quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Geriatria espongiforme

Num dia mau, deambulo por Faro, a cidade morta, despida das pessoas que preferem fazer compras nas grandes superfícies. Só os junkies correm apressados à procura da próxima dose. Encontro algum conforto no facto da cidade ser só minha. O sentido de posse que só os desventurados sentem. A cumplicidade na podridão e decadência exponenciadas pelo horário de Inverno.
Os velhos precipitam-se pelos passeios pejados de carros, impedindo a passagem, numa valsa lenta que aguarda relutante o fim. Pensamentos geriátricos assolam-me e fazem-me acreditar que este país é de facto para velhos...
(E eu não estou a ficar mais novo).

P.M.
(Post Mortem)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

As Vítimas

A Gazeta Rosa Xókk, mais uma vez atrasada na notícia mas sempre na vanguarda da investigação descobriu um inspector da PJ que, tendo estado presente no interrogatório a Leonor Cipriano nunca foi acusado dos crimes pelos quais os seus colegas respondem agora.
O Inspector X (vamos chamar-lhe assim por razões de anonimato, embora o seu nome verdadeiro seja António), conta na primeira pessoa a impressionante sucessão de acontecimentos que levou os seus colegas a Tribunal.
Inspector X - « Então foi assim, nós começamos por perguntar à Sra. Dona Leonor Cipriano se ela por acaso sabia onde estava a menina. E ela disse que não. E nós continuámos a perguntar-lhe: vá lá Sra. Dona Leonor, diga lá, seja boazinha, faça-nos lá esse favor – Mas ela sempre segura de si e muito altiva nada nos disse. Ao fim de uns bons cinco minutos desta conversa que não levou a lado nenhum, estávamos obviamente cansados, e encostámo-nos à parede um pouco para recuperar o ar. Foi aqui senhor repórter que começou a confusão; a mulher deu-lhe uma coisa má, levanta-se desvairada aos gritos, e desata agredir-nos os punhos (que estavam fechados como costumam estar sempre que estamos de serviço) com a própria cara, veja só sr. Jornalista, nós puxávamos os braços para trás, mas a maldita mulher conseguia sempre chegar lá com a cara, foi um horror. Depois quando finalmente se acalmou, depois de nos agredir a todos um por um, ainda tentou fugir e mandar-se por umas escadas abaixo, nós é que não deixámos.»
E fica assim aqui, o impressionante relato de um inspector que de momento se encontra de baixa médica com múltiplas fracturas em ambas as mãos e ainda muito psicológicamente abalado.

Gazeta Rosa Xókk – Onde a notícia chega depois

Aviso com finalidade

sábado, 25 de outubro de 2008

Primus Inter Pares

Deixou de fumar e logo começou a comer chocolates para compensar. Nos intervalos mastigava pastilhas de mentol, para disfarçar as de nicotina que metia às escondidas da namorada. Poucos meses depois descobriu que estava diabético.
Deram-lhe a escolher: Forca ou Cadeira Electrica.
Lembrou-se, cândido, que tudo o que tinha adorado ao longo da vida tinha sido eléctrico; o carrinho dos bombeiros, a aparelhagem de som, a máquina de lavar, o plasma, O iPOD, a playstation, a máquina de barbear, o microondas, o multibanco, etc...
Reflectiu «agora que sou diabético, a forca é capaz de me fazer mal, a móde dos pulmões e tudo o
mais...» deu voltas e voltas à cabeça qual mocinha do exorcista e resolveu-se« eu cá vou é de cadeira electrica, faz menos mal ao fígado e além disso não podemos descurar o factor “ar livre”.
Ficou resolvido, a pessoa estava presente, o electricista estava presente, mas eis que minguava uma cadeira. «O que sucede?» gritou um jovem amador de teatro. Sucedeu que a cadeira estava ser usada numa reconstituição do AVC do Grande Líder, de maneira que não podia ser utilizada. Sendo assim, ele logo se ofereceu para ser enforcado. Uma vez que morreu de suicídio espontâneo, teve que ser observado por uma equipa forense (da qual Zeferino fazia parte), e estes foram unânimes em afirmar que, o que o matou realmente foi o Colestrol...O tabaco também, mas principalmente o Colestrol.

Uncle Remus

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Putas irritantes

De todo o espectro de diversidade existente entre a fauna feminina estas são as que me fazem mais espécie.

Esta vertente de puta (muito em voga nos tempos que correm) tende a confundir amizade com sexo com frequência, digo “tende a confundir” mas isto seria se eu partisse do pressuposto que isto acontece casualmente e/ou inocentemente, o que não é o caso.

Estas putas sabem muito bem o que fazem e apesar de não fazer parte dos seus planos terem qualquer tipo de actividade sexual, gostam de “brincar com a comida” levado a dissimulação a pontos extremos: -Ah! E tal… somos amigos?

Os meus amigos conheço-os desde pequeno e sei muito bem com o que posso contar deles, mais: os meus amigos não me fodem eu não fodo os meus amigos e se formos a ver bem a percentagem de VERDADEIROS amigos, chegamos a conclusão que estão em vias de extinção nos tempos que correm.

O que irrita mesmo neste tipo de puta e que não aquece nem arrefece, nem para trás nem para a frente, é uma pura e completa perda de tempo e paciência para alem de provocar também um certo efeito de erosão no amor-proprio, mantem-nos na expectativa de qualquer coisa que nunca vai acontecer para poderem manter os seus níveis de auto-confianca em alta assim como o ego a transbordar.

Quando um gajo se farta destas palhaçadas (porque chega a uma altura em que sinceramente já chega) e bate com a porta costuma haver reacções: Ou somos nos que só pensamos em sexo e não temos sentimentos, ou são elas que “nunca repararam” que podíamos ter algum interesse nelas maior do que amizade… Sao um ser muito sensivel e “naïve” sem dúvida.

As mulheres nem amigas umas das outras são e querem me convencer que podem ser MINHAS amigas? Não me parece. Não faz sentido. E certo que as conas são como as opiniões: cada um tem a sua e só a da se quiser, mas se não a querem dar ao menos digam logo e não façam um gajo perder tempo com parvoíces, a fingir que é boa pessoa e que somos todos amigos nesta merda de hipocrisia assexuada.

Amigas, sim. Mas que fodam.



Hugo Norreias

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O melhor baile de natal


É no Colo do Pito.

Um jardim a evitar...


Pichas murchas não movem moinhos...

O Caldeirão Mágico

É oficial, Portugal tornou-se também um Caldeirão das Nações (Melting Pot), fundindo numa escala micro-cultural diversas Nacionalidades numa espécie de Cataplana Étnico-Cósmica.
Graças aos grandes fluxos de emigrantes que procuram melhores condições de vida no nosso país (vá-se lá saber porquê?) poderemos finalmente sair do marasmo consanguíneo em que nos encontramos e que explica em parte a ausência de ideias.
O facto de não nos misturamos muito é tradicionalmente evidente no caso de famílias abastadas que promoviam casamentos entre primos no 1º grau para que a fortuna não se dissipasse (D. Duarte Pio é o exemplo acabado deste tipo de união).
São os sinais dos tempos modernos. Hoje vi um puto chinês (por ironia do destino era o que me chamavam na primária – Puto Chinês) a falar com um típico sotaque algarvio e há quem assegure que já viu um Ucraniano Bimbo.

P.M.
(Post Mortem)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Toda a verdade sobre os coelhos da páscoa gays

Hiatos criativos

Mais conhecidos como momentos “dêxa-me da mão”. Nestas alturas não apetece fazer nada, é como um espreguiçar intelectual, como Administrador deste blog venho aqui fazer um “mea culpa”. Neste momento, acreditem ou não estou a penitenciar-me repetidamente fazendo o acto de contrição (bater no peito e dizer: por minha culpa, por minha tão grande culpa) Não importa a que horas leiam este texto Eu vou estar a fazer isso.

