das casas de banho, paredes de salas de espera, tectos de quartos e nas biqueiras dos sapatos, embora a sua aparição/colocação não esteja só confinada a estes locais. A mancha é de facto a responsável por grande parte das coisas que se criam ou decidem neste mundo, e isso pode acontecer mais ou menos assim: o “artista” está na cagadeira. Já fez o que tinha a fazer mas há uma inércia qualquer que não deixa que ele abandone o local, mesmo com aquela luz pardacenta que lhe perturba a visão e o cheiro pestilento que lhe sobe narinas adentro, é aí que ele, sem se aperceber que está a ser manipulado por uma força estranha que o transcende, algo que faz com que perca a noção do tempo linear, se põe a olhar para o vazio e dá com uma mancha algures dentro do seu campo visual. Olha-a fixamente, olha-a, olha-a e, continua como se estivesse hipnotizado. Aquela mancha sabe-se lá porquê inspira-o. A quê? A escrever um poema, a invadir a Polónia ou a jogar numa qualquer lotaria popular com profunda convicção. Penso até já ter lido algo aqui neste blog que foi escrito aquando a observação de uma dessas misteriosas manchas. Convenhamos que à parte do seu hipotético efeito psicoactivo, “a mancha” parece ser mais prática, eficaz e inofensiva que qualquer substância clandestina no que trata à inspiração. Quer dizer, mais prática é certamente pois nem sempre temos drogas à mão para nos inspirarmos e uma mancha na parede, podemos faze-la imediatamente e até mesmo sermos criativos quanto às suas formas e tamanhos. Depois é só abancar, olhar a mancha fixamente sem expectativa, sem ansiedade, e de preferência em estado meditativo. Os ambientes de “casa-de-banho” são propícios, momentos de insónia também fazem surgir manchas no campo visual, mesmo com o quarto totalmente envolto na escuridão, ou ainda quando se está sozinho no café, o olhar foge-nos lentamente para baixo e surge sempre uma puta de uma mancha na biqueira do sapato, provavelmente uma cuspidela de algum filho-da-puta anónimo que se cruzou connosco... e nem pediu desculpa.

Raul Mistro
extraido de: “Discussões fúteis com os meus amigos por causa da droga e do dinheiro gasto.”

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Operation desert storm