Pequena nota: Nas Caldas chama-se a estes momentos “não fazer um caralho”






Sr. Administrdor

Pequeno texto de apologia ao consumo de estupefacientes

Como os velhos mestres busco inspiração em qualquer coisa que faça a realidade dissolver-se: Paraísos artificiais, solventes de instantes, agentes que induzem estados alterados de percepção que por sua vez me fazem redefinir tudo o que aprendi para depois destruir e começar de novo. uma vez despido de todos esses pré-conceitos embutidos em mim até ao tutano tento atribuir novos significados para o que sinto, vejo e interage comigo, depois tento exprimi-lo, a maior parte das vezes surge assume a forma de vómito, as restantes surgem como postagens neste Blog.

Por vezes perco-me nestas "viagens na minha terra" muito peculiares mas não considero que tenha perdido tempo, qualquer experiência (por mais parva que pareça) que fuja aos supostos parâmetros que balizam esta sociedade parece-me mais interessante do que andar a repetir até a exaustão aquilo que fazemos todos os dias e para que estamos "treinados": Acordar, trabalhar, comer e dormir. É a vitória da vida sobre a sobrevivência, sempre quis experimentar em vez de ser a experiência e, muito sinceramente gosto da forma como conceitos que são dados como certos e adquiridos se esbatem na parede psicotrópica.

Matematicamente falando é o desvio de padrão que me interessa explorar e é por isso que gosto de andar por caminhos lodosos da existência: no fim reciclo-me, deito fora o que não quero, lambo as feridas e sigo em frente com um sorriso estupidamente optimista sem sentido.

É no campo das artes que o consumo de tais substâncias parece atingir maior consenso: Músicos, pintores, escritores, artistas plásticos e toda a parafernália folclórica a que se apelida de Arte. Aqui o consumo é geralmente aceite pela sociedade e visto como uma coisa normal, ao Artista é permitido ter comportamentos “desviantes” ou “excêntricos” são aliás um sintoma da sua genialidade e é por isso que eu gosto de me disfarçar de pseudo-artista néo-pós-retro-futurista-agora, não que precise de pretextos para me drogar como o pessoal do transe (calendários maias e guerreiros celestiais) mas porque assim talvez a policia me deixe em paz.




Tó Xico Independente

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Qual Crise?



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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Reunião

Zeferino, no seu último relatório, conta-nos sobre uma reunião de trabalho a que assistiu.
Diz que entrou numa sala acompanhado de seis pessoas e que se sentou em volta de uma grande mesa redonda. As mesas redondas (tal como a Távola) são usadas para dar uma sensação de paridade a todos os que lá se sentam. Não há princípio nem fim, estão todos de igual para igual. Nesta mesa porém, sentou-se um Chefe; um primus inter pares, como os antigos maços de tabaco.
O Chefe deu início à reunião, agradecendo a todos os colaboradores a sua presença, advertindo simpaticamente que havia muito trabalho a fazer. Mostrou mapas e gráficos de todas as cores e feitios; com curvas ascendentes e descendentes, de barras e em forma de queijo.
Invocou a reunião anterior e declarou-se insatisfeito. Com um ar, agora mais grave, o Chefe perguntou se havia sugestões. Um colaborador mais solícito, sugeriu que, dado a conjuntura emergente da Situação, impunha-se a criação imediata de uma Comissão Especial de forma a proceder-se ao mais rápido Processo de Investigação. O Chefe aplaudiu com fervor a eficácia e competência do colaborador. Todos os outros fizeram que sim com a cabeça.
Sem mais assuntos pendentes, e como era já era hora do almoço, o Chefe mandou lavrar a acta da reunião e deu esta por encerrada. Contudo, quando já todos se perguntavam «onde é que vamos comer?», o Chefe agendou uma outra reunião com o ponto único de eleger os comissários especiais com poderes de nomeação para os cargos de Investigador Processual.
Zeferino conta que também assistiu a esta última reunião, onde o Chefe já não participou, uma vez que havia sido demitido compulsivamente. Foi então nomeado um Secretário de Direcção Interino, incumbido de reunir de emergência com o Departamento de Recursos Humanos, de forma a encontrar uma pessoa que, promovida ao cargo de Chefe, liderasse uma equipa de jovens promessas, para que em conjunto encontrassem uma solução para a Situação, que, como nos descreve Zeferino, era realmente grave.

In Andanças de Zeferino – O Optimista

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A trovoada, a chuva e os relâmpagos

Esta noite, Deus peidou-se à farta, mijou-nos p'ra cima e pelo meio ainda tirou fotografias.
Agora que a tempestade passou, fico à espera dos episódios do Bonanza.
Uncle Remus


domingo, 28 de setembro de 2008

The Special One

Todos necessitamos de nos sentir especiais. Foi esse o desígnio fundamental que o marketing barato adoptou para cativar os seus clientes. Ao longo da nossa existência pomos constantemente em causa este princípio devido aos desaires em que a vida é fértil e aceitamos a verdade inconveniente de que somos somente normais.
Não é em vão que assistimos cada vez mais a filmes de super-herois e projectamos neles todas as nossas capacidades potenciais. Alimentamos o sonho de que algumas dessas capacidades adormecidas sejam por fim reveladas e que deixemos finalmente a nossa marca neste mundo.
O Batman, por exemplo, não dispõe de poderes especiais para alem da tecnologia que usa, pelo que nos sentimos solidários com a sua fragilidade. O facto de este ser corajoso apesar de ser apenas humano, faz com que sintamos por ele uma certa empatia.
O Super-homem no entanto já não tem nada de humano. Para alem da sua invulnerabilidade evidente, foi claramente inspirado no Übermensch (Super Homem) do tio Nitos, sendo erradamente conotado com a causa Nazi e o ideal da raça Ariana.
O Homem Aranha é para mim o mais humano dos superherois. Tem de lavar o fato na máquina e remendá-lo à mão. É atormentado pelos problemas do homem comum e não tem muito jeito para relações amorosas.
Em síntese, vivemos o sentimento de que existe um Messias adormecido dentro de nós (certamente restos da nossa educação judaico-cristã) e esperamos que uma voz interior desperte e diga:
“The sleeper must awaken”

P.M.
(Post Mortem)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O estranho mundo de Joaquina

É recorrente: Sempre que mando umas linhas de nazca sinto-me o filho das estrelas e começo a divagar sobre Mulheres: Uma coisa que sempre me interrogou sobre esta espécie tão bela quanto misteriosa foi o facto de tal como Jesus falava por parábolas as Mulheres falarem por enigmas

Passo a exemplificar:


(o que elas dizem)

Queres ir beber um café a seguir ao trabalho?

(o que elas querem dizer)

Vamos foder?


(o que elas dizem)

Gosto do teu sentido de humor.

(o que elas querem dizer)

Saltava te em cima que nem uma leoa!


(o que elas dizem)

Gosto dos teus óculos escuros!

(o que elas querem dizer)

Arrancava-te as cuecas á dentada!


(o que elas dizem)

Gosto de ti mas só como amigo

(o que elas querem dizer)

Não te fodo agora mas vou te manter por perto


(o que elas dizem)

Devíamos combinar aí uma saída, do tipo: Jantar, ir ao cinema e depois ir ao bairro
beber uns copos!

(o que elas querem dizer)

Queres ser meu namorado?


e podia continuar aqui a divagar durante páginas e páginas com exemplos mas...Não vou por aí.

As mulheres são complicadas, é um facto, elas próprias o reconhecem, eu (e acho que a maior parte dos homens) gosto de simplificar procedimentos, gosto, quero. Claro.

Para aceder ao complexo interface de um cérebro feminino gastaria a minha vida para ficar apenas ás portas por isso já desisti ha muito de tentar compreender, não é isso que me interessa, tornei me uma pessoa pragmática: Toda a gente gosta de foder, é capaz de ser a única coisa verdadeiramente transversal na espécie humana, partindo deste principio básico e aliando o pragmatismo á simplificação de procedimentos temos algo parecido com: Gosto, quero foder. Claro.

Parece-me um bom ponto de partida.



Hugo Norreias

A intervenção subtil

Venho-vos falar do legado subversivo deixado por esse grande senhor que é Manuel Subtil, o primeiro e único terrorista Português.


Sendo Português atacou logo onde mais doía: Na casa de banho, neste caso da RTP mas a instituição não é o mais importante aqui, nem mesmo o motivo ( o Carlos Cruz devia-lhe dinheiro) mas o alvo: A casa de banho. Quase que o consigo ouvir: “ou esse pedófilo do caralho me paga o que deve OU EU REBENTO ESTA MERDA TODA!!!!!!”. Terrorismo Português puro e duro.


Inspirados por esta personagem mítica e o seu grandioso feito as “Brigadas Populares Manuel Subtil” uma célula terrorista Portuguesa recém criada está em fase de preparação de um ataque terrorista ás outras 2 estações de televisão Portuguesas: SIC e TVI.

O ataque será em tudo semelhante ao original perpetrado por Manuel Subtil: Vão se fechar nas casas de banho das estações de televisão mas é no desfecho que as coisas mudam de figura, esta célula terrorista conta com activistas ultra radicais suicidas e fanáticos que vão mesmo rebentar com as casas de banho e encher (mais ainda) os estúdios da SIC e da TVI de MERDA.

Citando António Ténue: (Relações Publicas das Brigadas Populares Manuel Subtil)

“Trata-se de demolir a retrete artística e cultural do nosso país de forma a que a merda e as moscas fiquem á vista de todos, e o cheiro que emanará de tal latrina será tão insuportável que nem com Channel nº5 conseguirá ser disfarçado”

Como eu costumo dizer: Não importa o que fazes desde que o justifiques bem.



Henrique Cimento

Notícias muito importantes

O departamento de defesa dos Estados Unidos divulgou hoje um comunicado que abalou o mundo e nos deu uma nova perspectiva da guerra contra o terrrorismo e do conflito israelo-árabe. No dito comunicado consta que Condoleeza Rice, de visita por Aljezur para visitar a campa de Mark Twain e do Índio Joe, tomou conhecimento que todas as palavras começadas por Al têem origem árabe; daí até à incriminação do Alf foi um passo. Foi deduzido pois que o Alf era um espião árabe e foi executado com uma bala nos costados às seis da madrugada; em relação aos árabes ficou evidente que eram extraterrestres que comiam gatos. Medidas foram tomadas pela NASA para lançar um space shuttle atómico para o mundo árabe. O caso esta agora nas mãos de peritos da area 51.



Daniel Pearl´s Head

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Encontro bio-plasmático

Num final de tarde semelhante a uma foto de um folheto das Testemunhas de Jeová, em que os raios de sol espreitam abruptamente por entre as nuvens, duas amigas encontram-se e invejam a Aura uma da outra. A capacidade de ver as Auras era agora possível através da utilização dos óculos estroboscópicos da moda. Aqui se reproduz parte da sua conversa transcendental.

Maria Prânica: É com alguma preocupação que noto algumas imperfeições na tua Aura.

Joana OM: Pois é, preciso de um Kame Hame espiritual para reparar alguns dos meus Chacras. Que chatice… Mas a tua também está com uma coloração estranha.

Maria Prânica: Sim, o Doutor Kirlian já me havia falado nisso. Acho que tem a ver com a alimentação. Eu tenho sempre o Castrol elevado.

Joana OM: Pois, a minha tem estas oscilações devido à minha doença. Sabes que eu sou Binomial, não é… Os Binomiais andam sempre nos extremos e isso não é bom para o equilíbrio do Chi.

Maria Prânica: Pois, olha, gostei de te ver. O que é preciso é saúde…

Joana OM: Pois é, saudinha da boa…

As duas amigas haviam sintetizado filosofias orientais milenares numa uma premissa tipicamente portuguesa que representa o equilíbrio espiritual:
“ O que é preciso é ter saúde… Saudinha da boa”

P.M.
(Post Mortem)

domingo, 21 de setembro de 2008

A alegria de tar com a mão em Pixa.


Vejam como o senhor está contente.

Ora aí está uma coisa que nunca fiz...


...andar de bicicleta em Cona.

Programa Circular

#error Decidi recriar toda a realidade na linguagem de programação C++. Há muito que vivo num limbo paralelo escrito em código. No entanto, encontrei algumas anomalias (anormalias em Algarvio) na linha de comando da metafísica. Os erros sucedem-se e sinto que estou a enlouquecer. #error
#undef A ambição desmesurada está a destruir a minha sanidade. Sinto que estou a um passo de conhecer o tecido essencial que move todo o pensamento mas algo me parece escapar. #undef
#pragma Uma variável fundamental permanece imperscrutável, atormentando-me em sonhos como uma espécie de matéria negra da programação, inacessível ao comum mortal. #pragma
#return Se ao menos Nietzsche aqui estivesse... Finalmente atingi a plenitude do eterno retorno... Todas as linhas de programação remetem para as linhas iniciais formando um dilema circular indecifrável. #return
Obs1. Dedicado ao Jacques e ao seu Amo
Obs2. Qualquer semelhança com o filme Matrix é mera coincidência

P.M.
(Post Mortem)

A tropa faz de ti um homem

Após 2 dias de extenuante inspecção,de espantoso rigor selectivo,de testes fisicos, psicológicos e escritos, efectuados á minha pessoa , deparei-me com a pergunta chave, que iria ser determinante para a minha colocação e ingresso, num desses quarteis espalhados por ai fora do nosso lindo Portugal, a qual,entre muitas, foi determinante: Sabe andar a cavalo? Pergunta que á qual prontamente respondi que sim,resultado,destacamento para o regimento de cavalaria, (muito bem pensei…)

Ao chegar ao quartel deparei-me logo com o lindo cenário, um camarada tropa de igual estatuto ao meu (recruta) a desempenhar a gloriosa função de limpar bosta de cavalo… Pensei então na pergunta pertinente, sabe andar a cavalo? Sei, então logo vais apanhar merda o tempo todo que aqui estás. Além de nos colocarem a dormir numas camaratas espectaculares,aposentos modificados de acordo com as nossas necessidades outrora conhecidas como cavalariças, no entanto só tenho de agradecer a tal regime, pois foi sem duvida o modo de me prepararem para para a inserção na minha vida activa social laboral.

No meio de tal regime militar e apesar de passar por constantes abusos tanto fisicos como psicológicos não deixo de salientar certas frases de sobrevivência e de extrema importância que me acompanham e ficaram registadas na minha memória até hoje tais como:

- “NÃO TREME NEM QUE PASSE UM CARALHO PELA BOCA”… Ou saltitando(por obrigação) berrando e quase vomitando os pulmões: “SOU BOSTA COMO Ó CARALHO” ou mesmo a mais divulgada “RI-ME FODI-ME”…

Eis alguns exemplos onde tais frases podem ser aplicadas no nosso agreste quotidiano.

A gasolina está cara, a inflação dispara,os ordenados mantêm-se,aumenta a criminalidade o governo só faz merda mas no entanto temos de nos aguentar dai: NÃO TREME NEM QUE PASSE UM CARALHO PELA BOCA.

Altera-se o nosso estatuto social passamos da classe média para a baixa, temos na nossa vida altos e baixos mas logo saltitando brandamos: SOU BOSTA COMO Ó CARALHO e se apesar de tudo ainda perdermos o emprego se não houver dinheiro para comida, roupa, gasolina e houver a necessidade de ter de ir roubar,ser apanhado e ser posto na prisão (que lá ao menos ainda te alimentam) com um encolher de ombros ainda te RIS pensas de imediato ao menos haja saúde logo replicas: RI-ME …FODI-ME.

Só tenho de dizer “obrigada” tropa. Prepararam-me bem para aguentar com esta merda toda, apesar dos inumeros abusos fisicos, psicológicos do constante rastejar na merda prepararam-me bem pois sai de lá firme e hirto que nem uma barra de ferro pois afinal …FIZ-ME UM HOMEM.


Carlos Seixas

O arrepio do mijo

Corre por aí que é algo que as mulheres não sentem. O facto é que, não sendo mulher, acabo por não ter a certeza se sentem ou não. Já perguntei a algumas se alguma vez o sentiram. Umas dizem que sim, outras que não. No entanto, e para tirar as dúvidas, passo a descrevê-lo na óptica do utilizador:


O ARREPIO DO MIJO é algo que foge ao controlo de qualquer ser humano. É ir mijar e não perceber porque raio é que nos dá um arrepio na espinha, que vem desde o dedinho do pé até ao alto do Guedes [parte mais saliente do crânio] aquando de cerca de 75% do vazamento da bexiga. Acontece pouco antes de sacudir o dito cujo e embora seja quase impossível de evitar, dá um prazer dos diabos (quase tão bom quanto ir cagar).

Há quem o descreva como o sacolejar do diabo, o “vá de de retro, Satanás” do acto de fazer xixi. Sendo assim, se for obra de Satanás, a expressão “dá um prazer dos diabos” adequa-se perfeitamente. No entanto, segundo a perspectiva cristã, deveria estar associado a algo de menos bom, ao pecado, algo relacionado com as partes furibundas que não devem ser exploradas ou comentadas, daí a necessidade de falar dele. Temos então duas perspectivas do ARREPIO DO MIJO: a profana e a sacra.

Normalmente acontece mais em climas com corrente de ar, tais como mijar ao relento mas também é possível senti-lo em ambientes fechados, tais como as casas de banho públicas junto à praia ou em bares.

Até me atrevo a dizer que, homem que é homem, tem que sentir o arrepio do mijo, nem que seja uma vez por mês, mesmo que seja em condições um tanto ou quanto adversas, até porque, homem que é homem, sabe o que são condições adversas no que respeita a ir mijar.



Francisco Maravilhas

sábado, 20 de setembro de 2008

As merdas que fazemos para nos sentirmos melhores pessoas

Pois é... a vida é feita de pequenos nadas e de quando em vez todos somos confrontados com a inevitável constatação que somos apenas humanos e que não ha nada de transcendente ou especial em ser um mamífero com a capacidade de pensar. Por isso arranjamos estratégias para nos sentirmos especiais e mesmo sabendo que é mentira acreditamos nisso porque a alternativa é demasiado brutal para a aceitarmos, normalmente a verdade dói.

Há uma série de procedimentos que nós, os Humanos criámos para este efeito, nesta breve dissertação vou tentar citar alguns:


O mais clássico e visível até para um leigo é quando damos uma moeda de 10 cêntimos a um qualquer desgraçado que dorme na rua, é automático: ficamos logo todos inchados de sentimentos de nobreza porque ajudámos um pobre coitado pior do que nós. Este não falha.


Outro muito em voga e muito utilizado é o clássico de telefonar á (ao) ex-namorada(o) para perguntar se está tudo bem. Este pequeno gesto faz nos sentir inundados por uma sensação de bondade incomensurável. Somos as melhores pessoas do mundo porque apesar de aquela pessoa já não fazer parte da nossa vidinha mostramos que nos preocupamos e que somos MESMO boas pessoas. Garantido.


Ás vezes também nos reduzimos a tarefas domésticas para nos sentirmos melhores, pequenas coisas como arrumar o quarto, lavar a loiça, aspirar o chão... qualquer coisa que quando se acabe se possa dizer: -Sim senhor! Tou orgulhoso de mim! Isto ficou mesmo bem feito.


Ajudar um cego a atravessar a rua ou afastá-lo de um cagalhão também costuma ajudar. Por alguma razão ficamos a pensar que aqueles 10 segundos que gastámos a “ajudar” essa pessoa vão lhe ficar na memória e eles extremamente agradecidos pela nossa infinita bondade.


Outra coisa que também fazemos muito é criar uma falsa capa de tolerância em relação a tudo para parecermos muito fixes, apesar de se calhar desatinar com a coisa, a tolerância ta na moda e não convém criar muitas “ondas”. A tolerância faz-nos sentir bem.


Há aqueles também que passam a vida a fazer os outros sentir-se bem para por sua vez, eles sentirem-se bem com eles próprios, é um animal complicado o Homem... e a mente Humana funciona de formas que nem neste blog nos atreveremos a desflorar.


O Álcool também costuma ajudar as pessoas a sentirem-se melhores especialmente se for a seguir a uma ressaca, Aliás as substancias psicotrópicas em geral ajudam bastante as pessoas a sentirem-se melhores ou pelo menos com uma percepção alterada do seu “eu” que é o que interessa aqui. Cada um arranja o esquema que mais lhe convém para se sentir melhor pessoa do que realmente é mas no fundo trata-se sempre de uma demanda alucinada para engordar o ego e afastar-nos da realidade. Somos apenas animais, temos necessidades de animais e estamos sempre a fazer coisas que questionam a racionalidade por isso quanto mais cedo nos apercebermos que andamos aqui todos para nos fodermos uns aos outros , mais rápido nos poderemos adaptar ás novas regras do jogo.


Eu, por exemplo escrevo para este blog também para me sentir melhor pessoa, para me armar em artista e para ver se engato gajas com as minhas tangas de pseudo-escritor, mesmo agora que estou a acabar este texto, estou me a sentir muito melhor pessoa.




Nitos (o nihilista algarvio)


O País

Quando Zeferino chegou ao país, este encontrava-se praticamente fechado. À Entrada sustentava um pedaço de cartão carcomido que avisava: Entre à sua consideração.
O caos, a desordem, a pilhagem e o abandono foi o cenário Mad Maximizado que Zeferino conseguiu vislumbrar enquanto percorreu enojado o país. O lixo espalhava-se por todo lado, assim como o seu cheiro nauseabundo. Faz aos outros como te fizeram a ti era a palavra de ordem. Os campos de Futebol eram campos de fuzilamento e palcos de outros tristes espectáculos como o próprio Futebol. A juventude, rara e pensante havia abandonado o país, aliás, todo o país havia sido abandonado e ninguém apagou as luzes como havia sido aconselhado pelos anarquistas. O país regulava-se por uma nova pirâmide socio-económica. Na base ficavam os espezinhados, logo acima os pilhos e salteadores libertos, acima destes ficavam os políticos e outras espécies de animais engravatados. No topo da pirâmide vingavam os dirigentes desportivos, meretrizes autarcas, artistas pederastas e toda uma espécie de elite dourada sempre encharcada de champagne, caviar e cocaína. O funcionamento desta nova engrenagem social era relativamente eficaz ainda que simples e redundante. A classe político-engravatada espezinhava os espezinhados que, sob a pressão que lhes era exercida, ascendiam rapidamente à classe de pilhos e salteadores onde ajudavam a espezinhar mais os espezinhados. A elite dourada, por seu lado, limitava-se a traçar as directrizes com que a classe politíco-engravatada se governava, e esta prestava-lhe tributo.
Ao chegar ao fim do país, Zeferino atravessou a porta de Saída e leu o placar de néon que pendia intermitente sobre esta: You are now exiting the country formerly known as Portugal.

In Andanças de Zeferino – O Optimista

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Dois Mundos

Zeferino conta que quando o mundo foi divido em dois, duas grandes figuras emergiram, qual super-heróis de banda desenhada, e tomaram as rédeas de um planeta que teimava em caminhar para a auto-destruição. Numa atmosfera mal desenhada e carregada de surrealismo os dois líderes surgiram e apontaram o verdadeiro caminho para a felicidade. Os dois faróis da humanidade ainda que separados, tocavam-se ao iluminarem o escuro oceano das coisas simples.
De um lado da razão estava Dan Brown, que havia revelado ao mundo que o verdadeiro cálice da sabedoria estava no meio de nós, e, melhor que isso, qualquer um de nós poderia ser o descendente directo do Messias. Havia portanto que procurar pela salvação e não deixar escapá-la como da outra vez. Os cidadãos que viviam do lado de Dan Brown, aboliram de imediato a igreja católica e passavam os dias a cantar o libretto de Jesus Christ Superstar enquanto tentavam andar por cima de água. Muitos morreram afogados. Os mais espertos, os que descobriram nas entrelinhas do Código, que Cristo teria um dia voado tentaram fazer o mesmo, no entanto não o conseguiram.
Conta Zeferino que, na outra metade do mundo desperto, a líder eleita tinha sido Rhonda Byrne. Os sóbrios ensinamentos desta senhora ensinavam a fazer as coisas acontecer com um simples e modesto pensamento positivo. Penso logo exijo havia ela ensinado às massas, até então ignorantes.
Os seguidores desta facção também tinham eleito uma música para seu hino; Help me Rhonda, melodia composta pelos super-positivistas que eram os Beach Boys. Os habitantes deste hemisfério puseram igualmente em prática o que lhes foi ensinado. Os mais saudosos pensavam positivamente em Oliveira Salazar, e ele, logo aparecia aos súbditos apenas para desaparecer de imediato devido ao pensamento positivo daqueles que não gostavam do senhor. Diz Zeferino que Salazar aparecia e desaparecia com tal frequência que assemelhava-se muito a um objecto sob o efeito estroboscópico, dando assim origem à expressão um Salazar em cada esquina.
Entretanto chegaram os extraterrestres, que noutros tempos haviam sido tão desejados, mas ninguém lhe ligou nehuma. Estacionaram as naves na órbitra terrestre, fizeram pipocas nos seus fornos de raios laser, e recostaram-se a assistir ao filme humano. Zeferino já lhes tinha avisado (muitos anos antes) que era um filme cómico mas eles quiseram ver com os próprios olhos.

In Andanças de Zeferino – O Optimista

Poema Póstumo

Hoje finalmente te ofereci flores.
Deixei-as perto da campa nº 64
(por debaixo da Gárgula).

P.M.
(Post Mortem)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Polícias e Ladrões

Quando era pequeno, nas ruas do meu bairro, tal como em todos os bairros do país, eu e os meus amigos brincávamos aos polícias e ladrões. Na altura não havia playstations, nem computadores nem nada para ligar à televisão. Jogávamos à noite, o escuro era bom para encobrir os que ficavam como ladrões. Para além das vezes em que dava um filme qualquer na televisão onde os polícias eram os bons da fita, invariavelmente queríamos todos ser ladrões. Era mais excitante; a fuga, os esconderijos, a adrenalina de quase ser apanhado. Como ninguem queria ser policia tinhamos um método de selecção à força para os escolher. Os ladrões mais velhos escolhiam os seus cumplices e outros tinham que se contentar em serem os chuis. Às vezes não havia hipótese de jogar porque ninguém queria mesmo ser polícia, então mudávamos de brincadeira e andávamos à pedrada uns contra os outros, como se fôssemos dois gangs desavindos. Depois, crescemos e alguns de nós tornaram-se mesmo polícias e outros tornaram-se mesmo ladrões. Eu não segui nenhuma das duas carreiras, apenas mantenho ainda um certo contacto com as pedradas. Hoje, se tivesse que escolher, acho que voltava a escolher ser ladrão. É mais romantico, conhece-se o país de lés a lés, priva-se com pessoas altamente educadas (advogados, juízes, etc...) e além de tudo é uma profissão liberal. Ser polícia não compensa, é muito perigoso.

Uncle Remus

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Brandos Costumes

Os portugueses finalmente abandonaram os brandos costumes. Séculos de acomodação pacifista do tipo “Laissez-Faire”, acumularam e concentraram o mal que agora se liberta. Foi recuperada a velha máxima que dá titulo a um livro foleiro de anedotas: “Viver sem trabalhar num Pais à Beira Mar” e esta passou a ser a Filosofia reinante. O desafio à autoridade e a transgressão das regras são algo relativamente novo a ser experimentado e como tudo no caso português é levado ao extremo.
A criatividade nas acções lesivas do bem comum chega mesmo às expressões utilizadas. Para mim, por exemplo, o “carjacking”, “motojacking” ou “hijacking”, significam uma coisa: o desvio ou roubo de um bem móvel. Os portugueses conseguiram inventar o “homejacking”, que na minha perspectiva só seria possível se todos vivêssemos num parque de caravanas.
No entanto o uso do “homejacking” não é de todo infundado, uma vez que as expressões “Trailer-Park” ou “White Trash” são usadas pelos Americanos em relação a quem habita neste tipo de refugos de caravanismo permanente e reflecte a actual situação social Portuguesa. Afinal vivemos mesmo num parque de caravanas nos arredores da Europa.

P.M.
(Post Mortem)

domingo, 14 de setembro de 2008

Reciclagem do horror

Moluscos que se movimentam pela demência do acaso.
Ecoam e emanam o acto purgativo…são ócios do tempo, achados do pudor, detritos de uma consciência perdida, reciclagem do horror...

Manifestação intacta e senil, sombras trémulas de uma percepção decadente.Interpelo-os, ramifico o vazio em mil pedaços de merda... Caleidoscópio de pó e de nada, estruturas sem encaixe, monopólios corrosivos... alucinações em posta! AH! São pessoas... seres com características inegáveis…átomos invadidos de confusão k crescem e colidem entre si... abnegáveis circunstancias do coincidente…residentes telecomandados pelo sadismo personificado... dejectos fragmentados de um eu idílico e inexistente. Primos do colhão, amigos do garrafão... praxis do nihil..

Ilusões de uma vontade primitiva, manifestos imbecis de uma virtualidade sem adjectivação.
Selva de grunhos e ataques sólidos, placas de demonstração superficial, barreiras ácidas e atropelamentos viris.
Máscaras do infinito, esse ,basal e pouco dotado (de reduzidos firmamentos).
Corte presencial com términos questionáveis.

É o Homem!

Razão projectada para a implacabilidade...sem suborno prévio.



Barbie Túrica

sábado, 13 de setembro de 2008

1915

[...]Portugal que com todos este senhores conseguiu a classificação de país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo!
O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável - e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado![...]

José de Almada Negreiros
Poeta de Orpheu, Futurista e Tudo
1915
"Manifesto Anti-Dantas"

Pequenos mal-entendidos...

Pois é... isto de estar deslocado tem que se lhe diga... digo isto a propósito do suposto chamado pessoal da "margem sul".
Chegam ao pé de um gajo e o caralho, -Ah! e Tal... Sou da margem sul.
e Eu digo: Margem sul do que caralho?
-Do tejo.
-Pois bem. Eu sou de Faro que é o caralho do pintelho de Portugal Continental mais a Sul do nosso território por isso para mim tu és do Norte.

(começo a comparar os Lisboetas ao Americanos (seja lá o que isso for) parece que só existe Lisboa, o Tejo e o resto: pra cima e pra baixo.
Portugal é feito de microrealidades. Digo Eu que não sei...


António Joaquim (Tó Jó)-Habitante de Faro

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Os loucos

Por vezes invejo os loucos. Estou portanto na cidade ideal uma vez que Faro tem a sua quota-parte deles (não tão grande como Lisboa claro). Neles as portas da percepção estão definitivamente abertas.
Figuras míticas como “O Urra” (Elias de seu nome), ilustre morador da Estrada de São Luís, a “Smarties” que se fritou com os ácidos nos 70as, uma gorda de quem não sei o nome mas que fala sozinha em falsete pelas ruas, o saudoso “Julinho” (O Marreco) que foi o terror da minha infância e que atirava pedras a tudo que mexia; todos eles têm somente como seus confidentes os animais que adoptam ou as pedras da calçada.
Há algo de castrador em ser supostamente “normal”. A ideia de que não absorvemos a realidade como um todo, que somente parte dela nos está reservada através de um elaborado filtro social. Os loucos abdicaram desse filtro e é isso que os torna especiais.

P.M.
(Post Mortem)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Uma especial saudação para as Camaradettes

A Festa do Avante é sempre assim: Venho sempre de lá semi-angustiado; é que durante este espaço de convívio e devaneio narcótico vejo sempre uma mão cheia de Camaradettes com as quais contrairia matrimónio sem o mínimo pejo, dou até por mim por vezes a considerar a propagação da minha linha genética (pensamentos que raramente me invadem, felizmente)

Este ano não foi excepção, mesmo tirando as novas demais, a Festa do Avante continua muito bem representada e é de louvar! Tiro o chapéu ao Partido Comunista por ano após ano conseguir manter a qualidade e quantidade nivelada por cima. Assim vale a pena!

Quanto a mim, não me fazia mal beber um bocado menos e meter menos drogas químicas, se calhar focava-me mais no objectivo de me multiplicar (ou pelo menos tentar) mas acho que ainda não senti o apelo... Gostei mesmo foi da frigideira e das garrafas de vinho verde que havia em braga. Ah! E também andei de bicicleta.

Pró ano há mais...


Rolando Bosta (enviado especial rosaxokk na festa do Avante)

Porque é que o xamon é melhor do que a policia?





E pelo menos pode-se chegar a Governador...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Astigmatismo latente do cerebelo cosmologico

Espeto-me na veia criativa mas não sai nada
Falo por parábolas desconexas
que os outros não entendem
Repito os nomes pelos quais eram chamadas
as coisas no paradigma inicial
mas ninguém entende
Planeio revoluções interiores que são tão
inconsequentes como os planos
Delineados com grande ponderação.

Necessito urgentemente de uma consulta
Oftalmológica para o terceiro olho.

P.M.
(Post Mortem)

Gato por lebre?


(Imagem gentilmente enviada por Carlos Seixas)

domingo, 7 de setembro de 2008

O que eles dizem...


clique na imagem para ampliar

parte 2


parte 3


parte 4


parte 5


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Camaradas, amigos e visitantes...

Foda-se! amanhã começa a Festa do Avante, e eu, este ano infelizmente não vou poder comparecer. Já me tava a ver aos saltos durante a Carvalhesa, e a tomar pequenos-almoços de campeão. Mas não dá, caguemos nisso, fica para o ano.

Deixo no entanto um recado para a maltinha de Faro que já está a aquecer os motores da desbunda e afinar os pistons da máquina de emborcar cerveja:
Não se esqueçam que os melhores Mojitos não são no Pavilhão de Cuba, mas sim na barraca da Associação de Amizade Portugal-Cuba. No domingo, quando o Camarada Jerónimo estiver a discursar, o melhor sítio para se estar é o mais afastado possível do Palco 25 de Abril. Ah! E para quem quiser trazer-me uma t-shirt, as do EZLN mais fixes são as do Pavilhão Italiano.

Eu por cá vou tentar reproduzir o ambiente da Festa o melhor que puder. Vou apanhar “uma” descomunal na sexta-feira de maneira que dure até domingo. Vou entrar nos bares com senhas de cerveja que não gastei no ano passado e tratar todos barmen por camarada. Vou montar uma tenda na rua só para depois dormir noutro lado qualquer.
À noite quando chegar a casa, vou vomitar debaixo da janela dos meus vizinhos enquanto canto a Internacional.

Segunda-feira vou acordar todo ressacado à porta da estação dos caminhos de ferro, e quando a malta chegar, vou fingir que não me lembro de nada…E pronto será como se tivesse lá ido.

Camarada Romualdoievski Alizandreievicht Crescov

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Há 1000 anos

Olhei-te nos olhos e nada vi...
Apenas dois espelhos que reflectiam uma alma vazia
que sucumbia ao prazer de uma boa foda.

Despertaste-me a Líbido mas fiquei com a certeza que não te conheço.



Hugo Norreias

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

El cagalhón

este fui Eu próprio que meti na escada do meu prédio quando cheguei a casa e me deparei com uma bela bosta de merda raspada á entrada da minha porta. Os Ingleses chamam-lhe "anger management" Há quem ache engraçado, a Mim soube-me bem na altura e é isso que me importa (tava a chover nesse dia).

Quando???

Aldeia blogal

O mundo é uma aldeia e há pessoas que gostam de levar esta máxima até aos limites da cretinice:

Sou de Faro e trabalho em Lisboa e acontece me muito as pessoas perguntarem me de onde eu sou ao que eu respondo: Sou de Faro

-Ah! És do Algarve! Então deves conhecer o Roberto? Ele é de Portimão acho eu...

depois de explicar calmamente (na medida do possível) que tanto Portimão como Faro são cidades com mais de dez mil habitantes e que mesmo que fossemos da mesma cidade a probabilidade de conhecer aquela pessoa em particular era extremamente baixa, atiro ainda que prái 70 quilómetros separam as duas cidades portanto não é como ir ali ao café comprar tabaco...

e depois pergunto: - E tu? És de onde?

Sou de Lisboa.

Ao que eu respondo: Ah! A Estremadura! Essa bela região! Deves conhecer o Tó-Zé ali de Setúbal, não?



Senécas (Filósofo e Separatista Algarvio de Faro)

Fare Revisitade

Uma das muitas coisas que eu gosto em Faro é que parece ser imutável.

Qual mamute pré-histórico conservado numa dessas quaisquer calotas polares lá está! Ao mesmo tempo que assusta é reconfortante, não consigo bem escolher as palavras, estou a falar afinal da MINHA cidade.

Há qualquer coisa no ar, nunca soube muito bem o que... ha quem diga que é do meridiano, outros dizem que é do rébolao mas que há qualquer coisa, há.

Bem falando há tudo o que de bom e mau há nas outras cidades mas aqui as coisas parecem ganhar uma dimensão grotescamente cómica, como que uma aceitação ou uma constatação que não vale a pena lutar contar moinhos de vento que é transmitida através de um “dêxa-te tar quiét, mó”

Palavras sábias, transmitidas de geração em geração que reflectem toda uma filosofia de vida própria em ser Farense como que dizendo: -Calma... não vale a pena entrar em stresses taralhoucos, amanhã logo me chateio com essa merda se tiver tempo senão mando sete grãos de areia para trás de um poço enquanto digo uma mézinha e tá safo.

Gosto de exprimir o meu espanto com um “fái camane!” prefiro-o mil vezes (para não dizer um milhão) a um singelo e despersonalizado “caraças!”

Gosto da minha vezinha que me pergunta: - atão miga... quem era aquela mecinha que tavas no outre dia?

- A mesma. Digo eu como se isso interessasse, a velha já tá tão queimada que nem percebeu que era um amigo meu daqueles que mata galinhas e ouve Musicas de satã...

a mesma vezinha que uma vez me viu a fumar ganzas com os drógados do meu bairro e disse á minha avó: -Ai... o seu netinho tava com os amigos e tavam todos com muito frio... tavam a fazer fogueirinhas nas mãos para se aquecer... e são todos muito poupadinhos! Fumam todos do mesmo cigarrinho... aquilo um cigarro dá pra 7 ou 8...

O resultado disto foi a minha avó comprar-me umas luvas e um maço de tabaco.

É nestas alturas em que a geopolítica mundial se começa a adensar que dou o devido valor a uma cidade pacata como a em que nasci: os Russos e os americanos e os Coreanos e os iranianos podem se matar todos à vontade que a malta aqui há de continuar numa qualquer esplanada de uma qualquer tasca às voltas com o velho dilema milenar algarvio... Vou buscar mais uma? Ao que uma voz que vem de dentro há de dizer assertivamente: -Deixa-t tar quiét mó...

O que é certo é que “ela” há de vir parar á mesa e é nisto que nós algarvios somos fodidos: as coisas aparecem feitas.


Senécas (Filósofo Algarvio)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bandides vingam Naide


A Naide Gomes pode ter falhado a classificação para as finais de salto em comprimento nos Jogos Olímpicos de Pequim, mas, a julgar pelos roubos que se têm verificado em Portugal todos os dias, abrangendo a quase totalidade do território (mais ou menos 1000Km), apetece-me dizer que os Bandidos e Ladrões deste país já se qualificaram, e, são mesmo favoritos para ganhar uma medalha nessa nova modalidade que é o:

ASSALTO EM COMPRIMENTO

Abrenúncio Estevão – repórter desportivo para a gazeta rosa xókk

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Baseado numa Historia verídica…

Uma obra de arte desapareceu recentemente da exposição “Articulações”, que tem lugar na Fabrica da Cerveja. Aparentemente as senhoras da limpeza confundiram uma caixa de papelão, repleta de cascas de ovo, com lixo vulgar.
A organização ainda tentou recuperar a obra, revolvendo todos os caixotes de lixo da cidade. Foram encontradas outras caixas de papelão e outras cascas de ovo, mas estes não simbolizavam a perenidade da existência humana e a decadência moral de uma sociedade em declínio.

P.M.
(Post Mortem)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Salvem o KID

Faço por esta via um apelo generalizado para a preservação de uma espécie em vias de extinção na fauna Algarvia: o KID. Esta espécie habita nas regiões limítrofes a Faro, sendo o único sitio do Mundo onde pode ser encontrada. O KID “monta” sempre a sua “bicicleta”, apesar de esta ser na realidade uma motorizada. Esta relíquia é muitas vezes herdada do pai ou avô, conservando os seus traços originais. No entanto é normalmente melhorada com um “kit de 80” e bolas de naftalina no depósito.
Um dos últimos espécimes desta espécie habitava na Conceição de Fare, “montando” uma Famel, e sendo conhecido pelas suas arriscadas “curvas à peixe”. O destino ditou que Toi (era este o seu nome) viesse a falecer, não de um acidente qualquer, mas de um violento ataque de 605 Forte.
Por isso se alguém acelerar no semáforo à porta de vossa casa com o escape livre às 3:00 da manhã, não corram para ir buscar a pressão de ar. Respeitem o KID, os KIDS são nossos amigos.

Associação de protecção e preservação do KID (A.P.P.K.)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Acorde-me às 14h00 se faz favor…

Em verdade vos confesso que estive para escrever este post hoje de manhã. Mas depois pensei: eu ´tou bem é na caminha!

Esta frase de beleza astronómica encerra em si toda a História de Portugal e dos portugueses. Desde os primórdios da nação que esta frase tem vindo a ser utilizada nas mais variadíssimas situações e pelos mais dispersos personagens, do mais nobre ao mais plebeu, do mais aristocrata ao mais vagabundo.

Há uma razão muito simples para este possidónio costume; uma pessoa acorda de manhã, lembra-se do trabalho, da crise, da corrupção, do euribor… enfim, lembra-se que vive em Portugal e a primeira coisa que lhe vem à cabeça é: Eu ´tou bem é na minha caminha!

Recuemos atrás nos tempos e analisemos os mais diversos casos em que, mesmo não sendo proferida, a frase estava lá, escondida na entrelinhas da vida à espera de alguém que a trouxesse para a luz do dia:

Viriato – O Lusitano – Foi morto à traição porque estava a dormir muito bem na sua caminha;
D.Carlos – Depois de ter sido alvejado pelo Buíssa, a gorgolejar de sangue, quase a expirar ainda exclamou: Eu ´tava bem era na caminha!;
Salazar – Caiu da cadeira porque onde ele estava bem era na sua caminha.

Até a Lurdes, a prostituta que ataca lá por detrás do meu prédio, que tem uma verruga no nariz e herpes nos lábios, cada vez que me vê passar diz sempre: - Ai Romualdo, eu só tou bem é na caminha!

E é por tudo isto amigos que proponho um acrescento ao nosso Hino Nacional, ficava assim:
Contra os canhões
Marchar, marchar…
Mas só à tardinha porque de manhã
Nós ´tamos bem é na caminhaaaaaaaaa!

Uncle Remus

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Medalhas pra quê mó?

Anda tudo muito preocupado com quem ganha medalhas nos olimpicos-ai que ainda não temos medalhas nenhumas (a Vanessa por acaso lá ganhou uma), ai que aquilo tá quase a acabar e não temos medalhas nenhumas...Para quê tanta histeria? O americano bateu o record disto, o jamaicano bateu o record não sei do quê...E depois?
Cada país tem os records que merece, e nós, temos os melhores records do mundo. O Phelps tem os records todos da natação, mas se ele quiser comer a maior feijoada do mundo onde é que ele vem? A Portugal claro. O Jamaicano bateu o record de velocidade? Até me dá vontade de rir, nós há pouco tempo fizemos o maior pastel de tentúgal do mundo. Para quê queremos medalhas de ouro e de prata se nós temos o maior assador de castanhas do mundo.
Um dia que façam as Olimpíadas do Enfardance à Bruta e do Beber até Mais Não, aí é que se vai ver quem é que são os campeões; os outros que se preparem que nós já andamos a treinar há pelo menos oito séculos.

Estádio de Iluminação

O meu nome é Quim, sou adepto do FCP da Claque dos Super-Dragões. Apesar da minha equipa ter perdido a final da Super-Taça, atingi este fim-de-semana o estado de contemplação mística. Na verdade vou ao estádio para absorver a energia de milhares de pessoas, sendo este o método moderno de atingir a iluminação. Este estado de sapiência já não pode ser atingido através das grandes provações. Chega de beber água da chuva e comer caca de pássaro como um asceta. A verdade suprema está num simples jogo de futebol: a dualidade subjacente, o eterno conflito entre o bem e o mal, está tudo lá.
Sou hoje um Bimbo iluminado...

P.M.
(Post Mortem)

Dava-me jeite...

Ao contrário da maioria das pessoas, eu gostava que o conflito no Cáucaso se agravasse.
Não é que tenha algo em especial contra os Óssetios do Sul, ou mesmo contra os Georgianos; nem me dá gozo nenhum ver aquela gente a passar mal, mas não sei porquê, tenho saudades da Guerra Fria.
Jaime Bom - Reformado do MI6

Totalitarismo foleiro de galochas postas

O sonho da liberdade está em perigo porque nunca existiu
Dentro da gaiola que urge em encher-se nada
Nulidade subjectiva
De parcelas de vida sobrevivida.


Durmo
Esqueço
Limbo burgesso


Amanhã repetir a dose imposta
Como se isso não fosse nada de mal
Nada de errado...
A não ser o fulcral.





Hugo Norreias

E não me sai da cabeça aquele microuniverso ergonómico e personalizado...

Eu sou um anjinho que paira nas mais cândidas mentes
De quando em vez sinto que não tenho dentes
Quantas serão as odaliscas de meus entreforros?


Pedala Zé Roberto que havemos de encontrar céu aberto.


Xilofones escangalhados pululam pelos prados
Tudo é tão incerto como cagar pedaços de barro
Com celofane enfiado no rabo.


A vida é mesmo assim como espetar os dedos na órbita ocular numa sala assistida
Com profissionais para te orientarem na doença


Disfunção dissimulada que me reflecte como um farol...


Esfarelo-me em esferas jurídicas
Num suicídio consentido por deus.



Tó Mamário

domingo, 17 de agosto de 2008

Pelos caminhos de Portugal...


Bucetas a Concelho!!!!

As crónicas do Riddikl

“ Descoberto o significado da letra “T” nas braçadeiras de (alguns) GNR´S”

Um dos maiores mitos urbanos da nossa história contemporânea foi, por fim revelado:
Segundo uma fonte próxima da chefia nacional da GNR a letra T que (alguns) agentes dessa organização ostentam no braço significa afinal TRANSE, querendo isto dizer que pertencem a uma brigada especial: a BT (Brigada do Transe). Ao que conseguimos apurar estes agentes especiais tem como principal missão andar infiltrados em festas de transe averiguando se as pessoas se encontram bem e disponibilizando garrafas de água.
O dirigente do movimento “Nova Democracia” Manuel Monteiro já mostrou o seu agrado por esta iniciativa e passando a citar o próprio “ Já era tempo de alguém hidratar a nossa juventude se vivemos de facto numa Democracia”.
Outro facto revelado é que uma facção mais radical destas brigadas do transe, defensores acérrimos do consumo de drogas químicas e consumo de agua, andam pelas estradas de Portugal multando os condutores que ingerem álcool, com a justificação que isso “não é bom para a saúde” e “aumenta o tempo de reacção”.




Henrique Cimento

Não vá o diabo tecê-las...


Realmente já tinha ouvido esta do "não passe a mão nas bordas" na altura não liguei e levei um soco na cara. Se tivesse visto este cartaz na altura tinha poupado essa situação desagradável.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A V. Exa. Cardeal Dom José Policarpo,

Venho por este meio manifestar a minha preocupação relativamente aos recentes desenvolvimentos que apontam para uma diminuição da afluência de crentes ao Santuário de Fátima. Esta perda está a verificar-se para outros Santuários como o de Lourdes, em França.
Apesar do esforço de modernização do Santuário: com a introdução das velas artificiais (lâmpadas que acendem após a inserção de uma moeda) e da reciclagem da cera das velas, recomendo uma alteração estrutural da estratégia de Marketing a seguir.
O Merchandising, apesar de registar uma oferta diversificada, deve ser melhorado. A venda das camisolas Bento XVI não correspondeu às expectativas, sendo que as poucas vendas registadas ocorreram na região de Faro.
A figura do pagador de promessas é igualmente importante para libertar os crentes de certas obrigações incomodas e que deixam por vezes mazelas no corpo. Recomendo portanto o recrutamento de mais colaboradores para este sector em crescimento.
O departamento de prospecção de milagres necessita de uma reestruturação, para que novos milagres sejam rapidamente encontrados, de forma a aumentar a fé dos crentes.
É necessário um reforço da sinalização da marca “Fátima”, com um aumento das expectativas dos crentes em relação ao resultado das promessas efectuadas.

Memorando do Director de Marketing do Santuário de Fátima

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Seixo Paulo

Para muitos seria apenas mais um calhau com olhos mas para nós é um seixo com uma personalidade muito própria e com nome: Paulo.

(devido a alguma polémica em relação a este post sinto-me na necessidade de me explicar: digam apenas o nome rápido e em voz alta: SEIXO PAULO. acho que vão perceber...)

Tenho um furo na cabeça (que foi feito à pressão)

Os trepanados (classe superior reinante) haviam atingido a iluminação através de um pequeno procedimento cirúrgico que consistia em efectuar um buraco na cabeça. Este buraco permitia libertar a pressão do corpo que os aprisionava numa realidade fútil.
A primeira medida tomada por estes seres superiores foi a ordem sumária de execução de todos os contabilistas. Foi proibido todo o pensamento positivista, sendo que o homem devia reger-se por padrões metafísicos. Os indivíduos que demonstrassem grandes certezas acerca da vida sabiam o que os esperava, uma morte horrível por desmaterialização do cérebro.
Contudo, os verdadeiros problemas começaram a surgir quando os lobotomizados tomaram o poder pela força…

P.M.
(Post Mortem)

Post nº 100

O cem (100, C) é um número inteiro. Ele é precedido pelo 99 e sucedido pelo 101.

O número, na linguagem moderna e informal, é usado (na forma decimal) para substituir a palavra "sem", geralmente com a função da preposição. Isso é bastante comum na arte do grafite em grandes centros urbanos. É também praticado no internetês. Alguns exemplos dessa expressão artística são: 100noção, 100vergonha, 100cabimento, 100pre etc.

Ex prático : Estes moçes andam 100pre a escrever coisas 100sentido nenhum.


100prempé

domingo, 10 de agosto de 2008

Papeis? Quais papeis?

www.rosaxokk.blogspot.com


Imagem gentilmente enviada por Daniel Dantas

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

E prontes...

Indivídua: Ai, e não sei quê, fui ver o vosso blogue e tal, é muito maluco e não sei quê, mas não percebo nada...
Eu: O que é que não percebes?
Indivídua: Ai e tal, que não percebo, onde é que querem chegar com aquele semi-dadaísmo todo selvagem, com laivos enormes de surreal embebido em anarquismo precoce e imberbe.
Eu: Anarquismo o quê?...
Individua: Nada, nada, eu também não sei o que queria dizer, mas a frase pareceu-me inteligente na altura, não te pareceu a ti?
Eu: Não.

Gravado com microfones daqueles...mesmo fixes.

A César o que é de César

E o que dizer sobre a coninha da menina?
A coninha é da menina!
E mai nada...
Não é do pai, nem da mãe...nem do camandriu...
A coninha é da menina , e acabou-se.

Filho do pai do padrastro do Zé Filipe, moço que dizia ser o outorgante da coninha da menina

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Tout va bien (uma pitada de intervenção nihilista)


Acende o cérebro
Desliga a televisão
Sai de casa, dá uma volta
E enche os pulmões com poluição

Obedece, consome e morre





Chei d´Vices (O sid vicious da Penha)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Curiosidades

O espectáculo de televisão (ou ao vivo) mais apreciado entre os viciados em heroína, hoje em dia mais conhecidos como “arrumadores”, é sem dúvida o da eleição de um novo Papa.
Tudo porque, após o conclave haver escolhido o novo Santo Homem e depois de ter sido lançado o fumo branco, o deão do colégio dos bispos surge na varanda da Capela Sistina e anuncia ao mundo: Temos Papa!

Revista Gina, contracapa – anúncios e efemérides.

A Pedra Filosofal

Mal soube que tinha ganho o euromilhões, saiu de casa a correr. A felicidade escorria-lhe pelo rosto. Não conseguia parar de pensar em como iria ser a sua nova vida. Nova casa, novo carro, viagens pelo mundo inteiro, novas namoradas, novos amigos, amigos antigos renovados-«foda-se, o karma tarda mas não falha» pensou. Ao chegar ao “Seu Café”, tropeçou numa pedra, bateu com os cornos no chão e morreu logo ali. Tinha razão, o karma, nunca falha.

Romualdo Alizando Cresce
in tragédias da vida moderna

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O revolucionário Paco Tilha abandona o seu nicho libertário para se mascarar na sociedade que o oprime

As reuniões da célula adormecida continuavam, de forma regular, na cave de Paco Tilha aos fins-de-semana. A luta pelos grandes ideias já não tinha o mesmo significado desde que o partido tinha deixado a clandestinidade. O patronato, esse, continuava a apropriar-se indevidamente do trabalho cristalizado e das mais valias geradas pelos trabalhadores. Os Estados Unidos eram claramente os culpados por esta exportação atroz do capitalismo selvático que condicionava o desenvolvimento dos restantes países do Mundo. A globalização minava a identidade do país.
Na segunda-feira Paco vestia o seu fato Hugo Boss para ir trabalhar no Banco. No caminho ouvia musica no seu I-Pod, retirada da Internet. Na hora de almoço comia um menu do Macdonalds.
Ao voltar para casa alugou um filme americano de acção para ver à noite com a sua mulher, a comer Pop-Corn, sentado no seu sofá de design, enquanto era envolvido pelo som do sistema Surround.


P.M.
(Post Mortem)

domingo, 3 de agosto de 2008

As crónicas do Riddikl

Lili Caneças vai ser a nova "cara" da marca Nestum
A multinacional Nestlé anunciou em comunicado que vai apostar em Lili Caneças para ser a "cara" da nova campanha publicitária da famosa marca Nestum.
A dama de ferro do "jet-set" Português é, segundo os reponsáveis pelo departamento de marketing desta multinacional "a pessoa ideal para pubicitar o produto" visto que "a sua cara é a coisa mais parecida com a papa alimenticia em questão".
Lili por seu lado declarou estar honrada com o convite feito pela Nestlé, revelando que para além da sua cara ser, de facto parecida com o produto, o seu cérebro também tinha algumas semelhanças estando por isso e passamos a citar: "radiante por ser a imagem de uma marca com a qual me identifico completamente".
Enretanto e antecipando o sucesso desta campanha a Nestlé já encomendou um estudo de mercado para averiguar o impacto que teria o lançamento de um novo sabor das suas papas: O Nestum Lili.



Henrique Cimento

sábado, 2 de agosto de 2008

Pois é André...

"Querida imaginação, o que mais me agrada em ti é nunca perdoares."

"A beleza será convulsiva ou não será!"

"Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio-pau a bandeira da imaginação"

"Nem toda a água do mar chegaria para lavar uma nódoa de sangue intelectual"

"Esta intratável mania de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, embala os cérebros"

"Tamanha é a crença na vida, no que a vida tem mais de precário, bem entendido, a vida real, que afinal esta crença se perde"

André Breton

Parabéns a mim



Mais rápido que um Jesus Cristo;

Mais forte que o papa Bento XVI;

Mais bonito que a Manuela Ferreira Leite;

Mais sexy que o Cavaco Silva;

Mais egocêntrico que o Mourinho...

faz anos hoje:

Romualdo Alizando Cresce

Parabéns Puto (eu)

Obrigado, não era preciso tanto, obrigado, não tava nada à espera....quero agradecer à Academia, a Deus e aos meus pais...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Fare Oeste